Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Ilusão do Iceberg

 

Quem está de fora, nem sempre vê, ou quer ver, o que está na origem daquilo que é mostrado.

Quando o que está visível é apenas a superfície, poucos são os que pensam naquilo que poderá ter dado origem à mesma, nos alicerces, na base de tudo, nas raízes de onde se obteve alimento, no que está abaixo da superfície, no que está para além daquilo que conseguimos ver. 

E, se é verdade que, em muitos casos, muitas superfícies não passam mesmo de isso, sem nada por baixo, e podem desaparecer tão depressa como surgiram, também é verdade que, muitas das mais belas superfícies são apenas o resultado de algo muito maior, que dificilmente se verá, mas que está lá.

 

 

À Conversa com WAZE

 

O convidado de hoje da rubrica "À Conversa com..." é o WAZE, que lançou em novembro o seu primeiro EP "Ilusão". Deixo-vos aqui a entrevista:

 

 

 

 

 

Quem é o WAZE?

O WAZE antes de tudo é o Bernardo Magno Rodrigues, um jovem de 17 anos que tal como todos os outros teve até á data muitas desilusões e muitas felicidades que fazem dele a pessoa que é hoje, e a sua personalidade transparece nas suas músicas visto que estas não são mais que um reflexo da sua pessoa.

 

Como é que a música surgiu na tua vida?

A música surgiu na minha vida numa fase em que eu sentia que precisava de desabafar o que estava dentro de mim e o que sentia, fui-me refugiando na música ouvindo outros artistas até que chegou o momento que achei que estava na hora de eu passar a minha mensagem.

 

Quem são as tuas maiores inspirações a nível musical?

Neste momento a minha maior inspiração a nível musical são os artistas G-son e Zara-G membros pertencentes ao grupo WET BED GANG, visto que eles conseguem fazer com que eu sinta as músicas em vez de apenas ouvi-las, o que a meu ver é fundamental.

 

 

 

 

“Ilusão” é o teu primeiro EP, lançado a 18 de novembro. Que expectativas tens relativamente a este trabalho?

Sinceramente não gosto de depositar muitas expectativas nos meus projetos, prefiro ser surpreendido como tem vindo a acontecer até à data, mas estou bastante satisfeito com o resultado deste projeto até agora.

 

“Crazy”, o single de apresentação, e “Abstrato” são alguns dos novos temas que se juntam aos já conhecidos temas “Cuida de Mim”, “Ninguém como Tu” e “Primeiro Dia”, todos eles em português. Cantar em português foi sempre um dos teus objetivos?

Sim, porque eu acho que se não cantasse em Português nunca iria conseguir passar a minha mensagem da mesma forma, acho que no meu caso, a essência da minha música incide principalmente nas letras e na fácil compreensão das mesmas, por isso não acho que fizesse sentido cantar em outra língua que não a minha.

 

Os temas deste EP falam de amor e de relações. As letras são da tua autoria?

Sim. Todas as minhas letras são escritas por mim e todas elas relatam experiências que vivi, o que permite que as minhas músicas, como já referi, sejam um reflexo da minha pessoa.

 

Quais são aqueles que consideras os teus pontos mais fortes a nível musical?

Penso que os meus pontos mais fortes são a capacidade de escrever letras simples, em que os jovens se identificam, e também a capacidade de fundir o Rap com o RNB de uma forma bastante natural.

 

No tema “Primeiro Dia” tiveste a colaboração do Pedro Gonçalves. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência incrível, porque eu sempre apreciei a carga emocional que ele transmitia ao cantar, e já o acompanhava desde o programa “The Voice”, portanto acho que ambos aprendemos muito um com o outro na realização deste tema.

 

O teu EP foi lançado há relativamente pouco tempo. Ainda assim, que feedback tens tido por parte do público?

O feedback tem sido incrível porque as pessoas têm-se identificado bastante com os temas, e encontram nas músicas um abrigo do resto dos problemas, um momento onde podem esquecer tudo e “viajar”. Provocar tais sensações sempre foi um dos meus objetivos enquanto artista.

 

A música a algo a que te pretendes dedicar a tempo inteiro?

Sim, tenho o objetivo de fazer da música a minha vida, e acho que com o tempo e muito trabalho, mais tarde ou mais cedo isso acabará por acontecer.

 

Que objetivos gostarias de ver concretizados num futuro próximo?

Gostaria de alcançar a marca dos 2 milhões de views totais nos vídeos do EP, visto que já estamos perto dessa marca e é uma das metas que pessoalmente me daria prazer alcançar.

 

Onde é que o público poderá ouvir-te nos próximos meses?

Neste momento estamos a tratar da promoção e divulgação deste EP, mas seguindo-me nas redes socias ficam a par de todas as minhas datas futuras.

 

Muito obrigada, Waze! Votos de muito sucesso!

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

Estratégias para andar de carro

 

Nunca pensei que, algum dia, teria que encontrar algumas estratégias para conseguir andar de carro de forma minimamente descontraída.

Mas é isso que eu tenho feito.

Desde que comecei a andar de carro (sempre ao lado do condutor ou atrás) e até agora, nunca me preocupei com nada. Era algo perfeitamente normal e natural.

Depois do acidente, cada vez que vamos a algum lado de carro, sinto que vou entrar num campo de batalha - a estrada - da qual não sei se sairei ilesa ou não.

Estou sempre atenta, a olhar para todos os lados, a ver se alguma bala é disparada, e de que lado virá. E o pior é que, mesmo que não venha, às vezes parece que isso vai acontecer. Pura ilusão de óptica mas, ainda assim, assusta.

Por isso, uma das minhas estratégias é levar o GPS na mão - enquanto estou entretida a ver a rota, onde temos que virar e quantos quilómetros faltam, não olho para a estrada.  A outra é, sempre que um carro vai ao nosso lado, ou a chegar-se para o nosso lado (normalmente em auto estradas), olhar em frente, para não me assustar com a tal ilusão óptica. 

Umas vezes resulta, outras nem por isso. Porque, por mais que tente, e que em determinados momentos vá distraída, a apreciar a paisagem ou a música, há sempre outros em que o meu subconsciente me impele a olhar para a estrada.

Podia fazer como quem viaja de avião: tomar alguma coisa para dormir e só acordar à chegada ao destino. Mas, e se acontecesse alguma coisa enquanto eu dormia, e eu nem desse por nada? Não, quero estar de olhos bem abertos, para o bem ou para o mal.

E é a única forma de superar o medo, e esta paranoia que me anda a dominar. Até porque o perigo pode estar em qualquer lado e em qualquer lugar. É verdade!

Mas foi na estrada que eu me deparei com ele...

 

Será a revelação dos segredos o fim da magia?

 

Ao longo de 5 programas, o famoso "mágico da máscara" foi revelando os mais ancestrais segredos da magia, quebrando o chamado "código dos mágicos"!

Quem me chamou a atenção para o programa foi a minha filha e, a partir daí, comecei a segui-lo todos os sábados.

Claro que estes truques agora explicados são apenas alguns de muitos que se praticam mas, logo da primeira vez que vi, pensei: "agora que todos sabemos como funciona e que tudo não passa de uma ilusão, já não tem graça assistir a estas exibições noutros espectáculos. Perdeu-se a magia."

Ou talvez não...Afinal, mesmos sabendo que o Pai Natal, a Fada dos Dentes e tantas outras personagens criadas não existem, ainda continuamos sob a influência da sua magia. Assim, o facto de sabermos como se fazem estes truques antigos pode-nos levar a tentar descobrir o segredo dos novos. 

O que é certo é que, admirado por alguns, e odiado por muitos, Val Valentino conseguiu causar polémica com esta decisão de revelar os segredos da magia.

Por mim, podia continuar!

Começámos o ano em grande!

 

O marido esteve a trabalhar na passagem de ano! (pelo 5º ano consecutivo)

A filha, com amigdalite, adormeceu pouco depois das 22h.

E eu, entrei no novo ano sentada no sofá com a Tica ao colo e a Inês a dormir encostada a mim!

Lá fora, para igualar a véspera de Natal, chuva.

Não houve espumante, nem passas, nem panelas a bater...Foi uma noite como tantas outras, igual a muitas outras.

E assim foi, também, o primeiro dia do ano. Salvo pelo computador que está em fase terminal e a precisar de ser substituído (logo agora que tinha resolvido poupar), e por uma boneca que, há muitos anos em estado vegetativo, resolveu suicidar-se! Tenho 3 bonecas de porcelana, há vários anos, em cima do roupeiro. Ninguém lhes mexeu. O meu marido estava a ver televisão na sala, a Tica a dormir ao pé dele e eu na cozinha. Ouvimos um barulho. Fui ver onde era e descobri uma das bonecas no chão do quarto, de cabeça partida. Caiu, assim, do nada. Mistério... 

 

É verdade que mais um ano terminou e um novo recomeçou. Enterra-se o passado e renova-se a esperança. Fecha-se um ciclo e abre-se outro. Temos uma oportunidade (ou assim queremos acreditar), de fazer nos próximos doze meses o que não fizemos nos anteriores. 

Mas, na verdade, continua a ser e a estar tudo como antes.

Continua a haver fome, guerra, violência, pobreza, mortes...Continua a haver corrupção, intrigas, conspirações...Continua a haver ricos, milionários e bilionários...Continuam a escassear valores a muitas pessoas...

Até mesmo algumas das nossas resoluções e decisões caiem, por vezes, em saco roto. Claro que, outras há que, com persistência, se concretizam. Mas, de uma forma geral, as mudanças que planeamos, ou esperamos, com a entrada no novo ano são mais uma ilusão do que uma realidade. Excepto, como é óbvio, aquelas que sabemos que nos aguardam todos os anos por esta altura - os aumentos!

 

Até agora, não me sinto mais diferente em 2014 do que me sentia em 2013. Simplesmente, a vida continua!