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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Estratégias para andar de carro

 

Nunca pensei que, algum dia, teria que encontrar algumas estratégias para conseguir andar de carro de forma minimamente descontraída.

Mas é isso que eu tenho feito.

Desde que comecei a andar de carro (sempre ao lado do condutor ou atrás) e até agora, nunca me preocupei com nada. Era algo perfeitamente normal e natural.

Depois do acidente, cada vez que vamos a algum lado de carro, sinto que vou entrar num campo de batalha - a estrada - da qual não sei se sairei ilesa ou não.

Estou sempre atenta, a olhar para todos os lados, a ver se alguma bala é disparada, e de que lado virá. E o pior é que, mesmo que não venha, às vezes parece que isso vai acontecer. Pura ilusão de óptica mas, ainda assim, assusta.

Por isso, uma das minhas estratégias é levar o GPS na mão - enquanto estou entretida a ver a rota, onde temos que virar e quantos quilómetros faltam, não olho para a estrada.  A outra é, sempre que um carro vai ao nosso lado, ou a chegar-se para o nosso lado (normalmente em auto estradas), olhar em frente, para não me assustar com a tal ilusão óptica. 

Umas vezes resulta, outras nem por isso. Porque, por mais que tente, e que em determinados momentos vá distraída, a apreciar a paisagem ou a música, há sempre outros em que o meu subconsciente me impele a olhar para a estrada.

Podia fazer como quem viaja de avião: tomar alguma coisa para dormir e só acordar à chegada ao destino. Mas, e se acontecesse alguma coisa enquanto eu dormia, e eu nem desse por nada? Não, quero estar de olhos bem abertos, para o bem ou para o mal.

E é a única forma de superar o medo, e esta paranoia que me anda a dominar. Até porque o perigo pode estar em qualquer lado e em qualquer lugar. É verdade!

Mas foi na estrada que eu me deparei com ele...

 

Será a revelação dos segredos o fim da magia?

 

Ao longo de 5 programas, o famoso "mágico da máscara" foi revelando os mais ancestrais segredos da magia, quebrando o chamado "código dos mágicos"!

Quem me chamou a atenção para o programa foi a minha filha e, a partir daí, comecei a segui-lo todos os sábados.

Claro que estes truques agora explicados são apenas alguns de muitos que se praticam mas, logo da primeira vez que vi, pensei: "agora que todos sabemos como funciona e que tudo não passa de uma ilusão, já não tem graça assistir a estas exibições noutros espectáculos. Perdeu-se a magia."

Ou talvez não...Afinal, mesmos sabendo que o Pai Natal, a Fada dos Dentes e tantas outras personagens criadas não existem, ainda continuamos sob a influência da sua magia. Assim, o facto de sabermos como se fazem estes truques antigos pode-nos levar a tentar descobrir o segredo dos novos. 

O que é certo é que, admirado por alguns, e odiado por muitos, Val Valentino conseguiu causar polémica com esta decisão de revelar os segredos da magia.

Por mim, podia continuar!

Começámos o ano em grande!

 

O marido esteve a trabalhar na passagem de ano! (pelo 5º ano consecutivo)

A filha, com amigdalite, adormeceu pouco depois das 22h.

E eu, entrei no novo ano sentada no sofá com a Tica ao colo e a Inês a dormir encostada a mim!

Lá fora, para igualar a véspera de Natal, chuva.

Não houve espumante, nem passas, nem panelas a bater...Foi uma noite como tantas outras, igual a muitas outras.

E assim foi, também, o primeiro dia do ano. Salvo pelo computador que está em fase terminal e a precisar de ser substituído (logo agora que tinha resolvido poupar), e por uma boneca que, há muitos anos em estado vegetativo, resolveu suicidar-se! Tenho 3 bonecas de porcelana, há vários anos, em cima do roupeiro. Ninguém lhes mexeu. O meu marido estava a ver televisão na sala, a Tica a dormir ao pé dele e eu na cozinha. Ouvimos um barulho. Fui ver onde era e descobri uma das bonecas no chão do quarto, de cabeça partida. Caiu, assim, do nada. Mistério... 

 

É verdade que mais um ano terminou e um novo recomeçou. Enterra-se o passado e renova-se a esperança. Fecha-se um ciclo e abre-se outro. Temos uma oportunidade (ou assim queremos acreditar), de fazer nos próximos doze meses o que não fizemos nos anteriores. 

Mas, na verdade, continua a ser e a estar tudo como antes.

Continua a haver fome, guerra, violência, pobreza, mortes...Continua a haver corrupção, intrigas, conspirações...Continua a haver ricos, milionários e bilionários...Continuam a escassear valores a muitas pessoas...

Até mesmo algumas das nossas resoluções e decisões caiem, por vezes, em saco roto. Claro que, outras há que, com persistência, se concretizam. Mas, de uma forma geral, as mudanças que planeamos, ou esperamos, com a entrada no novo ano são mais uma ilusão do que uma realidade. Excepto, como é óbvio, aquelas que sabemos que nos aguardam todos os anos por esta altura - os aumentos!

 

Até agora, não me sinto mais diferente em 2014 do que me sentia em 2013. Simplesmente, a vida continua!

 

Sobre os casais que adoptam crianças…

…e depois as querem devolver!

 

 

Tenho uma única filha. Biológica. Até aos dois anos, sempre foi uma criança sossegada. A partir daí, mudou. Com a separação dos pais, ficou pior. Entre os 4 e os 7 anos, foram várias as birras que fez, só para testar os meus limites. Eu era a mãe, era comigo que vivia, era eu que lhe dava educação, que impunha regras, que não lhe satisfazia todas as vontades. O pai era um aliado! E eu, a má da história!

As birras começavam por nada em especial, mas começavam, e quase sempre acabavam mal. Muitas vezes a tive que arrastar de casa dos meus pais até à nossa, muitas vezes atirou com coisas, deu pontapés no que lhe aparecia à frente, tentou bater-me…Muitas vezes me disse que não gostava de mim, que eu era má, que queria ir viver com o pai, que preferia que eu morresse… Muitas vezes me enervei, chorei e pensei em lhe fazer a vontade, porque já não aguentava mais…

Mas não o fiz. Procurei ajuda para saber como lidar com toda essa situação, e aprendi a impor-me, a controlar-lhe as birras, a não mostrar o quanto isso me afectava. Hoje, com 9 anos, ainda tem uma ou outra birra, comum a todas as crianças, mas nunca voltou a ter aquele comportamento agressivo e revoltado.

Afinal, e como eu costumo dizer na brincadeira, “um marido podemos sempre despachar, mas um filho é para a vida”!

É esse pensamento que deve ter em mente quem pretende adoptar uma criança. O problema, é que nem sempre os casais que adoptam vêem essas crianças como seus filhos biológicos. Não é que os pais biológicos não abandonem os filhos, porque muitos o fazem. Mas, por norma, os “verdadeiros pais”, aqueles que sabem o real significado dessa palavra, nunca abandonariam um filho. E conheço pais adoptivos que foram mais “pais” que os biológicos.

O que acontece é que, não raras vezes, quem adopta, não está realmente preparado para esse passo, embora o pense. E só se apercebe disso depois de já ter a criança consigo. Ou não se apercebe. Provavelmente consideram-se óptimos pais. A culpa será da criança que é mal comportada, que tem problemas, que não teve uma infância fácil, que não é perfeita, que não é de todo o que tinham imaginado. Mas isso é algo que se resolve com facilidade: já que é um período experimental, devolve-se a criança. Ou troca-se por outra. Já que têm essa possibilidade, porque não aproveitá-la?!

E assim se reduz, de certa forma, uma criança a uma mercadoria, a um peso, a um objecto que afinal chegaram à conclusão que não querem e trocam por outro. Algo que, possivelmente, nunca fariam com um filho biológico. Escolhem o caminho mais fácil.

Mas que disse que ter um filho seria uma tarefa fácil. Nunca o foi, e nunca o será! Talvez para alguns casais não seja tão difícil do que para outros mas, definitivamente, fácil não é. E, se não estiverem cientes disso, então é preferível não iludir estas crianças que, tal como as outras mas, normalmente, mais sofridas, apenas querem uma família que as aceite como são e que as ajude a minorar ou ultrapassar os traumas do passado. Isso implica uma luta diária constante. E implica determinação, perseverança, educação, apoio, regras, limites, dedicação e, acima de tudo, amor!

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