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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

The Voice Portugal - as primeiras batalhas

Ontem foi noite de batalhas no The Voice Portugal, uma etapa bastante injusta, como já anteriormente tinha referido.

De uma forma geral, concordei com as escolhas dos mentores, embora não tenha compreendido algumas decisões por eles tomadas.

 

 

Assim, relativamente à equipa do Anselmo:

 

Natacha x Mariana - saiu vencedora a Natacha. Concordo, embore ache que ela ainda não mostrou tudo o que vale.

 

 

 

Laura x Simone - saiu vencedora a Laura. Quando vi quem ia disputar esta batalha pensei logo que a Laura já era. Há qualquer coisa que não me cativa nela, não sei se é o nervosismo, falta de confiança ou o próprio timbre. Fiquei na dúvida se o Anselmo a escolheu porque realmente achou que foi superior, ou apenas porque era muito mau eliminá-la pela segunda vez nesta fase. Assim, tiveram que eliminar o Simão/ Simone (também muito conveniente).

 

 

Equipa da Aurea:

 

 

Francisco x Isis - foi declarado vencedor o Francisco. Já não era novidade nenhuma! Mesmo antes de cantarem, já se sabia quem iria ser escolhido. Tudo bem que o Francisco canta bem, tem aquele jeito só dele, aquele timbre e expressões muito características, mas a Isis também canta e interpreta muito bem.

 

 

Equipa do Mickael:

 

 

Tamara x Juliana - para minha grande surpresa, mas concordando com a escolha, saiu vencedora a Juliana. Fiquei admirada por ninguém ter salvo a Tamara, porque ela é um animal de palco. Pessoalmente, prefiro o timbre da Juliana, e esteve muito melhor nesta batalha que na prova cega. A Tamara deu um show na prova cega, e tem mais atitude em palco. Mas pareceu-me que estava demasiado convencida que ia passar porque estava na praia dela, já conhecia a música e tinha, à primeira vista, várias vantagens sobre a Juliana. E na verdade, é mais completa. A Juliana tem uma bonita voz, mas precisa soltar-se mais. Ainda assim, a voz da Juliana sobressaiu mais esta noite.

 

 

 

 

Fernando x Pedro - saiu vencedor o Fernando, mas o Pedro foi salvo pela Marisa. Confesso que gostei mais de ouvir o Fernando na prova cega. Aqui na batalha, gostei de algumas partes. Já o Pedro, parece-me que se envolve mais com a música e nos envolve a nós, e tem ali um potencial que deve ser aproveitado. Como um dos mentores disse, gostei de partes de um e de outro. Talvez o Fernando tenha mais qualidade e hipóteses de chegar longe. E o Mickael, depois da festa que fez quando o Fernando o escolheu, não o ia mandar embora. Mas eu achei o Pedro ligeiramente melhor nesta batalha.

 

 

Equipa da Marisa:  

 

 

Diana x Hélia - saiu vencedora a Hélia. Esta foi uma batalha "estúpida" e muito fraquinha, quando poderia ter saído dali um bom momento musical. Cada pessoa tem os seus compromissos, e saberá da sua vida, mas logo de início foi a Diana que esteve nos ensaios, sozinha. Juntaram-se depois no último ensaio, com uma sugestão que não sei se se destinou a sobrecarregar a Diana, e facilitar a vida à Hélia. Não acho que qualquer uma delas tenha capacidades para chegar longe no programa, uma pela voz, outra pela atitude. E gostei mais de ouvir a Hélia, nas partes em que cantou. Mas não sei até que ponto esta distribuição da música a favoreceu. No entanto, ela não tem atitude em palco. Pelo trabalho e vontade de vencer, e por ter mais garra, talvez tivesse optado pela Diana.

 

 

 

Maria x Marcos - venceu a Maria. Não gosto da Maria. Já na altura do Ídolos não gostava. Gosto da voz dela, e achei que ficou muito bem nesta música. Não gostei dos gritos dela, principalmente no final. Senti que o Marcos estava mais envolvido na música que a Maria. E também a voz dele ficou muito bem neste tema. Talvez a Maria tenha mais potencial para seguir em frente. Nem percebi porque é que o Marcos foi escolhido nas provas cegas, mas mostrou que sabe fazer melhor. Ainda assim, também não percebo porque tentaram os 3 mentores salvá-lo.

 

 

Pontos negativos:

- O assassinato de várias músicas, com a justificação de dar o cunho pessoal, de fazer versões diferentes. Os mentores que anteriormente criticaram os concorrentes de o fazer e, com isso, a interpretação ficar confusa, estão precisamente a fazer o mesmo agora.

 

- O facto de terem virado cadeiras para salvar determinados concorrentes e para outros, talvez com mais potencial, terem permanecido quietos.

 

- O Bonga - alguém me sabe dizer o que é que o homem ali esteve a fazer?

 

- O facto de só ter havido uma batalha da mentora Aurea, ao contrário dos restantes mentores (a não ser que me tenha escapado alguma coisa).

 

 

Pontos positivos:

- A escolha das Patrícias para ajudar os concorrentes da Aurea, e do Diogo Piçarra, para os da equipa do Mickael.

 

 

Imagens The Voice Portugal

A gala dos injustiçados

 

A gala de ontem do Got Talent Portugal juntou aqueles concorrentes que os jurados consideraram injustiçados nas galas anteriores, e a quem decidiram dar uma nova oportunidade de mostrar o que valiam, e poder alcançar um lugar na final.

Oito concorrentes repescados, que viram nesta oportunidade uma nova esperança mas que, para sete deles, resultou em mais uma injustiça.

Devo dizer que, de todos, o que o público escolheu era o que eu menos estava à espera de ver passar! Muito menos depois do que o Manuel Moura dos Santos comentou sobre a sua prestação. E, apesar de não gostar da maior parte dos comentários que este jurado costuma fazer, achei muito mal o apresentador querer "calá-lo" no momento em que ele desmascarava o truque do concorrente, e apontava as falhas da actuação.

Injustiça grande para o Hélio, para o Barofa e para o Johnathan - para mim os mais fortes candidatos ao lugar de finalista, embora tenha gostado mais das prestações do Hélio e do Johnathan em actuações anteriores, e o Barofa me tenha surpreendido ainda mais nesta gala.  

 

Got Talent e Pequenos Gigantes

 

Como tem vindo a ser hábito, nem sempre os melhores talentos são escolhidos pelo público ou pelos jurados, e a noite de ontem não foi excepção.

Relativamente às prestações dos concorrentes, gostei muito de ver o Hélio. Há ali muito trabalho investido, e não é qualquer um que consegue fazer todos aqueles movimentos com aquela flexibilidade, harmonia e destreza. 

Gostei dos Mini Feel It, mas concordo que não tenham passado à final, à semelhança do Rodrigo, que por muita razão que tenha quanto às condições e aquilo que era possível fazer dentro das mesmas, se alongou em demasiadas explicações ao júri. Como é óbvio, se fosse eu, assim que me pusesse em cima dos patins, caía logo. Mas penso que ele, como profissional, podia ter feito mais.

Aos Sangre Ibérico, reconheço o talento, mas não aprecio o género. A mesma coisa para o António Ledo mas, ainda assim, acho que preferi ouvir o António tocar o acordeão. Se pagava para ir ver um espectáculo de algum destes concorrentes? Não!

Os Opera Buffa são outro daqueles casos em que não pagaria para ver. E preferi muito mais a actuação na audição do que esta. A pianista foi a que esteve melhor, deste quinteto, e não percebo porque nunca a mostraram no vídeo do grupo, falando apenas dele como quarteto.

Os Guitardrums são mais um dos casos em que reconheço o trabalho que fizeram, mas a mim não me dizem muito.

O Angelo, não tendo qualquer formação a nível de dança, conseguiu cativar-me. A escolha da música também ajudou. Apesar dos percalços, gostei da actuação e tive pena de não ficar entre os 3 primeiros. 

Para mim, seria o Hélio, o António e o Angelo a disputar os lugares na final. Infelizmente, o Hélio não teve a sorte de ocupar um deles.

Muito se tem falado da injustiça de ter que escolher entre talentos diferentes, da injustiça de ter vários concorrentes a fazer o mesmo na final, em detrimento de outros com talentos diferentes. É verdade.

Mas não seria também uma injustiça não escolher alguém com talento, só porque já lá está outro a fazer o mesmo?

Como temos oportunidade de ver, a maior parte dos finalistas escolhidos até agora resumem-se a canto, dança e pouco mais. Todos os outros talentos diferentes acabam por ser eliminados e ficar pelo caminho. Não me parece que seja esse o espírito do programa, pelo menos tendo em conta o que se vê noutros países.

Quanto aos apresentadores, gabo a exibição do José Pedro a fazer o pino! E critico solenemente a vestimenta da Vanessa! Os convidados musicais, nem sequer ouvi.

 

 

Hoje de manhã, e enquanto me despachava, a minha filha foi ver a gala dos Pequenos Gigantes. 

Só tenho a dizer que, se as escolhas dos jovens talentos forem todas ao estilo António Raminhos, nem vale a pena ver o resto do programa!

 

 

Imagens www.endemolnoar.com e Got Talent Portugal

Os médicos no serviço público e no privado

O meu marido é da opinião de que os médicos, nas clínicas privadas, só se interessam pelo dinheiro e, com ele garantido, pecam no atendimento dos utentes, dando pouca importância aos seus problemas e mostrando pouco interesse, preocupação ou profissionalismo. Já os médicos do serviço público, que cada vez recebem menos, não exercem a sua profissão com vista ao lucro e, como tal, mostram-se mais atenciosos com quem os procura.

Eu, sou de opinião contrária! Considero que os médicos, assim como todos os que trabalham, sentindo-se injustiçados face à constante redução dos seus salários, tendem a sentir-se desmotivados para o exercício da sua profissão e, como tal, pouco querem saber dos utentes que a eles recorrem, e tão pouco estão preocupados com o que lhes possa acontecer, porque não são suficientemente pagos para isso. Por outro lado, um médico que cobra um preço que acha justo pelo seu serviço, está mais motivado e tem obrigação de justificar o valor cobrado, com um atendimento mais amável, atencioso e cuidado.

Claro que, havendo excepções, encontramos bons e maus profissionais em qualquer um dos serviços - público ou privado. Até porque os médicos realmente profissionais exercem a sua profissão por amor à mesma, porque se sentem bem a ajudar o próximo, a melhorar a vida de cada um dos seus pacientes ou, simplesmente, a ser um ouvinte atento ou dar uma palavra amiga de consolo ou incentivo, fazendo disso a sua prioridade, sem olhar aos escassos meios que possam haver ou ao dinheiro que poderão, ou não, receber.

E quanto à questão da atenção que é dada aos pacientes, por médicos e enfermeiros? Falava disso a Van

do blog http://nuagesdansmoncafe.blogs.sapo.pt após um comentário que fiz sobre o assunto.  

Quem será mais atencioso? Os médicos ou os enfermeiros? 

Temos tido alguma sorte com os médicos que nos têm calhado, mas parece-me que os enfermeiros saem a ganhar. 

No hospital D. Estefânea, por exemplo, posso falar bem dos enfermeiros e da segurança, mas os médicos são para esquecer. No hospital de Torres Vedras, na parte da pediatria e internamento, tanto médicos como enfermeiros foram 5 estrelas. Já na maternidade, nem uns nem outros me deixaram saudades.

Mas, de uma forma geral, os médicos estão lá para observar, passar receitas e exames e pouco mais. São os enfermeiros que mais cuidam, que mais acalmam, que mais conversam, que mais atenção nos dão, que estão sempre lá noite e dia para o que precisarmos.

 

 

Solidariedade que vem de dentro, e se sente por fora!

"Solidariedade é um acto de bondade com o próximo, ou um sentimento, uma união de simpatias, interesses ou propósitos"

 

Se há solidariedade e pessoas solidárias neste mundo, este é um exemplo disso.

Sim, existem muitas formas diferentes de mostrar que somos solidários. E cada um escolhe aquela que mais se adequa à sua maneira de ser e de estar na vida.

Ainda há pouco tempo, assistimos a diversas manifestações de solidariedade para com as vítimas, e sobreviventes, do ataque ao Charlie Hebdo, um pouco por todo o mundo.

Quer através de junção de multidões, marchas, da arte nas suas variadas formas, de um simples texto num blog ou numa rede social, foi enorme o apoio a esta luta pela liberdade de expressão. Não que se pudesse com isso fazer alguma coisa pelas vítimas, ou proteger que cá ficou, mas pelo facto de que não aceitamos que em pleno século XXI e em países onde prezamos e usufruimos da liberdade de expressão conquistada com muita luta, haja ataques como este.

Mas, não condenando essas mesmas formas de demonstrar apoio e solidariedade, não posso deixar de enaltecer e destacar esta que, a meu ver, e a ser concretizada, é um verdadeiro acto de bondade para com alguém que não devia ter sido condenado, nem sujeito a tão dura pena.

Sim, refiro-me a Raif Badawi, condenado a ser chicoteado 1.000 vezes por insultar o islão no seu blogue. E aos sete membros da Comissão Americana para a Liberdade Religiosa Internacional, que se oferecem para receber 100 chicotadas cada um, no lugar dele.

Homens e mulheres, conservadores e liberais, cristãos e muçulmanos, todos defendem o mesmo princípio: 

"A compaixão, uma virtude sublinhada no islão bem como no cristianismo e no judaísmo e outras fés, é definida como sofrer com o próximo. Somos pessoas de credos diferentes, mas estamos unidos pelo sentido de obrigação de condenar e resistir à injustiça e, se for necessário, sofrer com as suas vítimas. Preferimos partilhar da sua vitimização do que ficar parados a vê-lo sofrer esta cruel tortura".

 

Posto isto, que mais se pode dizer? É a solidariedade que vem de dentro, e se sente por fora, na própria pele, atenuando e partilhando a dor do próximo!