Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Dizem que hoje é o Dia da Mulher

 

transferir (1).jpeg

Dizem que hoje é o Dia da Mulher...

Em que é que o meu dia de hoje difere dos outros?

Em nada!

A não ser por todas as pessoas que se dirigem e mim e me dizem "Parabéns, hoje é o teu dia!"

Mas o meu dia começou comigo a tratar da roupa, do almoço, da loiça que ficou por arrumar da véspera. E há-de continuar mais logo, a preparar fichas para a minha filha fazer e se preparar para os testes da próxima semana.

Pelo meio, talvez aproveite o bom tempo para dar uma voltinha com o marido, e namorar um bocadinho.

Então, porquê tanto alarido com o Dia da Mulher?

Porque o Dia da Mulher não se resume a um dia, mas a uma luta constante pela igualdade, pela liberdade, por muitos direitos que ja foram conquistados, e por outros que vamos aos poucos conquistando.

O Dia da Mulher, é todo aquele em que alcançamos conquistas e metas que ninguém imaginaria, que provamos que também nós somos capazes, também nós somos inteligentes, eficientes, também nós somos humanas, pessoas não só com deveres mas também com direitos.

Para muitas de nós, há muitos dias a que poderemos chamar Dia da Mulher. Infelizmente, para muitas mais, esse dia ainda não chegou, e sabe-se lá se algum dia chegará...

Se houver alguma intenção na existência deste Dia da Mulher, que não seja só o de celebrar aquilo que já temos mas, acima de tudo, para que a luta continue para conseguir o mesmo para aquelas que ainda não sabem o que isso é, para aquelas a quem lhes é vedado todo e qualquer direito, para aquelas que em vez de mulheres, são apenas vistas como empregadas, escravas, serviçais, objectos dos prazeres, vontades e imposições dos homens! 

O que escondem as perguntas?

 

Porque fazemos perguntas? O que pretendemos com elas? O que escondemos nas suas entrelinhas?

Perguntamos porque temos dúvidas? Ou para desfazer certezas?

Perguntamos porque queremos saber as respostas? Ou serão perguntas capciosas, para as quais já sabemos as respostas e só pretendemos confirmação?

Perguntamos para que nos respondam? Ou serão perguntas retóricas, apenas para reflexão?

Dizem que, em caso de dúvidas, devemos sempre perguntar. Mas será que podemos, ou devemos, fazer sempre as perguntas que nos passam pela cabeça? Ou será melhor, em determinados momentos, guardá-las?

Perguntar ofende? Há quem diga que não. Há quem defenda que sim. Eu digo que há maneiras diferentes de fazer uma mesma pergunta, dando-lhe voluntaria ou involuntariamente, sentidos e objectivos distintos.

Há quem pergunte para esclarecer ou para se informar, há quem pergunte para compreender, e há quem pergunte adequada e oportunamente dentro de um determinado contexto, numa conversa normal. Há perguntas que são pertinentes.

Mas há, também, quem pergunte para agredir, quem pergunte para ofender, quem pergunte para acusar, quem pergunte para recriminar, quem pergunte para afirmar.

Há quem pergunte, não para esclarecer, mas para semear dúvidas.

Existem perguntas simples, básicas e directas. Mas uma pergunta pode esconder muito nas suas entrelinhas, ter duplo sentido ou dupla intenção.  

Há perguntas para as quais não existe resposta. E aquelas perguntas que, pura e simplesmente, nem merecem resposta!

 

O que significam as palavras ditas de cabeça quente?

transferir (1).jpg

 

Reflectirão as palavras, ditas de cabeça quente no meio de uma discussão, aquilo que quem as diz realmente pensa e sente, e que cala em todos os outros momentos, para que tudo corra bem?

Ou não passarão de palavras falsas, ditas apenas para atingir e magoar a pessoa com quem discutimos?

E qual das situações será pior?