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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O que têm em comum os casamentos e os livros?

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Casar à primeira vista é como começar a ler um livro sobre o qual não temos a mínima ideia do que fala. Podem acontecer várias situações:

 

- olhamos para a capa e para a sinopse, não nos diz nada e, na primeira oportunidade, oferecemos a alguém


- começamos a ler, não nos desperta interesse e pomos de lado, para nunca mais lhe tocarmos


- não parece muito entusiasmante no início, mas a determinada altura até engrenamos, e a leitura passa a ser fluída e interessante


- naquele momento não é bem o que nos apetecia, e fica em standby na prateleira, enquanto lemos outros

 

- ficamos logo presos, adoramos, e já não largamos mais

 

 

 

 

Já se casamos pelo método tradicional, é sinal de que, pelo menos a julgar por aquelas primeiras páginas que lemos, iremos gostar do que aí vem, mas pode ocorrer um destes cenários:

 

- pode-nos parecer uma coisa e, afinal, a história ser completamente diferente

 

- começa bem e parece ser o livro perfeito mas, a determinada altura, ficamos desapontados com o rumo da história

 

- até nos agradou bastante em determinada altura da nossa vida mas, entretanto, os nossos interesses mudaram, e já não nos diz nada

 

- como todas as grandes histórias, foi bom enquanto durou, mas chegou ao fim

 

- lemos uma, e outra, e outra vez, ao longo da nossa vida, nunca nos cansamos e temos sempre o mesmo sentimento de cada vez que o lemos

Já posso ter um ataque de nervos?!

Imagem relacionada

 

Estamos a pouco mais de duas semanas do final do primeiro período.

A minha filha tem ainda, por fazer, cerca de 5 ou 6 testes.

Todos os dias traz TPC's para fazer.

Tem um trabalho de Educação Visual para terminar em casa, porque as aulas não são suficientes.

 

 

Como se tudo isto não chegasse, tem ainda para fazer, em pares/ grupo:

  • um trabalho de português
  • um trabalho de espanhol 
  • um trabalho de inglês 
  • um trabalho de geografia
  • um trabalho de físico-química 
  • um trabalho de matemática 

 

 

Inês, já escolheram o artista espanhol para a entrevista? 

Não.

Inês, já pensaste qual a Lei de Newton que vais escolher? Já viste os links que te enviei?

Ainda não.

Inês, já combinaram entre vocês quando é que se juntam para fazer o trabalho de geografia?

Não.

 

 

É tudo para fazer até ao final do período, enquanto estuda e tenta não deixar nada por fazer, mas sem tempo nem cabeça para tudo ao mesmo tempo. E, pelos vistos, também sem muito interesse e responsabilidade.

 

 

Agora digam-me: ainda é cedo, ou já posso ter um ataque de nervos, já que a minha filha é a calma e relax em pessoa?!

 

Desafios

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São muitas as vezes em que nos deparamos com desafios na nossa vida, e ficamos à nora, sem saber se os devemos aceitar ou recusar.

Sobretudo, quando não têm nada a ver connosco, e nos atiram completamente para fora da nossa zona de conforto.

Foi um desses desafios que me bateu à porta um dia destes: uma entrevista sobre um algo que não domino, sobre o qual não tenho qualquer interesse e pelo qual sinto, maioritariamente, descrença. Como base, apenas uma biografia de meia dúzia de linhas e, em pesquisa, pouca informação adicional à que tinha.

 

Se é possível fazer omeletas sem ovos, quando nem sequer gostamos de omeletas, apesar de cozinhar nos dar prazer?

Digamos que, havendo vontade, aceitando o desafio e colocando-nos à prova, mesmo com poucos ovos, e não sendo fã de omeletas, consegue-se fazer um prato aceitável e, até, capaz de surpreender. 

 

Assim, tendo a possibilidade de recusar, e a compreensão da outra parte caso o fizesse, como profissional que sou, mesmo que esta vertente das entrevistas seja apenas um hobbie, aceitei o desafio.

O resultado, poderão vê-lo no próximo "À Conversa Com...". Ou então, não.

Se fosse eu a deparar-me com a entrevista, provavelmente passaria à frente, sem a ler!