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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Perguntas inocentes que podem pôr o seu filho em risco

 

Já todos sabemos os perigos que se escondem na internet, e os riscos que as crianças correm ao utilizá-la, se não forem devidamente monitorizados ou controlados mas, ultimamente, tenho-me deparado com publicações, aparentemente, inocentes que, no entanto, podem fornecer informações importantíssimas.

Essas publicações surgem, normalmente, no facebook, através de grupos de raparigas ou rapazes, que provavelmente andam a estudar, na forma de perguntas que são normais, mas podem ocultar segundas intenções.

Algumas dessas perguntas que vi foram, por exemplo:

 

Qual é o teu tipo de cabelo?

Colocam uma imagem com diferentes formatos para eles escolherem o que lhes corresponde e dizerem nos comentários.

 

Qual é o formato do teu corpo?

Colocam uma imagem com várias formas diferentes, também para comentarem a que lhes corresponde.

 

O teu nome é o único da turma?

Também uma pergunta tão normal, mas nunca fiando. Informações sobre a turma e a escola podem chegar a mãos (olhos) erradas.

 

Que número de soutien vestes?

Novamente uma imagem com as mamas em diversas fases de crescimento, para as crianças escolherem.

 

E estas foram apenas algumas das publicações que apanhei. Decerto haverão mais, deste género ou semelhantes.

Uma coisa é os nossos filhos falarem destas coisas com os amigos/ amigas. Outra, é estarem a expôr-se desta forma na internet.

Acho aconselhável avisar as crianças para não comentarem nenhuma destas publicações. Por muito inocentes que possam ser (e talvez sejam mesmo só isso), podem vir a pôr os nossos filhos em risco!

O dia de uma criança sem internet

Resultado de imagem para crianças e internet

 

 

 

As crianças (e muitos adultos também) estão cada vez mais dependentes das novas tecnologias, sobretudo da internet!

Acordam já a pensar em ir ao PC, estão sempre à espera de um tempo livre para lá estarem e, com sorte, é a última coisa que fazem antes de irem para a cama!

E quando não é no PC, é no tablet, ou no telemóvel. Até mesmo nos intervalos de escassos 5 ou 10 minutos entre aulas.

Se lhes tirarmos a internet, ficam perdidas - "E, agora, o que é que fazemos?"

 

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A não ser que tenhamos um programa muito empolgante que as faça sair de casa, não é fácil distraí-las.

 

Fazer uma caminhada e aproveitar o bom tempo? Não, estão cansadas!  

Fazer uns desenhos bonitos para depois colorir? Ainda começam mas, ao fim de pouco tempo, queixam-se que já lhes dói a mão.

Ver um filme animado na televisão? Não há nada que gostem!

Jogar um dos vários jogos à disposição? Fartam-se ao fim de 10 ou 15 minutos!

 

Ficam aborrecidas, sem nada que lhes agrade, com que se entretenham. E acabam por chatear a cabeça aos pais. Porque aquilo que lhes apetece fazer, em alternativa, nem sempre agrada aos pais.

Mas, a partir do momento em que estão autorizadas a ir à internet, é vê-las entretidas horas a fio, ora a ver ou escrever em blogs, ora a ver vídeos que outras crianças e adolescentes gravam sobre tudo o que possamos imaginar (e até de coisas que nem imaginamos), ora a jogar, ou qualquer outra actividade que as cative!  

E o que é que os pais vão dizer se, muitas vezes, eles próprios passam o seu tempo livre da mesma maneira?!

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O recibo electrónico para rendas

 

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Mais uma "brilhante" medida deste governo!

Nem sei que diga, tais são os disparates associados a esta nova medida!

Todos os senhorios "que recebam, no conjunto do ano, rendas superiores a 838,44 euros - o equivalente a perto de 70 euros por mês - terão de passar recibos eletrónicos mensais aos seus inquilinos, emitidos através do Portal das Finanças".

Qundo ouvi falar sobre isto a primeira vez, perguntei-me: então e aqueles senhorios que não têm acesso à internet? Mas será que o governo pensa que ter um computador em casa e, ainda mais, ligação à internet, é algo banal? 

Não! E por isso criaram esta "importantíssima" excepção: "os senhorios com 65 ou mais anos, que poderão não ter facilidade de acesso à internet, não são obrigados a passar recibos electrónicos, mas apenas umam declaração anual".

Que bom, isso quer dizer que consideram todos os outros senhorios, abaixo dessa idade, com boas condições de acesso à internet! Somos um país muito à frente!

Depois, temos este valor mínimo a partir do qual se torna obrigatório emitir recibo electrónico. Qual é a finalidade deste tecto?

E qual é, no fundo, a finalidade da medida? Se é evitar a fuga ao fisco, porque razão isentam uns, e obrigam outros?

Se é para que tudo seja feito legalmente, de forma mais prática, e com vantagens para inquilinos e senhorios, porque é que nuns casos continuam a ser admitidos os recibos em papel, e noutros já é necessário o recibo electrónico? Não deveria ser uma medida igual para todos? Ou então, não ser obrigatória?

Quem vai lucrar, e muito, com isto são esses senhores das agências de documentação, e empresas de contabilidade, a quem muitos irão recorrer para preencher estes novos recibos!

Domingo azarento

 

Ontem não foi sexta-feira 13, mas bem podia ter sido! Não houve nada que corresse bem :(

A Tica atirou com a árvore de Natal duas vezes, tentou destrui-la mais umas tantas, e as luzes avariaram.

O ferro de engomar lembrou-se de deitar água para a roupa acabadinha de secar na máquina, e tive que a pôr a secar novamente. Já para não falar que o quadro é tão fraquinho que, com apenas o ferro e a máquina ligados, disparou.

Mas pior mesmo, foi a treta (para não dizer outra coisa) da Internet que, sabe-se lá porquê, lembrou-se de ficar lenta. Mais lenta que um caracol parado! E precisamente no momento em que eu estava a fazer o exame final do curso!

Experimentei no computador da minha filha, nem sequer abria a plataforma. Bloqueava. Experimentei no do meu marido, consegui aceder ao exame. E pensei - ainda bem. Agora é concentrar-me e despachar-me para responder às 42 perguntas em 30 minutos. 

O exame era facílimo, apenas teria errado duas ou questões, o que teria dado uma nota final muito boa. E o tempo era mais que suficiente.

Mas a internet não colaborou, e pôs em causa a nota e um mês de curso. Todas as respostas dadas têm que ser por nós verificadas. Se não estiverem validadas, são consideradas não respondidas. Eu respondi a todas as perguntas. Mas no momento de verificá-las, demorei à volta de 2 minutos para cada uma. Resultado - só foram validadas 28, o que me deu uma nota final de 13 :(

Passei-me completamente - uma coisa é ter uma nota destas por ter errado as questões. Outra é ter uma nota da treta por problemas técnicos. E é ainda mais frustrante porque, muito embora todos os participantes façam os mini-testes em cada sessão, o que, juntamente com o exame final, dá uma média da disciplina, a nota que constará do certificado é, unica e exclusivamente, a do exame final. É muito injusto poder ter 17 ou 18 valores com base no que realmente sabia, e ter um básico 13.

Pior ainda, ficou o meu marido que, vendo-me naquele estado e tentando ser solidário, foi também fazer o exame. Só que apenas conseguiu validar umas 15 respostas, o que lhe deu 6 valores, e apenas terá direito a um mero certificado de frequência.

O que é feito da internet rápida quando precisamos dela?...

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