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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre o bullying...

"É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância: "Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."




Uma criança ou jovem, no seu processo de desenvolvimento, pode começar a revelar, quer por factores individuais, quer por condições familiares adversas, comportamentos agressivos.

Esses comportamentos agressivos traduzem-se, muitas vezes, em práticas de bullying. Os agressores sentem-se superiores, fortes e invencíveis, consideram o seu comportamento absolutamente normal e arrastam com a sua conduta, outros jovens que se aliam por se sentirem protegidos ou por prazer em fazer parte de um grupo dominante.

É importante que esse tipo de práticas e comportamentos seja travado na sua fase inicial, que os agressores compreendam que a sua conduta não é aceitável e que a resolução dos seus problemas não passa descarregando as suas frustrações em quem não se sabe ou consegue defender, e que nada tem a ver com a sua situação.

Conheço “bullies” que, após a fase escolar, passaram a ter na idade adulta, comportamentos adequados. Mas muitos haverá que, se não forem travados, podem transportar esse comportamento agressivo para a idade adulta, sob a forma de violência doméstica ou actos criminosos. 

A influência dos media na violência infantil

Será possível apontar os meios de comunicação social como um agente que incentiva ou constrange os comportamentos de violência infantil?

 

Tudo o que nos rodeia pode, de alguma forma, influenciar o nosso comportamento, quer de forma positiva, quer de forma negativa.

Da mesma forma, também as informações e imagens divulgadas pelos meios de comunicação social, tal como a imensa variedade de programas que nos são oferecidos, podem influenciar e, em alguns casos, originar comportamentos de violência infantil.

Enquanto pais, podemos e devemos sempre estar atentos e controlar aquilo a que os nossos filhos poderão visualizar ou ter acesso. Como adultos, e possíveis agressores, podemos de facto "aprender" muito com o que nos chega através dos media.

Mas se não tivermos "predisposição" para esse tipo de comportamentos, e se a nossa conduta for correcta, se aceitarmos e agirmos de acordo com as normas da sociedade, é pouco provável que soframos qualquer tipo de influência, seja ela dos media ou outra qualquer.

Por outro lado, os meios de comunicação social são também a melhor forma de  sensibilizar crianças e adultos para os vários tipos de violência, como a violência infantil, através de campanhas em que sejam mostrados os efeitos e as consequências, tanto para agressores como para vítimas, em que sejam mostradas estratégias de prevenção e/ ou intervenção, e em que sejam indicadas (e, principalmente, postas em prática) as sanções que podem ser aplicadas, constrangendo assim esse tipo de comportamento.

A intervenção

 

Os pais, representantes legais ou quem tenha a guarda da criança/ jovem devem ser os primeiros a proporcionar a essas crianças/ jovens cuidados básicos e condições essenciais ao seu desenvolvimento pessoal e social, bem como assegurar que os mesmos tenham acesso à educação e formação, e zelar pelo seu bem-estar e segurança.

Quando isso não acontece verificando-se, pelo contrário, que estão a colocar as crianças/ jovens em risco, há que intervir, no sentido de salvaguardar os direitos e a protecção dos mesmos.

Essa intervenção implica o recurso a profissionais especializados em diferentes áreas, num trabalho conjunto, e deve ser feita, preferencialmente, com o consentimento e colaboração dos pais, representantes legais, quem tenha a guarda da criança, ou dos próprios jovens, procedendo-se, nesses casos, a uma intervenção informal.

Se houver oposição, ou impossibilidade de actuar de forma adequada para remover o perigo, a situação deve ser participada à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo ou aos tribunais, que decidirão, após avaliação, que medidas tomar. 

O risco


"É a criança que não lhe dão boas condições de uma vida digna: moradia, alimentação, convívio familiar saudável, escola. Ou seja, boas condições que a família e o próprio Estado devem lhe assegurar..."

 

Esta será uma definição de criança em risco. Risco que pode ser detectado e investigado com vista a intervenção para resolução atempada da situação.

No entanto, o risco pode ir muito além desta falta de condições para uma vida digna.

Infelizmente, há riscos que, pela sua súbita e rápida duração, podem não ser possíveis de detectar a tempo de agir.

Um pai ou uma mãe que se esquecem de um filho no carro durante uma manhã, uma tarde, uma hora ou até uns segundos, está a colocar a criança em risco.

Por outro lado, um juiz que entrega uma criança a uma mãe que se sabe, à partida, não reunir as melhores condições de uma vida digna para o seu filho, retirando-o de uma família onde essas condições existiam, pode estar a colocar uma criança em risco.

Se é verdade que, no momento de pensar em ter filhos, nem sempre os pais reflectem sobre esse passo, sobre as condições que têm ou não, nem tão pouco medem as consequências que esse acto terá, no futuro, na vida dos filhos, também é verdade que nem sempre o Estado, com toda a legislação e intervenção, assegura essas condições.

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