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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"A Última Carta", de Rebecca Yarros

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Mais um livro da autora que não desapontou!

Li muitas críticas quanto ao final.

Que era desnecessário.

Que foi um autêntico apelo à lágrima, sem qualquer outra finalidade.

Compreendo.

Mas não o interpretei dessa forma.

Considerei que é uma chamada de atenção para o facto de que nada acontece como é suposto, ou como seria expectável. Aquilo que, para nós, parece quase certo, pode surpreender-nos, e trocar as voltas. E aquilo que nunca imaginámos, pode atingir-nos de repente, sem sequer estarmos preparados.

 

Esta é uma história de amor, nas suas mais diversas formas.

Amor entre irmãos, tanto entre Ryan e Ella, como entre os gémeos, Maisie e Colt.

Amor entre amigos, pessoas que são consideradas família, e estão sempre lá.

Amor entre uma mãe e os seus filhos, unidos pelo sangue, e entre um pai de coração, e duas crianças que o têm como referência, e o amam como um pai, no verdadeiro sentido da palavra.

Amor entre humanos e animais, nomeadamente, entre Beccket e a sua cadela de serviço, agora ambos "reformados", mas sempre unidos. 

E amor romântico, alicerçado num conjunto de cartas que Ella e Beckett foram trocando, a quilómentros de distância, sem nunca se terem conhecido pessoalmente, e que continuou a ser construído, mais tarde, presencialmente, quando Beckett se muda para Telluride, para cumprir o desejo do seu melhor amigo, falecido na guerra.

 

"A Última Carta" é, também, uma história de luta, de sobrevivência, de força.

Maisie, a filha de Ella, é diagnosticada com um neuroblastoma em estágio 4.

Ella não tem mais onde ir buscar mais dinheiro, depois de tudo o que investiu para salvar a pousada Solidão, e nem todos os tratamentos e exames são comparticipados.

Mas, o que faz uma mãe para salvar uma filha? Dá um jeito. Seja de que forma for.

E Maisie, quase que para compensar, luta pela vida, dia após dia. Contratempo após contratempo.

Porque desistir não é opção.

 

Ao longo de todo este processo, Ella conta com o apoio e o amor de Beckett, a todos os níveis.

Ainda que sempre desconfiada de que, a qualquer momento, também ele partirá.

Afinal, tem sido assim com todos os homens da sua vida: o pai, o irmão, o ex-marido.

Porque seria diferente, desta vez?

 

Cabe a Beckett mostrar-lhe o quão enganada está. 

 

Sinopse:

"Será que duas almas feridas são capazes de curar uma à outra?
Beckett é um militar americano endurecido pelos horrores que já testemunhou na guerra. A não ser pela amizade sincera que tem com Ryan, um soldado de sua unidade, e com a cachorra Bagunça, ele perdeu a fé no amor e na humanidade.
Até que Ryan o convence a se corresponder com sua irmã, Ella, que está do outro lado do mundo, em Telluride, no Colorado. Mesmo sem nunca tê-la conhecido pessoalmente, Beckett encontra refúgio nas cartas que os dois trocam e fica totalmente encantado por ela.
Quando Ryan morre em combate, Beckett promete cumprir o último pedido do amigo: proteger Ella. O que ele não esperava era encontrá-la lutando sozinha contra um inimigo quase mais cruel do que a morte do próprio irmão.
Agora, dividido entre a lealdade ao passado e o desejo de um futuro, Beckett se aproxima de Ella sem revelar sua verdadeira identidade. Mas quanto mais ele se envolve em sua vida, mais seu segredo ameaça destruir tudo."

 

"Não a Deixes Ficar", de Nicola Sanders

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Senti-me uma total marioneta, quando terminei a leitura deste thriller.

Ou uma verdadeira bola de pingue pongue, arremessada da "verdade" de um, para a "verdade" de outro.

Num momento, completamente convencida de quem era o vilão da história e, noutro, convencida de que, afinal, tinha percebido tudo mal. 

E a verdade é que nada era como eu estava a interpretar. 

Devemos confiar no nosso instinto? Devemos ficar-nos pela primeira impressão que tivemos? Pelo primeiro julgamento que fizemos?

Se, para quem está de fora, é tão fácil acreditarmos naquilo que nos é servido de bandeja, porque tudo faz sentido, para quem vive a situação, na própria pele, torna-se ainda mais complicado discernir em quem deve confiar.

Há quem seja mestre em manipular a história a seu favor, transformando todas as evidências contra si, em argumentos a seu favor, e justificativos da sua narrativa.

 

Joanne vive com o marido e a filha recém-nascida numa bonita casa.

Embora ela se sinta cansada, e algo entediada, por passar os dias em casa, mostrando vontade de voltar a trabalhar, sob pena de enlouquecer, Joanne estava longe de imaginar o quão feliz era, e quão depressa essa felicidade poderia acabar.

A filha mais velha de Richard, com quem ele não falava desde o casamento, decide fazer as pazes com o pai, e conhecer a madrasta e a meia-irmã.

No entanto, mal chega a casa, Chloe mostra logo ao que veio. Fazer a vida negra a Joanne enquanto, perto do pai, finge ser um anjinho.

E consegue mesmo criar conflitos e pôr, várias vezes, o pai contra a mulher, a quem acusa de estar a ennlouquecer, e a ser injusta com a sua filha.

Já diz o ditado que "o pior cego é aquele que não quer ver". 

 

Richard, parece recusar-se a ver.

Porquê?

Porque a verdade é assim tão abominável, que ele prefere ignorá-la?

Porque, de alguma forma, tem medo da própria filha?

Ou será que ele é tão benevolente com Chloe porque está, ele próprio, a tentar mostrar ser uma pessoa que não é?

É que, tendo em conta tudo o que vamos descobrindo ao longo da história, há que dizer que as atitudes de Richard não fazem qualquer sentido, se realmente a sua intenção é proteger Joanne e Evie.

 

E depois, como não confiar nos animais?

Sempre nos disseram que eles sabem quem é bom, e quem é mau. Que reconhecem.

Então, como duvidar quando Oscar, o cão da família, parece dar-se tão bem com Chloe e, naquele dia, ataca Richard como nunca se tinha visto?

 

Terminado o livro, confesso, ainda tenho dúvidas de qual é a verdade verdadeira!

Apesar de tudo, aparentemente, ficar esclarecido.

 

 

Sinopse:

"Alguém dentro da sua própria casa a quer ver morta… mas ninguém acredita nela.
Joanne sabe a sorte que tem: vive numa casa maravilhosa, leva uma vida tranquila, Richard é um marido fabuloso e Evie, a filha recém-nascida, é tudo com que sempre sonhou. No entanto, essa tranquilidade vai ser interrompida por Chloe, a filha de Richard. A jovem não falava com o pai desde que ele casou com Joanne, há dois anos, mas regressa subitamente para fazer as pazes. Está até disposta a mudar-se temporariamente para ajudar a madrasta com a meia-irmã.
Parece perfeito, mas a adorável Chloe mostra um lado completamente diferente sempre que Richard não está por perto. Joanne vive com um medo crescente, apesar de mais ninguém se aperceber da ameaça. Estará ela a enlouquecer? Terá cometido um erro terrível ao convidar a enteada para viver com eles?
Um thriller psicológico viciante com reviravoltas surpreendentes e chocantes!"

Ler um livro como se fosse a primeira vez

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Por vezes, acontece.

Começamos a ler um livro, com a ideia de que nunca o lemos antes, até que uma frase, um excerto, uma página, nos faz recordar que aquela história não é estranha.

Outras, sabemos que já o lemos mas, ainda assim, embrenhamo-nos nele, como se fosse a primeira vez, com um novo olhar, uma nova perspectiva, num outro tempo.

 

O que nunca me tinha acontecido, era ler um livro do início ao fim, e continuar convencida de que nunca o tinha lido na vida.

Aliás, quando me deparei com esta história, até fiquei surpreendida por existir, porque, tecnicamente, eu só conhecia os dois primeiros livros da trilogia.

 

Ontem, terminada a leitura, fui procurar a imagem do mesmo, para juntar ao post que iria escrever no blog. Como o título era brasileiro, fui pesquisar pela autora, e tentar encontrar a correspondência em português.

De "Ainda Sou Eu", passei a "O Meu Coração Entre Dois Mundos".

Só por curiosidade, lembrei-me de pesquisar nos meus posts, as resenhas que tinha feito, dos livros da autora Jojo Moyes.

E percebi que, na verdade, eu já tinha lido o dito livro, em 2018, e escrito sobre ele!

 

Como é possível?

É que nada me soou a conhecido. Não me lembrei de uma única cena, uma única palavra, de uma única personagem (tirando o facto de as conhecer dos livros anteriores).

Simplesmente, varreu-se-me da memória.

 

No entanto, como seria de esperar, voltei a adorar a história.

E a mensagem é intemporal: devemos ser, simplesmente, quem somos, e não quem os outros querem que sejamos. Se gostarem de nós, aceitam-nos como somos. Se nos querem mudar, ou moldar, não vale a pena manter essas pessoas na nossa vida.

 

 

 

 

"Tudo O Que Ficou Por Dizer", de Rebecca Yarros

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Noah e Georgia encontram-se, por acaso, numa livraria.

Ela, na secção de romance, onde se encontram os livros publicados pela sua bisavó.

Ele, na secção de ficção, onde entenderam colocar os seus próprios livros.

Na opinião de Georgia, são mundos separados.

Mas, onde termina uma, e começa outra?

Não pode, o romance, ser ficcionado? Não pode, a ficção, conter romance?

 

No entanto, a grande discussão entre ambos será sobre outro eterno dilema: um final real ou um final feliz?

Scarlett Stanton era uma famosa escritora de romances, cuja imagem de marca das suas obras assentava num final feliz.

Tendo falecido, e deixado um manuscrito por terminar, caberá a Noah escrever o restante. Ele quer honrar a autora, e dar-lhe o "seu" final feliz.

No entanto, a bisneta, Georgia, quer que o final da história da sua bisavó seja um final real, ainda que cru, triste, trágico, por se tratar daquilo que, realmente, aconteceu. Ou o que se supõe que aconteceu. A verdade é que, tal como o manuscrito, a história de Scarlett e Jameson foi interrompida, sem ter um final.

 

Discordando de quase tudo, mas atraídos um pelo outro, Noah e Georgia serão, como seria de esperar, o típico caso de "inimigos a amantes".

Mas, mais importante do que a sua história de amor, na actualidade, é a história de amor de Scarlett e Jameson, no passado. 

Aquela que ficou inacabada. E tudo o que ficou por dizer, escrever ou viver.

 

Esta é também, uma história sobre confiança.

Como conquistá-la. Como merecê-la. Como destrui-la. Como reavê-la.

Como voltar a acreditar.

 

Sobre expectativas. E desilusões.

Sobre anulação. E redescoberta.

 

E há, também, um segredo.

Um segredo que pode abalar a única confiança que se mantinha intacta.

 

Confesso que estou a gostar muito de descobrir as obras da Rebecca Yarros.

E esta história arrebatou-me!

Alvitrei algumas possíveis hipóteses sobre esse segredo, mas estive longe de imaginar a imensidão do mesmo.

A descoberta, já quase no final, foi mesmo surpreendente.

 

 

Sinopse:

"Georgia Stanton regressa à sua cidade natal após a morte da bisavó, uma famosa escritora de romances, que ela amava como uma mãe. Herdeira dos direitos autorais, será Georgia a decidir o futuro do manuscrito que ficou inacabado.
Encarregado de terminar o texto estará Noah Harrison, um arrogante e atraente autor de bestsellers. Georgia odeia Noah desde o primeiro minuto, pelo que ele terá de conquistar a sua confiança… e, mais tarde, talvez o seu coração.
Juntos, apercebem-se de que Scarlett estava a guardar a maior história de amor para o fim: a sua. Mas o que Georgia e Noah não suspeitam é de que esta história esconde um grande segredo que pode mudar tudo."

"Ele Sabe Os Teus Segredos", de Charlie Gallagher

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Ingenuidade.

Vergonha.

Medo. 

Círculo vicioso.

Descrença.

Conformismo.

 

O que parece ser algo completamente normal, pode transformar-se numa armadilha.

E, uma vez apanhado por ela, não há como fugir.

Primeiro, por vergonha. Depois, por medo. Por si, e pelos seus.

É assim que aquilo, que pensavam ser um pesadelo de uma noite, que só queriam esquecer, se torna um tormento diário, que lhes destrói a vida, e a dignidade.

Um círculo vicioso no qual são obrigadas a permanecer porque, afinal, quem acreditaria nelas?

Como conseguiriam escapar dessa teia, sem sofrerem as consequências?

Então, depois da revolta, da insubordinação, e do castigo,  resta a descrença, e o conformismo.

 

A não ser que, não havendo mais nada a perder, haja alguém disposto a sacrificar-se, para que a pessoa que mais amam seja libertada e, com ela, todas as outras.

Um acto de desespero? Ou de coragem? Ou andarão, ambos, de mãos dadas, lado a lado?

 

Certo é que Holly tinha um objectivo claro em mente, e um plano bem elaborado que, se corresse bem, libertaria Kelly da teia em que estava presa.

Mas Kelly não está pronta para ir à polícia.

Há uma outra vida em perigo e, por muito que ela queira, não consegue ignorar.

Por isso, cabe a Maddie, a inspectora que está a investigar o acidente, seguir as pistas, decifrá-las e chegar aos criminosos, antes que eles acabem com a vida de Kelly, e a morte de Holly tenha sido em vão.

 

Uma história sobre chantagem, tráfico sexual, e abuso de menores, que não deixa ninguém indiferente.

 

 

Sinopse:

"Quando Holly Maguire apanha um táxi até ao topo de uma falésia, está decidida a corrigir um grande erro, porém, momentos depois, o carro desliza pela encosta. Enquanto cai para a morte, Holly agarra com firmeza uma mochila, que contém a chave para derrubar um criminoso perigoso.

Kelly Dale acorda para o pior dia da sua vida. A mãe faleceu na noite anterior, após uma dura luta contra o cancro, e agora uma mensagem enviada pela namorada, Holly, leva-a até ao local do acidente, mas é demasiado tarde. Em poucas horas, perdeu as duas pessoas mais importantes da sua vida. E a seguir… pode ser ela.

Tudo aponta para um trágico acidente, ou suicídio, contudo Maddie não se deixa convencer. Holly era trabalhadora do sexo, e a história oficial não encaixa. Dentro da mochila, elementos aparentemente banais revelam uma teia sinistra que conduz até um poderoso chefe do crime.

Cabe à inspetora Maddie Ives descobrir a verdade, antes que Kelly também já não possa falar.

O TEMPO ESTÁ A CONTAR… E KELLY NÃO PODE ESPERAR."