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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Como é que ela consegue?!

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Segunda-feira de manhã:

Levantar cedo, despachar parte das coisas e levar a filha à escola, já em cima da hora. Voltar a casa, tratar do resto das coisas e seguir para o trabalho, a acelerar.

Quando estou a chegar ao destino, já cansadíssima da correria e caminhada ainda antes das 9h, deparo-me com uma mãe, a passear calmamente com a sua filha, sem pressas, como se tivesse todo o tempo do mundo! 

E se calhar tem!

Também gostava de poder disfrutar dessa calma matinal, nem que fosse só de vez em quando...

A minha primeira "não autorização"

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Está desvendado o mistério acerca da viagem da turma - será a Salamanca e Paris.

Pelo menos, de acordo com o papel que uma outra professora lhes entregou, já que a directora de turma, que foi quem começou por organizar tudo, não sabia de nada!

 

E logo por aqui se vê a organização. Primeiro, a directora de turma envia um recado na caderneta, a falar do mealheiro de turma para realização de uma actividade ou passeio, sem especificar onde nem quando. É suposto os pais assinarem a dar ou não dar autorização para algo que nem sabem bem o que é.

Entretanto, devido ao comportamento da turma, ficou em standby.

Uns dias depois, a minha filha diz que sempre vai haver, e mostra-me a folha com o roteiro da viagem, entregue pela professora de português. Mais tarde, na aula com a directora de turma, esta diz não saber nada sobre o assunto!

 

Mas, adiante. Seria uma viagem de 7 dias, com início em Salamanca, partindo depois para Paris, onde ficariam os restantes dias.

 

A viagem, ao contrário do que poderíamos pensar, não seria feita de avião, mas sim de autocarro. Duas noites, inclusive, seriam passadas em viagem. Iriam apenas 2 motoristas. Não é que faça grande diferença na decisão tomada, mas a verdade é que, se a vontade de a autorizar já não era muita, esta questão só veio aumentar os meus receios.

Já fiz uma viagem de autocarro de Mafra até Sevilha, e sei bem o quanto custam horas e horas de viagem num autocarro. Uma pessoa já não tem posição para estar sentado, quanto mais deitado, e a paisagem não ajuda muito!

 

Quanto à visita, propriamente dita, seria a diversos museus, monumentos, Torre Eiffel, travessias de barco, espectáculos e, o melhor de tudo, à EuroDisney!

 

 

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Sempre autorizei a minha filha a ir aos passeios escolares, de ida e volta no mesmo dia. O receio há sempre, e o perigo também, mas sabia que ao final do dia estava de volta.

Esta será a primeira vez que não vou dar autorização para uma visita de estudo ou viagem, como lhe queiram chamar. E acreditem que me custa muito não deixá-la ir. Não é daquelas decisões que se tome de ânimo leve, até porque sei bem que seria uma oportunidade única, e uma coisa diferente. Por muito que, por nossa conta, queiramos levá-la a esses mesmos lugares, não seria a mesma coisa. Mas o receio fala mais alto. E não consigo satisfazer-lhe este desejo, por mais que ela queira.

Por outro lado, embora seja eu o encarregado de educação, nestas coisas não sou só eu a mandar, e o pai dela também não lhe dá autorização para a viagem. O meu marido também está de acordo com esta decisão.

 

Sim, se formos temer tudo, o melhor é não sair de casa. Sim, há muitos acidentes de autocarro, mas também poderia haver de avião, ou até mesmo um acidente de carro a caminho da escola ou outro qualquer, afinal o perigo está em qualquer lado. Sim, poderia acontecer-lhe alguma coisa lá, mas também pode acontecer cá, à porta de casa se for preciso. Sim, os professores não vão estar lá com mil e uma atenções a cada uma das crianças, mas nem nós, por vezes, como pais o estamos, e acontecem coisas mesmo nas nossas barbas. sei disso tudo.

 

 

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Mas é a minha filha. E eu, simplesmente, não consigo neste momento, e sendo ela tão nova, depositar já a responsabilidade pela sua segurança e vida nas mãos de terceiros. E não, não me sinto mais aliviada e com a sensação de assunto arrumado e posto para trás das costas por ter tomado esta decisão. Acho que vou andar a remoer nisto até tudo passar. Mas foi a decisão que, como mãe, achei mais acertada.

A minha filha tem os mesmos professores que eu!

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Mais de duas décadas separam os tempos em que eu andava no ciclo, dos dias de hoje, em que é a minha filha que lá está.

Ainda assim, mais de duas décadas depois, a minha filha vai ter como professora de português, a mesma que eu, naquela altura, também tive - a professora Ofélia! E como professor de história, o mesmo que já foi meu - Carlos Bernardo!

Sim, estes professores, à semelhança de outros que também foram meus professores na altura, continuam a dar aulas nesta mesma escola. 

Quando vou buscar ou levar a minha filha, vejo algumas vezes o meu professor de matemática do 5º ano, ou a minha professora de inglês. E estes professores, que já tinha comentado com a minha filha que tinha sido meus.

Agora, cerca de 25 anos depois, e numa coicidência que não deixa de ser engraçada, vai ser a minha filha a ter aulas com eles!

 

Coisas que me deixam feliz

 

Ver a minha mãe pegar num livro, ao fim de vários anos sem tocar neles, e chegar ao fim de meia dúzia de horas com ele nas mãos e já ir a meio!

É certo que o livro é pequeno e de rápida leitura. É certo que ela tem uma motivação extra para o ler porque, afinal, é o livro da sua filha.

Mas, ainda assim, nunca esperei! 

Quem sabe o bichinho da leitura não volta a despertar dentro de si:)

 

Ver o meu pai surpreendido, porque não imaginava a quantidade de projectos em que a filha estava envolvida, nem tão pouco que andava a escrever livros.

E vê-lo feliz com as minhas conquistas, ao mesmo tempo que recorda e partilha as dificuldades por que passou quando editou o seu livro e o tentou distribuir pelo país fora, com uma sacola de livros às costas, a correr as livrarias, com uma sandes para matar a fome durante o dia, à boleia porque não havia dinheiro, cansado e desanimado porque todos lhe diziam que, como não era conhecido, não conseguiriam vender-lhe o livro, e a ter muitas vezes que tirar dinheiro do ordenado para pagar o investimento que tinha feito em vão. Depois disso, confessou-me agora, acabou por deitar fora o esboço de outro livro que estava a escrever.

Hoje existem outros meios, outras facilidades. Talvez hoje, o seu livro tivesse mais sucesso. Mas penso que tanto para ele, como para mim, o mais importante é termos gosto naquilo que fazemos, mesmo que sejam os familiares e amigos os únicos a apoiar!

 

 

Ser mãe também é isto!

 

Dar a sua vida para tentar salvar a de um filho!

 

É o que alguns pais (mães e pais) fazem para proteger, defender ou tentar salvar um filho seu, nas mais diversas ocasiões. Por vezes, bem sucedidos. Outras, com um desfecho mais trágico.

 

E foi o que fez Brenda Lee McCool, uma mulher de 49 anos que, anteriormente, tinha sobrevivido a dois cancros, e mãe de 11 filhos, para salvar um deles durante o ataque à discoteca Pulse.

Na madrugada de domingo Brenda, que frequentava habitualmente a discoteca com o filho gay de 21 anos, Isaiah Henderson, ao ver o atirador apontar a arma ao filho, colocou-se à sua frente e pediu ao filho para se baixar.

Brenda perdeu a vida. O filho sobreviveu. Não precisava nem deveria ser assim...

Mas foi uma prova de amor. Porque ser mãe também é sentir este amor incondicional pelos nossos filhos! E, se necessário for, dar a vida por eles!

 

 


Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/mae_morreu_para_salvar_filho_de_21_anos.html

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