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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Como é que ela consegue?!

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Segunda-feira de manhã:

Levantar cedo, despachar parte das coisas e levar a filha à escola, já em cima da hora. Voltar a casa, tratar do resto das coisas e seguir para o trabalho, a acelerar.

Quando estou a chegar ao destino, já cansadíssima da correria e caminhada ainda antes das 9h, deparo-me com uma mãe, a passear calmamente com a sua filha, sem pressas, como se tivesse todo o tempo do mundo! 

E se calhar tem!

Também gostava de poder disfrutar dessa calma matinal, nem que fosse só de vez em quando...

O que o sono me faz

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Pensamento à noite, quando já estou cansada e cheia de sono, e só quero chegar à cama:

"Amanhã de manhã levanto-me mais cedo, e arrumo isto, faço aquilo, e por aí fora. "

 

Pensamento da manhã seguinte, quando me deveria estar a levantar:

Ao primeiro do despertador - "Só mais um bocadinho e já vou."

Ao segundo toque - "Estou aqui tão bem. Só mais um bocadinho."

Ao terceiro e último toque - "Bolas, era para me levantar mais cedo, e acabo por me levantar à hora do costume!"

 

Resultado: tenho que andar a acelerar para fazer tudo e sair de casa a horas decentes!

Coisas que oiço por aí

 

Logo pela manhã, vejo três homens a sair de um veículo da Câmara Municipal.

Depois de dois deles terem agarrado no material,o terceiro dirige-se para o carro, para se ir embora.

 

Diz um dos dois homens para esse:

"Vê lá se nos vens buscar cedo!"

 

Ainda nem sequer tinham começado a trabalhar, e já estavam a pensar na hora de ir embora!

 

No meu caso, o pensamento vai mais na linha "nunca mais são 19h" ou, em casos mais extremos, "falta muito para sábado?"!

E por aí, que pensamentos vos vêm à mente logo pela manhã de um dia de trabalho?

Mais uma vez ninguém fez nada

 

Não sei como ainda me surpreendo com a falta de meios, e de vontade, das entidades locais para fazer algo por um animal ferido. 

Já tinha tido, no ano passado, a experiência da gaivota. Hoje, foi com um gato atropelado.

Ia eu a caminho do trabalho, tinha estado a fazer festinhas à gata que costumo encontrar pelo caminho, e não me apercebi de nada. Um pouco mais acima, encontro um gato atropelado no meio da estrada. Ainda estava vivo.

Uma senhora que vinha de carro, de uma travessa perpendicular, e que trabalha ali na rua, também parou para socorrer o animal. Tirou uma toalha que tinha no carro e embrulhou o gato, retirando-o da estrada, antes que algum outro carro passasse por cima e o matasse de vez.

Liguei para o Hospital veterinário, que me disse que o poderíamos levar para lá, mas que tínhamos que assumir a responsabilidade pelo mesmo e custos inerentes. Deram-nos o contacto da GNR (SEPNA), entidade mais competente para a resolução do caso.

Esta, por sua vez, dá o contacto da protecção civil, que normalmente faz recolha de animais. Ligo, e começam imediatamente com desculpas:

 

 

"Ah e tal, vamos ver se conseguimos mandar aí alguém, porque hoje os serviços da Câmara estão fechados, vai ser difícil, não temos pessoal disponível e blá blá blá.".

Pergunto eu: "Mas fazem a recolha para tratar o animal, certo?"

"Mas o gato está vivo?"

Respondo-lhe que sim.

"Ah, nós não recolhemos animais vivos. Nesses casos, não podemos fazer nada."

 

E assim ficámos nós, sem saber a quem mais recorrer, divididas entre deixar o animal ali sozinho entregue à sua sorte, e levá-lo ao veterinário, à nossa conta. O gato deve ter dono, aparenta estar bem tratado. Mas não fazemos ideia de quem seja.

Como já estava atrasada para o trabalho, e não podia fazer muito já que estava a pé, e a outra senhora de carro, deixei-lhe o meu contacto e disse-lhe que, caso entendesse levá-lo a um veterinário, para me dizer, que dividíamos a despesa.

Custou-me vir embora  e deixá-lo ali. Mas espero que tudo se tenha resolvido pelo melhor. Agora resta-me esperar por notícias da tal senhora.

É incrível como, mais uma vez, empurraram as pessoas de um lado para o outro, de um serviço para outro, sem que nenhum tenha capacidade para resolver uma situação destas.

Cada vez mais valorizo as associações e particulares que prontamente ajudam estes animais feridos porque, se dependessem de serviços públicos, morriam!

É triste... 

 

Porque detesto o mês de Setembro

 

Já li vários textos, em alguns blogs que sigo, que falam de Setembro como um dos meses preferidos dos seus autores.

Pois a minha opinião é, precisamente, a contrária. 

Acho que Setembro é um dos piores meses do ano, pelo menos para mim.

Setembro é sinónimo de fim do verão, fim de férias, fim de praia, fim de dias longos, de regresso ao trabalho durante mais um ano, e da típica depressão pós férias.

Setembro é sinónimo de stress associado a mais um início de ano escolar, e tudo o que isso implica - horários, correrias, menos tempo de qualidade com a minha filha, pouca diversão e muito estudo e trabalho pela frente.

Estamos em contagem decrescente para esse dia, e o meu stress em contagem crescente!

Pior ainda que um dia de Setembro, só mesmo esse dia ser uma segunda-feira. E, pior ainda, ser uma manhã de segunda feira de Setembro! 

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