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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Coisas que me irritam...

 

...que provoquem uma discussão comigo, sem motivos, por causa de alguém que me é indiferente e me façam perder tempo, energia e paciência, me chateiem e me deixem triste;

 

...saber que, enquanto os nossos momentos ficam arruinados, a pessoa sobre a qual começaram a discutir, alheia a tudo isso, se diverte e aproveita a vida - que era o que nós devíamos estar a fazer também. 

Portugal em chamas

 

Incêndios, incêndios e mais incêndios...

Terminou o mês de Agosto, iniciou o Setembro, mas o cenário mantém-se.

Todos os anos acontece, mas este ano, não foram só as árvores que morreram. Também 5 bombeiros, até agora, perderam a vida.

Para que muitos cá fiquem, alguns tiveram que partir...

E por culpa de quem? Do governo? De quem não segue à risca os planos de prevenção? De quem desencadeia o incêndio? Da natureza? De todos nós?

Alguém tem que ser responsabilizado, é verdade. E, parece-me, nunca foram detidas tantas pessoas suspeitas de fogo posto como este ano.

Mas, sejam quais forem os motivos para o fazerem, psicológicos ou financeiros, é algo que, por mais que aperfeiçoem as medidas de prevenção e vigilância, ou que endureçam as penas para os culpados, estará sempre presente e nunca se conseguirá extinguir.

E, assim, assistimos impotentes, a cada ano que passa, a um Portugal em chamas. O que é pena é que sejam chamas exteriores, quando o verdadeiro "incêndio" deveria acontecer no coração do país, para queimar tudo o que é inflamável e prejudicial aos portugueses, e haver uma total renovação, uma nova esperança de um país melhor do que aquele em que, actualmente, vivemos.

 

 

* No entanto, continuo a afirmar que temos muita sorte em morar em Portugal - pelo clima, pela beleza do país, pela nossa cultura, pela nossa comida, por não estarmos (ainda) no meio de guerras, catástrofes e afins, como muitos outros países que conhecemos. 

Culpado!

 

Esta é a palavra mais temida por todos aqueles que estão a ser julgados pelos mais variados crimes, principalmente se esta sentença se traduzir em pena de morte.

Embora seja mais um tema polémico - por que razão punimos alguém que cometeu um crime, com um crime - não é sobre isso que quero falar, mas sim sobre o funcionamento da justiça que leva à condenação de suspeitos sem provas conclusivas, sem fundamentos válidos e, muitas vezes, de pessoas inocentes.

Porquê? Porque, nesses casos, não se procura o culpado, mas sim um culpado! Seja ele qual for. É mais prestigiante para todos que um caso seja encerrado com um suspeito condenado pelo crime, do que um caso pendente ou arquivado sem suspeitos. Por isso, é bastante conveniente encontrar um "bode expiatório", alguém que esteja no local errado à hora errada, alguém a quem possam atribuir as culpas, com base em suposições pouco consistentes, sem provas concretas mas com um motivo, aparentemente, credível.

Ainda que a possibilidade de essas pessoas serem, de facto, culpadas, seja reduzida, e se pudesse ir mais fundo na investigação, analisando toda a informação recolhida, seguindo todas as pistas e não apenas aquela que mais convém, esgotando todas as hipóteses possíveis, não é isso que acontece.

E assim se atiram, com frequência, inocentes para uma cela ou para um corredor da morte.

Mais tarde, podem até constatar que afinal erraram. Podem, quem sabe, ir a tempo de corrigir o erro. Ou talvez já seja tarde. O que nunca conseguirão fazer é apagar toda a transformação que a vida desses inocentes sofreu com tais enganos. E essa, é a pior consequência...

 

 

 http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35964&op=all

 

 

Embora tenham sido vários filmes a darem o mote para o post de hoje, a verdade é que há casos bem reais!