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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Conchita Wurst e o Eurofestival da canção

 

 

Há pessoas que nascem mulheres e querem ser homens. Não tenho nada contra.

Também há quem nasça homem e queira ser mulher. Mais uma vez, não tenho nada a apontar.

Se a tecnologia o permite, as pessoas devem fazer aquilo com que se sentem bem.

E depois há estas personagens, como Thomas Neuwirth, actualmente Conchita Wurst, ou como José Castelo Branco, também conhecido nos seus tempos de drag queen como Tatiana Romanova, que não consigo entender a que espécie pertencem, ou em que sexo se pretendem enquadrar.Homem? Mulher? Um terceiro, talvez?! Não é que seja contra. Mas não compreendo.

É que se Thomas Neuwirth não se sente bem como homem, acho bem que se torne mulher. Mas em todos os sentidos. Assim está a meio caminho entre uma coisa e outra. Tal como José Castelo Branco. Uma mulher que se quer sentir verdadeiramente mulher, não deixa crescer a barba para se parecer com aquilo que nunca quis ser.

Mas é óbvio que a diferença, a extravagância e a irreverência geram polémica, e a polémica gera fama!

Nunca se falou tanto de Thomas como agora nestes últimos tempos, na pele de Conchita. E se me perguntarem se foi por isso que se sagrou vencedor(a) deste Eurofestival da Canção, atrevo-me a dizer que sim.

A música não é má, a voz também não. E tendo em conta as restantes canções adversárias, esta estava entre as minhas seis escolhidas. Mas, para mim, havia músicas mais bonitas! 

No entanto, todos sabemos que o festival da canção não avalia propriamente as músicas que se candidatam. Existem muitos outros factores e critérios que não vale a pena estar a nomear, que influenciam ou determinam a canção e o respectivo país vencedor.

Para aqueles que se candidatam, não existem receitas milagrosas. É mais um jogo de apostas. Há quem aposte em temas fortes como a paz, liberdade, planeta e outros, há quem aposte em ritmos alegres, há quem insista nas melodias calmas, há quem invista em coreografias e vestuário arrojados, e há quem invista na extravagância e irreverência.

Depois, é ver para que lado pendem os gostos naquele ano, e as respectivas votações.

Este ano, venceu a mulher barbuda mais famosa da Áustria! Para o ano, logo veremos...

Ser mulher...

 

"O Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje, tem a sua origem nas manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente perigosas, motivavam protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo.

No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque, fizeram greve, reivindicando melhores condições de trabalho, tais como, a redução da carga horária, a equiparação de salários (as mulheres recebiam um terço do salário de um homem pelo mesmo tipo de trabalho) e o tratamento digno no trabalho.

A manifestação foi reprimida com violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi, depois incendiada, tendo morrido carbonizadas cerca de 130 operárias.

No mesmo dia, mas na Rússia, trabalhadoras de outra fábrica de fiação manifestaram-se contra as condições de vida e trabalho e a participação do seu país na Primeira Guerra Mundial.

Nos Estado Unidos e na Europa, a luta estendia-se também ao direito de voto.

Em Dezembro de 1977 foi oficializada, pelas Nações Unidas, a data de 8 de Março como Dia Internacional da Mulher, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, e tentar acabar com o preconceito e a desvalorização das mulheres."


Mas, se é verdade que as mulheres já obtiveram grandes conquistas ao longo destes últimos 2 séculos, também é verdade que, para muitas, esta celebração não faz sentido.

Continuamos, frequentemente, a ser discriminadas, oprimidas, maltratadas... Continuamos a ser, muitas vezes, injustiçadas pelo sexo oposto.

Ser mulher, actualmente, pode significar desdobrar-mo-nos em vários papéis - mulher, mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora - e provar que conseguimos desempenhá-los a todos.Ser mulher nem sempre é fácil. Por vezes, é até bem duro. 

Cada vez se vêem mais mulheres em cargos antigamente ocupados somente por homens. Cada vez as mulheres vão adquirindo mais direitos, outrora exclusivos do sexo masculino. Cada vez mais as mulheres conquistam poder de decisão sobre a sua vida e o seu destino. Cada vez mais se vêem mulheres a trabalhar para sustentar a família. A imagem, a força e a forma como a mulher é tratada evoluiu significativamente, de forma positiva, ao longo dos tempos. Mas ainda haverá um longo caminho para percorrer, embora haja mulheres que rejeitam piamente a política dos direitos e deveres iguais.

Eu sou mulher, e tenho orgulho nisso. Tive a sorte de nascer numa época em que as mulheres têm a vida um pouco mais facilitada, em que já podem escolher o que é melhor para si, em que já não dependem obrigatoriamente dos maridos para sobreviver.

Mas, ser mulher, implica uma luta constante, até nas mais pequenas coisas da nossa vida. Ser mulher implica coragem e determinação. Ser mulher, é sê-lo todos os dias, e não apenas hoje...

 



 

Dia da Mulher

 

   "Não se nasce mulher: torna-se." (Simone de Beauvoir)
 
  "A mulher que se acha inteligente reclama igualdade de direitos com os homens. Mas a mulher que é realmente inteligente não o faz." (Sidonie Colette)
 
 
 
 
 
 
 
 
Ontem, hoje e sempre, afirmo com todas as letras que sou MULHER, e tenho muito orgulho nisso!
Nasci uma menina, e o tempo e a vida encarregaram-se de me transformar na mulher que hoje sou.
Tal como todas as mulheres, com qualidades e defeitos, com forças e fraquezas, com garra e fragilidade...
Mas não me importo com isso - sou eu, e sinto-me bem na minha pele!   

M...

M       

 

 

 

...de Mudança

...de Mafra

...de Mulher

...de Mãe

 

m...de Revista!

 

A nova revista, com periodicidade mensal, do concelho de Mafra, tem por objectivo destacar o que por cá acontece, o que de melhor aqui se faz, e o que este concelho tem para oferecer nas mais variadas áreas como o turismo, a cultura ou a restauração.

 

É, também, uma revista mais dirigida para o público feminino, com uma imagem atraente e moderna.

 

Uma aposta de qualidade, e bilingue (português e inglês), para que possa chegar aos milhões de turistas que ao longo do ano visitam o concelho, que surge pelas mãos de Luís Arriaga (anteriormente ligado à publicação Folha do Café, afastado da televisão e do mundo das cantigas por vontade própria), na qualidade de director da publicação, e de Susana Pimenta, directora adjunta e editora! 

 

Numa altura em que a palavra de ordem é a crise, este projecto jornalístico avança, sem medos, afrontando-a, pois a revista M, é de distribuição gratuita, e está disponível em estabelecimentos comerciais, balcões de instituições financeiras e postos de turismo.

 

E eu atrevo-me a dizer que poderá ser também M de "Marta", uma vez que alguns dos textos que aqui se encontram n'O meu canto, serão futuramente publicados na "Revista m", tornando-me numa espécie de colaboradora!

 

Parabéns aos mentores e a todos aqueles que, gentilmente, dão o seu contributo para que esta revista continue a prestigiar este concelho, e a brindar-nos todos os meses com a sua crescente qualidade!


 

Bateria recarregada

 

Hoje acordei decidida a ser uma nova mulher!

Sinto a bateria recarregada, no seu máximo, e estou confiante!

Quando chegamos ao fundo, só nos resta subir.

Por isso:

- chega de não acreditar em mim!

- chega de me vitimizar em vez de reagir!

- chega de fazer o que os outros querem que eu faça, só para que se sintam bem, quando isso me fizer mal a mim.

- chega de ter medos!

- chega de desistir à primeira dificuldade!

- chega de sofrer pelas situações menos boas que me acontecerem!

- chega de me condenar por todas as atitudes certas que tiver que tomar, mesmo que custe!

- chega de sentir culpa!

- chega de chorar! (a não ser que seja de alegria)  

- chega de admitir determinados comportamentos errados!

- chega de permitir que, tanto eu como outras pessoas, destruam a minha vida e não me permitam ser feliz!

- chega de guerras, gritos e violência!

- chega de me encolher e esconder no meu cantinho (a não ser que seja n' o meu canto!)

 

Está na hora de, como se costuma dizer, "agarrar o touro pelos cornos"! (não, não vou para o Campo Pequeno tourear)

De sair cá para fora, agir, de ser a mulher adulta e determinada que sou, de viver!

 

Vamos lá ver quanto tempo dura a carga!...