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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Depois do boom, a "queda" do ouro

 

Algum dia a galinha dos ovos de ouro teria que deixar de os pôr!

Há uns anos atrás, assistimos ao boom nos negócios de compra e venda de ouro. Para qualquer lado que nos virássemos, havia uma loja dessas!

Chegaram a coexistir, num espaço de poucos metros, duas ou três lojas diferentes com a mesma finalidade.

Estávamos em crise, as pessoas precisavam de dinheiro rápido e a melhor forma de o conseguir era vender o ouro que possuiam.

Agora, com a descida da cotação do ouro, vendido a maioria dele por quem o tinha e não havendo, por outro lado, interesse naqueles que têm dinheiro em adquiri-lo, os portugueses recorrem cada vez menos à venda de ouro nas lojas de rua.

Assistimos, então, ao encerramento em massa deste tipo de lojas, podendo o negócio ter os seus dias contados.

 

Hoje em dia, "tudo se compra e tudo se vende"...

 

...incluindo seres humanos.

 

Já antes tinha escrito um texto sobre este tema aqui, mas nunca será demais falar sobre uma realidade que parece aumentar a cada dia e que acontece, por vezes, mesmo "debaixo do nosso nariz".

A reportagem que a SIC transmitiu, na passada 2ª feira, mostra bem o que sofrem aqueles que, de um momento para o outro, se vêem enredados nesta teia sem saber como dela sair.

A pobreza, a miséria e a esperança de encontrar melhores condições de vida são os principais impulsionadores para que alguém caia na rede.

Tal como se diz na reportagem, hoje em dia "tudo se compra e tudo se vende". E o tráfico de seres humanos é um dos maiores negócios ilícitos da actualidade. Até mesmo, em Portugal! De facto, parece que o nosso país não só está na rota como intermediário entre o país de origem e o de destino, como também actua esses dois papéis - emissor e receptor. A procura faz a oferta.

A escravatura foi, há muito, abolida. Mas não extinta. Apenas sofreu uma metamorfose. Hoje não são os negros que são escravos. Qualquer um se pode tornar. Difícil será sair. Muitas vezes sem alternativas, sem documentos, com medo do que lhes possa acontecer ou à família, e quando, depois de tentarem como podem, pedir ajuda, são ignorados, acabam por "aceitar" a situação.

No livro do Jeff Abbott, O Último Minuto, faz-se uma abordagem sobre o tráfico de mulheres para a prostituição. Nesse caso, uma mulher era levada. Para se ver livre a sua família teria que, em troca, enviar 2 ou 3 outras mulheres como moeda de troca. Mesmo que essas mulheres fossem amigas, vizinhas, conhecidas. É a lei da sobrevivência, e não olha a meios para atingir os fins. É também assim no mundo real.

Outras vezes, pedem dinheiro para pagamento da dívida que, alegam os traficantes, as vítimas contraíram para com eles. Como não o têm, as vítimas vêem-se obrigadas a trabalhar para estas pessoas como forma de pagamento, sem direito a nada.

E se por acaso tentam denunciar e têm o azar de serem descobertas, são eliminadas.

É triste, mas é a verdade nua e crua da realidade do século XXI - o ser humano reduzido à condição de mercadoria... 

 

 

 

 

 

Fábricas de bebés

 

Quando se pretende lucrar e progredir num determinado negócio, não se pode apenas esperar que a natureza cumpra a sua parte, não se pode deixar ao acaso, e aproveitar as escassas oportunidades que surgem, quando surgem. 

Há que assumir o controlo, criar as oportunidades, produzir em grandes quantidades e colher o fruto do sucesso.

É assim que começa a funcionar o tráfico de bebés. Porquê esperar que alguém dê à luz um bebé não desejado, ou que não consegue criar, para o traficar. Porquê raptar este ou aquele, quando se podem "produzir" quantos bebés forem necessários para o negócio prosperar, sem grandes riscos? 

Mas a verdade é que algumas "fábricas de bebés" começam a ser descobertas, como aconteceu na Nigéria, onde o tráfico de seres humanos é o terceiro crime mais comum, depois da fraude e do tráfico de droga.

De forma voluntária ou forçadas, as raparigas encontravam-se lá para terem os filhos, que depois seriam vendidos por milhares de euros, sendo os rapazes mais caros que as raparigas. Já as "mães", essas pouco mais recebiam que 150 euros.

Claro que, por esta altura, já nem notícias como esta me espantam. Embora os livros tenham muita ficção, a verdade é que muitos deles descrevem cenários que são bem possíveis de se concretizar na vida real. Esta é a prova!

Quem casa...

 

...quer casa!

Este é mais um daqueles ditados populares que está ultrapassado.

Hoje em dia, quem casa quer dinheiro! 

Diz o Conservador que o casamento não é mais do que um contrato. Eu diria que é, não só um contrato, mas também um negócio. E não falo de todas as entidades que lucram com ele, mas dos próprios noivos que tentam igualmente retirar do casamento a sua quota-parte de lucro, ou pelo menos não acabar com saldo negativo!

O dinheiro é sempre bem vindo e, talvez por isso mesmo, a grande maioria das prendas de casamento oferecidas aos noivos sejam monetárias. 

Não tenho nada contra. Também a mim me soube bem recebê-las quando me casei.

Mas penso que tem que haver um mínimo de bom senso de ambas as partes e, em alguns casos, uma revisão de prioridades, no que respeita ao motivo pelo qual as pessoas convidam alguém para o seu casamento.

Por norma, são os pais dos noivos que costumam pagar a boda, enquanto os padrinhos e madrinhas tratam do resto. No entanto, outros casais haverá que não têm essa sorte.

Foi o meu caso. Por isso mesmo, só segui em frente com esse passo porque sabia que o dinheiro que tinha economizado até então era suficiente para pagar tudo à minha conta. Só não comprei o vestido, que me foi oferecido pela minha falecida madrinha. Não tive 100 ou 200 convidados. Tive pouco mais de 30, mas eram os mais importantes para partilhar aquele momento. O dinheiro que me deram, deu muito jeito. Estava grávida na altura e, para precaver o futuro, abri uma conta para a minha filha com ele. No entanto, ainda que não me tivessem dado nada, teria convidado exactamente as mesmas pessoas e feito tudo da mesma forma.

Também por norma, e por uma questão de lógica e financeira, sempre que somos convidados para o casamento de alguém, sentimo-nos na obrigação de lhes oferecer uma prenda que, como já atrás referi é, usualmente, monetária e corresponde, muitas vezes, ao valor da despesa que supostamente os noivos têm com a nossa presença. Claro que pode ser mais, pode ser menos, ou pode até nem ser, consoante as possibilidades das pessoas. Também é comum haver as "listas de prendas", que podem ser úteis para quem não sabe o que há-de oferecer.

Mas, até agora, nunca tinha tido conhecimento de casamentos em que os noivos pré-estabelecem um valor mínimo para a presença dos convidados!

Na minha opinião, isso é mesmo muito mau! E, sinceramente, só por isso, se eu estivesse no lugar deles, não ia. Afinal, convidam-me porque querem que esteja com eles nessa ocasião especial, ou porque precisam que lhes pague a despesa?

Antigamente, os noivos ficavam tristes quando os convidados não podiam ir, e insistiam, afirmando que não precisavam de dar prenda nenhuma porque não era isso o mais importante. Hoje em dia, quando se recusa um convite desses por motivos financeiros, corremos o risco de nos perguntarem "então mas não consegues mesmo arranjar XXX euros?".

Até podia conseguir mas, se fosse comigo, só pela atitude, nem o meu respeito levavam! 

A alma do negócio

Abre...fecha!

Infelizmente, é o que tem acontecido constantemente aqui na vila.

Quando alguma loja ou estabelecimento abre ao público, a primeira coisa em que pensamos é “quanto tempo vai durar”.

Num dia, estamos sentados numa chocolataria que deveria fazer a diferença; no outro, já é uma loja de roupa. E a loja de roupa que estava ao lado, já está vazia.

Fecha-se uma peixaria, abre-se uma loja de roupa.

Fecham-se lojas de roupa, abrem-se as de compra e venda de ouro, que estão na moda e a invadir-nos em todas as frentes.

Fecham-se lojas de decorações, abrem-se outras de esoterismo.

Fecham-se empresas de limpeza, abrem-se clínicas.

Inauguram-se novas lojas de vestuário, que estão abertas durante uma ou duas estações, e depois fecham, para voltarem a abrir, para voltarem a fechar.

Abrem-se lojas de cosmética, que acabam por encerrar.

Na antiga loja de informática, está agora uma companhia de seguros.

Nem determinados cafés e restaurantes resistem ao tempo e à crise.

Parece, de facto, deveras complicado fazer vingar um negócio por aqui. Não sei se estamos saturados de tudo, ou se nada do que nos oferecem nos faz realmente falta.

Ainda assim, constato que alguns dos estabelecimentos mais antigos, conseguem ir sobrevivendo.

O segredo? Não sei…Mas dizem os especialistas que o segredo é a alma do negócio! Ou será a alma do negócio que se mantém em segredo?

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