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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Fractured - o filme

 
O que estamos dispostos a fazer para salvar a nossa família?
Até onde estamos dispostos a ir, e a sacrificarmo-nos, para recuperá-la?
Será que teremos forças para lutar contra tudo e contra todos, quando todos parecem estar contra nós, a fazer-nos passar por desequilibrados, para nos descredibilizar, e evitar que desmarcaremos os seus macabros segredos?
 
É por algo assim que Ray, uma das personagens principais deste filme, irá passar.
A nós, que estamos a assistir, resta-nos perceber qual a verdadeira realidade, e quem, ali serão os verdadeiros loucos.
 
 
 
 
Ray viaja com a sua mulher, Joanne, e a filha de ambos, Peri, de regresso a casa, depois de um almoço do Dia da Acção de Graças, que não correu da melhor forma.
 
Percebe-se que não estão bem. Para além de discutirem, Joanne dá a entender que a relação deles está condenada. A situação só não piora porque Ray concentra-se na filha, e se acalma.
 
Numa pequena paragem, numa estação de serviço, enquanto Ray está distraído a limpar o carro, e Joanne foi à procura de algo que Peri deixou na casa de banho, Peri afasta-se e, quando dá por isso, tem um cão a assustá-la e encurralá-la, muito perto de uma cratera feita por causa de uma obra de construção civil.
 
 
 
 
Sem que Ray consiga chegar a tempo de evitar o pior, Peri acaba mesmo por cair. Enquanto Ray tem apenas um ferimento na cabeça, Peri parece ter fracturado o braço, por isso, acabam por seguir para o hospital mais próximo. E é aí que tudo irá acontecer.
 
Após um tempo excessivo de espera e uma burocracia sem fim e, aparentemente, despropositada para a situação, Peri é finalmente vista por um médico e aconselhada a fazer uma TAC, por prevenção.
 
Enquanto Joanne acompanha a filha, Ray aguarda na sala de espera, acabando por adormecer. Quando acorda, várias horas depois, e pergunta aos funcionários do hospital pela mulher e filha, é informado de que nenhuma delas esteve naquele hospital, naquele dia.
 
 
 
 
 
 
 
 
Enquanto Ray pensa que lhe estão a esconder a família, e que algo de muito errado se passa naquele hospital, com a conivência de todos, auxiliares e médicos, provavelmente relacionado com tráfico de órgãos, a opinião dos especialistas é a de que Ray está a ter alucinações e a confundir a realidade, provavelmente devido à pancada na cabeça.
 
Já a psiquiatra de serviço, tem uma outra opinião, que configura um cenário ainda mais sinistro, e uma posição ainda mais delicada para Ray.
 
Estarão todos a tentar fazê-lo passar por louco, para desacreditá-lo? Ou estará ele a viver numa outra realidade, sem se dar conta?
Onde estão, de facto, Joanne e Peri, e o que realmente lhes terá acontecido?

Diecisiete - um filme Netflix a não perder!

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Será que todos os jovens que estão em centros educativos ou outras instituições do género são delinquentes?

Será que todos os jovens que ali vão parar são mal-educados, pouco inteligentes, e sem vontade de mudar de vida?

Qual será a história de vida de cada um destes jovens, e de que forma essa história contribuiu para aquilo que hoje são?

O que estará por detrás de cada acto?

Serão, esses jovens, os casos perdidos da sociedade?

 

E o que acontece a quem sai fora da norma, e desses padrões definidos? A quem é diferente, a quem tenta ser diferente, a quem quer mudar?

Que influência poderá exercer a maioria, sobre as excepções, levando-as ao mesmo caminho?

Para aqueles que resistem, resta-lhes a solidão, o isolamento. Algo que eles até preferem, e a que já estão habituados.

Até ao dia em que, ainda que com pouca vontade ou contrariados, tenham que lidar com outros seres, como forma de terapia. Não com outros humanos, mas com animais. E, de um momento para o outro, surpreendemo-nos com o que daí resulta.

 

 

 

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Héctor é um desses jovens, com 17 anos, detido num centro de menores por delitos que tem vindo a cometer, o último dos quais o furto de algo que a avó, internada num lar, precisava para ter uma melhor qualidade de vida, uma vez que o aquecimento no seu quarto tinha avariado.

Como lhe fizeram ver, em tribunal, os fins não justificam os meios, mas é fácil perceber que Héctor não rouba por diversão, por prazer, e muitas vezes nem sequer para ele próprio.

Este adolescente é conhecido pelas suas fugas planeadas, que lhe garantem o isolamento que ele tanto quer.

Desde logo se vê que Héctor é um jovem inteligente, perspicaz, com um grande sentido de família, apesar de a sua estar separada, e uma enorme dificuldade de socialização, vivendo ali no centro sem amigos.

 

Quando lhe é proposto, tal como a alguns dos seus companheiros, tomar conta de animais vítimas de maus tratos, e treiná-los, Héctor não fica muito entusiasmado mas, com o tempo, acaba por criar uma bonita amizade com o cão “Ovelha”.

Até que, um dia, o “Ovelha” não vem. É-lhe explicado que o cão foi adoptado, e que ele poderá treinar outros, que também precisam.

Mas Héctor só quer o seu “Ovelha” de volta, e torna a fugir do centro, para recuperá-lo.

Só que o jovem está prestes a fazer 18 anos e, se se meter em algum problema ou sarilho, não voltará para o centro educativo, nem será julgado como menor.

 

 

 

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E é assim que Héctor, com a ajuda do irmão, de quem há muito está afastado, parte numa aventura para descobrir o paradeiro de “Ovelha”, juntamente com a avó, que está prestes a falecer.

Mais do que recuperar o seu amigo canino, poderá Héctor voltar a ter de volta o seu irmão, como antes?  

E se nunca encontrar o “Ovelha”?

Estará Héctor a colocar em risco a sua liberdade, em vão?

 

 

 

La Victima Número 8 - Netflix

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Quando se é diferente é muito fácil, aos outros, usar essa diferença contra nós, apontando-nos o dedo, acusando-nos, julgando-nos…

Sobretudo, quando existe uma cultura muito vincada de preconceito, discriminação, desconfiança, medo…

Quando se julga o todo pela parte, e actos condenáveis de minorias, por toda uma cultura, religião e forma de estar.

 

 

Num dia como outro qualquer, uma carrinha foi contra um grupo de pessoas, numa esplanada, causando oito vítimas mortais.

O acidente foi, desde logo, considerado um ataque terrorista. O principal suspeito: o árabe Omar Jamal, entretanto desaparecido.

 

 

Na véspera, Omar e a sua namorada, Edurne, passeavam e conversavam, em jeito de brincadeira, sobre o que levariam para uma ilha deserta. 

Mais seriamente, Edurne convidou Omar para um jantar no dia seguinte, para apresentá-lo aos seus pais, convite ao qual Omar tentou, de diversas formas, escapar, sem sucesso.

A verdade é que Omar acaba mesmo por não aparecer e, no dia seguinte, no trabalho, Edurne fica a par do atentado, e da fotografia do suspeito, através de um paciente, entrando em pânico.

 

 

Culpado ou inocente?

Aos olhos da namorada - Edurne acredita cegamente que Omar seria incapaz de cometer aquele atentado, e é inocente. Não só defende-o perante a polícia e imprensa, como vai tentar, de todas as formas, provar a sua inocência.

 

Aos olhos da mãe - Adila também acredita que o filho é inocente e que, como tal, não tem que pedir perdão a ninguém por algo que o filho não fez. Também ela vai defendê-lo até ao último instante, ao contrário do pai, que não põe da lado a hipótese de o filho ser mesmo um assassino.

 

Aos olhos da sociedade - Culpado, sem qualquer dúvida! Afinal, as provas falam por si. Sangue e impressões digitais de Omar na carrinha, e uma imagem dele a sair da mesma a correr. Mas, acima de tudo, porque é árabe, e isso é o mesmo que carregar o selo "culpado" na testa.

 

Aos olhos da polícia - Se para os investigadores, todas as provas levam a Omar, Koro Olaegi começa, a determinada altura, a ter dúvidas sobre a culpabilidade deste, mais ainda quando o jornalista Eche lhe mostra como algumas situações são, no mínimo, suspeitas e sem sentido.

 

 

Monstro ou herói?

Assumindo que ele seja o autor do atentado, ele é visto, pela maioria, definitivamente, como um monstro. Para alguns, no entanto, é considerado um herói.

 

 

Como o peso de uma acusação sobre uma pessoa pode influenciar a vida de todos?

A mãe é despedida pelos filhos da patroa, porque não querem alguém que esteja associado a um crime daquela natureza, a tomar conta da mãe. Vale-lhe a confiança da patroa, e a sua atitude desafiante para com os filhos, para Adila voltar ao trabalho.

O pai, começa a ser posto de lado no trabalho, e em tarefas que antes não lhe competiam, na eminência de ficar mesmo sem emprego.

Os filhos, começam a sofrer bullying na escola.

Edurne, a namorada, enfermeira de profissão, é olhada de lado pelos seus colegas, afinal, ela passou a ser a "namorada do terrorista". E, na sua missão de provar a inocência de Omar, vai acabar por se colocar na mira da polícia, e de pessoas que estão dispostas a matá-la, se for preciso.

A própria comunidade árabe é afectada.

 

 

 

A ligação à família Azkárate

Gorka Azkárate é a vítima número 8. 

Filho de uma família influente e poderosa, ele deixa a viúva e o filho, bem como a amante grávida que, por acaso, será a responsável pela investigação do atentado que o matou.

Gaizka, o irmão que teve a sorte de ter ido à casa de banho, no momento do atentado e, como tal, um sobrevivente.

A mãe de ambos fará de tudo para vingar a morte do filho, nem que, para isso, tenha que pôr a prémio a cabeça de Omar, e humilhando a sua mãe.

 

 

A série

A série peca logo, no primeiro episódio, por nos mostrar no mesmo, até que ponto Omar foi, ou não, responsável pelo atentado, quando deveria ser uma supresa até ao final.

Mas outro mistério permanece, e dá o mote para os restantes sete episódios: o que tem de tão especial a vítima número 8, e de que forma é que ela contribuiu para o desenrolar de toda a história?

É a partir dessas descobertas que nos vamos deparar com o duelo final:

 

Corrupção x Profissionalismo

Verdade x Conveniência

 Justiça x Poder

 

Qual deles ganhará a batalha, no último episódio?

 

"Criminal", a série da Netflix que não resultou da melhor forma

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Uma série, quatro países, 12 suspeitos.

A premissa é a mesma: numa sala de interrogatórios, três suspeitos, de cada um dos países - Inglaterra, Espanha, França e Alemanha - serão confrontados com provas, hipóteses, suposições, factos, num jogo psicológico entre os inspectores e os interrogados, para ver quem leva a melhor.

 

 

Os inspectores:

Os inspectores, muitas vezes em guerra entre eles, numa disputa para ver quem consegue sacar a verdade mais rapidamente ou da melhor forma, e quem é mais eficiente ou não no seu trabalho, conhecem muitas das manhas dos suspeitos que lhes aparecem pela frente, sabem quando começam a ficar nervosos, quando estão a esconder alguma coisa, quando mentem, e de que forma os pôr a falar, quando se negam a fazê-lo.

Mas também é verdade que, na ânsia de conseguir um culpado, e uma condenação, por vezes só conseguem ver o lado negativo, só conseguem ver a sua versão dos factos, que nem sempre é a verdadeira.

O que é certo é que, como em tudo na vida, há aqueles que têm jeito, um dom para utilizar o tom certo, fazer as perguntas certas, e manipular de forma a obter o que quer, sem que o suspeito se dê conta, levando-o a sentir vontade de se abrir e falar, e os que entram a matar, de forma brusca, e nada conseguem.

 

 

Os suspeitos:

Também os suspeitos têm as suas técnicas, ou instruções dos respectivos advogados, para evitarem responder às questões, ou falar aquilo que não querem.

Muitas vezes, nem se estão a defender a si próprios, mas a proteger terceiros.

Muitas vezes, é difícil tirar a máscara, despir a capa protectora, e expôr aquilo que não queriam que ninguém visse, ou soubesse.

Muitas vezes, a verdade é mais cruel do que aquilo que se supunha, e nem sempre os inspectores estão preparados para lidar com ela.

 

 

Pontos negativos:

1.º Sendo toda a série passada num único ambiente alternando, esporadicamente, a sala de interrogatórios pelos corredores do edifício, e com as mesmas pessoas de sempre, à excepção do suspeito, seria preciso criar algo que cativasse o público e o prendesse durante todo o interrogatório, sem desanimar ou ter vontade de mudar de programa. E, na maioria dos episódios, isso não foi conseguido.

 

2.º Sendo a série de cada país composta por apenas 3 episódios, acabamos por não criar uma ligação com as personagens principais. Por não conhecê-las. Por não saber o que havia antes, nem o que acontecerá depois.

É como se tivessem caído ali de paraquedas, para cumprir a sua missão e, de repente, desligassem as câmaras, e não víssemos mais nada.

 

3.º Também no que se refere ao interrogatório em si, apenas nos são mostradas imagens correspondentes a factos comprovados e possíveis provas, a par com a versão dos inspectores, e a versão dos suspeitos.

Senti falta de mostrarem, em retrospectiva, as cenas do crime em si, do que o originou, e de como tudo aconteceu.

Seria meio caminho para nos entusiamar, do lado de cá, e dar alguma vida a uma série algo parada. 

 

4.º Em todas as versões colocaram mulheres a chefiar, em detrimento dos homens, e os seus métodos a serem constantemente colocados em causa, nem sempre por motivos relacionados com o trabalho em si, mas com inveja, ressentimento, e alguma dor de cotovelo.

 

 

 

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Gostei dos dois primeiros episódios, muito mais emotivos que os do Reino Unido.

No primeiro, uma mulher é suspeita de matar ou, pelo menos, ser cúmplice de homicídio, de um homem que conheceu através da internet. Com acusações de tentativas de extorsão anteriores, ela terá que explicar o que se passou, e onde está o seu irmão, principal suspeito, se quiser reaver o passaporte e viajar. O que ela mais ama, é a sua cadela Luna. Até que ponto irão os inspectores utilizá-la para apurar a verdade?

Vista por todos como uma mulher louca mas, ao mesmo tempo, manipuladora, que supresas reservará ela no final?

 

Já no segundo episódio, uma jovem é acusada de matar a sua irmã mais nova. Ela diz que não se lembra de nada.

A determinado momento, começa a falar, mas logo desmente tudo. Até que confessa o crime. Mas, terá sido mesmo ela a cometê-lo? E, se sim, que razões teria ela para matar a irmã que amava mais que tudo na vida?

 

O terceiro aborda uma espécie de vingança pessoal e a forma como, por vezes, é difícil separar o lado pessoal, do profissional.

 

 

 

 

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Depois de um primeiro episódio enfadonho e sem graça, que quase me fez parar por ali (comecei por ver esta, a achar que era a única e só depois percebi que havia outras), e de um segundo um pouco mais eficaz, o mérito vai mesmo para o último episódio, em que estará em causa o próprio investigador, os seus vícios, as suas fraquezas, e como a descoberta e admissão dessa má conduta poderá influenciar o interrogado a se rever naquela pessoa e história, e falar aquilo que todos querem saber, mas ninguém conseguiu fazê-lo falar, sendo que o tempo está a esgotar-se para salvar ou não as vidas que, dessa confissão, dependem. 

 

 

 

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Da parte da França, começamos com uma realidade não muito longínqua: o atentado ao Bataclan, em Paris.

O interrogatório é feito a uma suposta vítima/ sobrevivente, que é acusada de ter mentido sobre a sua presença no local, com o objectivo de ganhar a indemnização dada a cada uma das vítimas.

Mas conseguirá ela fingir assim tão bem todos os sentimentos que ela demonstra?

 

Do atentado, passamos para um suposto acidente de trabalho, ou possível homicídio, tendo por base alguns conflitos entre o empregado e a patroa, que é acusada de o ter assassinado.

 

E terminamos com um ataque homofóbico, e um suspeito que pode ter muito a perder com a revelação da verdade.

 

 

 

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Um homem é suspeito de um homicídio ocorrido há cerca de 30 anos, mas esta irá verificar-se uma suspeita totalmente impossível de ser verídica, porque o homem que têm à sua frente nem é quem eles pensam ser.

 

De um episódio que só se mostra mais cativante no final, passamos para outro que aborda uma realidade ainda pouco divulgada, pela vergonha que tal situação representa. Mas, mais do que determinar inocentes e culpados, outros valores falarão mais alto, e os fins justificarão os meios, para quem está na linha de fogo. 

 

O terceiro episódio é o mais forte dos três. Uma mãe à beira da morte, tem como único desejo saber onde o assassino da filha a enterrou. A única pessoa que o pode dizer, é uma mãe a quem lhe foi tirada a filha, mal esta nasceu. E a única pessoa que talvez lhe consiga sacar a informação, é uma mulher grávida, que se está a colocar, e ao seu bebé, em risco, num interrogatório ilegal, que não deveria estar a acontecer.

Vis a Vis - 4ª e última temporada

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Para mim, a melhor das 4!

Uma montanha russa de emoções, em oito episódios cheios de acção, surpresas, descobertas, e com um final brilhante.

 

 

Dizem que a prisão muda as pessoas, as torna mais frias, mais resistentes, mais defensivas, mais agressivas. E desenvolve um instinto fundamental - o da sobrevivência.

No entanto, nem sempre a mudança se opera no sentido negativo.

 

 

Não poderia falar desta temporada sem destacar cada uma destas personagens, individualmente:

 

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Zulema Zahir

A "elfa do inferno" - ela tem a sua própria personalidade, que pode já ter nascido consigo, mas também se pode ter desenvolvido por tudo aquilo que já passou na vida e que, aos poucos, vamos descobrindo.

Sim, aquilo que ela mais ama é a sua liberdade e, para consegui-la, ela está disposta a tudo. Não tem amigas, não tem família, não tem nada a temer.

Ela só quer aproveitar o melhor da vida, e o melhor da vida é viver no limite. Uma vida normal não é para ela.

Há quem diga que ela é tão fria como um réptil, mas esta temporada vai-nos mostrar um outro lado da Zulema, quando a sua filha chegar a Cruz del Norte.

E posso dizer que é daquelas vilãs de quem, aos poucos, começamos a gostar e a torcer para que ela consiga o que quer!

 

 

 

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Tere

A drogada.

Amiga das suas amigas, sem qualquer maldade, um dos elos mais fracos da prisão, já por várias vezes esteve a ponto de ter uma overdose.

Após um período livre de drogas, ela volta a consumir e afirma mesmo que, assumir que é uma drogada, e nunca vai deixar de ser, é um alívio para ela.

Quem a acompanhou, não lhe augurou, por certo, um grande futuro. Provavelmente, um dia, a dose seria mesmo fatal.

Mas acreditem, é um dos finais mais surpreendentes desta temporada!

 

 

 

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Saray

A cigana. A justiceira. Melhor amiga de Zulema, até esta a tentar matar, a si e à sua bebé.

Logo no primeiro episódio, protagoniza uma das cenas mais comoventes da temporada. Mais à frente, é provável que voltemos a nos emocionar com ela, perante as decisões duras que teve que tomar, mesmo que essas decisões a tornem uma cabra.

A série vai começar com Saray e Zulema, de costas voltadas. A determinado momento, duras palavras são ditas entre ambas, e prevê-se mesmo o pior. 

Haverá ainda alguma hipótese de se perdoarem uma à outra, quando o assunto envolve as suas filhas? 

 

 

 

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Sole

A "mami" das reclusas.

Depois de ganhar um novo coração, e um marido, logo ficou viúva e acusada de dois homicídios.

Agora, uma nova luta a espera. Uma luta que sabe que irá perder.

A mulher que mais cuida de todas ali na prisão, é aquela que irá precisar de cuidados, dali em diante.

E, perante um outro tipo de "prisão" a que está condenada, ela toma a sua decisão, e irá precisar da coragem de todas as suas meninas, para que ela se concretize.

Mais umas cenas emocionantes a não perder!

 

 

 

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Mercedes

Indefesa e influenciável ou, até mesmo, manipulável na temporada anterior, Mercedes surge agora como a traficante de Cruz del Norte.

Ela está diposta a tudo para que nada falte à sua filha mas, implicará isso, aliar-se ao diabo "Sandoval"?

Poderá ela, de facto, acreditar que ele lhe facilitará a vida? Ou estará, de novo, a ser usada?

Também no primeiro episódio, e para mostrar que Cruz del Norte nunca mais será a mesma, tendo o psicopata Sandoval como director, Mercedes irá protagonizar a cena mais agoniante da temporada.

Deixo uma pista: se não comerem nada antes de ver este episódio, é provável que não tenham vontade de o fazer depois.

 

 

 

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Altagracia

De vigilante a reclusa, Altagracia não terá a vida facilitada em Cruz del Norte. 

Alvo das restantes reclusas, e dos ex colegas de trabalho, só pode contar com a ajuda de Zulema, e com o seu conhecimento de todos os recantos e procedimentos da prisão, para escapar.

A sua ideia era fugir sozinha, e ficar com o dinheiro de Zulema, mas esta não vai entregar tudo aquilo que tem, de mão beijada, e Alta é "obrigada" a ficar por perto, para ajudar à fuga de Zulema.

É neste momento que ficamos a saber que é Altagracia, e que crimes cometeu no México. 

Conseguirá ela ter sucesso na fuga de Zulema, e manter-se em liberdade?

 

 

 

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Palacios

O amigo, muitas vezes o "bobo da corte".

Ausente na terceira temporada, ele volta agora como vigilante em Cruz del Norte.

Ainda que nem reclusas, nem os seus colegas o levem a sério, ele é aquele segurança que quer sempre apaziguar os ânimos, fazer o melhor e mais correcto, não concordando com determinados métodos utilizados pelos seus companheiros, e que tenta ver sempre e acreditar no melhor de cada um.

É alguém que acredita que as pessoas podem mudar, e que já é castigo suficiente estarem a cumprir a pena a que foram condenadas.

Vai protagonizar outra das grandes surpresas do final da temporada!

 

 

 

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Goya

É difícil explicar o que se sente por Goya, da mesma forma que é difícil explicar as duas facetas dela. 

Tão depressa é uma mulher agressiva, bruta, conflituosa e má para com as que a rodeiam, como se mostra uma pessoa sensível, amiga, pacífica. 

Vai protagonizar, no segundo episódio, uma cena comovente para logo, mais à frente, termos vontade de lhe dar um par de estalos, a seguir termos pena e, no final, nos divertirmos com a partida que ela vai pregar!

 

 

 

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Sandoval

Quando se coloca um psicopata, doentio e sem escrúpulos, um violador agora frustrado e ressabiado, um diabo em pessoa a dirigir uma prisão feminina, nada de bom se espera.

A "Barbie", alcunha pela qual é tratado entre as reclusas, vai transformar Cruz del Norte num inferno, e fazer a vida negra a muitas das reclusas.

Como ele diz, a certa altura, a Zulema, ambos são alfas dominantes e, ou se aliam, ou se enfrentam, e só um deles poderá sobreviver. Qual será a opção que escolhida, e de que forma terminará Carlos Sandoval?

 

 

 

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Hierro

Protegido de Sandoval, Hierro será mais uma vítima da astúcia de Zulema.

Um homem com um passado de violência, que se tornou, também ele, violento quando as coisas começam a fugir ao controlo.

Vai viver uma relação estranha com Zulema, entre sexo e pancadas mas, como seria de esperar, ela está muito à frente dele. E será dela a última palavra...

 

 

 

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Macarena

Por último, como não poderia deixar de ser, Macarena. 

De volta, depois de 8 meses em coma, ela tem a sua oportunidade de escapar ao inferno, pela mão de Castillo, que lhe oferece a sua ajuda para ajudá-la a fugir.

Mas, no último momento, algo fá-la ficar. O que terá falado mais alto?

 

 

 

Quanto a Antónia, estará de volta à prisão. O que a terá levado a ser apanhada desta vez?

Caracóis, que agora é mais tranças, terá um final bem realista, que representa aquilo que muitos dos reclusos sentem, quando estão em liberdade.

Castillo é o mesmo homem de sempre, mas com pouca vontade de continuar como inspector, sendo o último episódio, o seu último dia de trabalho, findo o qual irá aproveitar a sua reforma. Mas, até lá, ainda tudo poderá acontecer.

 

 

 

O desfecho, a deixar-nos curiosos sobre o que poderá aí vir em Vis a Vis: El oasis, o spin off da série. Alguém esperaria vê-las assim?!

 

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