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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Eu recomendo Educar (Com) Vida

 

Há já alguns meses que não tínhamos uma sexta-feira dedicada à sugestão de outros blogs da plataforma Sapo, mais conhecida por Follow Friday.

Para celebrar o seu regresso, não poderia deixar de destacar um blog que tenho vindo a acompanhar, e que recomendo a todos os pais - Educar (Com) Vida.

 

Maribel Maia, licenciada em Ciências da Educação, com Mestrado em Educação e Formação, e com bastante experiência profissional na área da Educação pretende, neste seu blog, e com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, orientar educadores e estudantes, estando sempre aberta às nossas opiniões, num debate produtivo e de qualidade.

 

Espreitem!

TPC's - Ajudar ou não ajudar os filhos?

 

As opiniões divergem. Há aqueles que defendem que os pais devem ter um papel activo na vida escolar das crianças, o que inclui a tarefa dos trabalhos de casa, assim como há outros que consideram que "cada macaco deve estar no seu galho", ou seja, os professores devem ocupar-se com a vida escolar dos alunos, e os pais com a vida familiar.

E, acreditem, para mim seria muito mais fácil e menos stressante adoptar a filosofia desta última hipótese! Mas será que me sentiria bem comigo mesma se o fizesse? Não!

No início deste ano, a professora deixou-nos um "aviso" - haveria muita matéria a ser dada em pouco tempo, haveria menos trabalhos de casa porque a própria professora tem a sua vida familiar e não teria tempo para corrigi-los e, como tal, iria mandar com alguma frequência os cadernos dos alunos para nós vermos o que está a ser dado e ajudarmos os nossos filhos. Aconselhou-nos, de certa forma, a envolvermo-nos na vida escolar deles com vista a que, assim, eles consigam chegar a bom porto no final do ano lectivo.

Para mim, não foi novidade. Já no ano anterior, passei muitas horas a pesquisar sobre a matéria que ela estava a aprender, passei muitas horas a inventar exercícios para ela treinar para as fichas de avaliação e, claro, no meio de tudo isso, passei por momentos de stress, desespero e irritação. 

Porque apesar de a minha filha esperar que eu chegue a casa para fazer os trabalhos (acha sempre que não sabe fazê-los e precisa de ajuda), e apesar de saber que se eu insisto ou massacro um bocadinho mais é para o bem dela, nem sempre está "para aí virada", por vezes inventa tudo para não fazer nada, finge que não percebe, ou faz-se desentendida. Outras vezes, depois de pedir ajuda, prefere fazer as coisas à maneira dela mesmo sabendo que está mal. E isso mexe, sem dúvida com o meu sistema nervoso! Dá vontade, como já cheguei a fazer, de não a ajudar mais, de deixá-la desenrascar-se sozinha. Afinal, não sou eu que preciso de saber a matéria, de estudar, de ter boas notas, de passar de ano.

Mas a vontade de ajudar, depois de passada a "tempestade", é maior que a indiferença por algo que não é, à partida, da minha competência (será que não?).

E assim, além do encontro marcado com os trabalhos de casa todas as noites, quando chega a fase das fichas de avaliação, tenho trabalho extra - inventar exercícios das três disciplinas, ou procurar fichas que contenham a matéria dada por ela, para ver quais são as dificuldades e tentar ajudar a ultrapassá-las. É quase como se estivesse a estudar também, até porque, sem querer, acabo por saber algumas das coisas que ela aprende.

Como é óbvio, para o ano e daí em diante talvez as coisas mudem um pouco, porque são muito mais disciplinas, matéria que provavelmente nunca ouvi falar e, sem saber minimamente, não posso ajudar. Mas sempre que o puder, vou fazê-lo!

É normal que haja crianças com mais facilidade em estudar, em se organizar e preparar. É normal que, com crianças assim, os pais não tenham que se preocupar e aborrecer com a tarefa dos trabalhos de casa dos filhos, porque eles já trataram disso. É normal que muitos pais não façam nem ideia do que os filhos estão a aprender. Mas cada um sabe de si e faz aquilo que bem entende.

Eu, faço-o pela minha filha, porque sempre que estiver ao meu alcance não vou deixar de ajudá-la, e por mim, porque não me sentiria bem não o fazendo!

Agradeço...

 

...a todas as pessoas que passaram pelo meu canto;

...a todas as pessoas que deixaram e deixam os seus comentários e opiniões;

...a todas as pessoas que seguem o meu blog e o visitam regularmente;

 

Porque se é verdade que escrevo porque gosto, sem o fazer para ninguém em particular, também é para vocês que escrevo, e são vocês que tornam este meu canto muito mais acolhedor!

Sobre o curso...

 

Em primeiro lugar devo dizer que os destinatários a quem o mesmo se destina são, essencialmente, psicólogos, professores, assistentes sociais e outros profissionais que estejam ligados à área em questão. O que significa que eu não me enquadro em nenhum deles.

De qualquer forma, mesmo não exercendo nem pretendendo enveredar por nenhuma dessas especialidades, enquanto cidadã que faz parte desta sociedade em que vivemos, igualmente com deveres perante o conhecimento de situações de risco, estou a considerá-lo interessante e útil.

Sendo um curso totalmente feito pela internet, através de uma plataforma de e-learning, podemos estudar quando, onde e quanto tempo nos apetecer. Como é gratuito, não há formador disponível. Tem as suas vantagens, mas também tem desvantagens. Por exemplo, se houver alguma dúvida, não podemos esclarecê-la com quem de direito.

Por outro lado, penso que as sessões do curso não seguem a ordem que, para mim, faria mais sentido - a primeira, sobre o que é o risco, está correcta. Logo em seguida, penso que deveria abordar os factores, comportamentos e grupos de risco. Em terceiro e quarto lugar, as estratégias de prevenção e intervenção. Na quinta posição, a função e o papel dos profissionais na prevenção das situações de risco. Por fim, o acolhimento institucional e a legislação.

Outro aspecto que deveria ser adicionado e que, na minha opinião, seria muito mais produtivo, seria o responsável pelo curso propôr-nos desafios, em que tivéssemos que aplicar os conhecimentos adquiridos em cada sessão, ou no conjunto, ou seja, utilizar na prática aquilo que estudámos.

Cada sessão tem um fórum, com uma afirmação ou vídeo para comentar, o que é bom, embora poucos participantes expressem as suas opiniões.

Já no fim do curso, seria bom que nos pedissem um trabalho sobre o tema.

Mas o tempo também é curto e não dá para grandes invenções. Neste momento, faltam-me 3 sessões. Depois, é dar uma revisão a tudo e fazer o exame final, cuja nota obtida será a única a constar do certificado.