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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O Carnaval pelo Mundo

O Carnaval mais elegante do mundo

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Celebra-se em Veneza.

A cidade dos palácios, canais e gôndolas acolhe todos os anos uma temporada onde, durante duas semanas, se volta atrás no tempo e se homenageia e vive o glamour da nobreza do século XVIII. A população veste-se a preceito com trajes típicos e recupera trejeitos desta época. Não faltam as festas, os bailes, os desfiles, espetáculos, concursos, exposições, mistério, gargalhadas, e muitas máscaras. 

As máscaras são, de facto, um ponto central do Carnaval de Veneza, sendo as mais comuns a Bauta, a Dottor Peste, a Dama, a Moretta e a Jester.

A Bauta é uma das máscaras mais significativas de Veneza. De ângulo retangular, sem forma de boca e um grande maxilar, tapa todo o rosto e é tipicamente usava com o chapéu veneziano de três bicos e uma grande capa preta.

A Dottor Peste é uma máscara grotesca e das mais populares, pelo seu nariz comprido. Como o próprio nome indica, era usada por médicos na altura da Peste Negra, para se protegerem da doença. Um chapéu preto, luvas brancas, capa preta e bengala completam o figurino.

A Dama é uma máscara feminina, elegante, para ser usada com muitas joias e roupas caras. Reflete o lado ostentador e glamouroso da Veneza do século XVIII.

A Moretta é uma máscara oval simples e discreta. Era usada por senhoras para se disfarçarem e não serem reconhecidas nas suas deambulações noturnas.

A Jester é facilmente reconhecida pelos seis bicos do chapéu que a acompanha. Outra característica é o sorriso típico do bobo da corte.

 

O maior Carnaval do mundo

 

É no Brasil. Com samba no pé!

Apesar de iniciado, oficialmente, na sexta-feira gorda, o carnaval começa em dezembro, quando as escolas de samba da cidade passam a realizar os chamados "ensaios técnicos" no Sambódromo. Verdadeiros desfiles onde o canto, a evolução e o ritmo são os elementos principais. Uma verdadeira festa popular que capta, cada vez mais, o interesse dos turistas desejosos de assistir e participar de um carnaval essencialmente popular. 

 

  

Outros Carnavais

 

Reino Unido

No período do carnaval brasileiro, acontece, no Reino Unido, o Shroveitide (Shrive que significa confessar ‘pecados’), que é a comemoração do carnaval britânico.

 

Estados Unidos

 

Nos Estados Unidos, o carnaval resume-se basicamente na celebração do Mardi Grass (Terça-Feira Gorda), vários estados celebram o carnaval. 

O Estado mais tradicional na comemoração é New Orleans, onde, durante o Mardi Grass, desfilam pelas ruas mais de 50 agremiações. A agremiação mais conhecida é a do Bacchus (que possui gigantescos e originais carros alegóricos).

 

Alemanha

 

Suiça

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O carnaval na Suiça tem grande expressão em Basileia. A folia tem início na segunda-feira, antes da quarta de cinzas, aproximadamente às 4h da manhã, com o Morgestraich. Na ocasião, todas as luzes se apagam e várias pessoas desfilam com lanternas pelo centro da cidade ao som de músicas carnavalescas com flautas e tambores.

 

Equador
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No Equador o carnaval dura duas semanas e é comemorado com balões de água, flores e frutas. As pessoas festejam indo para as praias jogar balões de água em amigos e também em pessoas desconhecidas. Acontecem desfiles com carros alegóricos feitos por todos os tipos de flores e frutas.

Canadá
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Conhecido como o maior carnaval de inverno do mundo, a folia na cidade de Quebec, duram três semanas. Durante a festa ocorrem concertos musicais, esculturas de neve, paradas noturnas e atividades esportivas, por exemplo, competição de canoas e pesca no gelo. Mesmo com 10 graus negativos o carnaval do Canadá atrai milhares de pessoas do mundo.


Japão
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No Japão carnaval tem nome, é Asakusa Samba Carnival. O festival têm carros alegóricos, ala das baianas, samba cantado em português e até passistas vestindo roupas importadas do Brasil. Muitas pessoas saem nas ruas para curtir a folia com samba no pé. O interessante é a presença de vários brasileiros, principalmente em lugares de destaque como nos carros alegóricos e puxadores de samba.

 

França
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Os pontos altos do carnaval na cidade de Nice são os bonecos gigantescos de papel machê, as festas de rua e a célebre Batalha das Flores. A brincadeira acontece da seguinte maneira: flores utilizadas para enfeitar os carros alegóricos são jogadas no público.

 

Eslovênia
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O carnaval esloveno é marcado por ser muito diversificado e rico. O personagem mais popular da folia é o Kurent, que é uma fantasia com uma máscara monstruosa e demoníaca. Acontecem desfiles dessas máscaras numa mistura de celebrações ocidentais e o antigo paganismo eslavo.

Na quarta-feira de cinzas ocorre o enterro do pust, um boneco que simboliza todos os males.

República Dominicana
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O carnaval dominicano é um verdadeiro show de identidade cultural que abrange muitos aspectos da sociedade dominicana. Os personagens enriquecer as celebrações populares sem limites para o colorido. Mas o mais apreciado em muitas cidades são os demônios espectadores que perseguem as pessoas que se aventuram em seu caminho, essa brincadeira é uma tradição por lá.

 

Colômbia

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Na cidade de Bogotá acontecem uma série de eventos típicos e espetáculos, são apresentados danças e ritmos folclóricos, por exemplo, cúmbia, pito, gaita, salsa, fandango, mapalé e merecumbé. A festa que foi considerada pela Unesco como “Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade”, tem o clímax com a Batalha das Flores.

 

 

Haiti

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Carnaval no Haiti é época de marchar, cantar, dançar, se divertir, relaxar e um momento em que a sociedade aceita qualquer e quase todos os tipos de comportamento. Na ocasião acontecem canções satíricas que é uma tradição antiga, onde haitianos aproveitam para protestar a respeito de algo. Com a abertura política no país, a sátira carnavalesca se tornou mais escancarada. 

  

E em Portugal? Uma grande festa em todo o país!

 

Torres Vedras - O mais português de todos!

Um dos carnavais mais famoso de Portugal, e conhecido por conservar suas tradições sem copiar outros países.

 

Alcobaça - o mais longo

Dura 5 dias, não três, como os demais. Lá, o costume é que todos saiam de branco.

 

Ilha da Madeira 

Os foliões vestem-se com muitas cores.

 

Ovar 

Os carros alegóricos são os reis da festa.

Outros Desfiles de Carnaval

  • Carnaval da Mealhada

  • Carnaval da Figueira da Foz

  • Carnaval de Arcos de Valdevez

  • Carnaval de Arouca

  • Carnaval de Barcelos

  • Carnaval do Barreiro

  • Carnaval de Boticas

  • Carnaval de Estarreja

  • Carnaval de Estremoz

  • Carnaval de Évora

  • Carnaval de Loulé

  • Carnaval de Macedo de Cavaleiros

  • Carnaval de Montalegre

  • Carnaval de Monte Gordo

  • Carnaval da Nazaré

  • Carnaval de Ponta Delgada

  • Carnaval do Porto

  • Carnaval da Póvoa de Varzim

  • Carnaval de Quarteira

  • Carnaval de Sesimbra

  • Carnaval de Setúbal

  • Carnaval de Valongo

  • Carnaval de Viana do Castelo

  • Carnaval de Vila Nova de Famalicão

  • Carnaval de Vila Real de Santo António

 

A geração "grisalha"

 

Afirmou o economista e antigo ministro das Finanças, Silva Lopes, que "a geração grisalha não pode estar a asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui. Não pode ser.".

Então os idosos de Portugal é que estão a asfixiar os jovens? Só se for a geração grisalha de políticos e governantes que não fizeram mais que roubar a quem não tem, desgovernar em vez de governar, e contribuir, esses sim, para a asfixia que agora estamos nós a sofrer e, provavelmente, as próximas gerações.

Se há alguém a asfixiar a geração nova, são aqueles que estão no poder, são aqueles que ganham salários exorbitantes, são todos os que acumulam duas reformas enquanto outros nem a uma têm direito, aqueles que as recebem sem nunca terem trabalhado, os que estão de baixa sem nunca estarem doentes, os que se encostam à sombra da bananeira dos subsídios de desemprego, rendimentos mínimos e afins...

Se há algo a nos asfixiar, é esta política de austeridade cega e sem limites que, a cada dia, nos atira para o abismo da pobreza, do desespero, da falta de esperança...

Agora, a geração grisalha a que este senhor se refere, aquela que sempre trabalhou e descontou uma vida inteira, para assegurar uma reforma que lhe permitisse ter uma velhice tranquila, essa não pode, de forma alguma, ser culpabilizada pela asfixia dos seus filhos, netos e bisnetos.

Nem tão pouco é justo que queiram sobrecarregar os idosos com cortes e mais cortes na reforma a que têm direito, usando uma desculpa tão "esfarrapada".

É quase como pagar um seguro de saúde todos os anos, para depois chegar a um ponto em que não temos direito a nada do que o seguro oferecia, porque alguém mais novo precisa desses benefícios. É quase como se os reformados estivessem a receber algo que não lhes pertence, a roubar os mais novos.

Diz Silva Lopes "Eu sou pensionista, sou da geração grisalha, quem me dera a mim que não toquem nas reformas, mas tocam, vão tocar e eu acho muito bem. Não há outro remédio". Pois eu também achava muito bem que começassem a cortar nas reformas milionárias que alguns srs. como este recebem, se isso ajudasse outros que mal têm dinheiro para sobreviver. Infelizmente, os prejudicados são sempre os do costume, aqueles que já pouco ou nada têm. Por muito pequenos que sejam os cortes, se aos ricos não vai fazer diferença, o mesmo não se pode dizer da maioria dos portugueses.

Que, na opinião deste e de outros senhores, Portugal não é um "país para velhos", já nós sabemos. Também sabemos que, se pudessem, e estão a caminho de o conseguir, embora por outros meios mais politicamente (in)correctos, a geração grisalha seria rapidamente exterminada.

Mas é graças a esta geração grisalha, que estamos cá hoje. E essa geração grisalha, já fez pelo nosso país aquilo que muitos jovens hoje em dia não fazem.

Afirma ainda Silva Lopes que "se nós temos a Constituição e a interpretação do Tribunal Constitucional a impedir estas coisas, isto rebenta tudo". E eu pergunto-me: tudo, o quê? e para que lado?

É que, possivelmente, se a Constituição e a interpretação do Tribunal Constitucional não impedirem estes abusos e usurpação contínua de direitos, somos nós, portugueses, classe média e pobre, que vamos rebentar! E acredite, Sr. Silva Lopes, que quando isso acontecer, não iremos rebentar sozinhos. Porque "um imperador sem povo e sem reino", não é nada...

 

Abstenção ou voto em branco

 

No outro dia, ao almoço, estava o meu pai a conversar com o meu marido sobre política, partidos, eleições e a importância do voto.

Na opinião do meu marido, e provavelmente outras tantas pessoas, existe uma grande diferença entre a abstenção e o voto em branco. Para ele, a abstenção é sinónimo de desinteresse, alheamento e indiferença para com o futuro do nosso país. Pelo contrário, o voto em branco, é uma participação activa, o cumprimento do nosso dever de cidadãos e, simultaneamente, a manifestação dos nossos desejos.

Até pode ser...em teoria! Na prática, os efeitos são exactamente os mesmos.

Em Portugal este voto não é relevante para a contagem dos votos expressos na eleição presidencial, não tendo influência no apuramento do resultado das eleições. Na verdade, abstenção, votos nulos ou votos em branco acabam por ser formas diferentes de transmitir a mesma mensagem - a rejeição dos candidatos, mas sem qualquer efeito prático.

Eu não voto, pertenço à categoria das abstenções. Deixei de exercer um dever e um direito que me assiste, de escolher um governante para o meu país. Porquê? Porque nenhum deles merece o meu voto. Estou, portanto, a deixar em mãos alheias uma decisão para a qual eu deveria contribuir. Como tal, não me posso depois queixar dos resultados.

Mas, quem vota em branco, estará a contribuir para alguma coisa? Se entre 4 ou 5 candidatos, não escolhermos nenhum, estaremos a decidir alguma coisa? Não. Estaríamos sim, se votássemos num qualquer deles, em detrimento de outro. Não é o caso do voto em branco. Este, por enquanto, ainda não serve para eleger lugares vazios, nem tão pouco tira poder ou força a quem for eleito.

 

 

Em pleno Século XXI...

 

...ainda se encontram casos destes! Quantas mais Anas haverá por este país fora em situações idênticas?

 

Parece que o pai achou que a filha tinha alguma deficiência e decidiu mantê-la isolada em casa durante 23 anos. Embora não pareça, Ana tem agora 33 anos. Foi encontrada num estado quase animal, dentição em mau estado e com dentes partidos, hematomas na cabeça e alguns danos na coluna. Comia com as mãos e precisava de ajuda para comer normalmente, tinha um discurso incoerente e os seus movimentos eram contorcidos.

Ao que tudo indica, a evolução do seu estado está a ser positiva, e Ana poderá mesmo vir a tornar-se uma mulher autónoma.

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