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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Fases...

(Por onde anda a disposição e vontade?)

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A vida é feita de fases.

E eu, estou numa daquelas fases em que não me apetece fazer nada.

 

Se tempos houve em que queria ler e não tinha livros, agora, tenho livros mas ainda não passei do início de um deles.

A televisão também passou dias desligada. Entre sentar-me no sofá a ver algum filme, ou série, e ir para a cama dormir, a segunda opção tem vencido.

 

Escrever no blog? Eu queria. Mas sobre quê?

Não há nada que faça aquele "click". Por isso, não escrevo.

Nem a palhaça Martita tem aparecido para animar.

 

Fotografias? Também não tenho tirado. Apercebi-me hoje, ao ver as memórias de há um ano, que nem me apercebi se, este ano, as árvores já começaram a florir ou não.

O Carnaval passou-se e, praticamente, nem dei por ele. Não que goste dessa época. Mas ainda assim...

 

A guerra?

Sim, vou estando a par das notícias. Claro que lamento, e me entristece. Mas há vida para além da guerra. E já me chateia que as pessoas sofram por antecipação, que passem o tempo todo a falar disso, que comecem a entrar em paranoia, sem necessidade.

 

Tarefas em lista de espera?

Eu sei que, se começar, vou até ao fim. Mas, e começar?!

Pois... 

 

Enfim, resta-me o sol que tem aparecido diariamente.

Mas, até esse, parece que vai dar lugar à chuva.

 

É caso para dizer "melhores fases virão"!

 

Daquelas "limpezas" gerais que uma pessoa faz na vida

Desenho de Vassoura pintado e colorido por Usuário não registrado o dia 02  de Outobro do 2009

 

Olhei para a minha lista de livros a comprar.

Muitos deles, pareciam mais do mesmo.

Gosto de determinados estilos, mas cheguei a uma fase em que, só isso, não basta. 

Quero ler livros que tragam algo de novo. Que me surpreendam. E não que eu já saiba como começa e acaba, porque são todos assim.

Por isso, neste momento a minha lista está reduzida a 8 livros.

 

O mesmo aconteceu com filmes e séries que tinha na minha lista para ver.

Tanta coisa que por lá tinha, e já foi eliminada. 

Está cada vez mais difícil encontrar alguma coisa que me agrade porque, não é por gostar de determinado género, que tudo o que é daquele género é bom e me apetece ver.

 

E que dizer das amizades no facebook?

Amigos de amigos não são, necessariamente, meus amigos.

Pessoas meramente conhecidas, que vivem na mesma zona, idem.

Tal como aquelas que me pedem amizade com segundas intenções - fazer publicidade a bens ou serviços.

E outras que estão lá, que nunca interagem, nem se lhes vê sinal de vida, e só parecem acordar quando percebem que foram eliminadas!

 

Não sei se é esquisitice, falta de paciência ou efeitos da idade, mas é isto. 

Ando numa daquelas "limpezas gerais" que uma pessoa faz na vida!

 

Há dias que nos inspiram!

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Há dias que nos inspiram.

Inspiram a mudar. 

A fazer.

A tomar a iniciativa.

A querer mais, e melhor.

Há dias em que nos sentimos cheios de energia, e vontade, e entusiasmo.

Há dias em que achamos que podemos tudo!

 

E, depois, há outros, que nos bloqueiam, deitando tudo isso pelo cano abaixo.

 

Há dias em que me decido a fazer uma limpeza geral à casa.

Em mudar as cortinas.

Em substituir o que está estragado.

Em tirar aquilo que não faz falta.

Em dar um destino a tanta roupa e brinquedos que lá tenho desde que a minha filha era pequena.

Em ver se dou um rumo ao meu futuro livro, encalhado há mais de 3 anos por falta de ideias (ou por ideias a mais que não sei bem como conjugar).

A fazer uma mudança.

Porque mudança gera mudança.

E, quem sabe, não leva a outras mudanças.

 

Depois, porque nada disto chegou a ser posto em prática no momento, vêm dias em que perco esse entusiasmo, trocando-o pelo comodismo, pela preguiça, pelo apego.

Olho para as coisas que ía despachar, e percebo que não as quero despachar, voltando a pô-las no mesmo sítio.

Olho para a despesa que vou ter, e penso que pode esperar, ficar para depois, quando der mais jeito financeiramente.

Começo a recear a mudança, e a acreditar que é melhor ficar tudo como está. Porque até não está mal.

Falta a paciência, e a imaginação.

Falta garra, e energia.

E, em vez de "pegar o touro pelos cornos" e pôr mãos à obra, acabo sentada num sofá, a fazer tudo menos aquilo que pretendia, adiando indefinidamente as acções.

Esperando por outros dias, que me voltem a inspirar, e me levem para lá dos pensamentos e ideias, que nunca se chegam a concretizar.

 

Sou uma eterna antissocial

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"100% Antissocial

Você é uma pessoa muito reservada, um pouco tímida e que prefere ficar só do que ter que interagir com pessoas que não são tão próximas."

 

Confirmo!

Sempre fui, e acho que não há nada a fazer.

Quando era pequena, a minha timidez fazia-me querer ficar em casa, sempre que os meus pais iam a casa de alguém.

Eu bem insistia para ficar em casa. Mas não tinha sorte. E lá ia eu para o "inferno".

Não me sentia bem. Não me enquadrava. Queria sempre ter a minha mãe por perto.

Na escola, evitava participar, dar nas vistas, trabalhos de grupo, apresentações orais.

 

Depois de adulta, não mudei muito.

Não sou muito de festas, de noitadas, de grandes convívios.

Não sou de gostar de socializar com toda a gente e mais alguma, só porque sim.

 

E, hoje em dia, evito tudo aquilo que me deixa desconfortável, porque não tenho paciência para fazer "fretes". 

Não tenho paciência para conversa de circustância. Para tentar perceber se há alguma coisa em comum.

Não tenho jeito para disfarçar ou fingir que estou bem e perfeitamente integrada, quando a minha vontade é sair dali para fora, para o meu canto.

Os amigos dos outros não têm que, obrigatoriamente, ser meus amigos, nem eu tenho que ser amiga deles, só porque quem me rodeia é.

Gosto que as coisas surjam naturalmente, sem serem forçadas.

Claro que não descarto que, ao longo da vida, não surjam novas amizades, se assim tiver de ser.

 

Claro que gosto de conviver, sair, divertir-me, estar com as pessoas com as quais tenho afinidades, interesses comuns, com quem é fácil e natural conversar.

Mas mais do que isso já é querer esticar uma corda, que eu nem sequer tenho vontade de agarrar. 

Lamento, mas sou uma eterna antissocial!

 

 

 

Por vezes, é preciso pôr em prática a arte de saber ignorar

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Ignorar aqueles que gostam de provocar, para ver como reagimos 

Ignorar aqueles que gostam de "incendiar" e revolucionar só porque sim

Ignorar conversas sem sentido, que não levam a lado nenhum 

Ignorar aqueles que têm uma necessidade constante de querer atenção para si

Ignorar comparações sem fundamento

Ignorar falsos moralistas, donos da razão, egocentristas

 

Há tantas pessoas, situações, coisas que fazemos tão melhor em ignorar, no nosso dia a dia, que a lista não teria fim.

Nem sempre conseguimos fazê-lo. Há dias, em que a paciência falha. Ou no-la esgotam.

Mas, sempre que possível, é uma arte a aprimorar, e pôr em prática na nossa vida!