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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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O Natal em palavras (nas minhas, claro)!

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Ainda falta mais de um mês para o Natal, mas ele insiste em se instalar cada vez mais cedo nas nossas vidas, quer de forma directa, quer indirecta.

Já vejo decorações de natal, já vejo pessoas a fazerem compras de natal, já li vários posts aqui sobre o Natal, e até tenho que andar a ver ideias para a minha filha construir objectos de natal para a escola.

Posto isto, aqui vai a minha contribuição para o espírito natalício deste ano (ou para destruí-lo de vez), inspirada no título de uma colectânea de contos de Natal, intitulada "Natal em Palavras"!

 

 

Amor 

Haverá mesmo mais amor nesta quadra festiva? Ou é pura ilusão?

Há quem disfarce a solidão e falta de amor de um ano inteiro nesta época, e quem se sinta ainda mais só e abandonado.

 

 

Boneco de Neve

Natal que é Natal, para ser ainda mais Natal, tem que ter neve. E os bonecos de neve estão, quer queiramos quer não, associados ao Natal. Aqui, à excepção da Serra da Estrela, só costumamos ter frio e chuva, ou frio e sol, sem neve, e sem bonecos!

 

 

Chaminé

É por esta que o Pai Natal entra, para deixar os presentes às crianças que se portaram bem durante o ano.

 

 

Doar

Doar tempo, doar atenção, doar afectos, doar uma mão amiga, doar o que temos de sobra, e não nos faz falta.

 

 

Esperança

Devemos tê-la todo o ano, e não apenas nesta altura. Porque tudo aquilo que nos leva a tê-la, pode ser feito em qualquer momento.

 

 

Família 

Na maior parte das vezes é difícil reuni-la. Outras, impossível.

Para algumas pessoas, soa a formalidade da época, a hipocrisia. Há quem não se dê bem com os familiares, e prefira passar sozinho, com amigos ou com outras pessoas.

Há quem se junte só para se exibir, e criticar o resto dos familiares, para encher a barriga, com intenção de, na volta, vir mais rico.

Ou talvez para dar uma trégua, como manda a tradição.

Mas há quem, realmente, dê valor ao verdadeiro significado do Natal, e se una como uma verdadeira família.

 

 

Gratidão

É, por norma, uma época em que nos sentimos sempre mais gratos por tudo aquilo que temos, e em que pedimos sempre pouco mais que os desejos da praxe para viver dentro das nossas necessidades. No resto do ano somos, por natureza, ingratos, insatisfeitos, mais exigentes.

 

 

Harmonia

De repente, todos somos amigos de todos, esquecendo-se quezílias, guerras e questões de afastaram as pessoas ou as tornaram inimigas, para que a harmonia impere nesta quadra.

 

 

Iluminações

Com o Natal chegam também as iluminações: das ruas, das lojas, das casas, das igrejas. E, mais uma vez, se gastam rios de dinheiro numa espécie de competição pela mais bonita iluminação e decoração natalícia.

 

 

Jesus

Embora hajam divergências quanto à data em que, efectivamente, Jesus terá nascido, acabou por ser estipulado a noite de 24 para 25 de dezembro como a do seu nascimento, e é essa data que se celebra com o Natal.

 

 

Lareira

Muitas famílias aproveitam esta quadra para juntar a família à volta da lareira, que agora aparece frequentemente em versões mais modernas que as de antigamente.

Era também na lareira que se penduravam as meias de natal, onde depois o Pai Natal deixaria os presentes.

 

 

Música

Se, no início, até sabe bem recordá-las e entramos no espírito, ao fim de uns dias começa a enjoar ouvir tantas músicas de natal, por onde quer que andemos.

Não me lembro de ouvir, a cada ano, músicas novas. Passam sempre as mesmas, as antigas, as que marcaram gerações e se tornaram intemporais.

Eu gosto especialmente de uma: "All I Want For Christmas Is You", da Mariah Carey. Por ser animada, por alegrar o dia.

 

 

Nostalgia

Esta quadra consegue parecer tão pequena, deixando-nos com nostalgia e a sensação de que soube a pouco, e de que passou depressa demais. Ao mesmo tempo, consegue parecer enorme e avassaladora, e damos por nós a desejar que passe depressa, para voltarmos ao estado normal. 

 

 

Omnipresença

Chovem convites dos pais, dos sogros, dos avós, dos tios, dos amigos e por aí fora, para passar o Natal em casa de cada um deles e, ou se desenvolve o poder da omnipresença, dividindo "o mal pelas aldeias", ou se tenta encontrar uma forma de intercalar as presenças, consoante os anos, ou os dias festivos.

 

 

Pinheiro

Se, antes, apanhávamos o pinheiro na mata e o levávamos para casa para enfeitar, agora, como ecologistas que somos, compramos pinheiros artificiais, de todas as cores, aspectos, tamanhos e feitios, alguns já com enfeites incluídos, para ser mais prático.

 

 

Quilos

Quilos de comida que nunca mais acaba e que, na maioria das vezes, vai servir de refeição durante o resto da semana, ou acaba por ir parar ao lixo. E quilos que se engorda, se não se comer com moderação, para aqueles que ainda têm como lema "mais vale fazer mal que sobrar"!

 

 

Religião

Ainda há quem saiba o que o Natal simboliza, quem aja de acordo com os valores a ele inerentes, e até que participe das cerimónias religiosas.

Para outros, será mais assim "ah e tal, mas no Natal é uma festa religiosa?".

 

 

Solidariedade

Dizem que os portugueses são um povo solidário, e isso vai-se vendo ao longo de todo o ano mas, nesta época de Natal, tornamo-nos os supra sumos da solidariedade nem que seja, mais uma vez, pelas aparências, para ficar bem na fotografia e, algumas vezes, para mostrar em meia dúzia de dias, aquilo que não somos nos restantes dias do ano.

Ainda assim, há que valorizar quem se solidariza pelo mero facto de ajudar a ajudar alguém, tornando a sua vida menos triste e menos difícil.

 

 

Tradição

Já não é o que era.

Vem a oferta de presentes do facto de os 3 reis magos terem levado, para oferecer a Jesus, ouro, incenso e mirra.

Mas, há muito, esta tradição se traduziu em consumismo.

Já lá vai o tempo em que estes eram algo que, realmente, as pessoas precisavam, ou presentes simbólicos, com algum significado especial para quem os recebia.

Já lá vai o tempo da curiosidade para saber o que escondiam os embrulhos. 

Hoje, vêem-se verdadeiras competições para ver quem compra o melhor presente, e o mais caro, para oferecer a pessoas que deles não precisam, ao exibicionismo, às encomendas feitas às claras, e aos presentes anticipados na mão, ou carteira, de quem os iria receber.

 

 

Utopia

Somos melhores, e o nosso mundo torna-se melhor, quando chega o Natal.

 

 

Viagens

Natal é tempo de viagens, seja daqueles que estão fora, e vêm a casa rever a família, seja daqueles que não ligam nada ao Natal, e preferem aproveitar uns dias de descanso para passear.

 

 

Xaile

Quando não existem lareiras, nada como um xaile ou manta para nos aquecer nesta noite que costuma ser fria, enquanto as bebidas espirituosas não começam a fazer efeito!

 

 

Zero

Sendo o ano do nascimento de Jesus o "ano zero", é nesta altura que se fazem também planos para o novo ano que se aproxima, que se quer de recomeços, de novas metas, de novos objectivos.

Carta a uma amiga que, um dia, foi especial...

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"Conheci-te numa fase da minha vida, em que esta não fazia qualquer sentido para mim.

Andava perdido, sem rumo...

Tu surgiste na minha vida e, como uma espécie de magia, com a tua varinha de condão, transformaste-a por completo.

A amizade que construímos era valiosa, e tu eras a minha melhor amiga!

Nessa altura, ouvias-me, apoiavas-me, davas-me a força que eu precisava. Fizeste-me voltar a sorrir.

 

Contigo, eu era outra pessoa!

Estava diferente, motivado, confiante, feliz!

Contigo, reaprendi a divertir-me, a sentir-me acarinhado, a sentir-me amado, a sentir que gostavam de mim pelo que eu era.

 

O dia em que nos conhecemos, em que estivemos juntos, e não me viraste costas, foi um dos dias mais felizes da minha vida!

E, se eu já gostava de ti, passei a gostar ainda mais.

Para minha sorte, ou meu azar, apaixonei-me por ti.  Tu eras o meu mundo. Aquele onde me podia refugiar nos dias menos bons. Aquele onde podia partilhar as minhas alegrias contigo.

E saber que partilhavas dos mesmos sentimentos por mim, deixava-me ainda mais feliz.

Sabia que teríamos que ser amigos, por enquanto, mas imaginei tantas coisas que viríamos, um dia mais tarde, a viver juntos.

 

Tive um dos verões mais felizes da minha vida mas, mal sabia eu, acabaria por ser o pior verão da minha vida. Porque ele irá para sempre recordar-me aquilo que eu tive, e não terei mais, ou aquilo que eu pensei que tinha, e nunca tive.

Não estou aqui a julgar-te, nem a culpar-te, nem tão pouco condenar-te.

Talvez tenhas deixado de gostar de mim. Talvez não saibas exactamente o que queres para ti. Talvez eu não seja aquele que procuras, que precisas. Ou talvez me tenhas visto sempre apenas como um amigo, e eu interpretei mal os teus gestos, as tuas palavras.

 

Mas aquela miúda que eu um dia conheci, e por quem me apaixonei, não a consigo mais ver.

No seu lugar, surgiu outra, que não consigo compreender, da qual não consigo gostar. Não posso dizer que me decepcionaste, porque não são os outros que nos decepcionam. Eu é que me decepcionei porque, na minha mente, imaginei algo que, provavelmente, não era real. Ou deixou de ser, a determinado momento.

 

Como minha amiga, e especial que eras, poderias ter sido sincera comigo. Talvez, assim, continuássemos a ser amigos como antes.

Hoje, não consigo acreditar nas tuas palavras, por mais que as repitas mil vezes, porque os teus gestos mostram o contrário.

A miúda que hoje vejo, não é aquela que quero na minha vida.

Hoje, estou a voltar a ser o mesmo rapaz que conheceste quando começámos a falar.

Estou triste...Porque, mais uma vez, perdi alguém que amava, sem saber bem porquê. E a concha, da qual tinha saído sem medo, vai voltar a fechar-se, ainda com mais força.

 

Não guardo mágoa. Apenas te desejo que, um dia, consigas encontrar o que tanto procuras, e que sejas feliz. Gostava que tivesse sido comigo. Mas no coração e nos sentimentos não mandamos. Resta-me aceitar...

E talvez, um dia, quem sabe, voltemos a ser amigos, como um dia fomos.

Mas, neste momento, para não sofrer mais do que já estou, talvez tenha que me afastar de ti. 

 

E dói...

Porque deixar de falar contigo, é voltar aos tempos em que andava perdido, logo agora que pensava ter encontrado um rumo.

Porque deixar de te ver, de estar contigo, de te abraçar, de te acarinhar, é perceber que um dia te tive e vivi os melhores momentos que poderia imaginar, e agora eles não voltarão mais.

Mas preciso de aprender a viver sem ti. Preciso de me proteger agora, para não me magoar ainda mais, depois.

 

Sê feliz...

Eu irei também tentar encontrar a minha felicidade... Ainda que, neste momento, seja difícil descobri-la por entre as lágrimas que derramo, enquanto te escrevo estas palavras que não sei se, algum dia, te direi...

Quero que saibas que, um dia, foste realmente alguém especial para mim!

Espero, um dia, vir também eu a ser especial para alguém, da mesma forma.

 

De um amigo que nunca te esquecerá..." 

 

Do amor...

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O amor não costuma fazer grandes amizades com as palavras. Sobretudo, quando essas palavras, pronunciadas inúmeras vezes, estão em constante contradição com a forma como aqueles que as dizem, agem.   

Outro dos grandes problemas do amor, é que nós queremo-lo tanto, que muitas vezes o procuramos em várias direções ao mesmo tempo, sem nunca chegar ao final de nenhuma, para saber se ele lá está. E, muitas vezes, tentamos alcançá-lo tão longe, quando ele está perto de nós. Simplesmente, não soubemos decifrar os sinais.

Talvez porque não estivéssemos ainda preparados para o encontrar, para o reconhecer, para o acolher.

Ou porque é tão mais fácil guiarmo-nos por ilusões, por fantasias que vamos criando na nossa mente e que, mais tarde, percebemos que não passaram disso mesmo.

Por vezes, conseguimos percebe-lo a tempo. Outras, chegamos tarde e desperdiçamos aquele amor que estava ali para nós.

Faz parte da vida…

E nós, vamos aprendendo com ela...

A escrita deve libertar, e não prender

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Escrever é colocar, por palavras, aquilo que nos vai na alma. 

Aquilo que pensamos, aquilo que queremos dizer, perguntar, informar, sugerir.

Escrever é algo que nos deve dar uma sensação de liberdade, de prazer.

 

Quando isso deixa de acontecer, então, é melhor parar. 

Quando deixamos de ter ideias, quando começamos a acusar a pressão, quando percebemos que estamos a escrever por "obrigação", então é o momento certo para fazer uma pausa.

Porque, dessa forma, em vez de nos sentirmos bem, vamos apenas estar a cumprir com algo que já não nos cativa, e para o qual já pouco temos a contribuir. 

 

Por vezes, não nos apercebemos logo disso. Mas há sinais que nos vão alertando.

Como, por exemplo, quando começamos a pensar que não temos tempo, e é melhor desistir, mas depois até acabamos por arranjar algo à última hora, e continuamos, até voltar a acontecer o mesmo, e voltarmos a desenrascar qualquer coisa, que nos faz ir adiando o inevitável.

 

Por vezes, não é preciso deixar de escrever, ou fazê-lo de forma definitiva. Mas algo tem que mudar, para que aquele desejo e inspiração volte, e nos faça sentir a escrita como uma forma de liberdade, e não uma prisão, da qual queremos sair, sem saber bem como.

Coisas que me irritam

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Pessoas que corrigem palavras ditas/ escritas por outras pessoas, mas elas próprias corrigem de forma errada!

 

No outro dia, vi um comentário de um senhor que falava acerca de "reenscrever a história".

Veio logo uma senhora corrigir "Reinscrever s.f.f.".

 

Oh minha senhora, não é que me importe muito, porque percebe-se perfeitamente o comentário mas, caso não saiba, a palavra correcta é rescrever, ou reescrever!

 

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