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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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És o Meu Destino, de Lesley Pearse

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Este livro faz parte de uma espécie de trilogia, que começou com Sonhos Proibidos e continuou em A Promessa, pelo que deveria ser lido logo em seguida.

Não foi o meu caso, que já li os dois primeiros há alguns anos e, embora me recorde do essencial da história de Belle e Étienne, senti que houve muitos pormenores de que já não me recordava.

Neste livro, Belle cede o protagonismo à sua filha Mariette (pequena rebelde), que faz juz ao nome que lhe escolheram, e ao seu significado!

 

Mariette é uma miúda, quando a vemos pela primeira vez. Nesse dia, quase se afoga, por conta da sua teimosia, e vontade de mostrar que sabia velejar sozinha, como o pai lhe tinha ensinado.

Anos mais tarde, em plena adolescência, consegue desenvencilhar-se de uma situação que poderia ter outras consequências mais graves, igualmente por conta da sua mania de achar que sabia tudo da vida, e que tudo correria como ela esperava.

Embora lhe tenha saído um peso de cima, não conseguiu evitar os comentários que começaram a circular sobre ela.Temendo que a sua filha ficasse marcada naquele lugar, e sabendo que ela não teria por ali grandes oportunidades quanto ao seu futuro, os pais decidiram enviá-la da Nova Zelândia para Inglaterra, onde moravam os seus padrinhos, de forma a impedi-la de se meter em mais sarilhos e, ao mesmo tempo, dar-lhe a oportunidade de poder ter uma vida melhor, que ela tanto ambiciona.

 

O que se vai passar daí em diante será uma sucessão de acontecimentos capazes de derrubar a maior parte das pessoas, tanto a nível físico, como psicológico, mas que vão levar Mariette a encarar, de outra forma, a vida e as pessoas que a rodeiam, e a mostrar que a herança de garra e fibra de que os seus pais eram feitos, está-lhe no sangue.

Quando não se tem nada, tudo o que vier é bem vindo. Quando se chega ao fundo, o único caminho é subir. Se é verdade que só damos valor ao que é importante, depois de o perdermos, Mariette é a prova disso. Toda a sua vida ela quis sair daquela terra que nada tinha para lhe oferecer, e deu por si a desejar poder voltar para lá, ou nunca ter de lá saído.

Mas é com os erros que aprendemos, é com as provações que o nosso melhor desperta, e é com a experiência que adquirimos maturidade.

 

Em plena guerra, Mariette teve a sorte de escapar com vida, quando todos à sua volta morreram por conta dos bombardeamentos.

E, felizmente, a autora não colocou esta personagem a fazer de enfermeira para cuidar dos feridos, como tem feito com outras personagens, em outras histórias. 

Gostei da surpresa do destino que ela traçou para Mariette, e da sua missão ao longo dos anos que duraram a guerra.

Só achei desnecessário ter puxado o assunto do passado dos pais, sem que depois tenhamos visto Mariette conhecer toda a verdade, tendo o assunto sido adiado para um dia...

 

No regresso a casa, à sua terra, às suas origens, algo que ela nunca pensou ser mais possível, como receberão os pais esta nova Mariette, e as terríveis marcas que a guerra lhe deixou?

Poderá Mariette ainda ser feliz, mesmo que tudo esteja diferente, que todos tenham mudado, e que ela nunca mais possa fazer as coisas que mais gostava, e que a faziam amar aquela terra?

Fui eu que escrevi isto?

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Já vos aconteceu lerem algo que escreveram há bastante tempo, olhar para aquelas palavras, para aquele texto, e perguntarem-se "fui mesmo eu que escrevi isto?"?

 

Acontece-me tantas vezes! 

E penso "não sei como é que estas palavras saíram, mas se fosse hoje, nunca conseguiria escrever isto".

De uma forma geral, parece que tudo o que escrevo hoje, não sai tão bem como o que escrevia há uns anos atrás.

Haverá vida depois da morte?

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A morte sempre foi um tema sobre o qual evito falar, ou sequer pensar, porque senão começo a imaginar cenários nada animadores.

Sendo eu uma pessoa céptica, acredito que quando morremos, o nosso corpo fica debaixo da terra a ser comido pelos bichos, e acabou.

 

 

Deixamos de existir, de sentir, de pensar, de ser. É uma sensação muito estranha saber que, mais cedo ou mais tarde, será esse o nosso inevitável destino. E nada restará do que fomos, ou do que vivemos.

 

No entanto, ultimamente, tenho-me deparado algumas vezes com a teoria da reencarnação. Tanto na leitura, com o livro "Maldito Karma", em que a personagem principal morre e reencarna numa formiga, devido às acções que teve em vida, e que a condenaram a renascer nesse novo corpo, como no filme que tenciono ver brevemente "Juntos para Sempre", que também existe em livro, com o título "Teu Para Sempre", em que um cão morre e reencarna noutros cães, sempre com uma missão diferente, tentando descobrir o objectivo de todas essas etapas, e da própria vida.

 

 

 

Pelo que pude perceber, em cada nova vida, a figura reencarnada lembra-se das suas anteriores vidas, e daqueles que delas fizeram parte, como se apenas o corpo fosse diferente.

Mas será que, a haver mesmo este processo, isto será verdade? Ou, pelo contrário, a pessoa reencarnada será uma nova pessoa, sem qualquer memória do passado?

 

Seremos nós, também, pessoas reencarnadas? Teremos vivido já outras vidas? Será a reencarnação parte integrante do ciclo da vida?

E as outras pessoas, com quem convivemos? Conseguirão, de alguma forma, perceber quem fomos, quem somos? Ou não farão a mínima ideia que, um dia, já fizemos parte das suas vidas?

 

Tanto nos livros como no filme, as personagens vivem, em determinadas vidas, em locais totalmente diferentes, mas conseguem, noutras, contactar com os seus entes queridos, e enviar sinais, embora não podendo explicar directamente quem são.

 

E porque este filme é sobre animais, é impossível não pensar na nossa Tica. Será que também ela reencarnou noutra gata, e estará hoje por aí, com uma outra família? 

Conseguirá, à semelhança de Bailey, um dia voltar para nós?

 

Sinto a Tua Falta, de Kate Eberlen

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Se tivesse que escolher a palavra que melhor define esta história seria, talvez, "perdoar".

 

É possível perdoar um irmão que nos deitava abaixo e achava que era melhor que todos?

É possível perdoar um filho, que nada fez para impedir o irmão de caminhar para a morte, ainda que nada pudesse fazer?

É possível perdoar pais para quem um filho significa tudo o que há de bom no mundo, e o outro filho a culpa pela morte do primeiro?

É possível perdoar o homem com que se teve uma relação de seis anos, e abandona a companheira porque de um caso com outra mulher resultou uma gravidez?

É possível perdoar um homem que, mesmo estando ao nosso lado, nunca percebeu o que afinal nós precisávamos?

 

 

É possível perdoar a nossa melhor amiga por ter começado a namorar sem nos contar?

É possível perdoar a nossa melhor amiga por se estar a deixar deslumbrar pelo dinheiro e pela vida de rica que lhe está a ser dada, e ter atitudes que, antes, seriam impensáveis? 

É possível perdoar a nossa melhor amiga quando, mal viramos costas, ela nos rouba o namorado, embora sabendo que, de qualquer forma, nunca iríamos levar a relação avante?

 

 

É possível perdoar uma mãe que morre de cancro, deixando-nos perdidas e com o futuro destruído, apesar de nenhuma culpa ter por isso?

É possível perdoar um pai que não dá valor à filha, nem a tudo o que ela tem feito desde a morte da mãe?

É possível perdoar um irmão que também nos desvaloriza, e manteve a sua vida à distância, mesmo sabendo que as irmãs, sobretudo a mais nova, precisavam de si?

É possível perdoar a irmã de quem cuidámos desde a morte da nossa mãe, sacrificando os nossos sonhos, quando ela nos acusa de não a ter deixado viver?

 

 

É possível perdoar o destino, que nos coloca no caminho de tantas pessoas, e vice-versa, umas boas, outras nem tanto, enquanto mantém à distância aquela que seria a mais acertada?

 

 

E, afinal, o que há a perdoar?

É a vida...Tudo isto faz parte da vida, das nossas experiências. 

 

 

Tess e Doll são as melhores amigas, e estão de férias a fazer um interrail. Tess pressente que a sua vida irá, de certa forma, mudar. Tem uma estranha sensação, mas não sabe explicar. Entretanto, recebe o tão desejado resultado dos exames, que lhe garante a entrada para a universidade.  

Durante este interrail, Tess conhece Gus, embora não troquem grandes palavras.

Ao longo de mais de 10 anos, os seus caminhos irão cruzar-se sem, no entanto, se encontrarem, mesmo estando a escassos metros um do outro. É estranho imaginar como, por vezes, as pessoas estão tão perto e, ainda assim, tão inacessíveis...

 

Gus é o segundo filho de uma família que não o perdoa por ter virado costas ao irmão mais velho, quando ele inconsequentemente, decide deslizar na neve fora da pista, sofrendo um acidente que lhe ditou a morte. Gus foi para a universidade, formar-se em medicina. É lá que conhece Nash, que se tornará uma grande amiga, e que conseguiu aquele quarto à última hora, devido a uma desistência.

 

Tess descobre, quando regressa das férias, que a mãe tem um cancro em estado avançado, acabando por morrer, deixando a seu cargo Hope, a irmã mais nova, que sofre de síndroma de Asperger. Assim, ela passa a cuidar da irmã, desistindo da universidade.

 

Toda a história será alternada entre a vida de Tess e a de Gus, desde esse momento, até à actualidade, e tudo aquilo por que passaram: conquistas, derrotas, paixões, desamores, discussões, frustrações, desilusões, reviravoltas, desencontros, lutas.

 

Poderão Tess e Gus, ao fim de tantos anos, voltar a encontrar-se? Será que estão destinados a ficar juntos ou será, nesta altura, tarde demais para ambos?

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