Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Porque é que temos tendência para pensar sempre o pior?

 

 

Quem me conhece já sabe que não costumo ser uma pessoa muito positiva dependendo, obviamente, da situação em si, e das circunstâncias. 

Há quem considere que isso é um grave defeito, mas eu prefiro ser "realista" e ter os pés bem assentes na terra, do que sonhadora e viver num mundo que só existe nos nossos sonhos.

Claro que, quando as coisas acontecem aos outros, tento sempre puxar pelo meu positivismo, ou desvalorizar a gravidade das situações. Mas quando me diz respeito, ou mais precisamente, à minha filha, vejo-me várias vezes a pensar o pior.

O episódio de ontem só veio comprovar esta teoria.

A minha filha tem o hábito de me ligar quando sai da escola, e quando chega a casa, para eu ficar mais descansada. Ontem, como sempre, ligou quando estava a sair. Como estava entretida com o trabalho, nem reparei nas horas, até porque algumas vezes ela liga um bom bocado depois de chegar a casa.

Entretanto, recebo uma chamada do meu pai a perguntar pela minha filha, porque ainda não tinha chegado a casa. Activou-me logo o botão "alerta vermelho"!

Já tinha passado mais do dobro do tempo que ela leva no caminho da escola a casa. Liguei logo para ela. Tinha o telemóvel desligado! 

Ainda com algum poder de discernimento, lembro-me de ligar para o meu marido, para saber se por acaso ela estaria com ele. Não me atendeu.

A esta altura já eu estava numa pilha de nervos, a pensar o pior!

Felizmente, ao fim de uns minutos, a minha filha ligou-me a dizer que estava a chegar a casa. Afinal demorou porque esteve à espera de uma colega de turma, para ver se vinha com ela e com a mãe para casa de carro, mas acabou por não ter boleia. Não passou de um valente susto.

Mas porque é que o ser humano tem tendência para pensar ou esperar sempre o pior? Será um mecanismo de defesa? Querer estar mentalizado ou preparado para a pior das hipóteses, para não ter surpresas? Não se iludir para não se decepcionar? Não criar muitas expectactivas para não correr o risco de vê-las cair por terra? Será o pessimismo uma característica enraizada na personalidade de algumas pessoas?

Talvez um pouco de tudo isso. E daquilo que nos rodeia, do mundo em que vivemos, daquilo que presenciamos, ouvimos ou conhecemos. 

Mas tenho para mim que até as pessoas mais positivas sentem, de vez em quando, medo, dúvida e apreensão, e vêem-se, algumas vezes, confrontadas com o seu lado mais negativo, ainda que jurem a pés juntos que isso nunca acontece. E, da mesma forma, embora o possam negar, as pessoas mais negativas também têm esperança, sonhos e expectativas, e conseguem pôr o pessimismo de parte em algumas ocasiões!  

 

 

A psicologia das cores

No outro dia fui às compras à hora de maior calor, a pé.

Pelo caminho, ao olhar para o meu lado esquerdo, tinha ervas completamente secas, amarelas, e fiquei ainda com mais calor. Fez-me lembrar os desertos!

 

Mais à frente, do meu lado direito, vejo árvores e muito verde, e a sensação foi logo refrescante.

 

Por aqui posso deduzir que, apesar de ser uma ilusâo, as cores influenciam o nosso pensamento e as nossas sensações. É aquilo a que chamo a psicologia das cores!

O mais chocante

 

 

Resultado de imagem para indignada

Quase três anos decorreram desde a morte da jovem de 23 anos (devido à gravidade dos ferimentos), violada por seis homens, dentro de um autocarro, em Nova Deli, na Índia.

Agora, o motorista do autocarro Mukesh Singh, que se encontra no corredor da morte faz, em entrevista para a BBC, chocantes declarações, sem revelar qualquer remorso.

Afirma Singh que “Quando uma rapariga está a ser violada, ela não deve resistir. Deve ficar caladinha e permitir a violação” e que “A vida dela não tinha qualquer valor”.

Para Singh, a mulher é a única responsável pela violação. E a tortura a que foi sujeita uma espécie de castigo.

No entanto, mais que as declarações deste assassino, e mais que essa cultura existente na Índia, que permite actos destes e os deixa passar, muitas vezes, impunes, sem nada ou pouco fazer, o que é mais chocante é que, em pleno século XXI, e em países ditos civilizados, com uma cultura e leis totalmente diferentes, o pensamento de certos homens para justificarem as violações e atrocidades que cometem contra as mulheres, seja precisamente o mesmo! 

 

 

Coerência

 

Um dia, no supermercado, comprei este livro para a minha filha.

Há já algum tempo que ela andava a pedir para lhe comprar um livro da colecção Uma Aventura e calhou este. É o único que tem.

Agora, vários meses depois, ao querer comprar-lhe um livro no único sítio onde podia ir em horário de expediente - os Correios, adivinhem que livro lhe comprei: Uma Aventura na Casa da Lagoa!

Tinham lá vários desta colecção, estive com um na mão para trazer - Uma Aventura na Cidade - mas, no último momento, acabei por deixá-lo e pegar no outro, porque achei que ela ia gostar mais. 

Pelo menos não me podem acusar de não ser coerente! O meu pensamento é sempre o mesmo: comprei o que acho que ela mais gosta. Só que desta vez o resultado não foi o melhor, já que ficou com dois livros iguais, e sem livro novo para ler!

Lá terei que trocá-lo e ir buscar a primeira opção.