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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E assim vai a defesa dos animais

O antigo edifício da Santa Casa de Mafra está a ser demolido, dando lugar a um novo projecto, em parceria entre a Câmara Municipal de Mafra, e a Santa Casa da Misericórdia.

Nesse edifício, há anos devoluto e abandonado, vive uma colónia de gatos que conta, neste momento, com cerca de 20 gatos.

Foram lançados alertas nas redes sociais, para que as associações da zona pudessem fazer alguma coisa.

Eu própria falei com uma, e ofereci-me para tentar angariar fundos e meios de salvaguardar a colónia, antes que as obras começassem.

Mas o trabalho que têm é muito, a informação que lhes deram foi vaga, e não há ninguém com quem falar.

Essa via ficou inviabilizada.

 

Não acredito que nenhuma das entidades envolvidas no projecto desconhecesse a situação.

No entanto, as obras começaram, com os gatos lá.

 

 

 

 

Contactei com o PAN de Mafra, que me enviou a seguinte mensagem:

"Olá Marta, o primeiro passo é denunciar às autoridades, neste caso ao SEPNA, que faz parte da GNR e se dedica às questões ambientais, onde os maus tratos a animais de incluem."

Imaginei que o SEPNA se iria descartar mas, hoje, lá liguei.

Responderam-me que não têm nada a ver com o assunto, e que deveria ligar para a Câmara Municipal de Mafra, porque esta é que tem as colónias sinalizadas e pode saber o que devo fazer.

 

Liguei para a CMM. Responderam-me que tenho que lá ir fazer uma apresentação por escrito, ou enviar email. Depois, esperar que o processo seja encaminhado para quem de direito.

Em alternativa, posso ligar para o Canil Municipal, para ver se podem ajudar.

Foto de Clube de Gatos do Sapo.

(antes, deitavam-se aqui neste muro)

 

Foto de Clube de Gatos do Sapo.

(entretanto, com a demolição, a árvore tombou)

 

IMG_6271.JPG

(este é o aspecto, hoje)

 

Não se vêem os gatos. Devem estar escondidos, com medo do barulho. Desorientados, por ver que a sua "casa" está a desaparecer.

Os adultos podem fugir facilmente para os quintais vizinhos. Os bebés podem não conseguir.

 

IMG_6268.JPG

À hora de almoço estava este bebé em cima do muro que dá para a igreja. 

Todos os dias passo lá, vejam se ainda por lá andam, quem está vivo, se ainda é possível ali comer e matar a sede, sem ficarem esmagados.

Todos os dias oiço a escavadora, mesmo da minha casa. E a cada investida para derrubar mais um pedaço, o meu coração tem um sobressalto. De receio, de tristeza, de impotência.

 

Com este jogo do empurra, tanta burocracia, falta de informação de quem deveria saber mais do que nós, e falta de acção de quem tem os meios, torna-se difícil ajudar a tempo de impedir o pior e, mais difícil ainda, acreditar que alguém, realmente, se preocupa com a defesa do animais. 

 

Queda, de Jeff Abbott

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Pensem no vosso maior desejo.

Agora, imaginem que alguém vos oferece a concretização desse desejo?

A troco de quê? Coisa pouca. Um trabalhinho aqui, uma mãozinha ali. Nada que não compense, na opinião de muitos.

Mas, cuidado!

É que pode haver alguém cujo desejo interfira com o vosso. Se se mostrar mais valioso, terão que cair vocês, para que outros subam. E, acreditem, a queda é um mal menor. Porque, em último caso, serão eliminados para que não abram a boca ou tentem rebelar-se contra a rede.

 

 

É assim que funciona a rede criada por Belias: como um teatro de marionetas, em que todos são manipulados, ajudam e contribuem para o sucesso ou fracasso uns dos outros, consoante a necessidade.

Há quem tenha interesse em acabar com esta rede, há quem tenha interesse em tomar para si o comando da mesma.

E se, no fim, descobrirmos que aqueles que julgávamos trabalhar para um mundo melhor e mais justo, se revelarem alguém que pode, afinal, não ter interesses assim tão generosos ou benévolos?

 

 

Podemos confiar na nossa família? Naqueles que nos são mais próximos? Nas pessoas que é suposto nos protegerem? Ou teremos que viver em permanente desconfiança?

Até onde nos podem levar os ciúmes?

 

 

Sinopse

"Sam tinha a vida resolvida. Abandonara o cargo de agente da CIA, após uma demorada negociação sobre os termos da rescisão, e finalmente podia dedicar-se a uma existência pacata com o filho… Até que uma mulher misteriosa, Diana Keene, entrou no seu bar e num repto surdo deitou por terra toda a sua ambição de normalidade:

«Ajude-me.»

De repente, e sem aviso prévio, Sam vê-se obrigado a lutar pela sua própria sobrevivência contra os mandantes do assassinato de Diana - uma associação organizada numa rede global e com negócios obscuros, formada por pessoas influentes e poderosas, que faz uso da sua autoridade e riqueza para comandar os desígnios do mundo.

Agora, a organização não mais descansará até capturar o homem que ousou interferir com os seus planos, e tudo fará para conquistar mais um nível de poder que só Sam, com os seus conhecimentos, lhe pode garantir.

Ameaçado por tudo e por todos, resta apenas a Sam uma alternativa se quiser recuperar a sua paz de espírito: aniquilar o homem que se esconde por detrás da máquina de influências que controla o mundo."

O que é o BASE Jumping?

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Foi no livro “Livre Para Amar” que ouvi falar pela primeira vez do Base Jumping, um desporto aparentemente perigoso e até mortal, que faz qualquer um temer por quem o pratica mas que, quem faz, vive como algo indescritível, uma sensação de “beber o céu”. A experiência é mesmo apelidada de “a expressão máxima da liberdade de voar”.

Assim, fui procurar mais sobre esta modalidade radical que, ao que parece, também se pratica no nosso país!

 

A sigla BASE significa "Building Antenna Span & Earth", em português, "Prédio, Antena, Ponte e Terra". Isto porque o Base Jumping consiste, exactamente, em saltar de paraquedas (apropriado para aberturas e baixas altitudes) a partir de uma estrutura fixa, como prédios altos, antenas, pontes ou montanhas, as quatro categorias de objectos dos quais se pode saltar.

É considerado um dos desportos mais perigosos do mundo, sendo que, devido à alta taxa de mortalidade dos praticantes, acabou por ser proibido em diversos países. A Suíça é um dos poucos países em que a prática é legal.

 

Mas, se julgam que é uma modalidade recente, estão enganados. Na verdade, há registos de saltos de Base Jumping desde o início de 1900: Frederick Law saltou da Estátua da Liberdade em 1912. Fausto Vrancic fez, em 1934, vários saltos de paraquedas, a partir de uma torre.

Já a 18 de Agosto de 1978, Boenish Carl e três outros paraquedistas fizeram o primeiro salto a partir do El Capitan (Parque Nacional de Yosemite, EUA) nascendo, nesse dia, o Base Jumping como actividade desportiva.

 

 

E em Portugal?

Mário Pardo é reconhecido como o primeiro base jumper português, e a cara da modalidade no nosso país.

Nascido em Lisboa, Mário conheceu o paraquedismo durante o serviço militar, aos 20 anos, mas só em 2000 fez o seu primeiro Base Jump, no Monte Brento, nos Alpes italianos, tornando-se o primeiro BASE jumper português.

Ao longo dos anos, Mário foi somando saltos à sua lista, como a ponte 25 de Abril, as Twin Towers e o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa; o Cabo Girão, na Madeira; o vulcão do Pico, nos Açores; ou a antena da Rádio Renascença, em Muge.

Conseguiu o título de Campeão Nacional, por três vezes, e representou Portugal em várias competições mundiais.

Em 1998, Mário Pardo criou a escola de paraquedismo Queda Livre e, em 2004, abriu a sua empresa de organização de eventos, especificamente dedicada a actividades na área do paraquedismo, a Get High – www.gethigh.pt.

 

 

 

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No livro, quando questionada sobre a diferença entre os riscos de um salto de paraquedas normal e um salto de Base Jumping, uma das praticantes refere: “Enquanto num simples salto de paraquedas, só tens ar e espaço à tua volta, num salto de base jumping, saltando de plataformas fixas, tens tudo o resto a criar perigo à tua volta – se o salto não for bem dado, podes bater com o corpo em qualquer parte dessa mesma plataforma.”.

Não foi o caso de uma das personagens, que acabou mesmo por morrer, mas porque o seu paraquedas não abriu.

 

Mas não é só na ficção que os acidentes acontecem.

Em Julho de 2013, um turista sueco, de 29 anos, morreu na Nazaré, enquanto praticava Base Jumping.

David Thomasson, acompanhado de três amigos noruegueses foram efetuar saltos de uma falésia de mais de 100 metros.

O salto não terá corrido bem, uma vez que o paraquedas não abriu, levando David a embater com grande violência no solo, numa queda que lhe foi fatal.

 

 

 

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Praticar Base Jumping não admite erros, e os praticantes arriscam a sua vida sempre que efectuam um salto destes.

No entanto, nos últimos anos, surgiu uma variante desta modalidade ainda mais perigosa – saltos com Wingsuits (trajes planadores).

Nesta variante, são usados fatos insufláveis, com uma estrutura em teia, que lhes permite serpentear por vales, navegar pelas fendas das rochas e acertar em alvos como balões.

Já várias pessoas morreram a fazer Base Jumping com este tipo de fato.

As malas das mulheres e a segurança em Portugal

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O que tem uma coisa a ver com a outra? Já vão perceber!

 

Não há algo que se assemelhe mais a um armazém ou arrecadação atafulhados de tralhas, que as malas das mulheres. Para além de tudo o que colocamos lá dentro habitualmente, ainda há espaço para mais isto e aquilo. É os telemóveis da filha e do marido, é caixas de óculos, é a carteira do marido para não perder, e por aí fora.

Ora, como já aqui disse, no sábado fomos ver o espetáculo Soy Luna Live, na Altice Arena. Na minha mala, além das coisas do costume (que são muitas e já me fazem andar sempre à procura de uma, perdida no meio de todas), levava os bilhetes, a máquina fotográfica, e ainda dois bolos. De tão cheia que estava, até ia aberta.

 

Quando estávamos a entrar para a Altice Arena, tínhamos que passar pelos seguranças e polícia, encarregues de fazer a revista aos nossos pertences.

Mostrei a minha mala à mulher. Ela, limitou-se a desviar as embalagens dos bolos, espreitar lá para dentro e mandar seguir.

E eu fiquei parva com esta forma de actuar. É certo que eu não iria achar piada nenhuma se, ali no meio da rua, me tivesse esvaziado a mala e espalhado tudo, para depois eu ter que voltar a arrumar. A mulher, provavelmente, pensou que, com tanta gente ainda por entrar, não haveria tempo para esvaziar todas as malas e verificar ao pormenor.

Mas, desta forma, fica explicado porque é que muitos acidentes e incidentes acontecem em eventos, apesar de toda a segurança.

Se eu levasse alguma coisa imprópria que fosse: uma arma de fogo, uma faca, um detonador de bomba, ou outra coisa qualquer, no fundo da mala, tinha entrado à vontade, sem que o descobrissem. 

 

Será por terem achado que uma mulher, acompanhada pela filha e pelo marido, seria inofensiva? Ou por pensarem que, num concerto infantil, ninguém iria fazer nada? Será que estavam ali apenas a cumprir horário e receber essas horas de trabalho, ou à procura de pessoas suspeitas, entendendo-se por suspeito alguém com características pré definidas? De determinada raça, de determinada religião, com determinado aspecto ou aparência?

É que, a assim ser, podem estar a cometer o seu maior erro porque, cada vez mais, e tendo em conta os critérios utilizados, o perigo virá sempre de onde e de quem menos se espera, como por exemplo uma mãe acompanhada da sua prole, uma família normal, ou outras pessoas que não valerá a pena revistar ao pormenor, porque não representam, à partida, qualquer ameaça.

 

Espero que esta tenha sido uma situação isolada, e que não represente a forma como é feita a segurança em Portugal! 

A dúvida corrói mais que uma verdade dolorosa

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A dúvida, a incerteza e o desconhecimento, corroem mais que uma verdade dolorosa.

Com a verdade, é como se levássemos com uma onda que nos atira ao chão e nos encharca mas, depois, volta ao mar, e nós levantamo-nos e recuperamos.

Com a dúvida e a incerteza, a nossa mente perde o rumo, ficamos sem reacção, e deixamo-nos enrolar pela onda, que tanto nos pode trazer de volta, como levar-nos de vez mar dentro.

Com a verdade, sabemos com o que contamos, e quando chega a altura de seguir o caminho apoiados somente nos nossos pés.  

Com o desconhecimento, não recebemos aviso prévio, e foge-nos o chão por debaixo dos pés, sem perceber muito bem como nos erguer de novo, e onde nos apoiar.

Com a verdade, sabemos que nos podemos atirar, que vão lá estar para nos segurar, ou que não o podemos fazer, porque nos vamos, com toda a certeza, magoar.

Com uma crescente confiança, acreditamos que aqueles braços irão segurar-nos para sempre, tal como os nossos o fazem.

De repente, quando pensamos que estamos seguros, e que o perigo já passou eis que, simplesmente, nos atiram ao chão, como se atira para o lixo algo que se usou quando era mais conveniente, mas já não faz falta, ou já não serve mais. Só não sabemos o porquê...

 

E a dúvida, a incerteza e o desconhecimento, perseguir-nos-ão sempre, não deixando a ferida cicatrizar como gostaríamos, achando que haverá, quem sabe, alguma explicação lógica que não estamos a conseguir ver no momento.

A dúvida, coloca a nossa vida em "banho-maria", enquanto que a verdade, por mais dolorosa que seja, nos leva a seguir com a nossa vida...Ainda que o golpe seja mais fundo, e continue a deixar a sua marca...