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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Constatações

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Nem toda a gente tem jeito para monólogos, nem para cativar os outros com eles.

Eu não sou apreciadora de monólogos, e isso ficou provado neste domingo, quando fomos ao teatro!

 

Há excepções, claro! De entre uma dezena de artistas, poderá haver (e houve) um que teve piada, que nos fez rir (afinal era uma comédia), e que poderia, bem feitas as coisas, ter interpretado todas as personagens da peça, com muito mais sucesso do que teve.

 

Mas, voltando um pouco atrás, num domingo em que o meu marido não queria ficar fechado em casa, o tempo não convidava a praia ou grandes passeios, e em que o nosso corpo, e a minha cabeça, pediam descanso, entre ficar uma eternidade na fila para assistir a uma recriação histórica no Convento de Mafra, ou ir ao teatro, onde podíamos estar sentadinhos, ver uma comédia, optámos pela segunda opção.

 

Só quando lá chegámos, percebemos que a comédia consistia em vários monólogos, das várias personagens. Tudo à volta de uma noiva que nunca aparece. Na primeira parte, há duas personagens que ainda nos fazem esboçar um sorriso, mas houve uma que quase nos fez dormir! Valeu a tal excepção, que fez jus à classificação da peça - comédia!

 

A segunda parte foi melhor, com mais momentos engraçados mas, claro, sem ninguém conseguir bater o tal artista que, desta vez, fez mais uma personagem, para animar o público. A destoar, só mesmo um senhor que foi ao palco, literalmente, debitar, o texto conforme o tinha decorado, a tentar não enganar-se numa única palavra, para não fazer má figura. Saiu-lhe o tiro pela culatra. Fez péssima figura.

Antes um engano, numa cena natural, que tanta perfeição, sem alma.

 

Como comédia, deixou muito a desejar, embora na parte crítica tenha cumprido o seu propósito. Teria ganho muito mais se houvesse interação entre as diversas personagens, ao invés de estarem a falar com pessoas imaginárias, ainda mais porque algumas das personagens tinham artista para as interpretar.

Mas, também, não se pode pedir muito, tendo em conta que o bilhete custou apenas 3 euros. 

Quantas vidas diferentes podemos viver?

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E quantas personagens diferentes podemos encarnar, até percebermos que, por mais que queiramos ser outra pessoa, por mais personagens que inventemos para nós, e por mais vidas diferentes que queiramos viver, nunca deixamos, na verdade, de ser quem somos, e sempre fomos, e apenas passámos a viver a nossa vida numa teia de ilusões e mentiras, que um dia se esvanecerá?

 

Porque, mais do que enganarmos ou iludirmos os outros, estaremos a enganar e iludir a nós mesmos. E acham mesmo que vale a pena, e que os outros se preocupam com isso? Quem é que sairá, no fim, mais magoado dessa farsa?

 

"Podemos fingir que temos uma vida social muito preenchida, que comparecemos a não sei quantas festas e convivemos com vários amigos ou até celebridades quando, na verdade, saímos de casa e passamos o tempo em plena solidão num qualquer sítio, a fazer tempo para voltar para casa, onde nos espera mais solidão e tristeza.

Podemos fingir que somos donos de um carro topo de gama, quando somos apenas o motorista. Podemos fingir que comprámos um casarão, quando somos apenas o jardineiro. Podemos fingir que temos muitos amigos, quando nem um temos a quem ligar. E por aí fora..."

  

Até ao dia em que alguém, fria e cruamente, nos desmascara. Quando cai a máscara daquela personagem, inventamos outra. E se essa também for descoberta, encontramos uma nova.

Mas chegará a um ponto, em que esgotaremos tudo. Não haverá mais personagens, não haverá outras vidas, não haverá credibilidade para mais nada. Ninguém mais nos aceitará, porque ninguém saberá quem ali está. E nem nós próprios tão pouco saberemos...

Cantar - estreia amanhã!

 

Com vozes de:

 

Vasco Palmeirim

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Marisa Lis

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Aurea

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Mickael Carreira

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Deolinda

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E, ainda, Catarina Furtado e Anselmo Ralph!

 

 

Sinopse:

Num mundo como o nosso, mas totalmente habitado por animais, este filme acompanha a vida de Buster Moon, um ativo Coala que preside um, outrora grande, teatro que caiu em decadência. Buster é um eterno otimista – ok, talvez um pouco malandro – que a adora o seu teatro acima de tudo e que fará tudo para o preservar. Agora enfrentando o desmoronamento da ambição da sua vida, tem uma última hipótese de restaurar a joia desvanecida às glórias do passado, ao produzir a maior competição de canto do mundo. Emergem assim cinco participantes: Um rato que canta tão bem como engana, uma tímida jovem elefante com umenorme receio do palco, uma sobrecarregada mãe de uma ninhada de 25 leitões, um jovem gangster gorila que sequer afastar dos crimes da família e uma porco-espinho punk-rock que luta por se ver livre do namorado arrogante e começar a cantar a solo. Cada animal apresenta-se a Buster acreditando que será esta a sua oportunidade de mudar o curso da vida.

 

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O final de Coração d'Ouro

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Desde que anunciaram a telenovela Coração D'Ouro que a mesma me captou a atenção e foi prendendo a cada episódio que passava. Já sabemos como são, de uma forma geral as novelas - um começo empolgante, vários meses a empatar, e um final a despachar nos últimos dias. Com isso já contava. Mas não com este final (foi mesmo o final, certo?) que conseguiu, em pouco mais de meia hora, deitar por terra meses e meses de trabalho!

Esta última semana foi um completo descalabro, em que dei por mim a pensar: devo ter perdido algumas cenas, porque isto parece que levou aqui uns cortes pelo meio, e que eu perdi alguma coisa pelo caminho, que faça a ligação.

Ainda assim, aguardava avidamente o desfecho deste excelente telenovela. E foi para esquecer! Acho que não me lembro de um final tão mal conseguido.

 

 

Relativamente a personagens secundárias, mas que tiveram relevância para a história, gostava de ter visto mais:

 

Maria Helena - a traficante perigosa que acaba presa, traída pelo próprio filho. Merecia um julgamento e uma condenação semelhante àquela a que o seu ex-marido foi condenado. Ou então conseguir safar-se, sair e retomar o negócio.

 

Tiago/ Raquel - o irmão justiceiro e a irmã problemática. Aqui, o Tiago levantou-me algumas questões. De que lhe serviu o sentido de justiça? De que lhe serviu aquele acordo com a polícia? Valeu a pena? É que a pessoa com quem ele mais se devia preocupar, acabou por pagar pelos seus actos de justiça. O que era realmente mais importante - ver a mãe presa, ou deixar a mãe com a vida dela e preocupar-se com a irmã, que era a maior vítima naquela família? É certo que ele fez o que fez para poder tirar a irmã da clínica. Mas, no final, a mãe foi presa, ele teve que desaparecer, e a irmã, sozinha, viu o seu estado piorar e teve que voltar para a clínica, sem ninguém que olhasse por ela.

 

Laura - a jornalista que sofria de E.L.A. Gostava de ter visto esta doença mais aprofundada e, quem sabe,uma Laura mais afectada pela doença agora no final. 

 

Helder - gostava mesmo que o Helder tivesse ficado com a Beatriz, por quem sempre foi apaixonado. Mas arranjaram outro par para ela, por isso, gostava de o ver encontrar uma nova musa ou até, quem sabe, a assentar.

 

 

E em relação às personagens principais:

Henrique/ Sofia - o Henrique morre às mãos da filha e pronto. Muito fraco. Preferia ter visto o Henrique morto pela Sofia, depois de descobrir mais uma traição, e esta a ficar com os milhões da Maria Helena, ao lado de um homem do seu nível. Esta morte do Henrique foi muito "sem sal".  

 

Teresa/ Benedita/ Duarte - gostava de ter visto as irmãs presentes no lançamento do novo vinho, e com maior destaque.

 

 

E no que ao último episódio, propriamente dito, diz respeito, que a história tivesse acabado com a Catarina a morrer, ainda se compreendia. Porque, no fundo, tudo acaba com a morte. É ali o fim. O fim de todas as maldades que ela cometeu. O fim de todos os ódios, ressentimentos, mágoas. Mas não!

Para além de perderem uma boa parte do episódio com cenas da Sandra e Ruben, e Vítor e Fernanda, com a vitória do Cedofeita e a celebração, não mostraram sequer uma única cena da Maria, que era uma das personagens chave da novela. Mostraram o Luís, numa conversa ao telemóvel, mas não foram capazes de fazer uma única cena com a Maria, nem que fosse a comentar a sentença da filha. 

E quando achamos que a telenovela está prestes a fazer um intervalo antes das cenas finais, numa cena em que a Beatriz e o Tiago se reencontram e se beijam, aparece a palavra "FIM"!

A sério?! De todas as personagens e cenas que podiam ter gravado, decidem acabá-la com a Beatriz e o Tiago? Que raio de final foi este? Enganaram-se no guião?

 

 

 

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Por último, o tão aguardado final da Catarina: uma mulher que passa uma novela inteira a cometer crimes e nunca é provado nada contra ela. De repente, mata o pai e dali a pouco já está a ser presa! Será que a justiça em Miami é ultra rápida, ou é em Portugal que está totalmente parada? Gostei da condenação à morte, mas queria ter visto algo menos rápido, e mais trabalhado. E, como já disse, gostaria que tivesse sido a cena antes do "FIM".

 

O público merecia melhor que isto. A própria telenovela merecia um final à altura.

Que desilusão, o final com que nos brindaram!

 

 

Imagens sic.sapo.pt

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