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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Nem quero imaginar...

 

...se acontecesse comigo.

 

E não é que não tenha tido esse medo durante algum tempo. A verdade é que uma situação semelhante me passou pela cabeça muitas vezes, mas felizmente as coisas compuseram-se, de forma civilizada.

 

Também aqui, apesar das dificuldades e problemas já conhecidos, tudo parecia correr normalmente. Até ao dia em que o pai se lembrou de ir a casa da mãe, sem esta estar em casa, pegou no filho e levou-o com ele.

Não é uma história, é a realidade e passou-se com uma vizinha minha que conheço desde a infância.

Estivémos grávidas na mesma altura, o filho dela é apenas dois meses mais velho que a minha, e frequentam a mesma escola. Ou melhor, frequentavam.

É que desde o dia em que o pai levou o miúdo sem autorização, este nunca mais foi à escola. E o pai recusa-se a entregá-lo à mãe. Já lá vão umas 2 ou 3 semanas.

Não está em parte incerta, está na sua casa. Mas, ao que parece, a polícia nada pode fazer enquanto não sair o mandato do tribunal.

Enquanto isso, a mãe espera (e desespera) sem saber como está o filho. Por outro lado, a continuar assim, o menino arrisca-se a perder o ano na escola.

Será que este pai não vê que esta situação só prejudica o filho? Será que não há nenhum familiar capaz de lhe pôr juízo na cabeça e fazer o que está certo?

É que, se a mãe estiver a contar com a rapidez da justiça, dá tempo de o pai desaparecer com ele, antes de sair o mandato.

Bola de Ping Pong

 

Por vezes sinto-me uma bola de ping pong! Ora sou lançada para um lado, ora sou lançada para o outro. Ao meio não posso ficar...

Por vezes, sinto-me uma boneca de trapos, a quem puxam de um lado, e puxam do outro, ao mesmo tempo. E se, de tantos puxões levar, a boneca se rasgar?

Por vezes, sinto-me um árbitro em pleno estádio de futebol! A tentar perceber de que equipa foi falta e a quem tenho que mostrar cartão.

Por vezes, sinto-me um polícia, a tentar manter a ordem...Um bombeiro, a acudir a um incêndio daqui, a um acidente dali.

Por vezes, sinto-me um juiz, que todos os dias tem que zelar para que a justiça seja feita, avaliar de que lado está a razão, a validade dos motivos...

Por vezes, sinto-me num debate a fazer mediação!

Tento desdramatizar, desvalorizar, contornar, dar a volta, manter um equilíbrio. Mas há momentos em que se torna difícil.

Como diria uma perita nestes assuntos, pessoas que vivem nesta situação são as mais susceptíveis de vir um dia a apitar bem alto, a dar o grito que ninguém esperava ouvir.

É uma posição ingrata...

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