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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Justiça Cega, de Hugo Pena

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A partir do momento em que ouvi falar deste livro, fiquei dividida entre a imensa vontade de o ler, porque é um género que aprecio muito, e o receio de que, ao ler esta obra, como mãe, me pudesse chocar com algumas partes da história, e ficar ainda mais preocupada do que já é habitual!

E confesso que as primeiras páginas do livro mexeram comigo, e quase me fizeram pô-lo de parte, à espera de um melhor momento para continuar a ler, de tão cruéis que são as cenas descritas.

Felizmente, o autor soube intercalar essas cenas com outras que, embora à partida não estivessem relacionadas, iremos mais tarde descobrir que tinham um ojectivo e uma ligação comum. E foi assim que continuei a ler até ao fim.

Este livro é, de certa forma, um alerta. Um alerta para a sociedade em geral mas, principalmente, para os pais.

Um alerta para o facto de que o inimigo pode estar bem próximo de nós, conviver connosco todos os dias, ser uma pessoa respeitada pela sociedade e cumpridora dos seus deveres, sem nunca dar motivos para desconfiar dela.

Um alerta para o facto de que manter rotinas pode ser meio caminho andado para o inimigo ter maior facilidade em atacar.

Um alerta para o facto de os filhos, na maior parte das vezes, terem tendência a agirem como os pais, e imitarem os seus comportamentos. Os pais são o exemplo, e se não dão o melhor exemplo, podem estar a levar os filhos a seguir esse mau exemplo, e com isso colocá-los em risco.

Um alerta para o facto de as crianças e jovens, cada vez mais cedo, aderirem às redes sociais, sem conhecimento dos pais, ou sem qualquer controlo parental, publicando muitas vezes aquilo que não deveriam, divulgando dados pessoais, mantendo conversas com estranhos que muitas vezes se apresentam com falsos perfis, com as piores intenções.

Justiça Cega é também a prova de que, muitas vezes, os criminosos saem impunes, e continuam cá fora a cometer crimes sem que a justiça lhes consiga deitar a mão ou provar a autoria dos crimes. E que, muitas vezes, à custa disso, muitas pessoas terão vontade de fazer justiça com as próprias mãos, a justiça que não conseguiram da parte da lei e dos tribunais. 

 

A história começa com o rapto de Joana, uma menina de 13 anos que é levada para um barraco, onde fica presa, e onde será sistematicamente violada e agredida com brutalidade, tratada como escrava ou mero objecto, até ao dia em que, mostrando uma enorme coragem, apesar da sua debilidade, Joana resolve tentar escapar das garras daquele animal.

Ao mesmo tempo, vários crimes vão ocorrendo, numa altura em que o agente Martins estava prestes a gozar a sua merecida reforma, que vê assim adiada pelo pedido do chefe, para que o ajudasse nestes últimos casos.

Primeiro, aparece uma mulher morta na bagageira de um carro, à qual lhe foram retirados os olhos. Com o corpo, um bilhete "Esta também teve o que merecia. O dom não a ajudou desta vez...". O suspeito deste assassinato é Raul Ordoñez que, por sua vez, também irá aparecer assassinado, e sem mãos. Mais um bilhete para baralhar os agentes "Quem passa a vida a roubar, sem as mãos pode ficar..."

Desta vez, o suspeito é um banqueiro - Adérito da Cruz. Curiosamente, também ele será encontrado sem vida, rodeado de comida e dinheiro. "A ganância e o poder, bem como o sofrimento que infligiu em várias famílias, fez este merdoso ter o destino que merecia".

Quem também vai perder a sua vida será a amiga de Joana, que será encontrada com a língua cortada em cima do peito, e a boca cosida.

Todos os bilhetes foram deixados ao agente Martins, levando-nos a pensar que será algo mais pessoal, e que querem que ele entre neste jogo do gato e rato. E as mensagens deixadas, que pelos bilhetes, quer pela forma como são encontrados os corpos, não deixam dúvidas de que se trata de justiça feita pelas próprias mãos.

Temos ainda uma prostituta que droga os seus clientes para os roubar, e indícios muito fortes de que a mesma pode ser alguém muito chegado a Joana.

E lembram-se de Maria Nóbrega, a protagonista de "Porquê Eu?"? Também ela estará presente nesta segunda obra do autor. O que será que o destino lhe reservou?

A um determinado ponto da história, todos os indícios apontam para uma só pessoa, como autora de todos estes crimes. Os agentes sabem que foi essa pessoa, nós também sabemos, mas é preciso mais do que indícios para acusar e condenar alguém.

Lançados os dados, conseguirá Joana escapar com vida das mãos daquele monstro?

Quem será a prostituta que anda a roubar os clientes, e que acabará presa?

Será que o agente Marins será a próxima vítima do assassino?

Conseguirá o agente Neves colocar o criminoso atrás das grades?

O que liga todos estes crimes, e todas estas personagens?

 

Perguntas às quais só poderão obter resposta quando lerem o livro! 

 

E não percam, ainda esta semana, a entrevista com o autor Hugo Pena!

 

 

Porquê Eu?, de Hugo Pena

 

Sinopse:

"Maria Nóbrega, é uma arquiteta de sucesso. Sempre tivera um desejo enorme de ter filhos e o seu casamento parecia inabalável. Até que, após alguns exames médicos realizados, fica a saber que o seu marido é estéril e o mesmo reage mal e não aceita essa situação. Posteriormente, começa a desconfiar de uma relação extra conjugal entre ele e Carla, a sua melhor amiga, jornalista de profissão. A partir daí, a sua vida muda completamente!
E sem perceber como nem porquê, recebe um dom que lhe permite ajudar a descobrir uma série de homicídios, de padrão bem definido, que iam ocorrendo na cidade de Lisboa.
Porquê eu? Interrogava-se constantemente.
Tudo se complica, quando as provas obtidas, indiciavam haver uma grande relação entre os suspeitos e os crimes, e parecia não haver dúvidas quanto à culpa de Jaime Nóbrega, seu marido, e Pedro Neves, jovem agente estagiário da Polícia Judiciária, incumbido dessas mesmas investigações, que se vêm inesperadamente a braços com sucessivas tentativas para provarem a sua inocência.
Mas será que o dom que Maria havia recebido, traduzido em várias visões que conseguia ter, e numa voz que se fazia ouvir nos momentos mais delicados da sua vida, iriam ajudá-la a perceber se… tudo é o que parece?"

 

Como tudo acontece  

Maria Nóbrega é uma arquitecta bem sucedida que tem em mãos um ambicioso projecto - a construção do futuro Hotel da Serra da Estrela.

Com um casamento feliz ao lado do seu marido, Jaime Nóbrega, a única coisa que lhe falta para se sentir plenamente realizada é ser mãe.

Mas esse sonho depressa se torna um pesadelo, no dia em que ambos são informados pelo médico que Jaime tem um problema, e pode nunca conseguir engravidar Maria, pelo menos de forma natural.

A partir desse momento, Jaime irá cair numa espiral de desgraças, refugiando-se no álcool e provocando desacatos em locais públicos. É também por culpa do álcool que Jaime falha os seus compromissos de trabalho, colocando a empresa do seu patrão em maus lençóis, o que leva ao seu despedimento imediato. E, como se não bastasse, é multado por ir a falar ao telemóvel enquanto conduz. E não, não era com a mulher que ele falava. nem tão pouco com um amigo, colega ou mesmo com o patrão. Era com a sua amante Carla que, só por acaso (ou talvez não), é a melhor amiga da sua mulher!

Carla é uma jornalista conhecida por não olhar a meios para atingir os seus fins, obtendo muitas vezes informações de forma duvidosa ou mesmo ilegal, ou através de acordos vantajosos para ambas as partes, como será o caso do agente da Polícia Judiciária Pedro Neves. Uma mulher que desde cedo se mostrou demasiado competitiva, querendo sempre ser a melhor em tudo o que faz, nem que para isso tenha que "atropelar" quem se atravesse no seu caminho, até mesmo as suas amigas. E com a sua amiga de infância, Maria, ao que parece, não é diferente.

Devido a todos estes acontecimentos, o casamento de Maria e Jaime já viu melhores dias, com ele a revelar-se uma pessoa problemática e agressiva, com atitudes muito estranhas, e com Maria a tentar que ele se volte a erguer, sem grande sucesso e, ao mesmo tempo, com a quase certeza de que é traída pelas duas pessoas em quem mais confia.

Mas não é esse o único problema de Maria. Desde o dia em que lhe ligaram do clínica, a marcar a fatídica consulta, que lhe andam a acontecer coisas estranhas. Primeiro, foram as dores de cabeça, as náuseas e os suores, sem qualquer explicação plausível. Depois, os flashes e luzes intermitentes, e os sonhos com episódios do seu passado. Foi então que vieram as visões repentinas relacionadas com crimes, a sensação de presença de uma força estranha perto de si, e a voz! Uma voz que lhe diz para ser forte, para fazer o que tem de ser feito, para não confiar em ninguém. Uma voz que lhe diz que ela será uma peça fundamental naquele jogo de xadrez. 

Tudo começa a fazer mais sentido quando Maria constata que as visões que tem são de crimes que já ocorreram ou vão ocorrer, e que só ela pode evitar. Assim, o que começou por lhe provocar algum receio e desorientação, começa então a ser encarado como um dom. No entanto, uma dúvida persiste na mente de Maria: "Porquê Eu?".

Será porque, curiosamente, é o seu marido o principal suspeito de ter cometido esses crimes que ela previu? A verdade é que todas as provas apontam nesse sentido. Ele não esteve em casa nas noites dos crimes, é encontrado sangue seu perto do local de um dos crimes, e há ainda um facto curioso - as mulheres assassinadas estavam grávidas!

Ou será Maria, pelo contrário, a peça fundamental para, apesar de todas as evidências, provar a inocência do marido? 

E qual será o envolvimento do agente Pedro Neves nos crimes que continuam a ocorrer, e cuja arma do crime é precisamente a sua?

Quando todas as provas parecem apontar para estes dois homens e, inclusive, para a conivência da própria Maria, conseguirá ela, com as suas visões, perceber quem é o verdadeiro culpado? Ou não passarão, essas visões, de uma mera distracção, para esconder algum segredo que não deve ser revelado?

Posso dizer-vos que será muito fácil aos leitores descobrir quem está por trás de todos estes assassinatos. Basta estarem atentos alguns pormenores a que o autor vai fazendo referência, e que são a chave para deslindar tudo.

Quanto à questão que dá nome ao livro, e que Maria colocou vezes sem conta, relativamente ao seu suposto dom, pergunto também - Porquê Maria?

A resposta é bem simples: Porque tinha que ser ela! Só poderia ser ela!

 

Opinião 

Gostei muito da forma como a trama se foi desenrolando, e do surpreendente final! Apesar de ter percebido antes quem era o verdadeiro culpado, é no final que se fazem as grandes descobertas, os motivos, as explicações. E é no final que ficamos a saber a quem pertence a voz que Maria afirma ouvir.

 

Este livro marcou a estreia de Hugo Pena, o seu autor, na escrita de romances policiais, em 2013, com a chancela da Chiado Editora. Em 2014, lançou "Justiça Cega", que lhe valeu o prémio "Escritor do Ano de 2015", atribuído pela ARTE, associação sem fins lucrativos do Algarve que premeia a nível nacional quem se distingue na música, rádio, televisão, teatro ou escrita.

Brevemente, poderão saber mais sobre este segundo romance policial e sobre o autor, com quem irei estar à conversa na rubrica semanal deste cantinho.

Só vos posso dizer que gostei tanto destes dois livros, e da forma como a história nos é apresentada pelo autor, que já anseio pelo próximo!

 

 

No Teu Olhar

 

Valeu a pena esperar tanto tempo por um novo livro do Nicholas Sparks porque este é, sem dúvida, um dos melhores livros que já escreveu! Para quem gosta do género, claro.

Logo no início, assistimos a uma pessoa incógnita que parece andar a seguir os passos de alguém, e saber muito sobre a sua família e hábitos. Essa pessoa tem um único desejo - vingança! A vítima? Maria Sanchez.

Mas quem é Maria Sanchez?

É isso que nos vai contar a história, narrada em capítulos intercalados entre as duas personagens principais - Colin e Maria.

Os dois não poderiam ser mais diferentes: ela, uma advogada bem sucedida, vinda de uma numerosa e unida família; ele, um homem com um passado turbulento, e dado a violência, que está agora a tentar dar um novo rumo à sua vida, e sonha ser professor. 

Têm ambos 28 anos, planos específicos para a sua vida e, apenas por mero acaso, ou talvez não, cruzam-se numa noite tempestuosa, ela com um pneu furado à beira da estrada, e ele com a cara negra, acabado de vir de uma luta. E se aquela noite prometia ter ficado no passado, o destino (e uma irmã muito intrometida mas com a melhor das intenções) troca-lhes as voltas, e acabam mesmo por se apaixonar e começar uma relação.

Acreditando que Colin é, neste momento, uma pessoa totalmente diferente daquela que ele descreve quando se refere ao passado, Maria acha que ele é a pessoa certa para si neste momento complicado, em que está a ser vítima de assédio sexual por parte de um dos sócios da empresa para a qual trabalha, em que o tipo e volume de trabalho que exerce já não a cativam, e em que se vê ainda perseguida por alguém que anda a tentar aterrorizá-la com bilhetes estranhos e gestos de deixar qualquer um à beira de um ataque de nervos.

Mas conseguirá Colin, perante a ameaça à vida da sua amada, controlar a sua raiva e a sua agressividade, ou irá violar o acordo que lhe deu a liberdade condicional, e voltar para a prisão? A verdade é que um determinado agente está apenas à espera de uma pequena falha para o colocar lá dentro, e anda a ficar aborrecido por Colin ter escapado, das últimas vezes, graças à preciosa ajuda dos seus amigos Evan e Lily.

Por outro lado, a pergunta que se coloca é quem se quer vingar de Maria, e porquê? Será Ken, o sócio que a anda a assediar, ao descobrir que Maria tem namorado? Será algum cliente insatisfeito? Ou será alguém do passado, que volta agora para cumprir aquilo que prometeu?

Curiosos? Terão que ler o livro para descobrir! E não se irão arrepender!

À Conversa com Pedro Macedo

  

  

Pedro Macedo, nascido em Mirandela há 36 anos, é o autor dos livros da série Edward White, uma série dentro do género policial e espionagem, da qual fazem parte os livros “Crime na Universidade” e “O Espião Americano” editados, respetivamente, em 2013 e 2014, pela Chiado Editora.

 

 

 

Em dezembro de 2015, foi lançado o terceiro livro da série, intitulado “O Caso Michael Cross”.   

 

Mas não é só à escrita que Pedro Macedo se dedica. De facto, Pedro Macedo é professor de violino no Conservatório de Música e Dança de Bragança.  

Foi em 1991 que iniciou os seus estudos musicais, na Escola Profissional de Arte de Mirandela, tendo ingressado, após a conclusão destes, em 1998, na Academia Nacional Superior de Orquestra. Ingressou, mais tarde, no Instituto Politécnico de Bragança, tendo concluído a Licenciatura em Educação Musical.   

A partir de 2013, trouxe-nos as histórias e aventuras de Edward White e a sua equipa do FBI, que tudo farão para resolver os casos que lhes vão aparecendo pelo caminho, como o homicídio ocorrido numa universidade, onde vai ter a ajuda de uma sensual jornalista, o assassinato de uma agente numa mata de Monsanto, ou uma caça ao suposto assassino Michael Cross, numa perseguição alucinante que o levará até á Suiça e Itália.  

É ele o nosso convidado de hoje, da rubrica “À Conversa com…”, a quem desde já agradeço por ter aceitado este convite.  

 

 

Pedro, como é que um homem desde sempre ligado à música, decidiu aventurar-se no mundo da escrita?  

A escrita esteve sempre presente. No entanto, o estilo e género eram bastante diferentes. Agora acho que encontrei o meu estilo e, estou muito à vontade com o género literário.  

  

Porque é que optou pelo género policial? É algo que o fascina?  

Desde que me conheço que sou um admirador da temática policial e também, da espionagem. Leio vários livros por ano dedicados à espionagem, sou um cliente das muitas séries televisivas dedicadas ao policial, e tenho todos os filmes da saga James Bond. Estas duas temáticas fazem parte de mim desde muito novo.  

  

Quando começou a escrever o primeiro livro “Crime na Universidade”, já planeava integrá-lo como fazendo parte de uma série, ou foi uma ideia que surgiu mais tarde?  

Só mais tarde é que surgiu a ideia. Achei que as personagens ainda tinham mais para dar, havia claramente a possibilidade de evoluírem, por isso, acho que foi um passo natural. Alex Cross, Jack Reacher ou Tomás Noronha são exemplos de sucesso no que toca a séries com as mesmas personagens.  

  

Que feedback tem recebido relativamente aos seus três livros?   

O feedback é composto pelos amigos e pela família. Por vezes alguém comenta nas redes sociais e dá a sua opinião. Pessoalmente tenho tido boas críticas em relação aos livros e espero continuar a crescer como escritor para que as críticas possam ser mais abrangentes.  

  

Esta série termina com “O Caso Michael Cross”?Pretende dar continuidade às histórias de EdwardWhite, ou escrever algo diferente?   

Os projetos que tenho em mente irão dar continuidade às histórias de Edward White, aliás, tenho já os primeiros capítulos escritos. No entanto, tenho também outros projetos que irei revelar no próximo ano.  

  

Como é que concilia a sua carreira de professor com a de escritor?  

Desde que comecei a escrever sempre achei que estava apenas a relaxar a mente depois de um dia de trabalho. Embora pareça confuso, o que é verdade é que a escrita tem em mim um poder de relaxar, de me acalmar, o que é muitas vezes o que necessito depois de um dia cansativo.  

  

Os seus alunos costumam sermuitocríticos em relação à sua escrita?  

Os mais velhos sim. Fazem perguntas, perguntam quando sai o próximo livro, o que vai acontecer com as personagens principais. É um interesse natural.  

  

A nível musical, dedica-se apenas ao ensino, ou está envolvido em outros projetos?  

Neste momento dedico-me apenas ao ensino, mas sempre aberto a outras possibilidades.  

  

Que planos tem, a nível da escrita, para o futuro?  

Continuar a crescer como escritor. Escrever cada vez melhores livros e, continuar com os projetos que tenho em fase de desenvolvimento.  

  

  

Muito obrigada pela sua disponibilidade, e votos de muito sucesso!  

 

*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.

  

  

  

 

Crime na Universidade

 

Opinião:

Edward White tinha acabado de ser promovido a chefe da unidade de homicídios, mas os seus minutos de alegria duraram pouco. Como uma espécie de "presente envenenado", com esta promoção vieram, logo em seguida, as más notícias: um homicídio ocorrido na universidade, ou seja, o primeiro caso a resolver já no novo cargo, e que se viria a revelar o mais complicado de toda a sua carreira enquanto agente do FBI.

A vítima, Jennifer Taylor, de 18 anos, foi encontrada morta na sua cama, seminua, de pés e mãos atados, com uma marca curiosa na perna e sem coração! Sim, o seu coração foi cuidadosamente retirado pelo assassino, o que tornou este crime ainda mais macabro. A forma como o coração foi extraído do corpo da vítima, aponta para alguém com conhecimentos a nível de medicina, e familiarização com material cirúrgico.

E se, no início, se pensou tratar de um caso isolado, logo se percebeu que estavam diante de um assassino em série. A Jennifer, seguiram-se Amy e Tamara, ambas assassinadas na mesma noite, sendo o "modus operandi" em tudo semelhante ao primeiro crime.

Cedo se chega à conclusão que quem anda a cometer estes crimes tem que ser alguém conhecido das vítimas, ou que consiga ter um fácil acesso à universidade sem levantar qualquer suspeita, e quem melhor que Ray, o segurança, para o fazer? Mas Josh, namorado de Jennifer, também pode estar envolvido. Ainda mais porque, por um lado, fica provado que foi visto naquela noite na universidade e, por outro, porque sabe-se que conhece Ray.

Para esta investigação, Edward vai contar com a ajuda crucial dos seus colegas de equipa, e também da jornalista Cameron, a quem ele não ficou indiferente desde o primeiro momento em que a viu, à porta da univerdade, a fazer a cobertura dos acontecimentos e que, mais tarde, o procura com possíveis pistas sobre o criminoso que querem apanhar.

Vai ser difícil a estes agentes descobrir o verdadeiro culpado, uma vez que as pistas são quase nulas, sem erros cometidos, sem impressões digitais, sem um motivo, com o primeiro suspeito ilibado, e os dois suspeitos seguintes a omitir informação constantemente.

Será que, realmente, é um deles o assassino? Será que estão os dois envolvidos? Ou será que estão a proteger mais alguém?

A determinado ponto, tudo parece apontar para uma só pessoa, mas nem tudo o que parece é, e há muitas peças que continuam a não encaixar e que, só após uma investigação mais aprofundada, se irão conseguir colocar no sítio certo e dar a resposta que precisavam.

Posso dizer que este livro - Crime na Universidade - é um livro que se lê bem (li-o em poucas horas), e que começa a prender-nos logo no início, fazendo-nos querer acompanhar a história até chegar ao final, sem paragens!

Eu recomendo!

 

Sinopse

"Quando Edward e a sua equipa do FBI, são chamados à Universidade para resolver um homicídio, nada fazia prever a sucessão de acontecimentos que viriam a acontecer. Com a ajuda de uma bela e sensual jornalista, os agentes precipitam-se numa vertiginosa luta contra o tempo, onde ninguém parece dizer a verdade e todos têm algo a perder."

 

Não percam

Foi uma óptima estreia para Pedro Macedo, que irá estar esta quinta-feira na rubrica "À Conversa com...", para nos falar deste e dos dois livros seguintes, entretanto lançados (o último dos quais este mês), que fazem parte da mesma série. 

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