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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E se fosse consigo?

 

Acabei de assistir à estreia do novo programa da Conceição Lino "E se fosse consigo?".

Relativamente à situação apresentada do casal de namorados, em que o pai profere todo o tipo de comentários racistas, é curioso como praticamente toda a gente assiste, incomodada e indignada, àquela cena, mas poucos se intrometem ou prestam solidariedade ao casal.

Quando questionados, depois, afirmam-se chocados, tristes, completamente contra a atitude daquele pai.

A verdade é que nós, de uma forma geral, preferimos não "meter o bedelho onde não somos chamados", nem nos metermos em questões que não nos dizem, directamente, respeito.  

 

 

 

Mais chocada fiquei com a "experiência", se lhe podemos chamar assim, que fizeram com as crianças e duas simples bonecas. Que achem uma boneca mais bonita que a outra, tudo bem. São preferências, gostos pessoais, não se pode considerar racismo gostar mais de louras que morenas, brancas que negras (embora possa estar incutido algum preconceito).

As coisas mudam quando afirmam, por exemplo, que a boneca negra é má. Podem ser respostas inocentes, saídas no momento e sem pensar, mas podem ser exactamente aquilo que pensam. Ou foram ensinadas a pensar. Mas, e quando a Conceição pergunta à menina com quem ela é mais parecida, e se acha que também ela é má...

Algumas pessoas colocam em questão esta experiência ou inquérito às crianças, nomeadamente, se os pais tiveram prévio conhecimento das perguntas que seriam colocadas aos filhos, se foi devidamente preparado e acompanhado por psicólogos, e põem em causa a forma como as respostas poderão ser "manipuladas" ou induzir à mensagem que o programa pretende passar.

Mas será que, tendo os pais conhecimento das perguntas, não poderiam também eles levar os filhos a dar respostas diferentes? Não serão as respostas dadas de forma espontânea, as que mais se aproximam da verdade? 

 

Imagens voxpoptv.com e http://sic.sapo.pt/maissic

A Mariza disse tudo

Contraponto

A gala de ontem do Got Talent Portugal não prometia grandes actuações, e estava na expectactiva para ver como ia correr e quem seria escolhido para a final.

A primeira actuação - dos Contraponto - desiludiu-me. Não sei se foi a escolha das músicas ou as próprias vozes que não favoreceram em nada a actuação. Estiveram, sem dúvida, melhores na audição.

 

 

André Kosasih

O meu primeiro voto da noite (em pensamento) foi para o André Kosasih. Gostei muito de o ver contracenar consigo próprio! Tem talento e revelou originalidade (embora haja actuações semelhantes a estas noutros países).

Mais uma vez, e relativamente à Mafalda, a actuação de ontem deixou muito a desejar. Gostei mais da simplicidade e emotividade que mostrou na audição. 

 

Francisco Mousinho

O truque do Francisco conseguiu cativar-me e roubar um segundo voto. Pode ser um truque bastante básico e ter sido mal executado. Ao que parece, os mais atentos perceberam que ele tinha o papel com a identificação da carta na mão, e não utilizou o que estava dentro do envelope. Eu, confesso, não estava assim tão atenta e fiquei espantada com o truque. Hoje vou rever e tentar perceber se realmente foi assim tão óbvio.

 

 

Carolina Vasconcelos

E o meu terceiro voto da noite, ou seja, a minha terceira concorrente mais votada foi a Carolina! Foi uma actuação muito bonita, mais arriscada que a da audição, que teve ali muito trabalho investido e correu lindamente. E a escolha da música foi perfeita!

Sobre o duo Cantando os Azuis nem me vou pronunciar. Sem comentários!

Quanto ao Gao, voltamos ao mesmo: melhor na audição do que ontem. Não gostei muito.

 

Posto isto, e na hora das votações, fiquei com a mesma cara que os jurados fizeram quando a luz do André se apagou, indicando que ele era um dos menos votados.

Ainda mais indignada fiquei quando aconteceu o mesmo à Carolina.

Não se percebe como é que duas das melhores actuações da noite ficam entre as menos votadas e vão para casa, enquanto outros continuam em competição.

A Mariza, quando lhe foi dada a palavra na recta final do programa, disse tudo!

 

 

Em relação aos convidados da noite tenho a dizer que fiquei muito desiludida com o Dengaz! Porquê? Então andava eu a gostar tanto da música "Dizer que Não" convencida que era o Dengaz que cantava, e não é que fico a saber que a parte mais bonita da música é cantada pelo Matay! Não fazia mesmo ideia. Assim é caso para dizer que não gosto de ouvir o Dengaz, gosto é de ouvir o Matay!

 

 

E que dizer do Agir? Já tinha ouvido um pouquinho da música no noticiário e gostei. Ontem, ouvi na íntegra, a adorei! 

Não percebo as críticas que estão a ser feitas a este movimento nem à letra da música. Como o próprio disse, não se trata de ser contra a maquilhagem, ou de dizer que ela não é útil ou necessária, mas sim de mostrar a todos que devemos gostar de nós da forma que somos e que, mesmo sem maquilhagem, já somos bonitas. Não quer dizer que não possamos ficar mais, mas a verdadeira beleza é a natural.

 

Imagens 

Got Talent Portugal

Got Talent Portugal | RTP

 

Sobre o novo governo

 

 

 

Tenho a dizer que, ao que parece, tudo o que nos foi tirado por Passos Coelho, nos está a ser devolvido pelo Costa. Tudo o que foi implementado pelo primeiro, está a ser abolido pelo segundo. Ou seja, o que levou quatro anos a ser feito foi, em poucos meses, deitado abaixo.

Se estou contente? Estou! Tenho, por exemplo, os meus ricos feriados de volta! 

As crianças e os pais também estão satisfeitos por não haver mais exames no 4º e 6º anos!

E não ficará por aqui. António Costa dará ainda muitas mais felicidades ao povo português.

Resta saber é se essa felicidade será duradoura, ou se não é mais do que um belo arco íris, antes da tempestade a sério desabar em cima de nós, e nos atirar para um mar ainda mais revolto que aquele de onde pensávamos ter sido resgatados...

 

 

 

Imagem economico.sapo.pt

Vamos todos ser refugiados?!

 

Não querendo minimizar a situação complicada que os refugiados estarão a viver, não deixa de ser triste quando os problemas dos outros se conseguem sobrepor aos que se vivem no nosso país. E quando é manifesta a facilidade e rapidez com que os resolvem, por comparação às lutas que temos que travar por direitos fundamentais, e que quase sempre perdemos, com justificações que já não convencem ninguém.

A última notícia, que caiu como uma bomba entre nós, diz respeito à saúde. Ao que parece, os refugiados vão ter direito, no prazo de uma semana, a um médico de família! O meu marido, está à espera da atribuição de um médico de família há meses! Como ele, estão muitos outros portugueses.

E, adivinhem, vão ficar isentos do pagamento de taxas moderadoras!

Por outro lado, 4500 refugiados "não representam um número importante de pressão para os serviços", diz Francisco Jorge, responsável para a Saúde do Grupo de Trabalho para a Agenda Europeia para as Migrações. Mas basta haver um surto de gripe ou outro problema, para os serviços de saúde ficarem caóticos.

Aos portugueses, que se vêem de um momento para o outro numa situação financeira complicada, retiram-lhes as casas que não conseguiram pagar ao Banco. Essas mesmas casas, servem agora para alojar os refugiados que precisam de abrigo! E isto são apenas alguns exemplos.

Então e nós? O que somos aqui em Portugal? Que consideração é que mostram por nós?

Se calhar, temos todos que passar a ser refugiados... 

 

 

Os Migrantes, os Refugiados, e nós!

 

 

“Devemos estar conscientes da distinção entre imigrantes económicos, que estão a tentar escapar da pobreza extrema, e refugiados, que fogem de bombas, armas químicas, perseguição, estupro e massacres, de uma ameaça imediata às suas vidas”, por Angelina Jolie. 

 

Não sei se, com esta afirmação, Angelina quis apenas distinguir duas realidades, ou alertar para a necessidade de dar prioridade à questão dos refugiados, em detrimento dos migrantes. No entanto, tanto uns como outros têm em comum o facto de partirem em busca de um país seguro, onde possam viver em melhores condições, e sonhar com um futuro pacífico e próspero.

Se é verdade que a guerra representa um perigo de vida mais imediato, também é verdade que a pobreza e determinadas condições de vida desumanas, a médio e longo prazo, também o são.

No entanto, em conversa com o meu marido há uns dias, discutíamos dois pontos de vista legítimos, não sobre qual destes grupos deve ser ajudado primeiramente, mas sim sobre os objectivos de ambos os grupos, e a sua entrada nos países para os quais empreenderam viagens perigosas, arriscando muitas vezes a própria vida. Mais concretamente, se devemos deixá-los, ou não, entrar, e o que isso vai implicar para o nosso país, e para nós.

É verdade que sempre houve emigração e imigração, tal como sempre houve aceitação de refugiados em Portugal e noutros países. Mas agora têm sido centenas de milhares de pessoas, vindas do Oriente Médio, África e Ásia, a fazê-lo todos os dias, e cada vez mais e em maior número.

Alguns países adoptaram políticas de proibição de entrada destes migrantes e refugiados, fazendo alterações à lei em vigor até agora. A polícia patrulha as fronteiras e não hesitam em recorrer a gás, e violência física, se necessário for. 

Dizia o meu marido que estes migrantes e refugiados fazem aquilo que qualquer um de nós faria se estivesse no lugar deles, e que estão no seu direito de fugir da guerra e da pobreza. Concordo. Mas os países procurados também estão no seu direito de não os querer receber, e tomar medida para tal, sob pena de se tornar uma situação incontrolável.

Sim, se eu estivesse no lugar de qualquer um deles também gostaria de ser recebida e ajudada. É isso que eles esperam de nós.

Mas, pergunto-me eu, como é que um país que ainda está a sofrer os efeitos da crise, tem condições de receber estas pessoas? Como é que um governo que aconselha o seu povo, principalmente os jovens que são o futuro do país, a emigrar para outros países, pode agora receber povos de outros países?

Que condições é que o nosso país tem para oferecer a esses refugiados e migrantes, quando não as tem para oferecer aos portugueses?

Se não há emprego para nós, haverá para outros? Se existem tanta gente em portugal a viver em condições desumanas, como é que pode oferecer diferentes condições a quem vem de fora?

Se não existe dinheiro para proporcionar saúde e educação gratuita às nossas crianças, para oferecer melhores reformas aos nossos idosos, onde irão buscá-lo para ajudar os milhares de refugiados que vamos receber?

É óbvio que, mais uma vez, vale a bondade e o esforço da população portuguesa que, mesmo não tendo muito, ainda assim está sempre pronta a ajudar o próximo, porque o governo, apesar de "obrigado" a receber estas pessoas, pouco fará, na prática, para os ajudar e integrar.

E mais, quem nos garante que, ao aceitarmos essas pessoas cá, não estaremos a piorar ainda mais a situação que vivemos actualmente? Quem nos garante que não nos estaremos a envolver, embora sem intenção, em guerras que não são nossas?

Não tenho nada contra os migrantes e refugiados. Como disse, no seu lugar faria o mesmo. Mas, tendo em conta todos os sacrifícios a que o governo nos obrigou a fazer, por causa da crise, é justo pensar também em nós, e nas implicações que isso nos trará. 

 

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