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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Festas de pijama

 

A minha filha já foi, por duas ou três vezes, convidada para festas de pijama em casa de colegas da escola. Não a deixei ir.

Porque ainda é muito nova e tem muito tempo pela frente para dormir fora de casa, porque as colegas moram longe e não tenho como levá-la nem buscá-la (a não ser que o marido esteja de folga), porque não conheço bem os pais das colegas e tenho receio, enfim, são algumas das "desculpas" que lhe dou, e a mim mesma, para não a autorizar a ir às festas.

Na semana passada, recebeu um novo convite, desta vez da menina que conheceu na praia neste verão. E, sorte a minha, calhava na noite que ela ia passar com o pai. Não precisei de uma desculpa.

Mas se assim não fosse, mais uma vez os meus receios falariam mais alto. Se nunca a deixei ir a uma festa de pijama com colegas da escola com quem convive há cerca de 4 anos, e cujos pais, ainda que muito mal, conheço, como poderia deixar a minha filha passar a noite em casa de pessoas que vi meia dúzia de vezes na praia? Ainda por cima, a mãe da menina é escocesa e, inconscientemente, veio-me à memória o desaparecimento da Maddie. E junto a isso, as notícias que todos os dias nos chegam, de crianças abusadas por vizinhos, por amigos da família, por pessoas que nunca pensaríamos.

Claro que o perigo pode estar em qualquer lado, e não posso, simplesmente, fechar a minha filha numa redoma para que não lhe aconteça nada de mal.

Por isso, resolvemos fazer uma visita à menina no passado fim-de-semana. Só lá estava a mãe. O pai trabalha até tarde. Depois de conversarmos um bocadinho, deixámos a Inês lá durante cerca de uma hora, para brincarem as duas. Correu bem e a Inês gostou. E eu fiquei um bocadinho menos receosa, e a ponderar dar uma resposta positiva da próxima vez que a convidarem.

Por vezes tenho vontade...

 

...de meter o nariz onde não sou chamada!

 

Porque, apesar de ser muito mais prático não me preocupar com algo que não me diz directamente respeito, e seguir sem olhar para o lado, que na minha vida já tenho preocupações que cheguem, não consigo ignorar o que se passa com aqueles que, de certa forma, me estão ligados.

Talvez seja o instinto maternal (que por acaso nunca tive), o dever de protecção, o não querer que alguém passe por situações que outros já passaram, e que deixaram sequelas.

Assim, dou por mim armada em boa samaritana, em princesa justiceira, em missionária da paz, a querer falar com cada uma das pessoas intervenientes para que, juntas, possamos encontrar a melhor solução para o bem de alguém que depende de nós.

Mas, ao mesmo tempo que esse "dever" e "querer" se apodera de mim e ganha força, apercebo-me que, provavelmente, tudo isso será inútil, porque ninguém está disposto a alterar o estado das coisas. Embora muitas vezes se mostrem preocupados, logo se conformam com a situação. Precisamente aqueles que deveriam estar mais empenhados!

E se quem pode fazer alguma coisa não o faz, que direito tenho eu de me intrometer? De qualquer forma, sozinha não posso muito...

Ainda assim, obrigo-me a investir numa última tentativa que, espero, me conduza ao caminho certo para o sucesso de uma missão, para a qual me auto destaquei!

 

 

 

Preocupações de mãe

 

Tal como já estávamos a prever, a minha filha está mesmo com uma infecção urinária. A sua primeira e, espero, a última!

Todas as mães ficam apreensivas quando os seus filhos estão doentes, e eu não sou excepção. Sobretudo, quando lhe aparece tudo de seguida. E principalmente quando uma coisa influencia a outra.

Sempre que ela tiver uma infecção, inflamação, constipação ou algo que mexa com o sistema imunitário, é normal a púrpura voltar a surgir. E foi o que aconteceu. As pintinhas começaram já a marcar presença. E sendo a principal preocupação em relação à púrpura, a longo prazo, com os rins, espero que uma infecção urinária não venha a influenciar negativamente esse quadro.

Mas o que me deixa ainda triste, como mãe, é ver a minha filha condicionada e limitada nas brincadeiras com as colegas, e farta de estar doente. 

Pagar, pagar, pagar...e só depois receber! Se receber!

 

Isto é uma vergonha!

Uma pessoa está sossegada na sua vida e tem o azar de lhe baterem no carro. Além do carro danificado, sofre danos corporais e é levado para o hospital.

Como não pode chamar a assistência em viagem numa ambulância, tem que outro reboque levar o carro. Para poder levantar o carro e levá-lo à oficina, tem que pagar o dito serviço de reboque.

Ao fim de mais de uma semana, é-lhe então devolvido o valor com desconto de 1 cêntimo - ou seja, nem o valor certo pagaram.

Enquanto não lhe é fornecido veículo de substituição, tem que pagar transportes à sua conta, correndo o risco de essas despesas não lhe serem assumidas pela companhia de seguros. O que significa que podemos ficar com o prejuízo, ou então recorremos ao tribunal, mas nesse caso, teremos que pagar para iniciar o processo!

A não ser que a pessoa opte pelo que a companhia sugere - alugar um carro. Mas para isso é preciso dinheiro! Ou ter um cartão de crédito!

Se o valor do arranjo passar de um determinado montante, não arranjam. Dão-nos uma percentagem do valor. O que quer dizer que nos arriscamos a ficar sem carro, e com pouco dinheiro para ir buscar outro.

Para levantar o veículo de substituição, temos que deixar uma caução que só nos é devolvida quando o entregarmos.

Relatórios médicos, temos que ser nós a pedir, para o caso de termos que apresentar na peritagem de danos corporais. Despesas hospitalares, nomeadamente, taxas moderadoras, mesmo que o hospital envie para a companhia, esta não paga.

Temos que ser nós a pagar a conta, e enviar os respectivos comprovativos para a companhia, para esta depois nos devolver esse dinheiro.

É certo que, à partida, tudo nos será devolvido. É certo que o carro, mesmo à tangente, foi reparado.

Mas fico com a sensação de que, quem bate, não tem metade das preocupações, nem que se ver confrontado com tantas burocracias, como quem foi prejudicado pela sua distracção!

E mais uma vez se confirma que as companhias de seguros só trazem vantagens no momento em que querem angariar clientes. Depois, tentam descartar-se ao máximo!

 

 

 

 

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