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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A importância da psicologia na educação

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Costuma-se dizer que "de médicos e psicólogos, todos temos um pouco"!

E, de facto, enquanto pais e principais educadores dos nossos filhos, temos que fazer muito uso da psicologia, para conseguirmos contornar e ultrapassar determinadas situações em que eles nos colocam, na sua tarefa de testar os nossos limites.

Temos que saber quando ignorar, quando repreender, quando não ceder a chantagens emocionais, ao stress e ao desespero, como não responder a provocações, como impôr regras e limites e fazê-los cumprir, como conversar e explicar o que é certo e errado, quais os melhores castigos a aplicar, e tantas outras coisas. Não é fácil, e nem sempre conseguimos. É mais fácil na teoria que na prática!

Também os professores, enquanto educadores na escola, têm que fazer uso da psicologia. Porque, também na escola, é preciso o professor manter a ordem, fazer-se respeitar, estabelecer limites e chamar a atenção, quando for o caso disso. Também não é fácil.

Tive enquanto estudante do secundário dois professores diferentes de português, ambos pouco mais velhos que os alunos. O primeiro, tinha uma relação quase de igual para igual, com respeito, brincava quando tinha que brincar, mas era sério quando tinha que ser. A segunda, não conseguia fazer nada da turma. Falar ou estar calada era igual. Tinha medo. Chegou, algumas vezes, a chorar de desespero em frente à turma inteira.

Hoje em dia, muitos professores têm medo. Não só dos alunos, mas dos pais destes. Evitam criar conflitos, evitam actuar em conformidade, em determinadas situações, por medo do que lhes possa acontecer.

E, se há coisa que um educador nunca deve mostrar perante uma criança ou jovem, é medo! Ou qualquer outra fragilidade. Porque eles vão absorver isso e usá-lo contra o educador.

No caso de crianças ou jovens em risco, algumas institucionalizadas, a psicologia é uma ferramenta ainda mais importante para um educador.

A criança já passou por situações delicadas, de incompreensão, de abandono, de indiferença, de negligência, de maus tratos. Sentem-se, muitas vezes, sós, excluídas, discriminadas, com baixa-auto estima, e é preciso trabalhar e reverter tudo isso.

É preciso devolver a confiança, a segurança, a estabilidade emocional, alguma sensação de pertença, de estar inserida numa família. Principalmente quando não há contacto com a família a quem foi retirada, ou esse contacto é escasso.

O educador deve trabalhar, não no sentido de "pegar na mão da criança", mas no sentido de fazê-la querer agarrar a mão que lhe é estendida. Deve trabalhar no sentido de incentivá-la a ter objectivos e metas, a valorizar-se, a tirar o melhor partido das oportunidades que lhe estão a ser proporcionadas.

Deve colocar-se ao mesmo nível da criança ou jovem. Acima de tudo, estar disponível para escutar. E tentar compreender, entrando a fundo na sua mente, fazendo-a questionar-se.

Muitas destas crianças guardam uma grande revolta dentro de si, e transpôem cá para fora em forma de birras, conflitos com colegas e educadores, actos violentos, explosões verbais.

E os educadores tem que lidar com tudo isso da melhor forma, uma vez que estão lá para ajudá-los e protegê-los. É preciso uma grande preparação psicológica para lidar com estas crianças e jovens, dia após dia!

Mas deve ser compensador quando conseguem levar a bom porto a sua missão. Afinal, o que estas crianças ou jovens querem é aquilo que todos nós, no fundo, queremos: ser amados! 

 

As dificuldades de uma colonoscopia

 

 

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Fazer colonoscopias não é fácil!

E não digo isto apenas pelo exame propriamente dito, mas pela dificuldade na marcação, pelo tempo de espera, pelo valor que se tem que desembolsar, e pela preparação que a antecede.

Um familiar meu teve que marcar este exame mas, aqui na zona, não fazem. Disseram-lhe que, pela caixa, só nas Caldas da Rainha, ou em Lisboa.

Ainda lhe sugeriram ir a uma urgência, mas tanto poderiam mandar fazer, como não. Ligou para alguns hospitais públicos que lhe responderam que teriam que analisar a situação, ou então que não faziam esse tipo de exame se a pessoa não fosse lá seguida.

Uma pesquisa por clínicas mais próximas também não deu frutos, porque não faziam pela caixa, e cobravam um valor exorbitante.

Finalmente, conseguiu marcar, telefonicamente, numa clínica em Mem Martins, por cerca de 50 euros. Para dali a um mês e meio. A primeira parte já estava. 

Dois dias antes do exame, começa a tortura da fome! Só alimentos líquidos, triturados, sopas ralas e pouco mais. Na véspera do exame, a mesma coisa até uma determinada hora porque, a partir daí, começa o jejum e o "tratamento de choque"! 

Sei do que se trata porque já passei pelo mesmo há uns anos quando tive que fazer um urograma. Beber 4 litros de uma preparação com um sabor horrível que, quando vamos a meio do primeiro litro, já só nos apetece vomitar (devo confessar que, no meu caso, só consegui chegar aos 2,5l).

Finalmente, o dia do exame que, felizmente, já pode ser feito com recurso à sedação, o que reduz substancialmente o incómodo e as dores que as pessoas mais temiam neste tipo de exame. 

Mas, atenção! Quem optar pela sedação tem que ir acompanhado, porque vai ficar completamente "pedrado" e não vai ser capaz de fazer mais nada nesse dia. O efeito só passa ao fim de algumas horas.

Bem vistas as coisas, um exame feito com credencial, pela caixa, numa clínica privada, mais o custo da preparação, ficou em mais de 70 euros, mas até nem teve que esperar muito. Em média, as marcações estão a demorar entre três e cinco meses.

Em Lisboa, por exemplo, apenas cinco clinicas que fazem o exame pelo serviço nacional de saúde no centro da cidade.

"Será um problema de preço ou pagamento? “Não queremos crer que seja um problema de preço. Se for marcar uma colonoscopia pelo Serviço Nacional de Saúde ou não marcam ou marcam com muito prazo. Na mesma unidade, no mesmo minuto, se for marcar uma colonoscopia paga particularmente marcam para a semana seguinte”, diz Vítor Neves, presidente da Europacolon.

Ora esta é apenas uma situação, no meio de muitas com igual importância, mas a necessidade de realizar este tipo de exames com rapidez, para despiste de doenças que devem ser detectadas o quanto antes, leva as pessoas a recorrer a outras alternativas e a pagar do seu próprio bolso, exames que são comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, mas cuja marcação e tempo de espera para realização tornam impossíveis de realizar através desse mesmo serviço. 

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