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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ainda sobre a MEO!

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Depois daquele telefonema da parte da MEO, em Abril, para eu aderir ao novo tarifário, que nunca produziu efeitos, e de um outro, em Setembro, em que disse que não tinha interesse, voltaram a ligar-me este mês.

Queriam saber se tinha recebido ou visto a mensagem que me enviaram no mês anterior, sobre o aumento dos preços do meu actual tarifário, e a possibilidade de mudar para um mais adequado às minhas necessidades, ou seja, o tal tarifário Unlimited da outra vez. Mas com a diferença que, agora, em vez dos 10,99 euros pagaria 14,99 de mensalidade, e que o meu saldo actual não seria descontado nas primeiras mensalidades, ou seja, ficaria com ele ali parado.

Falei-me da proposta de Abril, e que não tinha dado em nada. Ficou muito admirada e foi ver o que se tinha passado. Não há qualquer registo de contacto no dia que lhe indiquei. Desapareceu! O que é curioso porque as conversas até são gravadas. 

O que me leva a pensar que, ou quem me ligou não tinha nada a ver com a MEO e estava a tentar fazer trafulhice (o que não me parece porque nos dias seguintes uma outra colega da MEO verificou que havia lá o pedido feito), ou que alguém da MEO fez um trabalho tão mal feito que tiveram que limpar o mal pela raiz, e apagar tudo o que pudesse dar problemas!

Mas, adiante, disse à senhora que iria pensar, e depois lhe dizia alguma coisa. Ou melhor, perguntei se poderia ser assim, ou se tinha que responder naquele momento. Respondeu-me que tinha que ser na hora, porque eu já tinha recebido vários avisos e mensagens, e que todas as dúvidas que tivesse ela poder-me-ia esclarecer ao telefone.

Sendo assim, disse-lhe que não queria. Porque não tenho que responder sob pressão, como eles querem, e só porque querem. Disse-lhe também que já tinha perdido muito tempo, que estava no trabalho e não podia estar ao telemóvel mais tempo. Depois de muita conversa, lá concordou em voltar a ligar de novo. 

- A que horas sai do trabalho?

- Às 19h.

- Então posso ligar-lhe às 18.55h?

- Acabei de dizer que saio às 19h, que nem sempre é 19h, só depois dessa hora é que estou disponível!

 

Ligou-me às 19.03h. Não atendi. Ainda estava no trabalho. Pensei, de acordo com o que ela me tinha dito, que seria a última tentativa de contacto deles sobre este assunto.

Desde então, têm ligado todos os dias, a várias horas diferentes, sempre quando estou no trabalho! Para quem não podia esperar por uma resposta, nem tão pouco ligar de novo, até estão a ser bastante persistentes!

Como lidar com uma birra da filha em pleno centro comercial

 

Quando fui ao El Corte Inglés, deparei-me com uma cena pela qual eu própria muitas vezes passei, quando a minha filha era mais pequena, mas que me deixou incomodada pela forma como a mãe a tentou resolver.

Tínhamos acabado de chegar à cafetaria, para lanchar. Sentámo-nos, e oiço uma senhora ao nosso lado a reclamar porque uma menina com os seus 3/4 anos estava a gritar à tanto tempo, e a mãe não fazia nada. De facto, a menina estava a chorar desalmadamente, com uma birra enorme.

Ora, não é fácil para uma mãe estar num local público, com os seus filhos a fazerem birra para todos ouvirem, e saber que tem todos os olhos postos em si. Se ignora, é porque não faz nada, se lhe ralha, é porque devia falar de outra maneira, se lhe dá uma palmada, é porque é agressiva. 

E quanto mais a filha berra, e as pessoas se incomodam, mais a mãe se enerva e pior pode ser o resultado. Foi o caso. A mãe levanta-se da sua cadeira, pega na filha por um braço e, confiante porque ficava tapada com o armário, coloca a menina à força numa cadeira ou banco, não percebi bem, e tapa-lhe a boca com a mão para ninguém a ouvir.

Logo em seguida, talvez tenha caído em si, e largou a miúda que, passado uns minutos, acabou por se calar. E foi a família toda embora, como se nada tivesse acontecido.

 

Os fins justificam mesmo os meios?

Christian Bale 

 

Hollywood nem sempre é o conto de fadas que imaginamos, e a vida dos actores nem sempre é fácil. Muitas vezes, é preciso mais que um cara bonita, um corpo em forma ou um enorme talento. Alguns actores, para interpretarem um determinado papel, vêem-se "obrigados" a passar por enormes transformações, acima de tudo, físicas.

E se há mudanças que em nada afectam a saúde dos actores, outras há que podem colocá-la em perigo.

 

Engordar/ Emagrecer excessivamente

Jared Leto - teve que engordar 30 kg para o seu papel como Mark Chapman - o fã que atirou e matou John Lennon - no filme "Capítulo 27", o que lhe provocou graves problemas de saúde, agravando o seu problema de gota, e provocando uma rápida subida do colestrol.

 

50 Cent - emagraceu 25 kg em 9 semanas, por causa do seu papel em "All Things Fall Apart", através de uma dieta líquida e um rigoroso regime de circulação.

 

Anne Hathaway - para o seu papel de Fantine, no filme "Os Miseráveis", perdeu cerca de 11 kg, sujeitando-se a uma dieta de fome que a obrigava a parar de comer durante 13 dias.

 

Mathew Mcconaughay - perdeu cerca de 20 kg para interpretar um doente com SIDA, no filme "O Clube de Dallas".

 

Christian Bale - engordou 28,5 kg para interpretar um vigarista em "Golpada Americana". Já para o filme "O Maquinista", teve que perder 28 kg, sobrevivendo com pouco mais que água, uma maçã e uma chávena de café por dia.  

 

Exercício em excesso

Jake Gyllenhaal teve que treinar durante sete dias por semana, como um um boxeador profissional, fazendo pelo menos 2.000 flexões por dia, push-ups, mergulhos e levantamento de peso cinco dias por semana, para o seu papel de lutador de boxe em "Southpaw".

 

Ora, se para qualquer pessoa comum é aconselhável uma dieta equilibrada, evitando as chamadas "dietas iô iô", e exercício físico com moderação, de forma a prevenir problemas de saúde e distúrbios alimentares, para os actores, não será diferente.

Então, porque será ainda necessário recorrer a estes métodos extremos, para se obter aquilo que se pretende? Ainda não existe tecnologia ou formas de caracterização dos actores, para tal? Ou será para que tudo se torne mais realista?

Serão os actores "obrigados" a estas transformações, sob pena de verem o seu papel entregue a outros, ou será uma decisão deles seguir adiante? 

E mesmo tomando essa decisão de forma ponderada e, penso eu, com acompanhamento médico, valerá mesmo a pena correr o risco?

Será que, por um excelente papel e, quem sabe, a promessa de um Óscar, vale tudo? E os fins, justificam mesmo os meios?  

 

 

 

 

Expectativas

O que queremos ou esperamos das outras pessoas? O que querem as outras pessoas de nós? O que queremos de e para nós próprios?

Em algum momento, ou momentos, da nossa vida, esperamos algo de alguém. Esperamos compreensão, esperamos solidariedade, esperamos amizade, esperamos amor, esperamos companhia, esperamos palavras, esperamos gestos de alguém, esperamos atenção, esperamos carinho, esperamos lembranças…

Por vezes, não só esperamos, como exigimos!

Mas devemos nós esperar tanto dos outros, criar demasiadas expectativas? Ou isso só levará à desilusão? Não será melhor esperarmos menos e sermos surpreendidos? Afinal, ninguém deve ser responsabilizado pelas expectativas que criamos. E, de certa forma, quando essas expectativas não são satisfeitas, podemos acabar por desenvolver ressentimentos, mágoas, críticas, e até ódio.

E quando os papeis se invertem e são as outras pessoas que esperam demasiado de nós? Como é que nos sentimos? Pressionados? Sobrecarregados com um fardo que nos puseram em cima como se fosse nossa obrigação carregá-lo? Frustrados por não correspondermos a essas expectativas?

Não podemos passar toda a nossa vida a esperar e exigir dos outros, assim como os outros não podem passar a sua vida a fazê-lo em relação a nós.

E quanto a nós próprios? O que queremos para nós? O que esperamos e exigimos de nós próprios? Será que não procuramos nos outros aquilo que nós próprios não nos conseguimos dar?

Ou serão essas expectativas que criamos dia após dia, uma espécie de estímulo, de energia que nos move e torna mais fácil e agradável a nossa existência, que nos faz seguir em frente, com entusiasmo e com esperança?  

O que seria de nós de nunca esperássemos nada de nós próprios, dos outros e da vida? Seríamos mais felizes assim, sem qualquer expectativa?

Será melhor não esperar nada de ninguém, correndo o risco de ser ou não surpreendido, ou criar expectativas, ainda que a não concretização das mesmas nos possa desapontar?

A propósito dos Call Center...

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... e do seu lado negro, das vendas agressivas e da pressão!

 

"No call center de Carla, era preciso levar os clientes até à exaustão para tentar fechar negócio e ouvir vários "nãos" antes de desistir.

 

A mim nunca me levaram à exaustão porque o meu "não" é tão rápido a sair, tão brusco e imponente, que nem as deixo começar a ler o guião. Principalmente se for para falar de cartões de crédito!


Ligávamos para as pessoas a tentar fazer a venda e tínhamos o supervisor atrás de nós, a ouvir-nos através de um auricular, a dizer o que fazer, como fazer: Insiste mais, diz que vais enviar, diz que vai gostar.
E quando estes pediam para não voltar a ser contactados, nem sempre os operadores de call center colocavam essa indicação na base de dados: o não virava talvez."

 

No outro dia, ligaram-me da Endesa. Fizeram-me algumas perguntas, e queriam que eu mudasse para a este fornecedor de energia. Muitos descontos, muitas vantagens, zero trabalho para mudar. Tentaram fazer-me ver que, por ainda continuar no sistema universal, estava a ser penalizada todos os meses. Respondi que ainda não estava a pensar em mudar, que estava bem como estava e que, quando chegasse o fim do ano, tinha tempo para me preocupar. O operador perguntou quando poderia, então, voltar a ligar. Disse-lhe que me ligasse no fim do ano!

No dia seguinte, ligam-me. Novamente uma operadora da Endesa. Digo-lhe que já no dia anterior me tinha ligado um colega dela e eu tinha dito que não estava interessada, ao que ela me responde que a indicação que tinha lá era de que eu ia pensar. Respondi-lhe: "sim, é verdade, mas pedi para me ligarem no fim do ano, não no dia seguinte!".

 

"Os chefes gritam aos ouvidos dos trabalhadores: é preciso vender, vender, vender, nem que seja levando os potenciais clientes à exaustão".

Ultimamente, a situação foi com os operadores de call center da Worten.

Ligaram-me num dia à hora do almoço. Disse ao operador que não tinha tempo para falar e ficou então de ligar ao final da tarde. Como já sabia o número, não atendi.

Desse dia em diante, com alguns intervalos, esse mesmo número chega a ligar mais de 5 vezes seguidas, e repete este procedimento ao longo do dia. Nunca atendo.

E eles, espertos como já aprenderam a ser, ou como foram obrigados a ser, optaram por uma nova táctica - ligar como anónimo! Assim não aparece o número, a pessoa não sabe quem é, e atende. Não pensaram é que para aquele número, só me liga a família, e vendo a indicação número privado, calculei que fossem eles e não atendi.

Último recurso dos senhores operadores de call center (ou dos seus supervisores) - ligar para o número fixo do trabalho. Apareceu a indicação número desconhecido, mas como há sempre clientes a ligarem para aqui, tive que atender. Perguntaram se estavam a falar com a Sr.ª Marta Santos (meu nome antigo), explicaram que era da parte da Worten e se eu poderia dispensar o meu tempo. Respondi-lhes que não, porque estava no meu local de trabalho.

Ficaram de ligar mais tarde mas, por enquanto, não me voltaram a chatear.

 

 

 

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