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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Visitar um blog é como ir a uma esplanada!

 

Não acreditam?!

Descobrem uma esplanada de um qualquer estabelecimento, vão lá uma primeira vez e gostam dos produtos, da simpatia no atendimento, do espaço, e tudo o resto. Sempre que podem, voltam lá.

Da mesma forma, descobrem um blog, gostam e visitam com frequência.

Estando essa esplanada aberta ao público, tem sempre clientes. Uns dias mais, uns dias menos, dependendo da vontade e disponibilidade dos clientes. Das novidades, menus especiais e ofertas que o estabelecimento faça. Do estado do tempo. E de humor dos clientes. Muitas vezes nem há uma explicação concreta! Mas tem sempre clientela!

Assim são os blogs! Enquanto houver publicações com frequência e que chamem a atenção, tanto pela sua complexidade como pela simplicidade, por nos fazerem rir, lembrar de coisas que já nos aconteceram, por nos identificarmos com os autores e com o que escrevem, ou qualquer outro motivo. 

Também esses blogs vão tendo sempre as suas visitas, umas que já são da casa, outras que entram pela primeira vez.

Mas se um blog começar a publicar mais esporadicamente, ou estiver ausente por algum tempo, vê as suas visitas diminuirem, os visitantes perderem o interesse e virarem-se para outras paragens.

Se chegarem à vossa esplanada de sempre, e se depararem com ela fechada por tempo indeterminado, ou uns dias aberta, e outros fechada, começam a ficar aborrecidos, e a procurar outro sítio onde passarem alguns momentos agradáveis à conversa com os amigos, ou sozinhos. As primeiras vezes ainda vão passando lá, para ver se têm sorte. Mas acabam por desistir!

Não é assim, também, com os blogs?!

Onde falha a ponte entre o ensino e o mercado de trabalho

 

É sabido que o ensino paga-se, e bem! Por isso mesmo, quem não tem condições financeiras para custear os seus estudos, fica de fora.

Actualmente, 4 em cada 10 jovens não estuda porque não tem dinheiro. E os que tentam consegui-lo a trabalhar, acabam por não ter tempo para dedicar aos estudos e, por isso, desistem. Mas não é esse o único motivo para o abandono. A descrença no sistema de ensino também tem dado o seu contributo.

De acordo com um estudo efectuado, apenas 47% dos jovens acreditam que os seus estudos universitários melhoram as perspectivas de emprego. Já os empregadores, afirmam não encontrar nos jovens as qualificações que precisam, nem preencher vagas por não haver candidatos com as competências adequadas.

Onde falha, então, a ponte entre o ensino e o mercado de trabalho?

Segundo o relatório Mckenzie, não só em Portugal como em toda a Europa, há um "desfazamento  entre aquilo que os sistemas de educação oferecem e as necessidades dos empregadores". Esse desfazamento leva à escassez de competências, prejudicando as aspirações da juventude e a prosperidade futura. Estaremos perante países onde a população jovem não irá estudar, nem trabalhar.

Nesse sentido, seria importante que políticos, educadores e empresários unissem esforços, analisassem com novos olhos a realidade, compartilhassem ideias e opiniões, e colaborassem mais entre si, para restabelecer a ponte fundamental ao crescimento e sucesso, que um dia se quebrou.

 

 

Hoje em dia, "tudo se compra e tudo se vende"...

 

...incluindo seres humanos.

 

Já antes tinha escrito um texto sobre este tema aqui, mas nunca será demais falar sobre uma realidade que parece aumentar a cada dia e que acontece, por vezes, mesmo "debaixo do nosso nariz".

A reportagem que a SIC transmitiu, na passada 2ª feira, mostra bem o que sofrem aqueles que, de um momento para o outro, se vêem enredados nesta teia sem saber como dela sair.

A pobreza, a miséria e a esperança de encontrar melhores condições de vida são os principais impulsionadores para que alguém caia na rede.

Tal como se diz na reportagem, hoje em dia "tudo se compra e tudo se vende". E o tráfico de seres humanos é um dos maiores negócios ilícitos da actualidade. Até mesmo, em Portugal! De facto, parece que o nosso país não só está na rota como intermediário entre o país de origem e o de destino, como também actua esses dois papéis - emissor e receptor. A procura faz a oferta.

A escravatura foi, há muito, abolida. Mas não extinta. Apenas sofreu uma metamorfose. Hoje não são os negros que são escravos. Qualquer um se pode tornar. Difícil será sair. Muitas vezes sem alternativas, sem documentos, com medo do que lhes possa acontecer ou à família, e quando, depois de tentarem como podem, pedir ajuda, são ignorados, acabam por "aceitar" a situação.

No livro do Jeff Abbott, O Último Minuto, faz-se uma abordagem sobre o tráfico de mulheres para a prostituição. Nesse caso, uma mulher era levada. Para se ver livre a sua família teria que, em troca, enviar 2 ou 3 outras mulheres como moeda de troca. Mesmo que essas mulheres fossem amigas, vizinhas, conhecidas. É a lei da sobrevivência, e não olha a meios para atingir os fins. É também assim no mundo real.

Outras vezes, pedem dinheiro para pagamento da dívida que, alegam os traficantes, as vítimas contraíram para com eles. Como não o têm, as vítimas vêem-se obrigadas a trabalhar para estas pessoas como forma de pagamento, sem direito a nada.

E se por acaso tentam denunciar e têm o azar de serem descobertas, são eliminadas.

É triste, mas é a verdade nua e crua da realidade do século XXI - o ser humano reduzido à condição de mercadoria...