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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Como enervar a pessoa mais paciente do mundo!

 

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Diga-se de passagem que paciência é algo que tenho cada vez menos mas, ainda assim, por certo ainda guardo alguma dentro de mim. Só isso explica o facto de eu ter passado meia hora numa papelaria, a ser atendida, sem nunca mostrar maus modos, fazer cara de má ou chamar à atenção da pessoa que me estava a atender (que por acaso até era a proprietária) para ver se conversava menos, dispersava menos, e prestava atenção ao que eu lhe pedia. 

 

 

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Primeiro tive que esperar pela minha vez, claro!

Quando chega, cumprimento-a e pergunto pela filha, ao que ela retribui, mas pede licença para atender o telefone. Volta, ainda ao telefone, para confirmar uma encomenda.

Desliga então, e pergunta-me o que quero. Peço-lhe a primeira coisa da lista, mas não prestou atenção porque estava com o sentido nem sei onde. 

Tive que repetir os materiais várias vezes, fui interrompida várias vezes porque a senhora ia, ao mesmo tempo, falando com o marido de outras coisas, e recebendo o pagamento de outras.

A meio da lista, resolveu ir registando os produtos em cima da bancada para colocar num saco.

Mais um bocadinho de conversa sobre uma lista de preços, e os lápis de cera não sei do quê, e os lápis não sei do que mais, e a marca tal e por aí fora. Enquanto um outro senhor foi buscar algumas coisas que eu pedi, ela foi procurar um livro para uma outra rapariga.

Quando, finalmente, me despachei, nem quis acreditar!

Acreditem que tive mesmo muita vontade de reclamar. E todos os anos é assim! Se formos atendidos pelo marido, despacha-nos num ápice. Até a filha se desembaraça mais rápido. Mas com ela...

O mais engraçado é que tem a papelaria há anos. Já devia ter prática. Mas é sempre a mesma coisa. 

Sim, podia ir a outra papelaria. Mas aquela é a nossa referência aqui na zona, porque tem tudo o que é preciso para as exigências dos professores, e fica mesmo ali ao pé das escolas.

 

 

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Valeu-nos o facto de não estar a fila enorme que dá a volta à rua, mas mesmo assim, quando precisarmos de lá ir, é melhor mesmo esquecer a pressa,e munirmo-nos de umas doses de paciência extra!

 

Não se limitem a criticar, apresentem alternativas!

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Existem pessoas que pensam que os outros estão cá nesta vida só para os tramar. Por norma, são aqueles que têm por hábito fazer aquilo que de acusam os outros e, por isso, acham que toda a gente é igual.

Existem pessoas que têm a mania que são mais espertas que os outros, que são melhores que os outros, e que passam a vida a criticar tudo o que os outros fazem, como se elas próprias fizessem melhor quando, muitas vezes, acontece precisamente o contrário.

Existem pessoas que fazem um alarido enorme, como se os outros lhes estivessem a "roubar" ou privar dos seus direitos, e tratam de reclamar à toa, e se queixar a meio mundo, com o objectivo de obter apoio para a sua causa.

Mas soluções? Alternativas? Essas, nem vê-las! 

Ou então até aparecem, anunciadas com grande pompa, como se também eles tivessem feito um grande trabalho. Mas limitam-se, simplesmente, a aproveitar aquilo que foi feito por quem tanto criticaram!

E onde é que estão as alterações, as soluções alternativas? Não estão! Nem podiam estar. Porque quando se deixa de criticar sem razão, e se passa a analisar as várias hipóteses, chegam à conclusão de que a proposta apresentada pelos outros é a única possível. E tudo aquilo que outrora reclamaram, mantém-se.

No entanto, para mostrar que o seu trabalho, ainda assim, é melhor que o dos outros, fazem pequenas manobras que em nada alteram o plano inicialmente apresentado mas que, por ter sido essas pessoas a fazer, já é válido e aceitável!

O mais engraçado é que, no fim, e sem se aperceberem, a atitude dessas pessoas que, julgando que os outros só estão a pensar em si mesmos, acaba por ir no mesmo sentido, mas a favor delas, pode prejudicá-las mais do que favorecê-las!

Por isso, pedia a essas pessoas que, da próxima vez que pensarem em criticar alguém, ou acusar alguém de só olhar para o próprio umbigo, pensem primeiro se não fazem elas próprias o mesmo. E se não gostam de algo que os outros tiveram a iniciativa de fazer, quando mais ninguém o fez, experimentem dialogar com eles, em vez de fazer queixinhas a quem não tem nada a ver com o assunto, expôr o seu ponto de vista, e apresentar outras alternativas ou soluções possíveis!  

Livro de reclamações electrónico

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Será que os portugueses reclamam muito? Dizem que sim! 

Mas talvez reclamem mais "da boca para fora", de cabeça quente, com os ânimos exaltados, muitas vezes por coisinhas sem importância, por mesquinhices, do que daquilo que realmente deveriam.

E quantos não reclamam, tantas vezes, verbalmente mas recuam perante a perspectiva de apresentar uma reclamação escrita no Livro de Reclamações.

Agora, o governo quer criar, até ao verão, o livro de reclamações electrónico juntando, numa única plataforma, todas as queixas dos consumidores, permitindo aos mesmos apresentar, de forma mais rápida, a sua reclamação.

Ao que parece, o projecto-piloto da plataforma electrónica vai estar disponível, em simultâneo, com a versão em papel do livro de reclamações.

Irá esta nova forma de reclamar aliciar os consumidores a exercerem mais o seu direito? Iremos assistir a uma subida considerável do número de reclamações? Irá o famoso "livro amarelo" cair em desuso?

E qual será a eficácia e rapidez desta mesma plataforma, na resposta e resolução das queixas apresentadas?