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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A evolução dos telemóveis cá por casa!

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O meu primeiro telemóvel era este "tijolo" Mobicom! Pesado, enorme, mas muito bonitinho. A rede, na altura, ainda era a Telecel!

Começou a dar problemas porque as teclas não obedeciam, principalmente quando eu queria desligar as chamadas, e estava a gastar dinheiro!

 

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Assim sendo, comprei este Alcatel! Era da TMN, mas não me agradava muito o tarifário deles, na altura. Gastei alguns euros a desbloqueá-lo, para poder usar o meu cartão da Vodafone.

 

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Mais tarde, comprei este Siemens, que adorava! O telemóvel dos patinhos! Sempre que o desligava, aparecia uma fila de patinhos a caminhar :) E tinha aquela funcionalidade espectacular dos aniversários!

 

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A minha aquisição mais moderna de sempre, e mais cara, foi este 3G da marca Vodafone! Adorava-o. Tinha uma boa câmera para fotografias e vídeos, como nunca vi em mais nenhum. E tenho lá belas fotos gravadas. Infelizmente, não vou conseguir voltar a vê-las. Avariou-se ao fim de uns anos. Liga e desliga, mas o visor aparece em branco. Não pensei em mandar arranjá-lo porque, provavelmente, saíria mais caro que comprar um novo.

 

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E foi, desde então, que me deixei de modernices!

Comprei este Nokia da UZO, desbloqueado, para usar o meu cartão de sempre da Vodafone, e pela tão útil lanterna e os já conhecidos lembretes!

 

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E este Samsung, que utilizo para o meu cartão da TMN, que neste momento é a minha rede de eleição, e que me serve muito bem como despertador! 

 

Como já perceberam, sou a "Maria das Recordações", e guardo os meus telemóveis velhinhos, religiosamente, numa caixa, para mais tarde, como hoje, recordar!

As fotografias escolares!

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Todos os anos, por esta altura, o fotógrafo vai à escola!

Já tinha comentado com a minha filha que deveria estar para breve e, realmente, dali a uns dias, trouxe a folha de comunicação e autorização para eu assinar.

Sim, é uma forma de os fotógrafos fazerem publicidade e ganharem dinheiro. E, sim, é uma forma de a escola também lucrar. Mas, pelo menos, sabemos (ou acreditamos que assim seja) que esse dinheiro será utilizado para ajudar a escola naquilo que mais necessita, e constitui um apoio que o nosso governo não oferece.

Eu opto sempre por pagar os € 10 pelo conjunto completo. Para quem puder, compensa. Acabamos por ficar com um calendário, fotos tipo passe que dão jeito quando a escola ou outro qualquer serviço nos pede ou até para, simplesmente, termos na carteira.

Além do mais, é por estas fotos que nós vamos recordando a evolução dos nossos meninos/ meninas ao longo dos anos, e que eles vão recordando professores, colegas, e tempos que já não voltam!

Um email inesperado!

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Hoje abri a minha caixa de mensagens e, qual não é o meu espanto, quando vejo um email da Dr.ª Domingas!

A Dr.ª Domingas é uma médica que, na altura em que a minha filha esteve internada, estava a fazer estágio no Hospital de Torres Vedras.

Já lá vão quase três anos desde que a minha filha foi internada por causa daquela estranha e desconhecida (para mim) doença de nome Púrpura de Henoch Schonlein.

E, para além das várias enfermeiras, e do enfermeiro chefe, todos os dias recebíamos a visita da Dr.ª Domingas, com quem a Inês conversava e ria, e fazia rir!

Nessa altura, tirei umas fotos que mais tarde enviei para a Dr.ª Domingas. E foi ao ver essas recordações do tempo em que estagiou em Torres Vedras, e da Inês, que ela me enviou agora este email:   

 

"D. Marta

 

Sou Dra. Domingas que esteve a fazer estágio em Torres Vedras.

 

Esta noite estive a ver as recordações de Torres vedras e vi estas fotos da Inês.

Espero que ela esteja boa e que esteja a correr tudo bem para a senhora e para a família.

 

Despeço com um abraço e beijinhos para vocês.

 

Domingas"

 

É bom saber que há recordações que ficam para sempre, que há pessoas que, ao fim de tanto tempo, ainda nos lembram e são lembradas, e que têm estes pequenos gestos que nos deixam felizes!

Obrigada por tudo, Dr.ª Domingas!

 

 

A Tica fugiu de casa

 

 

 

A nossa Tica fugiu ontem de casa.

Apanhou-me distraída no espaço de alguns minutos, e saiu pela janela da entrada, que estava entreaberta enquanto a máquina de secar roupa estava a trabalhar.

Quando dei por isso, tinha ela acabado de sair. Fui atrás dela, mas fugiu para um lado. Depois voltou para trás, mas em vez de ir para casa, olhou para mim e saltou para a rua, depois foi para o quintal dos vizinhos e enfiou-se debaixo de uma carrinha. 

Chamei-a, mas nem se mexeu.

Parva, estúpida, palerma, idiota...sei lá o que lhe chamei na altura, irritada como estava por ela ter fugido. Tem tudo cá em casa, é tratada como uma rainha (tomara muitos terem a mesma sorte) e é assim que agradece. Não dá valor à sorte que tem. Pois se não está bem em casa, fique na rua, para onde sempre quis ir. Nós é que somos maus por tentar protegê-la, por evitar que ela vá para a rua sozinha e lhe aconteça alguma coisa.

Os animais são como as pessoas, têm que aprender à sua custa, com os seus erros. Espero é que a lição não lhe saia cara.

Com este estado de espírito só pensava que, quando ela voltasse, ia levar um belo raspanete. E ia ficar de castigo sem ir à rua nos próximos dias para aprender. Depois, pensei em, simplesmente, ignorá-la por uns tempos para ela perceber que nos magoa cada vez que foge de casa.

No entanto, a minha fúria dura pouco, e com o passar das horas, sem ela dar sinal, só quero mesmo que ela volte, para recebê-la de braços abertos, como a um filho pródigo.

Não voltou. Passou a noite toda fora. Uma noite em que, a cada barulhinho, me levantava para ver se ela estava à porta. Sem sucesso. Em que ouvia a chuva lá fora e imaginava onde ela poderia estar - se estaria ao frio, se estaria molhada. Ou se tinha encontrado um abrigo. Se alguém a tinha apanhado, ou se algum cão a tinha atacado, ou algum carro atropelado. Se estaria presa em algum sítio sem conseguir sair.

A essa altura, o meu único desejo era que ela estivesse bem, onde quer que estivesse, mesmo que não voltasse.

De manhã, procurámos nos sítios em que ela normalmente se costuma esconder. Nada. Chamámos por ela, apitámos os seus ratos, agitámos a caixa da ração. Apareceram outros gatos, mas não a Tica.

A verdade é que não há muito que possamos fazer. Não sabemos onde está ou para onde foi. Só podemos esperar que ela apareça, e bem. Foi ela que escolheu o seu caminho. Mas custa-me não saber dela.

Já tentei ser compreensiva, optimista, forte, realista ou indiferente para não descambar. Para não me lembrar que todas as noites ela dormia encostadinha a mim, e esta sabe-se lá onde dormiu. Para não me lembrar do último olhar que me deu antes de saltar o muro e fugir. Para não me lembrar que todas as manhãs estava a postos para receber o dono e ir para a janela da sala, para não pensar na falta que ela faz e como a casa fica mais vazia sem ela...

Pode até parecer um exagero, mas a Tica é como uma filha para mim. E a pior coisa que pode acontecer a uma mãe, é perder um filho...

A difícil tarefa...

...de destralhar!

 

 

 

Não porque tenha muita tralha em casa (e tenho mesmo muita), mas porque me é extremamente difícil desfazer-me de tudo o que tenho, mesmo que já não tenha utilidade.

E com este exemplo que, como mãe, dou à minha filha, não seria de esperar que, para ela, a tarefa fosse mais fácil!

É verdade que ao nos desfazermos de coisas antigas, estamos a abrir espaço para as novas. Mas a verdade é que as antigas parecem ter um valor que as novas nunca conseguirão alcançar.

Ainda guardo bonecas e peluches da minha infância! Ainda guardo cobertores de quando era bebé. Ainda guardo alguns dos meus livros da escola. Ainda guardo os meus primeiros telemóveis, o meu primeiro rádio (com 18 anos ainda toca), a primeira televisão (com a mesma idade, ainda trabalha bem)...

Ainda guardo o carrinho de bebé e as cadeiras auto da minha filha, a cama de bebé dela, a roupa dela destes quase 10 anos de vida, brinquedos dela que já viram melhores dias e outros que já morreram...

Ainda tenho a mesma mobília que comprei há quase 11 anos, apesar de já quase toda precisar de ser substituída (mas para isso também é preciso dinheiro)...

Tenho muitas coisas em casa da minha mãe porque na minha já não cabia. E o facto é que, a pouco e pouco, o espaço na casa vai ficando mais   apertado.

Em determinados momentos, dou por mim a pensar que tenho que dar uma volta à tralha, dar algumas coisas, tentar vender outras e ter uma casa mais leve. Mas se depressa os pensamentos vêm, mais depressa vão embora.

No entanto, esse dia já esteve mais longe. E sei que, quando finalmente ganhar coragem, vai tudo a andar dali para fora!