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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Em Nome do Amor", de Lesley Pearse

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"Em Nome do Amor" é um livro que, ao mesmo tempo que segue a linha das restantes obras da autora, acaba por ser diferente dos demais.

Parece um livro escrito a correr, à pressão, a despachar, e com menos páginas que o costume.

A sensação que fica, depois de ler o livro, é que a autora estava numa fase em que não lhe apetecia prolongar muito a história, como habitualmente, por décadas.

Ou, então, que lhe foi pedida uma obra nova num curto espaço de tempo, e não deu para aprofundar muito.

Até mesmo o enredo, parece ter sido concebido sem grande imaginação, e com desenvolvimentos que parecem demasiado fantasiosos. Como se não tivesse havido tempo para pesquisa.

 

 

Se tudo isso o torna um livro mau? 

Não necessariamente.

Pode parecer um trabalho menos bom, no meio de grandes trabalhos mas, ainda assim, consegue abordar dois temas interessantes e pertinentes: as relações familiares, e a violência doméstica contra as mulheres.

 

No que respeita a relações familiares, o foco estará na mãe de Katy, uma mulher fria e amarga que passa o tempo a implicar e a reclamar, sem qualquer demontração de afecto, quer pelos filhos, quer pelo marido.

Parece alguém de quem todos querem fugir, e que afasta quem a rodeia.

Mas... Será que ela sempre foi assim?

Ou tornou-se assim, por algum motivo que ninguém sabe?

 

Já no que toca à violência doméstica, esta é abordada através de uma rede de ajuda a mulheres vítimas de violência, tecida por outras vítimas, que agora querem fazer o possível por salvar quem lhes chega, e mudar-lhes a vida, mostrando que ainda podem ser felizes, e ter um futuro longe daqueles que as agridem e ameaçam.

Mas esta missão também implica riscos. E, esses, podem traduzir-se na morte de quem a leva a cabo, e de quem se meter pelo meio.

Afinal, os homens, a quem essas mulheres foram resgatadas, não terão ficado muito felizes por ter perdido o seu "saco de pancada" diário.

 

No entanto, é o pai de Katy que é acusado de ter pegado fogo à casa de Gloria, a mentora do projecto de ajuda às vítimas, que resultou na sua morte, e na da sua filha.

Katy assume a tarefa de provar a inocência do pai a qualquer custo, mas as coisas podem correr-lhe mal, e resultar em mais vítimas, incluindo ela própria.

 

Cabe agora ao seu colega de trabalho, amigo e apaixonado, numa corrida contra o tempo, encontrá-la, com vida, antes que seja tarde demais.

E a Katy, conseguir manter-se viva, o maior tempo possível, até que alguém a encontre. 

 

 

Sinopse:
 

"Katy Speed tem 23 anos e o sonho de viver em Londres, longe da pequena cidade de Bexhill-On-Sea e do temperamento difícil da mãe.

Enquanto não consegue escapar, acompanha avidamente a vida de Gloria Reynolds, a simpática e glamorosa vizinha da frente. Para Katy, entediada com a pacatez do seu dia a dia, as estranhas movimentações na casa de Gloria são um alimento para a imaginação...

Quem serão as mulheres que a visitam ao sábado num carro preto? E porque é que por vezes vêm acompanhadas de crianças? O certo é que essas atividades suspeitas provocam algum desconforto na comunidade. Uma noite, porém, um incêndio devastador vai por fim a tudo isso… e também à vida de Gloria e da filha. Depressa se torna evidente que se tratou de fogo posto, uma notícia chocante para todos mas principalmente para Katy, pois o principal suspeito é o seu pai.

Ela sabe que ele é inocente.
E vai fazer tudo para o provar... nem que para isso tenha de arriscar a própria vida.

Romance de amor e história de coragem, Em Nome do Amor é uma incursão perturbante ao lado negro das relações humanas. No magnífico retrato de uma época já distante, a autora bestseller trata com profundidade e coragem temas tremendamente relevantes ainda nos dias de hoje."

"Vivo ou Morto", de Michael Robotham

 

 

Audie sobreviveu, apesar de todas as tentativas para o eliminar, a dez anos de prisão, onde foi parar por um crime que confessou, mas que não cometeu.

Agora, cumprida a pena, está a um dia de sair. De recuperar a liberdade. Mas, na véspera da sua libertação, foge.

Porquê?

 

Poder-se-ia pensar que Audie acreditava correr perigo, mal saísse da prisão. Que seria um alvo a abater.

No entanto a sinopse sugere que ele o fez para salvar uma vida, e não é a sua.

Quem, então, estará ele a tentar salvar?

 

À medida que fui avançando na história, percebi que a sinopse é enganadora.

Não me pareceu que Audie estivesse a salvar a vida de ninguém, porque a pessoa, cuja vida ele deveria salvar, não parecia correr perigo.

Pareceu-me, sim, que ele queria que essa pessoa soubesse a verdade e, a partir desse momento, acabaria por correr perigo, por saber demasiado.

 

Audie era uma ponta solta que conseguiram atar.

Mas as acções de Audie, agora que fugiu, levantam mais pontas soltas, que terão que ser eliminadas de vez, e danos colaterais, não abonam a seu favor, e o tornam mais culpado, levando-o a questionar se o seu plano se justifica, ou se é um erro.

 

Audie foi acusado de participar num assalto, que acabou por resultar na morte de várias pessoas.

Ele mesmo foi baleado na cabeça, e quase não sobreviveu. 

O dinheiro do assalto nunca apareceu, e toda a gente acha que é ele que o tem escondido.

Também toda a gente acha que o seu irmão, Carl, era o quarto elemento do grupo, e o único a escapar sem que a polícia o tenha conseguido apanhar.

 

Mas a verdade está muito longe de ser essa.

Guardada num dossier, reunida ao longo dos anos, está toda a informação necessária para se descobrir os verdadeiros culpados, e o que aconteceu ao dinheiro roubado.

É a irmã de Audie que a possui, e deverá entregar no momento certo, a quem ele indicar.

A questão é, em quem deverão confiar essa informação, se todos parecem, de alguma forma, envolvidos e corrompidos?

 

A cada dia que passa, foragido, Audie torna-se mais procurado.

Há muita gente que o quer eliminar.

As acusações contra si vão aumentando.

Mais mortes pesam na sua consciência, ainda que nada tenha feito de mal a essas pessoas mas, antes, ajudado.

Parece ser esse o seu carma: trazer sorte e, ao mesmo tempo, má sorte aos que com ele contactam.

A verdade é que Audie acaba por colocar mais pessoas em perigo, que aquela que queria salvar.

Sendo que ele próprio consegue ser o homem mais azarado e mais sortudo.

 

Ao leitor, a história vai sendo revelada, a cada página, ficando a perceber como Audie foi parar ao local do crime, e porque o relacionaram com o mesmo, ignorando tudo o resto.

Agora, cabe a Audie, Moss e Desiree, numa corrida contra o tempo, impedir o que está prestes a acontecer, e denunciar todo o esquema, que envolve políticos, chefias e muita corrupção.

E descobrir de Audie, vivo ou morto, será bem sucedido.

 

 

"O Fio da Felicidade", de Jill Mansell

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"Todos os dias fazemos coisas que podem mudar tudo, e é isso que torna a vida emocionante."

 

Será que o azar pode trazer sorte?

É a pergunta que dá o mote à história deste livro, que tenta mostrar como, de um erro terrível, pode nascer algo maravilhoso.

Poderia ser um romance como outro qualquer.

Mas não é.

 

É uma história que mostra como, tantas vezes, apenas parecemos estar, ou sentir felizes, sem realmente o estar, ou ser.

Como, tantas vezes, nos contentamos com aquilo que faz parte da nossa vida, e aceitamos o que nos é dado, sem questionar, sem lutar pelo que realmente queremos.

Como, tantas vezes, insistimos em algo que, simplesmente, não tem pernas para andar.

 

Mas também é uma história que mostra que podemos ser quem, e aquilo, que quisermos.

E está tudo bem.

Por outro lado, estamos sempre a tempo de mudar.

De aprender.

De ser felizes. 

 

Os erros fazem parte da vida.

Mas podemos aprender com eles.

Algumas vezes, são eles que nos redireccionam para o rumo certo.

E nos descobrimos. Ou redescobrimos.

 

"O Fio da Felicidade" recorda-nos, também, como é importante a bondade, o espírito de entreajuda, fazer o bem a quem mais precisa.

Como é importante a verdade. Para que haja confiança.

E também o perdão. Para que a nossa vida siga em frente, sem rancores. 

 

Essie parecia ter tudo o que precisava para ser feliz, mas um email, enviado acidentalmente para toda a sua lista de contactos, incluindo o namorado e a futura sogra, que também é a sua chefe, fá-la perder o trabalho e acaba com a sua relação.

Era para ter sido uma espécie de "carta da sinceridade", só para a sua amiga Scarlett ler, mas alguém achou que aquilo teria imensa piada, se fosse lido por toda a gente. E o resultado foi desastroso.

Agora, ela vê-se a ter que procurar trabalho e um novo sítio para viver, e é assim que vai parar a casa de Zillah.

 

Zillah é uma mulher de 83 anos, com uma grande alegria, vivacidade e extravagância, que se ocupa a concretizar desejos, e a fazer os outros felizes.

No fundo porque, um dia, foi ela a responsável por ter estragado a felicidade de alguém e está, desde então, a tentar, de alguma forma, compensar.

 

Conor, que também mora num dos apartamentos da casa de Zillah, mudou completamente a sua vida, ao decidir abandonar a sua carreira de advogado para se dedicar à jardinagem. 

Ainda solteiro, vai conhecer a sua futura namorada de forma inesperada mas, o que ele não sabe, é que a vida dá muitas voltas, e poderá surpreendê-lo ainda mais.

 

Lucas é o dono do bar onde Essie irá trabalhar.

É também a pessoa responsável por ter enviado o email que lhe destruiu a vida.

Ela só o descobre depois de ser contratada.

Lucas namora com Giselle e, em breve, descobrem que vão ser pais.

Só que, entretanto, Giselle desaparece.

 

Por último, Scarlett, a mulher dos mil ofícios, uma caixinha de surpresas que prova que, nem tudo o que parece, é. E que não se deve julgar ninguém, ou tirar ilações, sem conhecer bem. 

 

A todas estas personagens o universo insiste em trocar as voltas mas, no fim, as cartas alinham-se, ainda que de forma que nenhum deles esperaria.

No fundo, só era preciso mexer os cordelinhos, o fio da felicidade de cada um deles!

"Purple Hearts", na Netflix

Watch Purple Hearts | Netflix Official Site 

 

Também conhecido por "Corações Marcados" ou "Continência ao Amor", este é o filme sobre o qual mais se fala ultimamente, não só pela história em si, como pela química entre os protagonistas, e pela banda sonora.

Sofia Carson, protagonista feminina, foi a responsável por vender a ideia do filme à Netflix, escolher aquele que viria a ser o seu par romântico, protagonista masculino, e também por criar as músicas que fazem parte do filme, nomeadamente, "Come Back Home", "I Didn't Know" e "I Hate The Way".

 

O filme, de cerca de duas horas (que quase não se dá por elas), adaptado do livro com o mesmo nome, da autora Tess Wakefield, fala da vida e dos problemas de duas pessoas que, vendo num casamento fingido a solução, decidem concretizar essa ideia, arriscando consequências legais, como serem acusados de fraude, caso se descubra que o casamento não é real.

 

Cassie é uma aspirante a artista, que sofre de diabetes e que, apesar dos vários trabalhos que tem, está com dificuldades em conseguir pagar todas as suas despesas, tendo que escolher entre os medicamentos que lhe salvam a vida, ou a renda da casa, de onde pode ser despejada.

Já Luke, apesar de agora estar bem, e se ter tornado fuzileiro, para reconquistar a confiança do pai, depois dos problemas em que se meteu, e que o levam agora a dever uma grande quantia em dinheiro a um traficante, vê-se encurralado, sem ter como pagar a dívida, e sob ameaças a si e à sua família.

São ambos muito diferentes, vêm de realidades distintas, mas têm algo em comum: precisam de dinheiro.

Assim, de forma a obter os apoios financeiros dados aos casais, em que um dos membros pertence ao exército, como seguro médico e aumento do salário, eles decidem casar-se, na véspera de Luke partir para o Iraque.

 

Eles achavam que seria fácil, até pela distância, fingir que estavam apaixonados, sem ter que conviver um com o outro. E que seria rápido.

Mas tudo muda quando Luke fica ferido e volta para casa. 

Logo agora que a carreira musical de Cassie e do seu grupo - The Loyal - está a descolar, eles terão que viver juntos e manter a farsa, até que Luke recupere, e se possam divorciar.

 

Conseguirão eles lidar um com o outro?

Serão capazes de esconder de todos, o que realmente, os une?

Haverá alguma possibilidade de, pelo caminho, se apaixonarem e o casamento se tornar real?

Ou deitarão tudo a perder?

 

Pelas muitas críticas que tinha lido, estava expectante se, de facto, era um filme que apelava à lágrima.

Posso dizer que há cenas que são muito tristes.

A despedida dos familiares, quando os seus filhos/ netos/ sobrinhos/ maridos/ namorados estão a partir para a guerra, sem saber se voltam a vê-los, é uma delas.

O funeral de Frankie, melhor amigo de Luke e Cassie, também comove, porque sabemos que, nas guerras, são vidas inocentes que se perdem, jovens que tinham tanto pela frente para viver, e que morrem ao serviço do seu país.

Posso também dizer que cada actuação de Cassie, e cada música que ela canta, reflecte o seu estado de espírito, os seus sentimentos, e promovem momentos emotivos, e sinceros, que passam para quem a ouve.

Mas nada que faça derramar um rio de lágrimas.

 

Depois, há também as relações entre Cassie e a mãe, que tenta ajudar a filha como pode, mas sem poder fazer muito, porque também ela tem pouco.

E de Luke com o pai, um ex polícia militar que cortou relações com o filho depois de ele ter enveredado por caminhos que não devia, e que agora se reaproximará. 

 

Por tudo isto, é um filme que devem ver porque, sem esmiuçar demasiado as questões da guerra, sem forçar demasiado um romance, e sem se demorar muito numa longa recuperação e stress, acaba por abordar tudo de forma leve, mas sentida.

E, no fim, percebemos que resultou!

 

 

 

 

 

"Deixa-te Levar" e "Olá, Adeus e Tudo o Resto", na Netflix

Deixa-te Levar | Site oficial da Netflix 

 

Por vezes, a nossa vida como adultos é tão aborrecida, complicada e sem graça, que precisamos de, de alguma forma, voltar atrás no tempo, e relembrar os tempos da adolescência, das descobertas e das paixões, em que tudo era vivido intensamente, em que tudo era mais divertido, em que havia sempre aventuras...

 

Ou talvez não.

 

Auden é uma jovem que acabou por nunca viver a sua adolescência como a maioria dos seus amigos.

Uma rapariga tímida, filha de pais separados, a quem sempre foi exigido muito.

Ela bem tenta, mas parece não se encaixar. 

Por um lado, parece-lhe uma farsa tentar ser outra pessoa que não é. Por outro, ser ela própria não a tem ajudado muito.

Se calhar, a solução é simples: deixar-se levar.

Eli anda por ali a vaguear na sua bicicleta. 

Quer saber tudo sobre Auden, mas evita ao máximo falar sobre ele mesmo.

Eli carrega um peso demasiado pesado: a culpa pela morte do seu melhor amigo. 

Talvez esteja na hora de, também ele, relaxar mais, e deixar-se levar.

Quem sabe não podem, Auden e Eli, juntos, resolver as coisas com o passado, e recomeçar uma nova etapa nas suas vidas...

 

 

 

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Dizia a mãe de Clare, pouco perita nos assuntos do amor que, uma coisa, sabia ela:

Qualquer relação que começa já com o seu fim programado está, desde logo, destinada ao fracasso.

E, pelo menos nisso, acertou!

 

Clare está de volta, para passar o último ano do secundário, antes de ir para a universidade.

No dia das bruxas, ela conhece Aidan, passam bons momentos juntos e sentem-se atraídos um pelo outro mas...

Clare é bem clara: não quer namorados!

Ou melhor, ela não quer começar nenhuma relação que, depois, se arraste quando for para a universidade, e a impeça de viver todas essas fases como deveria. É algo que vem do facto de a sua mãe se ter casado muito cedo, com o namorado do liceu, e depois, passarem o tempo todo a discutir.

Clare não quer isso para ela e, como tal, ela e Aidan fazem um pacto: viver este último ano como bem lhes apetecer sabendo que, quando chegar ao fim, a relação termina e cada um vai à sua vida.

Parece fácil. Mas no que respeita a sentimentos, nada é o que parece.

Aidan desvalorizou o pacto, achando que Clare iria mudar de ideias, se realmente se apaixonassem. Clare não abdica do pacto, por muito que lhe esteja a custar, e a leve a equacionar se é a decisão certa.

Claro que dois teimosos irão chocar de frente, e dar cabo daquilo que deveria ser o final épico, a despedida perfeita.

Depois de um ano inesquecível, deixam-se, de costas voltadas um para o outro, cada um a sofrer por um amor que destruíram.

E a única forma de o salvar, é ceder. É aceitar os sentimentos, aceitar as imperfeições. Reconhecer os erros. Permitir-se amar.

Será que conseguem?