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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Andar de autocarro

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Já aqui referi noutros textos que gosto de andar nos autocarros da Mafrense, talvez porque tenha sido habituada desde pequena.

Gosto da rotina de irmos até à paragem apanhar o autocarro para a praia, e ver quem entra nas várias paragens. E, à vinda, da caminhada até ao terminal, e do regresso dos veraneantes a casa, depois de uma tarde de praia. 

Já não se vêem, como antigamente, os avós a entrar com os netos, munidos com chapéu de sol. Para dizer a verdade, quem mais vimos no autocarro nestes dias foram adolescentes, talvez pela promoção do mês de Agosto, de meio bilhete para todos até aos 18 anos.

Também vimos muitos turistas que vinham visitar a Ericeira, alguns para ficar, carregados de malas. 

Num desses dias, e porque este autocarro não transporta só pessoas para a praia, dei por mim a pensar como deve ser mau algumas pessoas apanharem-no para ir trabalhar, e ver ali tanta gente de férias, a aproveitar o bom tempo, enquanto elas não têm a mesma sorte.

Ao longo destes dias, apanhámos passageiros regulares, e outros que não voltámos a ver. E motoristas diferentes todos os dias, uns mais atenciosos que outros, mais apressados ou mais conscientes, alguns conhecidos e outros nem tanto, e um distraído!

Desta vez, o totó foi ele!

Estávamos sentadas e a minha filha, como estava do lado de fora, tocou à campainha. Apareceu lá à frente a indicação parar, pelo que estávamos descansadas. Ficámos as duas de pé, o autocarro abrandou não sei porquê (achava eu que era para parar e sairmos), e continua a andar. Diz-me a minha filha "oh mãe, ele não parou".

Lá grito eu do fundo, a dizer que tinha tocado para ele parar, mas penso que não ouviu. Já estava a ir ter com o motorista, quando alguém também lá atrás grita "oh chefe". Ainda assim, como já lá estava à frente, voltei a dizer ao homem que era para parar na paragem que ele tinha ignorado.

Resultado: parou, com grande sacrifício, sem dizer "ai" nem "ui", uns quantos metros à frente, depois de uma curva!

 

E ainda digo que não faço exercício!

 

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Ora vamos lá ver:

 

 - todos os dias faço cerca de uma hora de caminhada, entre idas e vindas casa/ escola/ trabalho

 - todos os dias subo e desço escadas, várias vezes ao dia

 - quando já estou atrasada, a caminhada dá lugar à corrida

 - aos fins de semana, faço pesos, com os sacos de compras que trago desde o hipermercado até casa

 - em dias de limpeza, subo e desço cadeiras ou escadotes várias vezes

 

Bem feitas as contas, até pratico bastante exercício! Ginásios para quê!?

This is how I feel...

 

O início de ano lectivo é sempre, para mim, uma mistura de emoções. 

Embora não seja eu a estudante, sofro mais de stress pré e pós começo de aulas que a minha filha.

Mas, nos outros anos, quando volto a entrar na rotina, vejo que tudo corre bem, e que os meus receios eram infundados, volta a tranquilidade que dura até ao final das próximas férias de verão.

Pois este ano ainda não consegui encontrar essa tranquilidade. Os receios não me abandonaram. Não entrei na rotina, porque ainda não há uma. Em casa o ambiente está estranho, até a nossa gata anda estranha.

Com horários diferentes todos os dias, e a vir almoçar a casa, é difícil conseguir acompanhamento para ela a todas as horas, mas tenho tentado.

Sinto-me mais segura se ela for acompanhada do que sozinha. De manhã, tenho sido eu a levá-la à escola, e ao almoço, quando dá, vou buscá-la. E tenho a certeza que ela se sente melhor assim também.

Estou a fazer por ela aquilo que gostava que tivessem feito comigo quando estive na mesma situação. Não que os meus pais não quisessem o melhor para mim, mas naquela altura era normal irmos sozinhos e desenrascar-mo-nos. E não havia a insegurança e as modernices que há hoje.

Sei que estaria mais à vontade se ela almoçasse na escola, já para não falar que ela na escola come tudo e em casa arma-se em esquisita, e é uma preocupação estar sempre a pensar e fazer refeições diferentes e que lhe agradem, mas ainda não há cacifos e não faz sentido levar os livros e material para um dia inteiro, e andar com tudo a reboque durante horas.

Mas ir buscá-la e levá-la nos primeiros horários da manhã e na minha hora de almoço, implica passar menos tempo em casa, e o que passo, é a correr. E a nossa Tica já se apercebeu disso. Anda melancólica, isola-se, prefere passar os dias e as noites em cima da caixa no corredor e espera que alguém se lembre de brincar um bocadinho com ela. E, mesmo assim, não brinca tanto.

Já a minha filha, diz que estes primeiros dias correram bem. Mas tem andado sem apetite. O lanche da manhã, tem comido à tarde, o lanche da tarde passa a jantar, ou então janta só, sem ter lanchado.

E nos primeiros dias, cheguei eu a casa ansiosa para que ela me contasse as novidades, para lhe dar o meu apoio, incentivá-la e dar-lhe mimos, mas só conseguiu que me chateasse com ela. Depois, lá acalma e faz o que lhe digo, e aí corre tudo bem.

À noite, antes de me deitar, tenho ficado por uns instantes no quarto dela, até ela estar quase a adormecer. Sabe-lhe bem a ela, e a mim!

Por outro lado, sinto-me impotente e frustrada quando vejo que, na mudança para o 5º ano, lhe "tiraram" as melhores amigas. Sei que ela tem que se habituar a isso, e que agora pode fazer novas amizades com as actuais colegas mas, até lá, oiço coisas que não me agradam, como ter ficado as duas horas em que não teve matemática e compareceu apenas com uma professora de substituição, a olhar para o horário e a fazer tempo, porque as colegas da turma do 4º ano que ficaram nesta turma já tinham formado um grupo (excluindo-a), os rapazes estavam a fazer outras brincadeiras que não lhe interessavam, e os outros não podiam fazer muito barulho.

Como mãe, custa-me. Faz-me lembrar a mim própria, que passava quase o tempo todo isolada, ou só com uma amiga ou outra, quando elas se lembravam de mim, ou quando eu andava com elas para não estar sozinha. 

E como vou incentivar a minha filha a criar amizades e a não se isolar quando eu, que deveria ser o exemplo, não o fiz e ainda hoje nem sempre sou capaz de o fazer? 

Ao menos o pai dela não tem que se preocupar com nada disto, está mais longe, só está com ela pouco mais que um dia por semana, não vai a reuniões, não foi à apresentação, e acho que tanto lhe faz se a filha tem um 3 um 4 ou uma negativa. Ela fica com a parte boa, eu com o trabalho duro.

Ainda assim, apesar de todas estas emoções, preocupações e angústias, sinto-me feliz, porque estou presente em cada etapa da vida dela, e porque tento dar o meu melhor para a ajudar a ser feliz!

 

 

Porque é que os homens traem as mulheres...

...e vice-versa?

 

 

 

De uma forma geral, quando um homem e uma mulher namoram, a sua única responsabilidade é alimentar essa paixão e esse amor. Nessa fase, são os dois amantes. Deixam de fazer muitas coisas que gostavam de fazer, e de estar com pessoas com quem costumavam estar, para fazerem novas coisas os dois juntos. É como se duas linhas diferentes convergissem num só ponto.

Quando se casam, dá-se o efeito inverso. As responsabilidades são maiores, os deveres aumentam e os direitos diminuem.

A rotina instala-se, a comunicação falha, a intimidade começa a escassear e o controlo sobre a relação desaparece.

Cada um deles começa a sentir falta daquilo que era antes, daquilo que tinha antes, e a rejeitar aquilo que agora tem. E assim, saem desse único ponto e começam a divergir um para cada lado, podendo ou não vir a convergir com outra linha pelo caminho - a/o amante. 

A/o amante não é mais do que aquilo que a/o anterior namorada/o era, antes do casamento. É por isso que, regra geral, ninguém fica com essa pessoa em vez daquela com quem casou. Porque, se o fizesse, iria assumir o papel daquela de quem fugimos!

Mas há quem traia por outros motivos que nada têm a ver com a relação a dois, mas com a personalidade de cada um.

 

Eles traem:

  • Para evitar a intimidade com a companheira, que os assusta
  • Pelo "dever” da conquista, precisando sempre de algo novo para reforçar sua masculinidade e libido
  • Porque a situação se apresenta sem resistência, ou seja, a oportunidade é fácil ou insistente e eles não têm firmeza suficiente para dizer não às investidas de outra mulher
  • Porque conseguiram se livrar de serem descobertos da primeira vez, não resolveram o problema que os levaram a trair, e acabam fazendo novamente
  • Porque gostam de variedade, mesmo amando a mulher
  • Por desordem ou vício sexual

Elas traem:

  • Porque se sentem negligenciadas, carentes, desprezadas ou ignoradas, mais emocionalmente que sexualmente
  • Porque precisam de intimidade física e emocional e possuem um marido controlador
  • Porque se sentem solitárias e cansadas da rotina
  • Porque não se sentem amadas, ou sentem-se inseguras sobre a relação, e traem achando que o marido faz o mesmo, pagando na mesma moeda
  • Por desordem ou vício sexual

É de sublinhar que, actualmente, alguns destes motivos, antes mais característicos de cada um dos sexos, se podem aplicar a qualquer um deles, sem distinção. 

 

 

 

Listen to the beat of your heart...

 

"Listen to the beat of your heart, keep on fighting"...

 

Sinto-me como se estivesse permanentemente com uma espada sobre a cabeça, que a qualquer momento me pode cair em cima. Uma espada que parece estar à espera de um qualquer pretexto, de um qualquer motivo, por menor que seja, para disferir o golpe final.

Simplesmente não sei mais como agir, como continuar a ser eu...

Nos últimos tempos, tudo aquilo por que nos esforçámos e lutámos para conseguir alcançar, parece querer reduzir-se a pó.

É verdade que muitas relações chegam ao fim por falta de tempo, pela rotina, pelas mais variadas incompatibilidades. Não sei se será tudo isso que está a provocar este tumulto na nossa relação, mas tenho medo que chegue o dia em que já não haverá mais volta a dar... Em que até a amizade e o respeito se transformarão em ressentimento e mágoa...

No outro dia, sonhei que nos tínhamos chateado...e aconteceu. Ontem, voltei a sonhar que tudo tinha chegado ao fim. Hoje, ele sonhou que nos tínhamos separado...não nos separámos, mas discutimos. Teimamos em nos magoar um ao outro. Ontem foi ele. Hoje fui eu. Fiquei tão chateada quando o vi molhar a toalha de limparmos as mãos para limpar as calças lavadas que tinha acabado de sujar, que lhe esfreguei a toalha na cara, para ele ver se também gostava de se limpar a uma toalha molhada. Foi uma atitude irreflectida, eu sei, mas caramba, as coisas dão trabalho a limpar e a manter em condições, e também cansa fazê-lo para depois vir ele, e deitar por terra o meu trabalho. Seja como for, podia ter chamado a atenção de outra forma. E ele ficou magoado. Pelo menos, desta vez, dei-lhe um motivo real para estar magoado, para me criticar.

Mas será um motivo para, mais uma vez, pôr tudo em causa? Se é, também eu teria vários para o fazer. 

E assim estamos nós, cada vez mais distantes, magoados um com o outro, cada um a sua maneira...

 

  

 

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