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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Caminhos Sombrios - Sandra Brown

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No seguimento do post anterior, foi este o livro da Sandra Brown que li este fim-de-semana. Ou, melhor, devorei!

Emory é uma pediatra que gosta de correr nos tempos livres. E, para se preparar para a próxima maratona, que ela própria organizou, decide ir correr, naquele sábado de manhã, para uns trilhos numa montanha da Carolina do Norte.

O marido, com quem discutiu antes, não a quis acompanhar, nem a conseguiu demover. Até ficou feliz porque assim aproveitou para passar o fim-de-semana com a amante.

Enquanto isso, Emory leva uma pancada na cabeça durante o treino, e acorda numa cabana com um desconhecido que nada lhe diz sobre ele, mas que a trata de forma bondosa, embora todo o cenário à sua volta possa ser sombrio. Ele não lhe permitirá ligar para ninguém, ir a um hospital, utilizar sequer o portátil. Não a prende directamente, mas não lhe dá muitas hipóteses de fuga, por montanhas cobertas de neve e sob um nevoeiro cerrado que não permitiruia ver nada a dois passos de distância.

E assim, Emory permanece numa cabana abandonada no meio das montanhas, com um estranho que parece foragido da justiça, e vê-se envolvida num assalto a um consultório médico, para salvar uma adolescente que está a precisar de cuidados médicos.

Por outro lado, o marido faz o seu papel de preocupado e indignado com as desconfianças que os agentes parecem ter em relação a ele.

E os sócios de Emory, entre os quais Alice, uma das grandes amigas dela, e amante do seu marido, oferecem uma recompensa a quem encontre Emory.

Quatro dias depois, Emory aparece, viva, e metida em maus lençóis, quando o seu marido ficar a saber tudo o que aconteceu, e os agentes começarem a investigar mais a fundo o que se passou naqueles dias em que ela esteve ausente, e que ela insiste em dizer que não se lembra bem.

Mas o perigo que Emory corre é bem maior que a descoberta de que se transformou numa fora da lei. O homem misterioso que a ajudou vai voltar, e levá-la com ele. Mas será que é ele que representa o perigo, ou será ele, na verdade, o seu guardião, que a vai proteger de quem está bem perto dela, pelos motivos errados? 

 

Se gostam do género, não deixem de ler!

 

Ler um livro de 400 páginas em poucas horas é possível?

 

Sim, é possível!

Não é fácil um livro tão grande conseguir segurar e motivar o leitor em cada página que lê, mas a Sandra Brown tem esse efeito sobre mim.

Ninguém consegue ter aquela capacidade de manter o suspense, e fazer-me querer ler mais e mais e mais, porque a cada novo capítulo há uma surpresa guardade para mim. Deve ser por isso que não perco nenhum dos livros da Sandra Brown, e estou sempre à espera do próximo!

Sim, as histórias podem partir todas da mesma premissa: uma mulher que será a possível vítima, um homem que nos dá todos os motivos para acreditar que é ele o criminoso, mas que acabamos por descobrir que não, e alguém que nunca desconfiámos acaba por ser o verdadeiro culpado. O salvador, quase sempre não se pode, ou não se quer, envolver com a mulher que tenta proteger, mas acaba por fazê-lo. A mulher, apesar de todas as aparentes evidências, ainda assim acredita neles e sente-se mais segura ao seu lado. Quase sempre, este homem desaparece por uns tempos, deixando o romance em supenso, mas volta nas linhas finais para ficar com a mulher.

Mas, ainda assim, gosto de ler Sandra Brown, e deliciar-me com as voltas e reviravoltas que ela dá às suas histórias, e que nos prendem a cada uma das páginas, até ao desfecho.   

O Último Minuto da Sandra Brown!

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Isto não é o que parece!

Eu não estou com ideias de tirar a vida da senhora, até porque é uma das minhas escritoras favoritas. 

Estou, na realidade, a referir-me ao seu último livro lançado que, por coincidência e curiosidade, tem o mesmo título de um livro de outro dos meus autores favoritos (Jeff Abbott) - O Último Minuto!

Sobre este livro, tenho a dizer que não é daqueles que prende logo na primeira página, como já aconteceu com outros livros da Sandra Brown.

Comecei a lê-lo, e a pensar "quando é que começa a acção?". Não a de há uns anos atrás, na caça a um grupo de terroristas, mas a de agora.

E ela acaba mesmo por chegar, envolvendo-nos aos poucos.

Tudo começa no ano de 1976, num confronto entre polícia e terroristas, do qual dois destes últimos escapam com vida - Carl Wingert e Flora Stimel, levando consigo um bebé. Desde então, nunca mais ninguém ouviu falar deles, julgando-os mortos. Até ao dia em que, por mero acaso, numa análise de ADN, se coloca a hipótese de um homem, recentemente assassinado, ser o filho do casal de terroristas.

Já na actualidade, Gary Headly (agente do FBI prestes a reformar-se) incumbe o seu afilhado Dawson Scott, jornalista, de fazer a reportagem do julgamento do assassino do suposto filho de Carl e Flora - Jeremy Wesson. Este aceita, mas não sabe o que lhe espera.

De um dia para o outro, vê-se apaixonado pela viúva Amélia Nolan, envolvido com os filhos desta, suspeito de um homicídio, e a proteger Amelia e os filhos contra um novo crime.

Quem quererá fazer mal a Amélia? A verdade é que, desde o início, andam a ocorrer coisas estranhas, que culminam com a morte da ama dos filhos que, por acaso, estava a usar um impermeável que lhe pertencia.

Estará Jeremy Wesson, seu ex-marido e pai dos seus filhos, cujo corpo nunca foi encontrado, vivo? Quererá ele matá-la?

Vamos avançando na leitura, e descobrindo que algumas personagens não são aquilo que pareciam, e escondem grandes segredos.

Ao mesmo tempo, ao longo da história, a autora foi inserindo páginas do diário de Flora Stimel, que podem vir a esclarecer muitas das dúvidas que vão surgindo na leitura.

Mas deixo-vos com uma, que só ficarão a saber se lerem o livro (tão mázinha): "E se o filho desaparecido de Carl e Flora for, na verdade, Dawson Scott?"

Sandra Brown, fico à espera do próximo! E que ainda venham muitos depois deste último minuto!

 

Tornado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois de muito adiar esta leitura, não resisti mais e tive mesmo que o tirar da estante!

E o que posso dizer é que este último livro da Sandra Brown não me desiludiu!

Sim, tem tudo aquilo que os outros também têm: a protagonista feminina, o "bad boy" por quem ela se apaixona e que até se pode revelar boa pessoa, um crime, muitos suspeitos (uns mais óbvios que outros), muito mistério, um assassino à solta e um desfecho que ninguém esperava.

Mas nem por isso deixou de ser uma história brilhante, como só ela sabe escrever, e de me fazer ansiar pelo próximo!

Cada história é diferente e cada uma prende o leitor de uma forma especial.

Esta última teve origem no assassinato de uma jovem adolescente no dia em que um violento tornado varreu toda a região, e que dezoito anos mais tarde deu origem a um livro com esse mesmo nome, e que é também o título do livro da Sandra Brown.

O que é curioso porque ler os livros da Sandra Brown é como ser apanhada por um tornado, andar a girar dentro dele e, no fim da leitura, voltar de novo a pousar os pés na terra, ainda meio "atordoados" com o final da aventura.

A diferença é que as personagens da história querem esquecer esse tornado que mudou para sempre as suas vidas, e nós, leitores, ansiamos pela chegada da próxima tempestade!

Ricochete

 

De todos os livros da autora, este sempre foi o que menos me inspirou.

Talvez, por isso mesmo, tenha sido o último a comprar e o último a ler.

Logo no início, confirmam-se as minhas iniciais suspeitas - não prende logo o leitor, nem conseguimos perceber o que têm aquelas primeiras páginas a ver com a história.

Só um pouco mais à frente tudo vai começar a fazer sentido, e a história começará então a entusiasmar.

Temos um policial de "pelo na venta" que, num julgamento, faltou ao respeito ao juiz por ter libertado um criminoso e que, mais tarde, vai ter que investigar o crime ocorrido entretanto em casa do mesmo. Duncan vai ter a sua tarefa dificultada, e quebrar muitos códigos de ética, por se ter apaixonado desde a primeira vez que a viu, pela esposa do juiz, autora confessa do crime, alegando legítima defesa.

Elise, é uma personagem cujo passado não abona muito a seu favor, mas ser uma assassina interesseira e calculista é algo óbvio demais para ser verdade. No entanto devo dizer que a mim, tal como a Deedee (parceira de Duncan na investigação), sempre me pareceu suspeita. Com a diferença que Deedee a considerava com toda a certeza culpada, enquanto que eu, por momentos, como Duncan, quis dar o benefício da dúvida.

O marido de Elise, o juiz Cato Laird, sempre tão protector e amoroso com a sua jovem esposa, e sempre tão aparentemente correcto no exercício das suas funções, pode ser alguém bem diferente dessa máscara.

Resta saber quem matou quem, e quem quer matar quem. Quem é inocente e culpado, quem diz a verdade e quem mente, e que segredos estão na origem de todo este enredo!