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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Achei uma nota de 5 euros

Resultado de imagem para nota de 5 euros

 

Eu, a carochinha de serviço, habituada a encontrar na rua moedas de 1 e 2 cêntimos, esporadicamente uma moedita de 10 ou 20 cêntimos, e uma única vez uma moeda de 50 cêntimos, mais habituada a perder notas sem saber bem como, do que a encontrá-las, achei uma nota de 5 euros!

 

Li no outro dia, que encontrar moedas na rua pode ser um sinal, uma forma de aqueles que já partiram comunicarem com quem cá está.

Curiosamente, encontrei a nota no dia 25, um ano após a morte da Tica. Coincidência?

Suponho que sim. Até porque era um nota, e não uma moeda!

Mas o que quer que signifique, a verdade é que deu jeito. 

O pior cego é aquele que não quer ver

 

Um jovem igual a tantos outros, fruto do amor entre duas pessoas, numa família que poderia ser perfeita, viu-se envolvido num ambiente de risco, com um pai alcoólico e violento, e com um grande sentimento de culpa a pesar-lhe nas costas. 

Como é que isso foi possível? Tudo corria bem até que o pai começou a queixar-se que a mãe dava mais atenção ao filho do que a ele, e de como tudo tinha mudado, depois de ele ter nascido.

Começou a beber, e a ser agressivo para a mãe de Joey, desculpando-se em seguida com a pressão do trabalho. Mas logo dizendo que, se não fosse o filho precisar sempre de alguma coisa, já se tinha despedido.

Ora, Joey foi crescendo com a ideia de que, se ele desaparecesse, tudo se resolveria. Foi por isso que, aos 9 anos, fugiu de casa. Esta foi a primeira chamada de atenção para o facto de que Joey não estava bem.

A segunda, foi quando começou a beber! Apesar de não gostar do sabor, fazia-o parar de chorar, esquecer tudo e adormecer rapidamente. Passou a utilizá-lo como anestésico, sempre que os pais discutiam.

Após o divórcio dos pais, que representou uma culpa acrescida, Joey sentia vergonha de se ter tornado igual ao pai. Mas também sentia que não conseguia tornar-se igual ao padrasto.

Quando a mãe e o padrasto o levaram às consultas de psicologia, já ele tinha pensado em suicídio. Embora no início Joey não quisesse ir, acabou por gostar da psicóloga. Mas esta nunca conseguiu chegar até ele, e isso frustrava-a, porque estava a ver o que, possivelmente, iria acontecer se ninguém agisse.

Aconselhou a mãe a não mudar o filho de escola. A mãe não quis saber e fê-lo. Aconselhou a mãe a interná-lo numa clínica, onde poderia ter outro tipo de tratamento. A mãe não quis ouvir. Pelo contrário, achou que o filho já não precisava de mais consultas, porque já não bebia, nem tão pouco de qualquer contacto com ela. Nunca soube que o filho queria, realmente, conversar com a psicóloga e ir para a clínica.

A juntar-se a isto, veio a gota de água. O desapontamento com o pai, que não o foi buscar como prometido, no dia da Acção de Graças. Mais uma vez, pensou que era culpa sua. E não queria mais isso.

A ponte era a solução! Tudo o que Joey queria era paz. Morrer era a forma de a obter. Joey tinha apenas 14 anos.

Por vezes os pais agem como se só eles soubessem o que é melhor para os seus filhos, e não querem ver o que está à sua frente, não compreendem ou ignoram os sinais, fazem orelhas moucas ao que quem pode ajudar tem a dizer. E depois, é tarde demais para encarar a verdade.

"Não acreditei em si. Não compreendi. Eu não sabia", foram alguns dos pensamentos que vieram à mente do padrasto de Joey, quando a psicóloga chegou ao hospital onde, mais tarde, Joey viria a falecer, após o suicídio.

Já a mãe, essa culpou a psicóloga, que deveria ter feito alguma coisa para o evitar, para o fazer feliz. Que deveria ter feito mais do que apenas conversar, semana após semana. Que deveria ter curado o seu filho.

No entanto, esta fúria mais não era do que uma forma de transferir para terceiros, aquilo que ela própria nunca quis ver. E não há pior cego que aquele que não quer ver...

 

 

Realidades inspiradoras (que não deveriam inspirar)

 

Hoje em dia, a ficção começa a perder o seu papel motivador de muitas das atrocidades cometidas por quem, supostamente, a ela está exposto e por ela se deixa influenciar.

Afinal, porquê tentar imitar algo que se leu num livro, ou viu num filme, quando existem cada vez mais casos reais que se podem recriar?

Não foi, precisamente, esse o caso do jovem que, tentando imitar os massacres ocorridos nos Estados Unidos (Columbine e Sandy Hook), tinha por objectivo matar, pelo menos, 60 pessoas?

Tinha um plano descrito em pormenor, onde constavam os materiais a utilizar, a estratégia e os objectivos, plano esse que terminava com fuga e suicídio.

Claro que, mais uma vez e apesar de, segundo consta, o seu comportamento até então indicar que algo que não estava bem, e tal poder ser interpretado como sinal de alerta, o agressor era alguém de quem a maioria das pessoas que o conheciam nunca iria suspeitar.

Temo que, infelizmente, muitos mais casos destes venham a acontecer, transformando-se numa praga viral que vai contagiando cada vez mais pessoas. Pessoas às quais são atribuídas perturbações mentais, ou algo do género para, de certa forma, justificar os seus actos.

Mas, que sofrem de perturbações mentais, disso não restam dúvidas, porque só alguém perturbado seria capaz de cometer crimes, seja de que espécie forem.

Resta saber se será esse o nosso futuro? Um mundo de alucinados que se matam uns aos outros para bater "recordes", por brincadeira ou, pior, sem nem saberem bem porquê... 

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