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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Séries que terminam sem final

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Se há coisa que me irrita é andar a seguir uma determinada série, por vezes, por mais do que uma temporada, e chegar ao fim como se a série tivesse apenas feito uma pausa temporaria e, por isso, sem final, para depois nunca mais voltar.

Sabemos que o que dita a continuação ou cancelamento de uma série são as audiências e, quando elas baixam, não há quem a salve, mas cabe a quem produz as séries fazer as coisas de forma a que, caso não haja renovação, faça sentido a história acabar ali mas, ao mesmo tempo, deixando algo que faça sentido e que nos deixe curiosos, para o caso de virem novas temporadas.

 

É que até podemos ter uma imaginação muito fértil, e criar nós mesmos o final de acordo com o que gostavamos que acontecesse, mas fica sempre aquela sensação de que gostaríamos de ver como os autores nos surpreenderiam, e de que forma terminariam eles a sua série.

Assim, parece que andámos a perder tempo em vão, e deixa-nos de pé atrás quanto a seguir novas séries. 

Eliza Graves: A Experiência

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Todos temos um pouco de loucos dentro de nós. Alguns, têm mais do que seria de esperar.

Existem pessoas, aparentemente lúcidas, que são completamente loucos. E loucos que ainda conservam a sua lucidez, muitas vezes maior que os supostas pessoas lúcidas. 

Nem tudo é o que parece neste filme, e esse é o grande trunfo - o factor surpresa.

 

Sobre o tema em si, já não me era estranho, por conta de alguns livros que já li, que retratavam a vida nos manicómios, no passado, e a forma como os supostos loucos, ali internados, eram tratados. 

Naquela época, qualquer pessoa que fosse um pouco diferente, ou que tivesse determinadas atitudes mais condenáveis aos olhos da sociedade, era considerada louca, e enviada para hospícios.

Hoje em dia, nunca ali estariam. Naquele tempo, juntavam-se pessoas realmente doentes e loucas, com outras cujo problema nada tinha a ver com loucura.

Alguns médicos até poderiam fazê-lo por mera crença de que aquele "tratamento", de facto, seria o mais adequado, mas também havia nesses manicómios muitos médicos abusadores e repulsivos, que retiravam prazer da tortura que inflingiam aos doentes, que se valiam da posição para agir a seu bel prazer, sem que ninguém ousasse denunciá-los, muitos profissionais que tratavam aquelas pessoas como coisas, que não mereciam nada mais que aquilo que lhes davam que, parece-me a mim, era mais o que tiravam: a dignidade.

Violações, privação de comida ou má qualidade da mesma, choques eléctricos, banhos de água gelada, brutalidade nas tarefas mais simples, o tratamento como animais ou mesmo monstros, muitas vezes acorrentados ou enfiados nas solitárias.

Como é óbvio, quanto mais os tratam assim, mais revoltados ficam, e têm tendência a se defender ou agredir quem lhes faz mal mostrando, a quem está de fora, que são, realmente, "animais perigosos" ou, pelo contrário, a resignar-se e permitir os abusos, dando a entender que os tratamentos resultam.

 

"Tratem-me como um monstro, e monstro serei. Tratem-me com humanidade, e verão o humano que vive dentro de mim."

 

Quando o filme começa, conhecemos Eliza Graves, uma paciente do manicómio Stonehearst, que se percebe que tem sido vítima de abusos mas, ainda assim, está longe de ser louca, pedindo ajuda a todos aqueles estudantes que um dia virão a ser psiquiatras, que a salvem. O psiquiatra, que está a dar a palestra e a exemplificar com base nestes doentes, faz o seu papel, e todos tomam notas, partindo do princípio que a mulher é louca, e os métodos são válidos e eficazes.

Entretanto, uns tempos mais tarde, o Dr. Edward Newgate, recém formado, chega ao Hospício Stonehearst para uma espécie de curso de especialização pós graduação, sendo recebido pelo superintendente Dr. Silas Lamb.

Edward fica um pouco estupefacto com a forma como o hospício é gerido, e os doentes tratados, incluídos nas tarefas diárias, nas refeições, juntamente com os médicos e funcionários, e tratados como humanos que são.

Até que se apercebe que quem está ao comando do hospício são os loucos, e que os verdadeiros profissionais estão aprisionados.

 

Edward tudo fará para reverter a situação, até perceber que não há motivos para ajudar quem nunca soube ajudar. No entanto, também não está disposto a colaborar e pactuar com as acções que vai vendo por parte de Lamb, cuja situação lhes está a fugir ao controlo.

 

Apaixonado por Eliza, que desde o início quer levar consigo dali para fora, vai acabar por ajudá-la, e a todos os que precisam, naquele hospício.

 

O final, esse terão mesmo que ver, para ficarem, ou não, tão surpreendidos como eu!

Rapto Escaldante, de Sandra Brown

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O nome do livro engana. Não me pareceu muito escaldante este rapto, ao contrário do que poderíamos começar a imaginar.

A história começa num bar, onde estão dois homens contratados para matar Jordie, irmã do homem que, supostamente, deitou a mão a 30 milhões de dólares. Tudo leva a crer que foi o sócio do irmão que encomendou a sua morte.

No entanto, no último momento, Shaw atira contra o parceiro e rapta Jordie, tentando fazê-la falar, antes de a matar, sobre onde está o seu irmão Josh, e onde está o dinheiro. Só que Jordie nada diz.

Enquanto isso, Josh consegue escapar, mas tem agora que arcar com as consequências dos seus actos, que poderão passar pela morte da sua irmã, e pela sua.

 

Esta é a típica história de Sandra Brown. Mas consegue, ainda assim, surpreender.

Começamos logo com a personagem Shaw. Era de esperar que ele não fosse, afinal, o criminoso que dão a entender, mas um elemento qualquer da CIA ou do FBI. E, no entanto, acabamos por vê-lo ir para o hospital, depois de ferido, tratado como um assassino procurado e algemado à cama de hospital.

E ao contrário do que seria de esperar - ele passar o tempo todo em fuga com Jordie - enquanto ele é preso, Jordie fica sob protecção da polícia, e sob custódia, até novos desenvolvimentos, sobretudo para controlar o que ela sabe, até que ponto está envolvida na fuga do irmão, e se o está ajudar, o que não augura nada de bom. 

Percebemos que houve algo que se passou entre Jordie e Panella, o homem que encomendou a sua morte, e que ela não quer revelar.

Também percebemos que Jordie tem um papel protector de irmã mais velha, mas há algo mais, que a prende ao irmão, que não a deixa viver a sua própria vida.

A determinado momento, comecei mesmo a desconfiar que seria Jordie quem estaria na posse do dinheiro, já que nem o irmão, nem Panella, parecem saber onde está, ou sabem, mas falta-lhes a última peça do puzzle.

E, de tão embrenhada que estava na história, há pormenores que escapam, e estive convencida até muito próximo do fim que Jordie ia ser apanhada e correria perigo. E não deixa de ser verdade. Mas quem sempre ameaçou a sua vida, e tenciona matá-la, é aquela pessoa que nunca me passaria pela cabeça!

Adorei esta reviravolta.

E é por isso que sou fã incondicional da Sandra Brown, e vou continuar a devorar todos os livros dela, assim ela tenha inspiração e vontade para os escrever!

 

 

SINOPSE

Num bar fumarento e sombrio do Louisiana, o olhar de Shaw Kinnard cruza-se com o da elegante Jordie Bennet. Mas não se trata de amor à primeira vista. Ele está lá para a matar. Jordie sente que chegou a sua hora. Mas Shaw tem outros planos, pois sabe que o irmão dela, Josh, deitou indevidamente a mão a 30 milhões de dólares. No último minuto, Shaw poupa a vida de Jordie mas rapta-a. Agora, estão ambos em perigo, pois não são os únicos que procuram Josh e a fortuna roubada. 

Jordie e Shaw precisam um do outro para se manterem vivos - mas confiar é baixar as defesas. E se Shaw emana uma aura de perigo que é quase irresistível, Jordie não lhe fica atrás; é misteriosa e impenetrável, e incapaz de revelar o que sente. À medida que o desejo e a tensão entre ambos aumentam, torna-se evidente que terão de fazer o impensável: confiar um no outro. 

RAPTO ESCALDANTE é uma história de encontros, desencontros e enganos… mas quem está a enganar quem?

Ler antecipadamente o final de um livro

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As histórias foram criadas para ser lidas do início ao fim, sem saltos, para conseguir criar o efeito "suspense" até ao final, e que esse final tenha um maior impacto, pela surpresa.

No entanto, algumas vezes, sobretudo quando os livros são grandes, os leitores têm tendência a abreviar e saltar directamente para o final.

 

Será que ler antecipadamente o final de um livro acaba por fazer o leitor perder o interesse, no resto da história, agora que sabe como tudo vai terminar?

Ou, pelo contrário, em nada influencia a vontade de ler aquelas páginas que, entretanto, saltou com a ânsia de descobrir o final?

Saber o final torna desnecessário descobrir o que aconteceu pelo meio ou, pelo contrário, dá ainda mais vontade de perceber como tudo se desenrolou, até ali?

 

Pela minha experiência, posso dizer que, na maioria das vezes, saltar do meio do livro para o final, me deu ainda mais vontade de ler o que aconteceu para a trama chegar àquele ponto.

No entanto, ontem, ao espreitar as últimas páginas do livro que estou a ler, e perceber quem era o monstro, confesso que fiquei com menos vontade de voltar ao ponto onde tinha ficado, porque não me parece que haja muito mais para descobrir. 

 

Quem por aí costuma fazer batota, e espreitar o final de uma história antes do tempo? Como é que encararam o livro depois disso?

Just Duet - a previsão para a final

Foto de Just Duet - O Dueto Perfeito.

 

Ontem foi a semifinal do Just Duet, com algumas surpresas, decisões duvidosas e injustas, mas não podemos esquecer que os mentores estão lá para tentar ganhar, que este é um programa de televisão visto pelo público, e que é este que dá os votos, que podem levar à vitória.

 

Na equipa do Agir, a disputa era entre o Bruno e o Diogo. De uma forma geral, o Agir escolheu boas músicas para os seus concorrentes. No entanto, não gostei de ouvir o Bruno no tema desta gala. Já o Diogo, desta vez, para além do rapp, até cantou. Mereceu passar.

 

Na equipa do Héber, tínhamos a Matilde e o Ivo. A Matilde canta bem. Na primeira audição, ela cantou mesmo bem. Mas falta-lhe o resto. A Paloma, na gala anterior, tinha feito um dueto muito perto de "perfeito", e ficou pelo caminho. Esta semana, a Matilde voltou a não convencer. Passou o Ivo, que faz uma grande dupla com o mentor.

 

No que respeita ao Paulo de Carvalho, ele sempre mostrou a sua preferência pela Débora e pela Adelaide. Muitas vezes, as músicas ou, como ele diz, "cantigas" escolhidas não foram as melhores. Ainda assim, a Débora supera a Adelaide em todos os sentidos. O Paulo, com olhos postos no jogo, numa possível vitória, baseado na preferência do público, optou, a meu ver, mal, pela Adelaide.

 

Na equipa da Gisela, os seus meninos preferidos Dinis e Beatriz disputaram o seu lugar na final. A Beatriz tem uma grande voz, e deu show. A escolha da música para o Dinis não foi a melhor. Qualquer um deles poderia passar. Fiquei surpresa por o público ter votado na Beatriz. Achei que iria haver empate e, se fosse o caso, talvez a Gisela optasse pelo Dinis.

 

 

Assim, para mim, a previsão para a final é esta:

 

1º lugar - Agir e Cruz

Foto de Just Duet - O Dueto Perfeito.

 

2º lugar - Héber e Ivo

Foto de Just Duet - O Dueto Perfeito.

 

3º lugar - Gisela e Beatriz

Foto de Just Duet - O Dueto Perfeito.

 

4º lugar - Paulo e Adelaide

Foto de Just Duet - O Dueto Perfeito.

 

Vamos ver se acerto, ou se vou ser surpreendida!

 

 

 

Imagens Just Duet - O Dueto Perfeito

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