Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sonhos de menina

 

Chega a minha filha das férias com o pai, em completa euforia, a querer participar no passatempo "O teu sonho, a tua música" do Disney Channel, em que oferecem produtos relacionados com a série Violetta e um bilhete para o concerto.

Ela foi ao site, imprimiu as letras, viu como é que tinha que fazer, andou a ensaiar e a fazer planos, enquanto eu ia apanhando um bocadinho aqui e ali, sem saber ao certo no que ela se queria meter.

Depois de uma leitura mais atenta ao regulamento, achei melhor não seguir adiante. Enviar um vídeo da minha filha que não me será devolvido e que não sei que uso lhe será dado (eles dizem que são destruídos os que não forem seleccionados mas nunca fiando), autorizações para não sei quantas coisas, trabalho e papelada para preencher, e os prémios para os semi finalistas são coisas que ela já tem. E diz-me a minha filha "oh mãe, eu já tenho, mas posso dar à minha prima". Já o prémio final, o bilhete para um dos concertos com viagem e estadia paga, também não me inspira. Para já, porque eu não teria disponibilidade financeira nem tempo para a acompanhar, e porque acho que ela ainda é nova para andar a viajar para ver concertos. Se fosse em Lisboa, ainda se fazia um esforço, mas assim, não vale a pena.

Só que a minha filha ficou, realmente, triste. Porque adora a Violetta, adora cantar e dançar, acha que tem talento e queria ser uma das escolhidas, nem que fosse para o seu vídeo ser exibido na televisão.

 

 

No dia seguinte, e com um não quase certo para o primeiro passatempo, liga-me toda animada a dizer que quer participar no The Voice Kids!

O que é que eu faço à minha vida?!

 

Espero que não se lembrem de mais nenhum passatempo ou concurso para crianças porque já percebi que ela vai querer ir a todos!

Diferentes formas de pedir

 

Não sendo uma das ruas principais, ainda assim está movimentada. É uma zona de comércio, de bancos, e local de passagem para quem trabalha e, como por vezes eu, tem que se dirigir aos diversos serviços públicos.

Há os habitantes, os estudantes que tiveram alguma hora livre, alguns turistas, mães a passear os filhos, os reformados e os desempregados.

E há, hoje, um novo ocupante. Já não é a primeira vez que vejo esse mesmo homem sentado naquela rua com uma lata à frente. Vi-o a primeira vez há uns meses. Vi-o mais tarde quando passei por lá com a minha filha. E hoje.

Não tenho por costume dar esmolas a ninguém. Nunca sei se estão ali porque precisam ou se, na verdade, se fazem de coitadinhos mas têm mais que eu. Tão pouco me dou ao trabalho de ouvir as suas histórias, sejam elas verdadeiras ou não. Sou apenas mais uma que passa, que faz de conta que não vê. Mas, com a noção de que, para algumas dessas pessoas a quem a vida e crise não deixaram alternativa, e a quem ainda resta alguma dignidade, será o seu último recurso.

No entanto, não pude deixar de constatar, ao pensar um pouco mais no assunto, que nem todos encaram o acto de pedir esmolas da mesma forma. De facto até poderia, de certa forma, enquadrá-los por grupos:

 

Os criativos – aqueles que têm, ou descobrem um talento especial para alguma coisa, e fazem uso disso. Talvez porque assim conseguem chamar a atenção de quem passa, porque consideram que o dinheiro que lhes dão é mais merecido dessa forma, porque gostam de se entreter, e entreter os outros, porque lhes dá prazer e satisfação retribuir, de alguma forma, a ajuda que pedem;

 

Os derrotistas ou passivos – limitam-se a estar, como se não tivessem mais esperança na vida, caídos a um canto, à espera que alguém repare neles;

 

Os cobardes ou fracos – “escondem-se” atrás de um qualquer animal de estimação para conseguirem a atenção das pessoas através do mesmo/ “escondem-se” atrás de uma grave doença para sensibilizar as pessoas;

 

Os “vendedores” – de calendários, de pensos rápidos ou outra coisa qualquer que possa interessar ou ser útil às pessoas;

 

Os “pedintes” – que vêm ter connosco a pedir uma moedinha ou um cigarrinho (são poucos os que pedem ou aceitam comida em vez de dinheiro);

 

Os ameaçadores – existem alguns que, mesmo não ameaçando abertamente, conseguem que lhes seja facultado aquilo que querem (normalmente acontece em estabelecimentos comerciais, em há uma espécie de negócio – as pessoas preferem dar alguma coisa para que se vão embora e não arranjem problemas);

 

Os arrumadores – que se vêem quase a cada esquina e que, para quem conduz e precisa de um lugar para estacionar, acabam por ser úteis.

 

Assim de repente não me ocorre mais nenhum, embora possa haver ainda mais formas de pedir o mesmo. O que não deixa de ser triste, quando os casos são reais…  

O que faz de alguém um ídolo?

 

Esta 5ª edição do Ídolos foi repleta de injustiças, do princípio ao fim. Não houve ninguém que sobressaísse mais que outros da forma como em edições passadas se observou. Houve melhores prestações de alguns concorrentes em determinadas galas, mas sempre muito inconstantes, com altos e baixos.

A Mariana canta bem, logo no início era uma das favoritas, mas nas últimas galas ficou abaixo das espectativas. O Diogo, por sua vez, pôs as garras de fora. Não tão afiadas como as que a Sandra ou o Filipe mostraram nas edições passadas. Mas, ainda assim, de entre todos, foi o eleito pelo público.

E se pensarmos bem, há pelo mundo muitos "ídolos" que nem sempre conquistaram esse título pelas suas qualidades artísticas, mas pelas multidões (muitas vezes mulheres e adolescentes) que arrastam consigo, seja pela sua irreverência, pela sua beleza, pelo seu estilo ou por quaisquer outros motivos que nada têm a ver com talento.

É por isso que, muitas vezes, surge um ídolo na pessoa que menos se esperava!

Ídolos - 5ª Edição

       

 

Esta 5ª edição do Ídolos pouco ou nada traz de novo, a não ser a mudança de elementos do júri.
Algumas pessoas com talento musical, outras sem nenhum, outras ainda com talento para a comédia e para candidatos a cromos de Portugal, como não poderia deixar de faltar num programa destes!
Quando um formato é sucessivamente utilizado, por muitas alterações que lhe façam, começa a perder o interesse das primeiras edições.
Quanto ao júri, é o pior de todas as edições.

E confesso que fiquei em pulgas para ver como funcionaria o Manuel Moura dos Santos com o Tony Carreira!

Por muito sucesso que tenha, por muito boa pessoa que seja, por mais que perceba de música, definitivamente Tony Carreira não está ligado ao pop e, na minha opinião, não foi uma boa escolha.

A Bárbara Guimarães, por muitos programas de caça-talentos que tenha apresentado, não tem qualquer formação para tecer comentários a nível musical, sendo mais uma opinião como espectadora/ ouvinte e, quanto muito, consultora de moda e imagem mas, até para isso, poderiam ter escolhido alguém mais qualificado.

Sobram, para salvar a honra, o Manuel Moura dos Santos (o único que sobreviveu a todas as edições), apesar de não ser fã do seu ar arrogante, e o Pedro Abrunhosa.

  • Blogs Portugal

  • BP