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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Com Amor, Mãe", de Iliana Xander

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Dos melhores livros que li este ano!

A história começa a encaminhar-nos, com a morte de Elisabeth Casper (ou, na sua vida anterior, Elisabeth Dunn), num sentido, fazendo-nos formar um determinado "juízo de valor" sobre a mesma, à medida que vamos tendo acesso às cartas - páginas de um diário antigo de Lizzy - e ao seu conteúdo.

 

É certo que Lizzy não teve uma infância e adolescência fáceis mas terá, isso, tornado, aquela mulher, alguém sedento de vingança? Uma assassina?

Ao que parece, os seus livros, todos best-sellers, inspiraram-se na sua própria história de vida. 

E, de acordo com os livros, os três rapazes que abusaram dela tiveram o merecido castigo. Na vida real, morreram de forma suspeita.

Mas não terão sido os únicos.

 

Ou, então, talvez estejamos a ver tudo da perspectiva errada. Sem saber de todos os factos.

Afinal, a primeira parte é contada no presente. Na perspectiva de Mackenzie/ Lizzy.

É preciso voltar atrás, ao passado, para perceber como tudo começou. Nas perspectivas de Ben, pai de Mackenzie, e Tonya, alguém que conhece Lizzy ainda há mais tempo.

Aí, percebemos que nem tudo o que está escrito é, necessariamente, real. Nem sempre devemos acreditar em tudo o que lemos.

E, por vezes, os vilões são, afinal, as vítimas. Seja de assassinato, ou de algo bem pior.

 

De volta ao presente, na terceira parte da história, a autora dá-nos, então, todos os pontos necessários para desvendar o grande mistério, o grande crime, a grande mentira!

Aquela que vai virar a vida de todos de pernas para o ar, e trazer uma justiça tardia, mas necessária, e mais que merecida.

 

 

Sinopse:

"Embora seja uma estudante notável, Mackenzie Casper é mais conhecida por ser a filha de uma escritora bestseller de thrillers sombrios.

Quando a mãe morre num acidente, o mundo literário chora a sua perda, porém, Mackenzie é atormentada por muito mais do que o luto.

No dia da cerimónia fúnebre, ela recebe um envelope misterioso, assinado:

Do fã #1. XOXO

Lá dentro, encontra páginas do diário da mãe com uma pergunta inquietante:

Queres saber um segredo?

Com amor, Mãe.

O que lê deixa-a em choque.

Depois chega uma segunda carta.

E uma terceira…

É assim que Mackenzie dá início a uma investigação que a leva a tropeçar em segredos familiares há muito enterrados.

Não demorará a descobrir que o caminho da mãe para o estrelato foi sustentado por mentiras sinistras que enredaram toda a família.

À medida que se aproxima da verdade, Mackenzie percebe que afinal...

… HÁ COISAS PIORES DO QUE UM ASSASSINATO."

"A Rapariga Que Mataste", de Leslie Wolfe

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Gostei da forma como a história foi apresentada.
Excertos de interrogatórios a várias testemunhas, no final de cada capítulo.
 
No entanto, pergunto-me porque insistem, os autores, em enveredar pela premissa do "casal feliz com vida aparentemente perfeita que, afinal, não é bem assim"?
Por outro lado, talvez por já estar habituada a este tipo de histórias e enredos, foi relativamente fácil perceber o que tinha acontecido, e como Craig tinha, de facto, "matado" Andrea.
 
 
A cada capítulo, vamos percebendo quem é Craig, e o quanto a sua ambição pode constituir uma ameaça aos que o rodeiam, da mesma forma que estes, sem o saberem são, por ele, considerados ameaças ao seu sucesso e futuro cuidadosamente planeado.
Andrea é a sua mulher. E ele tem planos para ela. Sobre o papel dela na sua vida, e no casamento. Planos de uma pessoa narcisista, que não olha a meios, para atingir os fins.
 
 
Andrea vai demorar a perceber o quão errada estava sobre o seu adorado marido.
Mas, a seu tempo, descobre a verdade.
A partir daí, tudo o que se segue parece uma cópia ou imitação de outros enredos semelhantes, sem grande surpresa.
 
 
 
 
Sinopse:

"A rapariga que tu mataste está a olhar por ti do paraíso com uma margarita na mão, e a desejar que tenhas tudo o que mereces nesta vida depois de ela se ter ido. Adeus, meu amor. Tu foste o tal.
Andrea e Craig tinham a vida quase perfeita. Acabadinhos de se mudar para um dos subúrbios mais desejados de Houston, planeavam desfrutar da nova casa e do bairro onde viviam.
Porém, alguns meses mais tarde, Craig vê-se preso numa teia intrincada e acusado do assassínio da sua jovem esposa. Assassino ou vítima? As opiniões dividem-se, e o julgamento polariza a cidade. O caso, altamente mediatizado, alimenta a imprensa e as redes sociais.
O seu casamento está na boca do mundo e é exposto e esmiuçado ao detalhe. Mas a névoa não se dissipa. A vida de Andrea continua um mistério que nem a polícia consegue resolver. Seria ela a esposa feliz e dedicada que todos julgavam ser? Ou era tudo uma grande mentira?
Quando estás a ser manipulada psicologicamente, depressa aprendes que não tens valor, que o teu sofrimento não tem importância e que não há escapatória…"

"O Casamento Perfeito", de Jeneva Rose

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Adam surge nesta história como um traidor.

Diz que ama a sua mulher, mas tem um caso com Kelly.

A determinada altura, diz que ama as duas.

Num momento, pensa em pôr fim ao casamento, para ficar com Kelly. No seguinte, está disposto a abdicar da sua história com Kelly, para ficar com Sarah e, finalmente, terem a família com que ele sempre sonhou.

No fundo, é um homem que não sabe o que quer. Quer tudo. Mas arrisca-se a ficar sem nada.

Sem Kelly, que foi assassinada. E sem a sua mulher que descobre, assim, a traição.

 

Sarah é a advogada de sucesso.

A mulher que trabalha demasiado, deixando o casamento em segundo plano.

Mas, afinal, alguém tem que trabalhar. E sustentar o casal.

Quando Sarah é informada de que o seu marido está a ser acusado de matar a amante, ela decide defendê-lo, como sua advogada, ainda que seja extremamente difícil separar a relação mulher/ marido da relação advogada/ cliente.

No entanto, mais ninguém quis aceitar o caso, e ela é a única capaz de conseguir inocentá-lo ou, pelo menos, gerar a dúvida razoável, que o libere de qualquer condenação, por falta de provas concretas.

 

Na leitura deste livro, dei asas à minha veia adivinhatória!

Ora, como em quase todas as história do género, o verdadeiro assassino é sempre o menos óbvio ou suspeito.

Por isso, apontei para as três pessoas que preenchiam os requisitos.

Acertei numa delas.

 

O final, como sempre, esclarece tudo e deixa-nos a pensar em como a justiça funciona, nem sempre para o bem, e como pode ser tão injusta para quem tem o azar de se ver sob a sua alçada.

 

 

Sinopse:

"Defenderia o seu marido se ele fosse acusado de matar a amante?
Sarah Morgan é uma poderosa e bem-sucedida advogada de defesa em Washington. Aos trinta e três anos, foi nomeada sócia na firma onde trabalha e a sua vida segue o rumo que ela planeou.
O mesmo não se pode dizer de Adam, o seu marido, um escritor em dificuldades que tem pouco sucesso na carreira. Para piorar, está a ficar cansado da relação com Sarah, que apenas pensa no trabalho.
Numa floresta isolada, onde têm uma casa de férias, Adam envolve-se, apaixonadamente, com Kelly Summers. Até que, numa manhã, tudo muda. Adam é detido pelo homicídio de Kelly, que foi encontrada esfaqueada na casa dos Morgan.
De repente, Sarah fica numa situação impossível: abandonar ou aceitar defender o seu marido? E Adam, será culpado ou inocente?"

"O Recluso", de Freida McFadden

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Se há poder que esta história tem sobre o leitor, é o de o fazer duvidar de tudo aquilo em que acredita, e desconfiar de todos aqueles em que, à partida, deveria confiar. 

A autora consegue levar-nos, com muito jeitinho, exactamente para onde ela quer e nós, leitores, que já deveríamos saber disso, continuamos a cair que nem patinhos na sua "manipulação".

E se, estando o leitor a assistir a tudo de fora, já não sabe em quem confiar ou acreditar, nem tão pouco quem diz a verdade, e quem mente, como poderá a personagem principal, a viver a história lá dentro, sabê-lo?

 

Brooke tinha a certeza de que o seu namorado a tinha tentado matar e, por isso, depôs contra ele, acabando este condenado.

Agora, ela trabalha na prisão onde o mesmo se encontra. E terá de lidar com ele. Mas Brooke é, acima de tudo, profissional. Quando é obrigada a tratar Shane, ela esquece o assassino, e apenas o vê como um recluso que precisa de cuidados.

É Shane quem a avisa, repetidas vezes, para se afastar de Tim.

 

Tim era o melhor amigo de Brooke, na altura dos crimes, e também testemunhou contra Shane.

Agora que ela vive na mesma localidade que ele, ele tenta conquistá-la. Afinal, desde aquela altura que é apaixonado por ela. 

Também Tim a avisou, vezes sem conta, de que Shane era má pessoa, perigoso.

Mas, agora, parece que, se calhar, as coisas não eram bem assim.

Às tantas, Brooke começa a achar que algo lhe escapou na noite dos assassinatos fazendo-a, depois de todos aqueles anos, duvidar de si própria, e do seu testemunho da época.

E de Tim.

 

Brooke tem um filho de Shane, algo que ele não sabe, e ela não tem intenções de lhe contar.

Tim trabalha na escola onde Josh estuda, e acaba por descobrir a verdade.

Os dois criam uma ligação especial. Como se Tim fosse o pai que Josh não teve, ainda que saiba que não o é.

Uma ligação que se estreita quando Tim e Brooke começam a namorar.

Quem também a incentiva é Margie, a senhora que toma conta de Josh quando Brooke está a trabalhar, e que é quase uma "avó" para o rapaz.

 

Mas Tim acaba por ser preso, acusado da morte de uma mulher, cujo corpo é encontrado na sua cave.

Então, todos os outros crimes recaem, também, sobre ele, ilibando Shane. 

Terá Brooke cometido um erro quando acusou Shane? Ou estará a cometê-lo agora, ao não acreditar na inocência de Tim?

 E se os dois forem inocentes? E se os dois forem culpados?

Pois...

 

Só no final se saberá a verdade!

 

Sinopse

"Há três regras capitais que Brooke deve seguir quando é contratada como técnica de enfermagem de um estabelecimento prisional masculino de segurança máxima:

1.ª Tratar todos os prisioneiros com respeito.
2.ª Não partilhar quaisquer informações pessoais.
3.ª Nunca desenvolver intimidade com nenhum dos reclusos.

O que ninguém na prisão sabe é que Brooke já quebrou as regras. Um dos reclusos mais perigosos é um ex-namorado seu: Shane Nelson, a estrela de futebol americano do tempo da escola e o autor de uma série de assassínios horríveis. Ele foi condenado a passar a vida atrás das grades. Ela foi quem testemunhou para que isso acontecesse. Shane sabe disso. E nunca se irá esquecer."

"A Porta Trancada", de Freida McFadden

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Posso dizer que a minha aposta para presumível assassino falhou.

Não que tivesse ido pelo óbvio. Essa parte já aprendi. Normalmente, os mais óbvios são os primeiros a descartar.

Ainda assim, deveria ter pensado um pouco mais ao lado. Foi, realmente, uma surpresa!

 

Este é um livro que dá destaque ao pai da personagem principal, responsável pelos crimes cometidos há décadas. Crimes que, agora, voltaram a acontecer.

Que influência teve Aaron na personalidade e carácter da filha?

É certo que têm parecenças. Mais, até, do que Nora gostaria.

Mas serão, as suas formas de pensar, semelhantes?

Os seus intintos, os mesmos?

 

A polícia parece acreditar que sim.

Que, quem sai aos seus, não degenera.

E porque não? Afinal, Nora também tem uma cave. Trancada.

Além disso, é cirurgiã. 

E as vítimas, suas pacientes.

A mesma marca dos anteriores assassinatos, as mesmas características das vítimas dos crimes do pai.

 

Será possível Nora estar a perpetuar o legado do pai?

Ou não passará, tudo, de uma armação para a incriminar?

E se assim for, porquê?

Ela mudou de nome. Supostamente, ninguém conhece o seu passado.

Quem, então, saberá a verdade sobre si? 

 

Sinopse: 

"Nora tinha onze anos. Não fazia a mínima ideia de que, enquanto fazia os trabalhos de casa no quarto, o seu pai passava o tempo a matar mulheres na cave... Até ao dia em que a polícia lhes bateu à porta.

Décadas depois, o pai está a cumprir pena de prisão num estabelecimento de segurança máxima e Nora é uma cirurgiã de sucesso com uma existência tranquila e solitária. Ninguém sabe que o pai é um conhecido assassino em série e Nora deseja que assim continue.

Um dia, uma das pacientes de Nora é assassinada da mesma maneira única e cruel usada pelo pai para matar as suas vítimas.
Alguém conhece o passado de Nora e quer imputar-lhe a culpa deste crime. No entanto, Nora não é uma assassina como o pai. A polícia não a pode acusar. A não ser que procurem na sua cave…"