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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Porque é que os homens traem as mulheres...

...e vice-versa?

 

 

 

De uma forma geral, quando um homem e uma mulher namoram, a sua única responsabilidade é alimentar essa paixão e esse amor. Nessa fase, são os dois amantes. Deixam de fazer muitas coisas que gostavam de fazer, e de estar com pessoas com quem costumavam estar, para fazerem novas coisas os dois juntos. É como se duas linhas diferentes convergissem num só ponto.

Quando se casam, dá-se o efeito inverso. As responsabilidades são maiores, os deveres aumentam e os direitos diminuem.

A rotina instala-se, a comunicação falha, a intimidade começa a escassear e o controlo sobre a relação desaparece.

Cada um deles começa a sentir falta daquilo que era antes, daquilo que tinha antes, e a rejeitar aquilo que agora tem. E assim, saem desse único ponto e começam a divergir um para cada lado, podendo ou não vir a convergir com outra linha pelo caminho - a/o amante. 

A/o amante não é mais do que aquilo que a/o anterior namorada/o era, antes do casamento. É por isso que, regra geral, ninguém fica com essa pessoa em vez daquela com quem casou. Porque, se o fizesse, iria assumir o papel daquela de quem fugimos!

Mas há quem traia por outros motivos que nada têm a ver com a relação a dois, mas com a personalidade de cada um.

 

Eles traem:

  • Para evitar a intimidade com a companheira, que os assusta
  • Pelo "dever” da conquista, precisando sempre de algo novo para reforçar sua masculinidade e libido
  • Porque a situação se apresenta sem resistência, ou seja, a oportunidade é fácil ou insistente e eles não têm firmeza suficiente para dizer não às investidas de outra mulher
  • Porque conseguiram se livrar de serem descobertos da primeira vez, não resolveram o problema que os levaram a trair, e acabam fazendo novamente
  • Porque gostam de variedade, mesmo amando a mulher
  • Por desordem ou vício sexual

Elas traem:

  • Porque se sentem negligenciadas, carentes, desprezadas ou ignoradas, mais emocionalmente que sexualmente
  • Porque precisam de intimidade física e emocional e possuem um marido controlador
  • Porque se sentem solitárias e cansadas da rotina
  • Porque não se sentem amadas, ou sentem-se inseguras sobre a relação, e traem achando que o marido faz o mesmo, pagando na mesma moeda
  • Por desordem ou vício sexual

É de sublinhar que, actualmente, alguns destes motivos, antes mais característicos de cada um dos sexos, se podem aplicar a qualquer um deles, sem distinção. 

 

 

 

Há coisas que mudam...

...mas não muito!

 

 

Hoje em dia, o conservador afirma que o casamento não é mais que um contrato. E na verdade, grande parte dos casamentos o foram, são e continuarão a ser.

Antigamente, eram raros os casais que se uniam por amor. Os pais, tutores ou pessoa responsável pelas jovens, faziam do casamento um negócio, com vista a obter vantagens financeiras, como forma de garantir o futuro da noiva e de toda a família ou como pagamento de dívidas, ou sociais, como títulos nobiliárquicos.  

Também hoje se realizam casamentos pelos mais variados interesses, que nem sempre incluem o amor.

Antigamente, era comum mulheres jovens casarem com homens bem mais velhos, se assim os pais determinassem. Hoje também é comum a união de duas pessoas com grandes diferenças de idade, embora aconteçam por vontade própria e não por imposição.

Antigamente, realizavam-se as “temporadas”, nas quais as jovens eram apresentadas à sociedade e se iniciava a “caça ao noivo”!

Hoje, não existem “temporadas” e a caça faz-se em qualquer momento, mas é comum os jovens frequentarem determinados locais de convívio, onde é mais provável conhecer novas pessoas.

Já antigamente, tal como hoje, havia amigas, e “amigas da onça”, capazes de tudo para roubar os pretendentes umas às outras, por vezes por pura inveja!

Antigamente, havia duelos em defesa da honra! Hoje, mata-se por ciúmes ou, simplesmente, porque apetece.

Antigamente, havia cortesãs para satisfazer os homens, e era normal que estes, mesmo depois de casar, continuassem a frequentar os bordéis. Hoje, as prostitutas saltaram também para a rua, mas não é preciso um homem encontrar uma para trair a mulher, e vice-versa. Para algumas pessoas, a traição ainda é vista como algo normal, só que agora estende-se igualmente ao sexo oposto.

Mas também antigamente, assim como hoje, houve histórias de amor verdadeiro, que venceram contra tudo e contra todos, casamentos baseados em respeito e partilha, e amizades que perduram! 

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