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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Realidades inspiradoras (que não deveriam inspirar)

 

Hoje em dia, a ficção começa a perder o seu papel motivador de muitas das atrocidades cometidas por quem, supostamente, a ela está exposto e por ela se deixa influenciar.

Afinal, porquê tentar imitar algo que se leu num livro, ou viu num filme, quando existem cada vez mais casos reais que se podem recriar?

Não foi, precisamente, esse o caso do jovem que, tentando imitar os massacres ocorridos nos Estados Unidos (Columbine e Sandy Hook), tinha por objectivo matar, pelo menos, 60 pessoas?

Tinha um plano descrito em pormenor, onde constavam os materiais a utilizar, a estratégia e os objectivos, plano esse que terminava com fuga e suicídio.

Claro que, mais uma vez e apesar de, segundo consta, o seu comportamento até então indicar que algo que não estava bem, e tal poder ser interpretado como sinal de alerta, o agressor era alguém de quem a maioria das pessoas que o conheciam nunca iria suspeitar.

Temo que, infelizmente, muitos mais casos destes venham a acontecer, transformando-se numa praga viral que vai contagiando cada vez mais pessoas. Pessoas às quais são atribuídas perturbações mentais, ou algo do género para, de certa forma, justificar os seus actos.

Mas, que sofrem de perturbações mentais, disso não restam dúvidas, porque só alguém perturbado seria capaz de cometer crimes, seja de que espécie forem.

Resta saber se será esse o nosso futuro? Um mundo de alucinados que se matam uns aos outros para bater "recordes", por brincadeira ou, pior, sem nem saberem bem porquê... 

Nos últimos tempos...

 

...tem sido assim:

 

qualquer coisa serve para implicar,

qualquer atitude nos irrita,

qualquer palavra nos ofende,

qualquer comentário nos exalta os ânimos,

qualquer observação nos provoca reacções exageradas,

 

e tudo isto nos reduz a muito pouco, e tende a transformar aquilo que sentimos em algo que não expressa, minimamente, a verdade e a realidade dos nossos sentimentos.

 

Existirá alguma vacina para este vírus que nos atacou?

Nuvens negras

 

Como é que duas pessoas que se amam chegam a este ponto? Não sei...mas a verdade é que chegámos. Pior que dois estranhos, vejo-nos, de repente, quase como dois inimigos em plena batalha. Batalha que nenhum de nós alguma vez quis lutar.

É um facto que cada vez temos menos tempo, e esse pouco tempo que temos, não o temos ao mesmo tempo. Parece que a falta de tempo e a rotina são mesmo os piores vírus de uma relação.

Vão-se sucedendo situações atrás de situações e, quando damos por isso, juntamente com o tempo que nos escapou, parece ter ido também a amizade e a cumplicidade. E isso não é um bom sinal. Nenhum de nós está feliz assim.

Se continuamos a amar-nos? Continuamos. E nenhum de nós tem culpa que o dia tenha apenas 24 horas, e que nem uma consigamos estar juntos sem coisas para fazer pelo meio. Não tivemos um dia de anos de namoro romântico, não tivemos um dia dos namorados romântico, e não há nada de romântico numa gripe, mal estar, cansaço e enjoos permanentes, em tarefas domésticas sem fim, em jogos de futebol ou playstation, em trabalhos de casa da filha, em compras e tudo o mais que surge pelo caminho. E mais uma vez repito, nenhum de nós tem culpa. No entanto, parece ir-se acumulando de ambos os lados uma espécie de ressentimento em relação ao outro, e daí a surgirem acusações é um instante. Quando começam, parecem uma espiral sem fim à vista, e a visão daquilo que já vivemos de tão bom surge bem distante, sem promessas de algum dia voltar a acontecer.

De repente, damos por nós a conversar. Afinal a amizade parece voltar a surgir, a cumplicidade reaparece de mansinho e tudo se parece resolver. Mas as ameaças permanecem - a rotina continua, e a falta de tempo também. Vamos ver como conseguiremos lidar com elas daqui em diante...

Nunca mais é sábado!

 

Segunda-feira - chuva...

Terça-feira - chuva...

Quarta-feira - chuva...

Quinta-feira - chuva...e, adivinhem:

Sexta-feira - chuva, pois então! E nevoeiro! E vento! E frio!

 

A juntar ao mau tempo, uma semana cheia de trabalho, o tempo gasto em repartições públicas, as horas passadas no centro de saúde e na clínica (ainda por causa das dores de barriga da filhota), o trabalho em casa, os horários trocados e o pouco descanso.

 

E, para completar uma péssima semana, nada melhor do que me levantar às 4 horas da manhã e sentir tudo a andar à roda. Começar a ficar tão mal disposta que não sabia se conseguiria voltar à cama. Mas lá me deitei intacta! Para dali a pouco me levantar outra vez.

 

Embora parecesse, não bebi. E não estou grávida! Talvez seja o vírus da Inês que já me apanhou :) Ou então é mesmo cansaço.

 

Onde andas, sábado, que demoras tanto a chegar?

 

 

 

 

Desabafos...

 

Por vezes, temos a sensação que fomos atingidos por uma bola de neve e, com ela, fomos forçados a rebolar…

Por vezes achamos que o nosso mundo está de pernas para o ar…

Pensamos que tudo está a acontecer da forma errada…

Mas será que não se consegue travar a bola?

Será que não conseguimos pôr o nosso mundo de pé?

Será que vamos a tempo de fazer com que tudo aconteça da forma que deveria?

Definitivamente, 2012 não começou da melhor maneira. Nem para ti, nem para mim, nem para nós.

Quando penso naqueles dias na Serra da Estrela, e em outros…

Quando penso em tudo o que já temos, conquistámos e construímos…

Quando penso em tudo o que já aprendi e me foi aconselhado…

Não merecíamos um começo de ano assim: tão sombrio, tão abaixo daquilo a que temos direito e somos capazes de fazer.

Por um lado, tu, com todos os azares e despesas extras, que não estavas à espera.

Por outro, eu, que nem sei bem porquê, fui de tal maneira abaixo, que tudo me dava para chorar sem parar.

E depois discutimos por causa de uma experiência que, ainda nem começou e já parece condenada. Ambos temos medos, sabemos que a pressão não é boa. E, no fundo, o nosso objectivo é o mesmo – estarmos juntos, felizes e bem.

Mas, em vez disso, em vez de nos apoiarmos, temos atitudes que não devíamos ter.

Espero que o 2012 já esteja satisfeito e não nos reserve mais surpresas destas, mais vírus destruidores de auto estima, felicidade, paz, e momentos como os que já vivemos…

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