Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O Pior de 2014

Como não podia deixar de ser, depois do Melhor de 2014, tinha que vir o pior!

 

Jihadismo

 

Ébola

 

O vulcão da Ilha do Fogo - Cabo Verde

 

Legionella

 

transferir (4).jpg

 O pior do meu ano 2014

- O acidente de carro nas férias de verão

- O meu descolamento do vítreo

- O dinheiro gasto em obras e mobílias para a casa

- As preocupações com as notas dos testes da Inês e com a forma de as melhorar

- O desaparecimento da Tica durante 2 dias

 

 

 

Primeiro, surpreendida. Depois, receosa...

Na noite de segunda-feira, deitei-me normalmente. Ao pestanejar, comecei a ver luzinhas brancas a andar em círculo, tipo flash. Isto acontecia e passava em menos de 2 segundos, por várias vezes. Nunca me tinha acontecido, achei estranho e até comentei com a minha filha e com o meu marido. Fiquei surpreendida, mas não liguei.

Na terça-feira, ao final do dia, ainda no trabalho, voltou a repetir-se, mas passou. Não voltou a acontecer. Mas o olho não está na sua melhor forma, parece que estou a ver de uma forma esquisita e em vez das "luzinhas", vejo agora uns pontinhos pretos a pairar.

Foi aí que se fez luz, e os receios chegaram. Há uns anos atrás, a minha mãe teve um descolamento da retina. Começou por ver luzinhas a piscar e, em seguida, deixou de ver. Teve que ser operada e estar bastante tempo em casa a recuperar, sem fazer qualquer esforço para não estragar o trabalho dos médicos.

Fui pesquisar e os meus sintomas parecem indicar nesse sentido. Ainda não deixei de ver, mas talvez esteja ainda no início. O meu único problema neste olho, que eu tenha conhecimento, é a miopia. Por acaso, o descolamento costuma dar-se em pessoas míopes (embora a minha graduação não seja alta).

Mas não há nada como ouvir a opinião de um especialista e é por isso que amanhã, tenho consulta de oftalmologia. Pode até não ser nada de importante, estar completamente enganada e preocupada sem motivo, mas prefiro prevenir do que remediar.

E espero bem que não seja nada do que estou a pensar, porque más notícias dessas iam-me já estragar o aniversário, o natal e a passagem de ano. E não me estou a ver num hospital para uma cirurgia, nem em casa sem poder fazer nada nem ajudar a minha filha na escola, nem em consultas regulares em hospitais, nem de baixa a receber uma miséria com contas por pagar e uma filha para sustentar.

Vamos ver o que diz o médico amanhã. Que nervos...

 

O fim da calçada portuguesa

 

Não há dúvida de que a calçada portuguesa é um dos grandes símbolos do nosso país.

E, nos últimos anos, temos vindo a assistir ao calcetamento de muitas zonas, principalmente em áreas turísticas e adjacentes.

Aqui em Mafra, por exemplo, no âmbito da requalificação da área envolvente ao Palácio Nacional de Mafra/ Convento de Mafra, vimos o alcatrão ser substituído pela dita calçada.

Se ficou muito mais bonito? Ficou! Se dá uma projecção completamente diferente ao monumento? Dá!

Mas não havia necessidade de calcetar todas aquelas ruas que, num passado mais remoto, sofreram o processo inverso - remoção da calçada para alcatroar.

 

As calçadas têm os seus inconvenientes:

- não propiciam o uso de saltos altos que, muitas vezes, ficam presos

- com as fortes chuvas, ficamos com uma rua de altos e baixos, buracos que nos convidam a entorses, e poças de água das quais é difícil fugir

- se estiverem bem polidas, ou os sapatos o favorecerem, corremos o risco de escorregar

 

Eu prefiro caminhar sobre alcatrão do que em calçadas e, sempre que posso, prefiro ir na beira da estrada do que nos passeios - é mais seguro! Já  AQUI tinha dado a minha opinião sobre isso. Mas não é só quem anda a pé que se queixa. Circular em veículos automóveis em cima de calçadas também é desconfortável.

 

Esta terça-feira, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou uma iniciativa que prevê a aplicação de medidas para facilitar a mobilidade na capital do país, entre as quais a retirada da calçada portuguesa. Há quem fique satisfeito e aprove a iniciativa, e há quem a condene.

A propósito desta medida, descobri este debate organizado pela VISÃO, em Dezembro de 2013, sobre as vantagens e desvantagens deste piso típico, entre Viviane Aguiar, 37 anos, vestida com padrão a preto e branco, como a calçada que detesta, e Paulo Ferrero, 50, de roupas pardacentas, como o cimento que abomina.

 

"O que tem contra a calçada portuguesa?

 

Viviane Aguiar (VA): Não vou tratá-la por calçada portuguesa. Vou apelidá-la, carinhosamente, de pedrinhas do demo, que é a melhor descrição das ditas pedras que nos dão cabo da saúde e dos nervos. São um perigo para a segurança pública, e, nessa medida, não se podendo alcatifar a cidade ou acolchoá-la como nos parques infantis, arranja-se uma situação de compromisso.

 

Paulo Ferrero (PF): Pedrinhas do demo... [risos] Compreendo que haja muita gente que não gosta da calçada portuguesa, neste momento, como ela está: mal colocada, mal cortada, sistematicamente ocupada por carros. Chegámos a um estado em que realmente... Eu já caí, uma série de pessoas já caiu - sobretudo senhoras, por causa dos saltos altos -, e as pessoas de idade têm dificuldade. Também é preciso ver que há vários níveis de intervenção: nas ruas íngremes é mais perigoso, quando as pedras estão muito polidas ou esburacadas. Aí, não tenho nada contra a mudança da calçada.

 

Temos aqui um ponto de encontro?

 

VA: Aparentemente.

PF: Mas pedrinhas do demo não são...

VA: Eu disse isso com todo o carinho.

PF: A calçada portuguesa é um símbolo de todo o País, não só da cidade.

VA: Mas até que ponto devemos mantê-la quando há tanta desvantagem? As calçadas são uma evolução das ruas de terra batida. Acho que devia haver uma terceira etapa de evolução natural para um piso mais consentâneo com o nosso dia a dia, que está, neste momento, a ser posto em causa.

PF: Não, não acho que esteja...

VA: Olhe que eu acho que sim. Experimente pôr uns saltos altos...

PF: [Risos.]

VA: Com todo o respeito!

PF: Como no filme do Almodôvar?

VA: Uma família em que a mãe está de salto alto e tem um carrinho de bebé, em que o pai, coitado, se magoou e anda de muletas...

PF: Os saltos altos fazem mal às senhoras. Fazem mal à coluna.

VA: Mas fazem tão bem a outras coisas das senhoras... E dos senhores.

PF: E não é só o salto alto. É mais o salto de agulha.

VA: Não entremos por aí... A cidade seria tão mais cinzenta se as senhoras usassem chanatos! Não vamos promover a chanatização de Lisboa.

PF: Estamos a falar de vários níveis da calçada. A artística não está em causa. A câmara não vai mexer muito nos pontos turísticos, o que até é engraçado: o turista já pode cair, mas o lisboeta não.

VA: A verdade é que há muitas queixas dos turistas. Dizem: "São tão bonitas, aquelas pedrinhas, mas fazem-nos cair."

PF: Quando fizemos a petição, houve amigos que nos mandaram artigos de estrangeiros a dizer precisamente o contrário, que era um ex-líbris da cidade.

VA: Não temos de pensar nos estrangeiros, mas nas pessoas que andam na cidade diariamente. A calçada é bonita, mas esqueço a beleza quando não é funcional."

 



Vale a pena rever o debate na íntegra aqui: http://visao.sapo.pt/calcada-portuguesa-essa-horrivel-beldade=f770184#ixzz2tyjaeWEV

Estava mais que na hora...

...de uma consulta de optometria!

Como não utilizo muito os óculos, e a diferença é mínima, só vou renovar as lentes de contacto.

Optei pelas mensais, para não correr o risco de perder alguma ou estragar, e porque são mais eficazes.

Mas fiquei contente por a miopia ter reduzido o seu ritmo de evolução - aumentou, mas muito pouco. Quanto ao astigmatismo, será o meu eterno "calcanhar de aquiles"!

Eclâmpsia

 

Até há umas semanas atrás não fazia a mínima ideia de que esta doença existia. Até que uma conhecida minha foi parar ao hospital, dando à luz uma bebé (que infelizmente, devido ao parto prematuro acabou por falecer), e ficando durante algum tempo nos cuidados intensivos, precisamente com este diagnóstico.

Trata-se de uma doença hipertensiva, induzida pela gravidez, de causa desconhecida, que ocorre normalmente depois da pré-eclâmpsia.

Na pré-eclâmpsia, há um aumento da tensão arterial, usualmente a partir das 20 semanas de gestação, e presença de pelo menos 300mg de proteínas na urina. Estes sintomas podem ser acompanhados por piora rápida e/ou súbita dos edemas (inchaços) normais da gravidez, que podem estender-se às mãos e face, sensação de falta de ar, distúrbios da visão, dores de cabeça, tonturas ou sonolência, náuseas e vómitos, e/ou dor forte na região abdominal.

A síndrome HELLP (hemolisys elevated liver enzymes low platelets), é uma forma grave de pré-eclâmpsia, caracterizada por destruição dos glóbulos vermelhos, enzimas do fígado elevadas e plaquetas baixas.

A eclâmpsia, semelhante mas de maior gravidade, caracteriza-se, além dos sintomas acima referidos, por crises convulsivas, dores musculares e/ ou inconsciência.

O diagnóstico é feito através de análises sanguíneas e à urina, e avaliação da tensão arterial, sendo o único tratamento curativo, o parto. Enquanto este não ocorrer, há que controlar a tensão com recurso a medicação, repouso e dieta sem sal podendo, em casos mais graves, ser necessário o internamento.

A eclâmpsia pode provocar descolamento prematuro da placenta ou má irrigação da mesma, parto prematuro, recém-nascido com baixo peso ou sofrimento fetal.

A sua presença indica que, após a estabilização do quadro, se deve induzir o parto uma vez que, não o fazendo, poderão surgir complicações graves com risco de morte. Nos casos de idade gestacional baixa (menor que 32 semanas) pode-se recorrer à cesariana.

Embora de causa desconhecida, como acima referi, existem, no entanto, alguns factores de risco:

- primeira gravidez

- história anterior de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia

- gravidez gemelar

- hipertensão

- diabetes

- problemas renais

- lupus

- obesidade materna

- gravidez na adolescência ou com mais de 35/40 anos

- gestantes com doenças auto-imunes

A melhor forma de prevenção é o acompanhamento contínuo desde o início da gravidez, permitindo o diagnóstico e tratamento precoces de problemas como a pré-eclâmpsia, evitando que esta se desenvolva para eclâmpsia.

  • Blogs Portugal

  • BP