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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Façam do vosso verão um verão mais solidário!

 

Com a chegada do verão, vem também o calor, roupas frescas, as férias, novas aventuras, e muita diversão.

Mas também há lugar para entrarem em ação, e soltarem o vosso lado mais solidário. Não custa nada! E, com pequenos gestos, podem fazer uma grande diferença.

Aqui ficam algumas sugestões:

 

Doação de roupas usadas

Podem começar pela renovação do vosso guarda-roupa. Esta é a altura certa para olharem para o vosso armário, e escolherem o que vão querer usar neste verão, e o que está apenas a ocupar espaço. Assim, ficam com uma noção do que têm, de que forma podem conjugar, e ficam ainda com espaço livre para novas peças que queiram comprar. 

Quanto às roupas que já não querem, podem sempre doar. Mas, atenção! Se essas roupas estiverem manchadas, rasgadas ou com outro tipo de defeitos, devem ir para o lixo. Se lhes faltar botões ou fechos, convém tratarem do arranjo antes de doar. As roupas doadas devem ser entregues em bom estado, e devidamente higienizadas. Afinal, as pessoas que delas irão fazer uso podem ser carenciadas, mas não deixam de ser como nós, e merecem!

Depois de colocada em caixas, ou sacos (conforme vos der mais jeito), devem procurar na vossa zona pessoas que estejam a precisar ou a pedir, ou entregar a instituições de confiança que existam onda moram, ou que conheçam.

 

Ações de Limpeza das Praias

Todos os anos encontramos as praias cheias de lixo, proveniente de comportamentos incorretos, e prejudiciais à natureza, da sociedade em que vivemos.

Com a aproximação do verão, as autarquias e juntas de freguesia costumam promover ações de limpeza das praias, de norte a sul do país, numa das quais se podem inscrever! É uma questão de se informarem se vai haver alguma ação deste género na área da vossa residência. 

Mas, mesmo que não haja, podem tomar essa iniciativa, juntar um grupo de amigos e pôr mãos à obra!

E já agora, quando estiverem na praia, dêem o exemplo e alertem as pessoas para os comportamentos errados que muitas vezes têm.

 

Acolher ou tratar um animal abandonado

Durante o período de verão, o número de animais abandonados, nomeadamente, cães e gatos, cresce assustadoramente. Isto deve-se ao facto de as pessoas irem de férias, e não quererem levar consigo os seus animais de estimação. Por isso, ou os deixam em casa, ou pelo caminho, abandonados à sua sorte.

Se conhecem alguém que tenha animais de estimação, e esteja a pensar ir de férias, informem-nos que existem várias opções, se não quiserem levar o seu animal. Podem sempre pedir a familiares ou vizinhos que olhem por eles nesse período, que tratem deles para que não lhes falte comida, higiene, e companhia. Também existem hotéis para animais e ONGS (organizações não governamentais) que oferecem estadia.

Por outro lado, se se depararem com um animal abandonado, como devem agir?

Em primeiro lugar, devem oferecer água e comida. E, se puderem, abrigá-lo. Mesmo que não possam ficar com ele definitivamente que seja, pelo menos, temporariamente. Entretanto, podem ir divulgando fotografias e tentando encontrar famílias que estejam interessadas em acolher ou adotar. 

Mas atenção – se o animal estiver ferido, é preciso ter cuidado ao aproximar, porque pode estar com dores, sentir-se ameaçado, e reagir de forma agressiva.

Outras formas de ajudar, mas mais dispendiosas, serão comparticipar ou custear eventuais tratamentos que o animal em causa necessite.

E podem sempre oferecer-se como voluntários em associações que cuidam de animais abandonados!

 

Artigo escrito para a secção de Acção Social da revista BLOGAZINE N.º 2.

 

 

 

 

 

 

 

Entrou ontem em vigor, mas...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

...na prática, tenho as minhas dúvidas quanto à sua real eficácia.

Sim, falo da Lei que criminaliza maus tratos a animais, que entrou ontem em vigor, e que prevê que "quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias”.

A mesma lei indica que, para os que efetuarem tais atos, e dos quais “resultar a morte do animal, a privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção”, o mesmo será “punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias”.

Pergunto-me em que se basearão as entidades competentes para aferir o que é, ou não, um motivo legítimo. E até que ponto é que, quem inflige os maus tratos, não alegará motivos supostamente legítimos para justificar os seus actos.

Em relação aos animais de companhia, a lei determina que, “quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal de companhia, o abandonar, pondo desse modo em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 60 dias”.

E eu volto a questionar: como é que as entidades competentes sabem quem, como e quando as pessoas abandonam os seus animais de estimação? Se eu por acaso abandonasse hoje a minha gata, quem saberia? Absolutamente ninguém! 

Claro que há muitos animais registados e com chip, o que torna mais fácil a identificação dos mesmos e dos respectivos proprietários. Mas isso é para quem segue as regras e cumpre a lei. Aqueles que estão pouco preocupados com os seus animais, não se darão a esse trabalho. 

Por último, pergunto-me se esta lei só se aplica a quem maltrata os seus animais de companhia, ou a toda e qualquer pessoa que maltrate seja que animal for? Ou seja, o meu vizinho, por exemplo, pode ser condenado se maltratar o seu gato, mas ficar impune por matar outros gatos?

Ainda assim, mesmo duvidando da eficácia desta lei, é um passo em frente na protecção dos animais, e uma atitude de louvar. Venham mais e, de preferência, para se cumprirem, e não para "português ver".

Até porque já sabemos como costuma funcionar a justiça no nosso país!

 

A "Pantera" da Ericeira

 

 

Todos os dias, à saída da praia, encontrámos esta gatinha linda a bronzear-se!

Parece que a mãe dela, que costumava andar pelo Hotel Vila Galé, a expulsou do seu território.

E foi assim que ela se mudou, de "armas e bagagens" para as arribas que ficam um pouco mais à frente, entre os bares e os balneários da praia do sul.

É muito mansinha, meiguinha, e tem uns olhos verdes lindos! Está, aparentemente, bem tratada, porque as pessoas lhe vão dando comida, incluindo as do café e do restaurante. E está esterelizada, como indica o seu pequeno corte na orelha.

Ao vê-la ali, no seu mundo, disse para a minha filha: temos que lhe arranjar um nome, mas tem que ser selvagem. E surgiu Pantera! Embora não seja preta.

Não havia quem não parasse para lhe fazer uma festinha ou apreciá-la ali, sem medo, no meio de dezenas de pessoas. Posso mesmo dizer que esta menina foi a grande atracção da praia neste Verão.

Só temo pelo que lhe possa acontecer quando a época balnear acabar, os cafés fecharem e o mau tempo chegar.

Boa sorte, Pantera! 

Onde falha a ponte entre o ensino e o mercado de trabalho

 

É sabido que o ensino paga-se, e bem! Por isso mesmo, quem não tem condições financeiras para custear os seus estudos, fica de fora.

Actualmente, 4 em cada 10 jovens não estuda porque não tem dinheiro. E os que tentam consegui-lo a trabalhar, acabam por não ter tempo para dedicar aos estudos e, por isso, desistem. Mas não é esse o único motivo para o abandono. A descrença no sistema de ensino também tem dado o seu contributo.

De acordo com um estudo efectuado, apenas 47% dos jovens acreditam que os seus estudos universitários melhoram as perspectivas de emprego. Já os empregadores, afirmam não encontrar nos jovens as qualificações que precisam, nem preencher vagas por não haver candidatos com as competências adequadas.

Onde falha, então, a ponte entre o ensino e o mercado de trabalho?

Segundo o relatório Mckenzie, não só em Portugal como em toda a Europa, há um "desfazamento  entre aquilo que os sistemas de educação oferecem e as necessidades dos empregadores". Esse desfazamento leva à escassez de competências, prejudicando as aspirações da juventude e a prosperidade futura. Estaremos perante países onde a população jovem não irá estudar, nem trabalhar.

Nesse sentido, seria importante que políticos, educadores e empresários unissem esforços, analisassem com novos olhos a realidade, compartilhassem ideias e opiniões, e colaborassem mais entre si, para restabelecer a ponte fundamental ao crescimento e sucesso, que um dia se quebrou.

 

 

Os animais têm sentimentos, sim!

 

Estava ontem a ver o programa SOS Animal e emocionei-me com este vídeo e com esta iniciativa de "dar voz aos animais".

Uma carta que exprime os sentimentos de todos os cães maltratados e abandonados em condições desumanas, enviada para os seus donos. Porque, por muito que digam o contrário, os animais têm sentimentos, sim!

E eu também. Por isso é que não consegui conter as lágrimas :)

 

Veja aqui a carta: 

https://www.facebook.com/photo.php?v=773180636045327&set=vb.220639584632771&type=2&theater