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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Parque infantil ou casa de banho canina?

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O parque infantil da nossa zona esteve, há pouco tempo, em obras, a ser remodelado.

Tiraram o escorrega colorido, e com a casinha de madeira lá em cima, por outro mais moderno, mas sem graça.

Trocaram os tradicionais baloiços, por um único, em forma de cone, e o cavalinho por este da imagem.

Durante uns dias, andaram lá a colocar areia nova.

E o parque ficou pronto para ser utilizado pelas crianças. 

 

 

Ou seria esse o objectivo.

Na verdade, são muitos os adolescentes que para lá vão.

Mas o pior são mesmo os adultos, que se lembraram que, agora com o parque arranjado, aquele é um óptimo local para os seus animais fazerem lá as suas necessidades.

O resultado já se começa a ver, no meio da areia. 

Quanto tempo demorará a transformar, mais uma vez, o parque infantil numa casa de banho canina?

 

 

Que resposta se dá a isto?!

Imagem relacionada

 

Na praia, a entrar no mar, mas ainda com a maior parte do corpo de fora, levo com água de uns rapazes que se lembraram de brincar.

O primeiro, que estava ao meu lado, mandou areia ao outro. O segundo, de frente para mim, chateado, começou a mandar água ao outro, só que me acertou a mim.

Reclamei, com eles, para terem cuidado.

O parvalhão, que se achava o rei do mar, responde-me, de trombas:

"Está na água, não se quer molhar?"

 

É preciso ter lata! Faz asneira e, em vez de pedir desculpa, ainda acha que tem razão e agiu bem.

 

Não me deixei ficar:

"Eu gosto de me molhar sozinha, não preciso que me molhem!"

 

Entretanto, foi o que estava ao meu lado que acabou por pedir desculpa, enquanto o outro reclamava sozinho que a praia é pública.

 

Postura louca ou acertada, é a minha!

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Uma das formas de promover uma boa relação entre pais e filhos, sobretudo filhos adolescentes, é uma espécie de “metamorfose mútua”, em que os pais devem tentar colocar-se no lugar dos filhos, e tentar compreender o que está a acontecer com eles, da mesma forma que os filhos se devem tentar colocar no lugar dos pais, e compreender o que os leva a agir de uma determinada forma, os limites que muitas vezes colocam, e os receios que sentem.

 

Os filhos crescem, não serão para sempre aqueles meninos(as) pequeninos(as) de há uns anos atrás. De nada adiante querer tapar o sol com a peneira, esconder a cabeça na areia e fazer de conta que nada muda.

 

O que os filhos mais precisam, é que os pais estejam presentes e os apoiem, aconselhem, orientem. Se os filhos sentirem abertura e confiança nos pais, mais facilmente partilharão com estes os seus sentimentos e mudanças que estão a ocorrer na sua vida, em vez de esconder. Caso contrário, irão fechar-se, guardar para si ou procurar noutras pessoas, aquilo que deveriam ter e não têm naqueles que deveriam ser os primeiros a lá estar.

 

E com este apoio, abertura e confiança, não quero dizer permitir, fazer as vontades, e estar de acordo com tudo, só porque eles falaram connosco. Mas, se não devemos cair no facilitismo e total permissão, também não devemos pecar pela recusa ou rejeição imediata.

 

Já todos tivemos a idade dos nossos filhos, sabemos bem como éramos e o que fazíamos, ou queríamos fazer, e as consequências que, eventualmente, resultaram da proibição, falta de diálogo, desconhecimento ou alienação dos pais.

 

É certo que as coisas, hoje em dia, tendem a ocorrer em idades cada vez mais precoces, e cabe a nós, pais, adaptar-mo-nos a essa nova realidade, encarando cada situação com a seriedade e respeito que ela merece, mas com alguma leveza também, sem entrar em parafuso ou fazer um bicho de sete cabeças de cada uma delas.

 

Acima de tudo, é importante dialogar com os nossos filhos, tentar perceber o que sentem e se o que pretendem faz sentido ou não, expôr o nosso ponto de vista sobre as situações que nos apresentam.

 

E, se for o caso, com a permissão para alguns direitos que os filhos pretendam ter, incluir também alguns deveres, que deverão cumprir, para que tudo resulte nos dois sentidos, sem prejuízo para o seu futuro. 

 

Afinal, é disso que se trata, do seu futuro e da sua vida, do seu sucesso a todos os níveis - escolar, pessoal, familiar e emocional - através da interacção com todos aqueles que os rodeiam.

Dica de segurança

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Por quem anda a ver demasiados filmes sobre raptos de crianças e adolescentes, sem qualquer base científica mas que, ainda assim, não custa nada ter em conta!

 

"Quando estiverem a caminhar na rua, e virem carrinhas paradas junto à berma, suspeitas ou não, desviem-se para o lado contrário, evitando passar junto delas."

 

E vem isto a propósito de quê? 

No outro dia estava a ir para casa, depois do trabalho, a pé, já de noite. Ia pelo passeio, e mais à frente estava uma carrinha enorme estacionada.

E então, lembrei-me que, nos filmes, quando passamos entre a carrinha e a parede, pode a qualquer momento saltar de lá de dentro um criminoso, e colocar-nos com grande facilidade dentro da dita carrinha, sem que ninguém veja.

Não fosse o diabo tecê-las, atravessei a estrada para o outro lado!