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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com Lara Barros

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Lara Évora de Barros sempre viveu na ilha de Santiago, em Cabo Verde, até se mudar para Lisboa, há cerca de três anos, para estudar gestão na Nova School of Business and Economics.

Adora livros, viajar, ver filmes e espera, um dia, poder vir trabalhar na indústria do cinema.

A autora de "Verão Real" aceitou o convite para participar na rubrica "À Conversa com...", e dar a conhecer um pouco melhor a pessoa, e a escritora, que é.

 

Fiquem com a entrevista a Lara Barros:

 

 

 

 

Quem é a Lara Barros?

Sou uma pessoa muito alegre, cheia de energia e sorridente que gosta de conhecer lugares e pessoas novas.

Cresci na ilha de Santiago em Cabo Verde então o mar é uma grande parte da minha vida. Sempre que possível estou na praia de mar.

Também adoro ler, ver filmes e ir a concertos dos meus artistas favoritos onde canto a plenos pulmões a letra de todas as músicas. Os concertos pelos quais estou mais entusiasmada para ver este ano são da Demi Lovato e da Shakira.

 

 

 

Como é que nasceu a tua paixão pela escrita?

A minha paixão pela escrita começou há cerca de 9/10 anos na escola primária quando a nossa professora nos mandou fazer uma redação e eu decidi escrever sobre uma viagem ao espaço onde eu e a minha turma íamos ao espaço e para voltar à Terra tínhamos de passar por todos os planetas do sistema solar até conseguir chegar a casa.

Lembro-me que os meus colegas gostaram muito e quiseram que eu continuasse a história mas aos onze anos depois de escrever quinze páginas, perder o documento, voltar a escrever aos doze e voltar a perdê-lo desisti.

Mas já tinha descoberto o quanto gostava de dar asas à minha imaginação e escrever.

 

 

 

Sempre viveste na ilha de Santiago, em Cabo Verde até te mudares para Lisboa, em 2015. Como foi a adaptação ao nosso país?

Quando me mudei para Lisboa pensei que não ia ser nada de novo porque sempre ia de férias no verão mas estava enganada.

Era totalmente diferente passar de uma pequena ilha para uma cidade grande mas a adaptação foi relativamente fácil porque sempre tive o apoio das minhas tias que também vivem em Lisboa para tudo o que precisasse.

A única parte difícil de me adaptar foi o clima. Para mim, no primeiro ano, a chuva e o inverno eram coisas que detestava. Sair da cama para ir à faculdade debaixo da chuva era um grande sacrifício.

Mas adoro Lisboa e sempre considerá-la-ei a minha segunda casa.

 

 

 

Sendo uma pessoa que adora viajar, para além da capital, que outros locais conheces em Portugal?

Os meus tios-avós vivem em Benavente para onde vou desde bebé por isso tem um lugar muito querido no meu coração.

Também a Ericeira, onde passei alguns verões com a minha madrinha. Posso dizer que a Ericeira é um dos meus lugares favoritos em Portugal.

Também já fiz várias viagens por Portugal com a minha família onde visitei Porto, Torres Vedras, Évora, Coimbra, Tondela, Viseu, Tavira e Portimão e uma das semanas mais memoráveis de sempre foi quando acampei no Meo Sudoeste com os meus amigos o ano passado no Alentejo.

Os próximos lugares que quero mesmo conhecer seriam os arquipélagos da Madeira e dos Açores.

 

 

Qual seria a “viagem da tua vida”?

A viagem da minha vida será talvez a que farei o próximo mês a Londres porque desde pequena que o meu maior sonho é conhecer Londres e agora terei a oportunidade de realizá-lo.

Mas para além disso a viagem da minha vida podia ser ir ao deserto do Sahara e poder ver o amanhecer e o pôr-do-sol aí, poder fazer um Safari na África do Sul e também explorar a Austrália.

 

 

Tal como a personagem Alex, também gostas de cinema e de livros. Que outras semelhanças existem entre personagem e autora? E diferenças?

Semelhanças entre eu e Alex? Penso que temos as duas muita energia e um grande sentido de humor, assim como a facilidade para fazer novas amizades. Quanto a diferenças penso que Alex é muito mais desconfiada das pessoas do que eu e sempre quer resolver os mistérios. E também uma coisa que admiro muito na Alex é que ela sempre diz o que pensa e não tem medo de arriscar. Eu não sou tão aventureira como ela nesse sentido.

 

 

Qual é o teu filme e o teu livro favoritos?

O meu filme favorito de todos os tempos tem que ser “O Diário da Nossa Paixão” e o meu livro favorito é “A Ilha Debaixo do Mar” de Isabel Allende.

 

 

 

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“Verão Real” é o teu primeiro romance. Em que te inspiraste para o escrever?

Para Verão Real inspirei-me muito nos livros da série “A Selecção” no que toca ao triangulo amoroso entre pessoas da realeza e outras que não são e também no facto de gostar muito de mistérios e investigações.

Não queria que o livro fosse apenas mais uma história de amor entre príncipes e princesas mas que houvesse uma personagem principal determinada e de carácter forte que fizesse de tudo para proteger os seus amigos e todos os que a rodeiam mesmo sendo isso perigoso para ela

 

 

 

Que feedback tens recebido por parte dos leitores?

Eu adoro ler os comentários dos meus leitores! Fazem-me rir. Quer seja por não concordarem com algo que Alex faz ou dando opiniões sobre quem ela deve escolher. Até arranjaram um “Ship” name para os casais: Adex e Phalex.

Mas em geral o feedback está sendo maravilhoso o que me faz muito feliz.

 

 

 

Na tua opinião, e tendo em conta os casamentos mais atuais entre príncipes/ princesas e plebeias/ plebeus, esta será uma realidade cada vez mais comum nas várias monarquias?

Eu acho que, felizmente, hoje em dia os casamentos reais estão sendo feito cada vez mais entre príncipes/Princesas e plebeias/Plebeus o que mostra que não importa o estatuto ou a hierarquia mas sim o amor entre duas pessoas. E espero que continue assim.

 

 

Consideras que há uma visão distorcida e, de certa forma, irreal, da vida de uma pessoa enquanto princesa, que leva tantas jovens a desejar estar nessa posição quando, quem está, trocaria tudo por uma vida normal?

Sim, ao escrever este livro estava pensando nisso. Crescemos com esta visão de querer ser uma princesa, vestir vestidos longos e bonitos e ter uma vida de contos de fadas mas na realidade as coisas não são assim. As pessoas da realeza tem alguns privilégios sim mas também tem deveres, regras que têm de seguir e imagem que têm de preservar que nenhum de nós temos de preocupar com tamanha responsabilidade e às vezes não damos valor à sorte que temos por causa disso.

 

 

Na história de “Verão Real”, Alex fica dividida entre dois rapazes completamente diferentes entre si. Se estivesses no lugar da personagem, qual deles escolherias?

Eu escolheria, sem dúvida, Adam. Adoro o facto de ele ser tão aberto, divertido e estar sempre a postos a ajudar Alex sem nunca duvidar das suas capacidades. Sinto que com Adam nunca me faltariam gargalhadas e aventuras.

 

 

 

O que te levou a optar por este final para a história – o facto de ser totalmente óbvia a decisão de Alex, ou a possibilidade de cada leitor interpretá-lo à sua maneira, decidindo o final que mais deseja?

O que me levou a escolher este final foi o facto de eu adorar deixar o leitor pedindo por mais. (risos)

Para que fiquem a pensar o que acham que Alex fez e debaterem entre si até eu publicar a continuação e não perderem a curiosidade.

 

 

Escrever uma espécie de continuação de “Verão Real”, através das histórias das restantes personagens, é algo em que estás a pensar ou, a lançar um novo livro, pretendes algo diferente?

Sim! A verdade é que estou escrevendo uma trilogia. Neste momento já escrevi o segundo volume e estou no início do terceiro. Para os leitores de “Verão Real” isto é só o começo.

 

 

 

Para ti, o amor vence todas as barreiras, dificuldades e adversidades, e deve estar sempre em primeiro lugar na nossa vida, ou há momentos e situações em que devemos abdicar dele, por uma causa maior?

Eu gostaria de dizer que sim, que acredito que o amor vence tudo mas agora que estou mais adulta acredito que não é verdade.

Às vezes há momentos e situações nas nossas vidas onde o amor não nos pode ajudar ou nos impede de dar o salto que sempre quisemos.

Acredito que existem esses momentos mas também posso dizer, como eterna romântica, que se for para ser será e esse amor voltará para nós independentemente da situação!

 

Muito obrigada, Lara!

 

 

*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

O Amor Não Morre

 

Era uma vez um menino que sonhava ser aviador...

Quis o destino, ao qual ele deu um empurrãozinho, que esse menino, já crescido, se alistasse na Força Aérea, como voluntário, escapando assim às vontades dos pais, e ao que tinham planeado para ele. 

Foi em Luanda que conheceu uma jovem de apenas 15 anos, por quem se apaixonou, e a quem acabou por pedir em casamento, dois anos depois.

Mas ela ainda era menor, e tinha o seu curso por finalizar, quando terminou a comissão de serviço do noivo, que o obrigou a voltar para Portugal. Separaram-se, até ao dia em que ele conseguiu permissão para voltar à base de Luanda.

E, assim, casaram, tiveram filhos e netos, e viveram felizes, até que a morte os separou...

 

Poderia resumir a história assim, mas ficaria por dizer muito mais!

 

O amor entre estas duas pessoas é daqueles amores que raramente se encontram, e que todos desejaríamos ter, mas nem sempre encontramos, e, quando encontramos, nem sempre estamos dispostos a ultrapassar tudo para não o deixar morrer.

Este casal foi presenteado com bons momentos e alegrias, mas também com várias dificuldades, que enfrentaram como puderam e acharam melhor, nunca desistindo, não deixando que nada se atravessasse na sua felicidade.

Nem um, nem outro, baixaram os braços, e encontraram sempre uma forma de cuidar do seu casamento, da sua relação, do seu amor, para que não morresse.

Nem tão pouco a distância entre os vários membros da família foi impedimento para estarem todos juntos.

O menino conseguiu, durante esse tempo, concretizar o seu sonho de ser aviador. Por vezes, os sonhos não morrem, nem são enterrados definitivamente. Apenas fazemos alguns desvios, que nos poderão ser mais úteis no momento, ou consoante as oportunidades que vão surgindo à nossa frente para, mais tarde, voltarmos a eles, ainda com mais garra.

 

Mas, a verdadeira prova de fogo, começou quando surgiram, sucessivamente, o diagnóstico de Doença de Parkinson, cancro da próstata, lesão da coluna dorsal, cancro do pulmão...

Um final de vida passado entre casa e hospitais, com internamentos, recuperações e recaídas, até à transferência para uma unidade de cuidados paliativos.

No entanto, nem assim, o amor esmoreceu. Pelo contrário, tornou-se cada vez mais forte. E nem a morte o conseguiu derrubar pois, como a própria autora diz "O Amor Não Morre porque, aqueles que partem e que amamos, continuam a viver dentro de nós!

 

 

Sinopse

"Baseado numa história verídica, este livro alia: paixão, amor, fraternidade e cumplicidade para além dos limites terrenos.
O leitor viverá momentos emocionantes, que lhe serão transmitidos através do relato intenso, dos sentimentos mais profundos da alma humana."

 

 

Autor: Berta Pinto Silva

Data de publicação: Janeiro de 2018

Número de páginas: 112

ISBN: 978-989-52-1950-6

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Romance

Idioma: Pt

 

 

Com o apoio de:

 

Nunca Se Ama Demais

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(sinopse - clicar na imagem)

 

Ganhei este livro num passatempo da Chic'ana, em Março de 2016 e, na altura, guardei-o juntamente com outros numa caixa.

Sempre que ia procurá-lo, no meio da torre de caixas de livros, acabava por me deparar com outro qualquer que ainda não tinha lido, e este continuava a ficar para trás.

Na semana passada, enchi-me de coragem e não descansei enquanto não o encontrei. 

E digo-vos: durante estes dois anos, perdi um livro espetacular, com uma história, ou histórias, emocionantes que me fizeram querer ler o livro em cada pedacinho de tempo livre que tinha!

 

 

O livro vai alternando entre a história actual de Helena, casada com Damião há cerca de 10 anos, e com dois filhos – Filipe e Patrícia – e a história de Inês, sua mãe, agora viúva.

Helena acha que tem uma relação perfeita e que tudo, daqui em diante, correrá ainda melhor, já que finalmente se formou, e anseia ser colocada e começar a leccionar numa escola, de preferência perto de si, algo em que o marido sempre a apoiou.

E é com esse espírito que partem de férias, numa viagem até França, para aproveitar da melhor forma os momentos a quatro, num merecido descanso depois de anos de trabalho e estudos.

No entanto, essas férias marcarão uma mudança radical no comportamento de Damião, colocando em risco o casamento. Ciúmes sem fundamento, queixas, discussões, acusações, controlo, desconfianças, a implicância com as roupas, com a maquilhagem, com o trabalho que antes apoiou, e com o comportamento de Helena, levarão esta a uma situação limite.

O que leva um homem, que nunca se mostrou assim, a adoptar, ao fim de tanto tempo, este tipo de postura? A “desculpa” dada por ele é a de que a “ama demais”. Acabam sempre por fazer as pazes, e ela por desculpá-lo, mas até quando conseguirá Helena aguentar esta situação, sobretudo quando os filhos estão fartos de ver os pais discutirem e os alertam para isso mesmo? Conseguirá Damião admitir que precisa de ajuda? Que está errado? Conseguirá ele realmente mudar?

Por outro lado, temos conhecimento da desilusão amorosa que Inês, mãe de Helena, viveu no passado, e como voltou a encontrar a felicidade ao lado do pai de Helena e Elisa, com alguns percalços pelo caminho.

Se tivesse que resumir este livro numa palavra seria, certamente, traições. Este é um livro que fala de traições, do início ao fim. Se são desculpáveis ou perdoáveis, só cada um dos que passaram por isso saberá, e aceitará ou não.

Não caberá a terceiros, julgar e condenar, porque só quem está envolvido sabe como se sente, e como conviverá com isso.

No entanto, curiosamente, a única situação em que surge ciúme e desconfiança, é aquela em que nunca houve uma traição.

E não, não se ama demais. Ou se ama, ou não se ama. Obsessão não é excesso de amor, nem tão pouco amor - é doença.

 

 

Houve apenas duas coisas que não gostei tanto neste livro:

A primeira diz respeito ao comportamento do Damião. Custa-me acreditar que ele, do nada, tenha mudado radicalmente o seu comportamento. Foram 10 anos de casamento. Na minha opinião, ele já teria dado alguns sinais muito antes desta fase em que começa a história, embora nada tenha sido mencionado a esse respeito.

 

Por outro lado, não sei se para tentar justificar, de certa forma, a desconfiança do Damião, ou se por realmente, nos dias que correm, as mulheres traírem muito mais (até mais que os homens), achei demasiado exagerado o papel que coube à maioria das mulheres desta história – à excepção de Adolfo, logo no início, seguiu-se um rol de mulheres traidoras que acaba por levar Damião a achar que é um “mal de família”.

Sim. As mulheres traem! Mas isso não torna os homens mais santos, nem significa que eles não façam o mesmo.

 

 

 

 

 

 

#SemDramas, de Inês Marques

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O que faz parte do mundo dos adolescentes?

Escola - professores porreiros e outros que querem ver pelas costas, o stress das notas, os colegas com quem simpatizam, os que ignoram e os outros pelos quais são ignorados.

Amigos - sejam rapazes ou raparigas, há-os bons e maus, traidores, cuscos, os que só nos querem tramar, ou que nos apoiam nos piores momentos, os que mentem e os que são sinceros. Os que são amigos até as conveniências os tornarem inimigos, e os que permanecem.

Rapazes - aqueles que acham giros, convencidos, mulherengos, ou os atadinhos, cromos, crânios da turma. Os desportistas, com belos músculos, ou os lingrinhas. Os atrevidos e os românticos. Os parvos, e os que já têm outra maturidade. Os que são estúpidos por natureza, e os que se fingem bonzinhos, mas acabam por ser iguais ou piores. 

Família - aquela que nunca os compreende, que tem sempre lições de moral para dar, que sabe sempre o que é melhor para os filhos, que está sempre pronta a aplicar os merecidos castigos pelas asneiras que os filhos fazem, que não sabe o que há-de dizer ou fazer, para ajudar quando os filhos mais precisam. E onde se incluem, obviamente, as típicas discussões e rivalidades entre irmãos, seja em idades próximas ou com grande diferença de anos entre eles.

 

Quais são as grandes pressões a que estão sujeitos?

Namorar, ou melhor, curtir, andar com alguém - porque é tão importante que os adolescentes tenham, obrigatoriamente, que gostar de alguém ou ter uma relação amorosa? Porque é que os que não pertencem a esse grupo são tão ostracizados pelos restantes colegas, postos de parte, considerados insignificantes ou fora de moda? E porque é que, quem ainda não tem uma relação, quando todos os seus amigos já, se vê na "obrigação" de fazer o mesmo, e sente uma enorme pressão para passar para o lado dos comprometidos?

Porque isso fará com que os aceitem de volta no grupo. Porque já terão os mesmos temas de conversa e evitam-se aquelas frases que magoam do género "tu não sabes o que é" ou "não podes imaginar porque nunca tiveste ninguém". 

 

Ter notas razoáveis na escola - para que os pais se continuem a preocupar com a vidinha deles, e não centrem as suas atenções no que de errado se estará a passar com os filhos. E conciliar o estudo com as saídas com amigos e/ou namorados, sem restrições ou castigos. Afinal,se se portarem bem e tudo correr dentro dos parametros que os pais definiram, todos ficam satisfeitos.

 

Satisfazer os desejos pessoais dos pais, no que respeita ao futuro profissional - os pais tendem a querer que os filhos sigam aquilo que eles seguiram,ou que queriam ter seguido e não conseguiram, ou aquilo que os outros filhos ou familiares também seguiram, e que acham que é o melhor, sem ponderar por um minuto que seja os próprios desejos dos filhos. E estes, por pura vontade de contrariar, ou porque já tinham outra ideia definida, tendem sempre a escolher tudo menos aquilo que os pais projectaram.

 

Quais são os principais dramas da adolescência?

Ninguém me compreende

A minha amiga é uma cabra/ O meu amigo é um traidor

Ele(a) não gosta de mim

Não o(a) quero perder

Fui trocado(a) por outro(a)

Ninguém repara em mim

Não sou bonito(a)

Os meus pais não me dão liberdade

Preciso de espaço

 

Como viver a adolescência #semdramas?

Os dramas fazem parte da adolescência! Mas aprendemos a viver com eles, e a ultrapassá-los! E mais tarde, havemos de nos rir das parvoíces que fizemos, dissemos e pensámos! 

 

 

De tudo isto - amizades, paixões, ciúmes, intrigas, problemas familiares e escolares, e muitos dramas - fala este livro de Inês Marques.

Consigo identificar muitos adolescentes nesta obra, contudo, penso que a autora, não sei se baseada em factos reais ou se por mera imaginação, acabou por exagerar um pouco em alguns acontecimentos, o que penso que não seria necessário, e acaba por extrapolar um pouco o quotidiano habitual da maioria dos adolescentes.

De qualquer forma, é um bom livro para quem quiser entrar no mundo da adolescência, para compreender melhor o que vivem os seus filhos nesta fase.

 

Sinopse:

"Sou uma adolescente. Como tu, provavelmente. Os meus avós nem se lembram do meu nome, a minha irmã trocou-me por meia dúzia de pincéis e passo os dias a lidar com dramas amorosos que nem sequer são meus. Não passo da rapariga com os seus All Stars velhos que se encosta a um canto da escola com o seu croissant matinal e deseja diariamente por dois segundos estar na pele das raparigas cujos nomes toda a gente sabe. Ele? Vai haver momentos em que vou pensar tanto no nome dele que já nem sequer vai fazer sentido dentro da minha cabeça. Eu? Nunca poderia imaginar que dali a 2 meses, o nome não seria o único detalhe sobre mim que todos ficariam a saber."

 

Autor: Inês Marques

Data de publicação: Dezembro de 2017

Número de páginas: 586

ISBN: 978-989-52-1234-7

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

Com o apoio de:

 

 

 

 

 

 

Não Me Deixes Só, de Margarida Freitas

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Não é irónico que, numa época em que as mulheres alcançaram a maior liberdade que poderiam ter, ou alguma vez sonhar, existam cada vez mais sentimentos de dependência, carência, e medo de ficar sozinhas?

Não é irónico que, sendo livres de tomar as suas próprias decisões, como nunca antes foram, e de tomar as rédeas da sua vida, como nunca antes lhes foi permitido, existam mulheres que depositam esse poder nas mãos de um homem por sentirem que, sem ele, nada serão ou conseguirão fazer?

E o mais grave é que a dependência chega a um ponto, em que as mulheres se anulam, em que se rebaixam, em que se deixam pisar, em que suportam tudo e ainda acham que é o que merecem. Pior, a sua mente leva-as a crer que gostam e precisam de tudo aquilo. Que tudo é preferível, do que ficar sozinhas, e enfrentar a vida e o mundo por sua própria conta.

E, mesmo quando encontram algo melhor no seu caminho, acabam por deitar fora, porque sentem falta daquilo a que estavam habituadas, mesmo sabendo que lhes faz mal.

Por carência, por obsessão, por dependência, por medo, por impotência, estas mulheres humilham-se, implorando por algo que, num único momento de lucidez, afastaram da sua vida porque lhes fazia mal.

 

Porque traímos?

Por amor? Por paixão? Por desejo? Por necessidade? Por carência? Por instinto? Por afirmação de poder? Para chamar a atenção? Para esquecer os problemas, ou arranjar mais problemas? Pela aventura?

Uma traição ocorre sempre porque a relação entre o casal não está bem? Ou isso é apenas uma desculpa que encontramos, para justificar o que não tem justificação?

O que nos leva a desejar que nos perdoem uma traição, quando nós próprios não conseguimos perdoar as traições dos outros?

 

O amor torna-nos irracionais? Ou deveria tornar-nos mais sensatos? O amor gera confiança, ou aumenta a desconfiança entre o casal? O amor leva-nos a cometer os actos mais irreflectidos, tanto para o bem como para o mal?

Devem os nossos erros ser desvalorizados e, até, perdoados, em nome do amor? Ou é por esse mesmo amor que esses erros ganham proporções avassaladoras, tornando-os imperdoáveis?  

 

De tudo isto nos fala “Não Me Deixes Só”, de Margarida Freitas, um livro que começa por ser um exercício que a psicóloga recomenda à personagem Margarida Sequeira, de forma a ajudá-la a exorcizar de vez o passado, e a conseguir viver mais feliz no presente, sem receios e sem culpas.

Através desse exercício, ficamos a saber o que levou Margarida a procurar ajuda, e como foi a sua vida até ali. A partir de determinado momento, a história deixa de ser um mero exercício, para se transformar numa espécie de diário, em que acompanhamos a fase mais actual da vida da Margarida, com o homem com quem refez a sua vida, no Brasil, e todas as dificuldades e problemas que a sua relação enfrentou.

Confesso que, a certa altura, comecei a achar a Margarida uma autêntica idiota, que não dava valor ao que tinha, uma mulher embirrante, que não consegue estar bem e tem que arranjar motivos para se chatear e acabar com as relações, instável, imprevisível, impulsiva, orgulhosa. Mas houve momentos em que lhe dei razão, e comportamentos por parte dos seus companheiros, incluindo o mais recente, que também não foram os melhores.

Ainda assim, era como assistir a um extintor a querer apagar o fogo, sempre que ele se acendia mas que, às tantas, de tantas vezes que era utilizado, ficava vazio e juntava-se à chama, para tornar ainda maior e incontrolável o incêndio.

 

Finalmente, quando tudo faria prever um final feliz, e a tão desejada estabilidade emocional e uma família perfeita, a vida encarrega-se de mostrar o quanto pode ser injusta, castigar-nos quando já achávamos que tínhamos as contas acertadas, e trocar as voltas aos nossos desejos, atirando-nos, sem dó nem piedade, para o abismo.

 

Haverá ainda forças, depois de tudo, para recuperar de tamanho estrago? Ou nada mais resta, a que nos agarrarmos, e mais vale deixar-nos levar, ou antecipar o inevitável?

 

Sinopse:

"Saí do quarto, fiquei agitada na sala com o meu choro sufocante, custava-me respirar. Mesmo com o meu grande amor a uma parede de distância, sentia-me só, tão inútil. Os meus pensamentos paralisaram no segundo momento mais doloroso da minha vida, parecia estar a sentir tudo novamente, cada segundo de dor, de desespero. A angústia, a ansiedade, o medo, a pressão… Corri para a casa-de-banho. Vomitei... Tinha o meu corpo a reagir às lembranças."

 

 

Autor: Margarida Freitas

Data de publicação: Novembro de 2017

Número de páginas: 250

ISBN: 978-989-52-0322-2

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

Com o apoio de: