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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre a merecida vitória

 

Hoje, todos falam da vitória de Portugal frente à Polónia, do Renato Sanches que marcou um golo espectacular, do Rui Patrício que defendeu aquele remate decisivo, e do Quaresma que marcou o penálti da vitória!

Ontem, o meu marido viu o jogo até ao fim, enervou-se, sofreu e festejou no final como se fosse também uma conquista sua. 

Mas, num outro campo, e num outro jogo muito mais importante e, esse decisivo para a sua vida pessoal, aí sim, foi mesmo o meu marido o homem do jogo, e a merecida vitória chegou hoje, com os resultados do exame de admissão à universidade, para o curso de Ciências do Desporto.

Hoje sim, temos razões para celebrar! 

A vida é um jogo

 

Com uma casa de partida, uma meta ou casa de chegada, e todo um percurso a fazer pelo meio, para lá chegar.

Neste jogo, lançamos os dados. Por vezes, eles levam-nos a avançar vários passos. Outras vezes, obrigam-nos a recuar, a retroceder alguns passos ou, simplesmente, a não nos movermos. Nem sempre avançar é bom. Pode-nos levar a casas que gostaríamos de evitar. Nem sempre recuar é mau. Podemos ir parar a uma casa que até nos traga vantagens.

Cada uma das casas à qual os dados lançados nos levam, nos trazem desafios, objetivos a alcançar, perguntas às quais temos que responder. Algumas casas trazem coisas boas, pequenos incentivos, bónus, alegrias, a oportunidade de avançar mais um pouco neste jogo. Outras, nem tanto. São casas que não nos levam a lado nenhum, sem utilidade mas que, ainda assim, fazem parte do jogo.

Como todos os jogos, também a vida é um risco.

Mas, ao contrário de um jogo comum, que jogamos ou não consoante a nossa vontade, neste jogo da vida não pedimos para entrar. Ainda assim, fomos colocados no tabuleiro a partir do momento em que nascemos, e "obrigados" a jogá-lo, a correr esse risco. 

Ao contrário de um jogo comum, a maior parte de nós não tem pressa de chegar à meta, à fatídica casa de chegada, na qual iremos abandonar de vez o jogo, e esta vida que nos foi dada.

Queremos,sim, aproveitar aquilo que as diversas casas, que lhe precedem, nos têm para dar. Embora nem sempre o consigamos fazer como deveríamos. É que, mesmo avançando devagarinho, estamos a avançar, e as casas pelas quais passámos, ou não, vão ficando para trás, sem que possamos, muito provavelmente,lá retornar. E não nos esqueçamos que, a qualquer momento, e sem contarmos com isso, podemos ser eliminados do jogo.

A vida é um jogo, e este jogo é também feito de apostas. Algumas, serão apostas ganhas. Outras, poderemos eventualmente, perder. Mas só saberemos o resultado da aposta, depois de a fazer.

Só saberemos aquilo que nos espera, e onde nos levará este jogo, se nos mantivermos activos, em movimento, se continuarmos a lançar os dados, a fazer apostas, a utilizar os botões que temos ao nosso dispôr, a percorrer o tabuleiro onde fomos colocados como peões mas, ao mesmo tempo, como jogadores. 

Só conseguiremos aproveitar ao máximo este jogo, se soubermos aprender com as más jogadas, celebrar os pequenos avanços e conquistas, tirar partido das casas mais vantajosas onde os dados nos levem, e contornar aquelas que mais nos prejudicam.

Podemos não ter pedido para jogar este jogo da vida, mas a verdade é que estamos dentro dele.

E valerá a pena passar todo o percurso do jogo sem arriscar, sem o viver, sem tomar as rédeas do mesmo nas nossas mãos? Valerá a pena ficar parado, a ver os outros jogadores passar por nós, ou à espera que alguém lance os dados por nós, avance por nós, viva por nós?

Valerá a pena desperdiçar todas as ferramentas que nos foram fornecidas para nos ajudar nesta caminhada, e esperar que o destino se encarregue de nos empurrar de uma casa para a outra, quando não era nessas casas que queríamos estar?

A vida é um jogo, sim. E já que estamos nele, vamos jogá-lo como sabemos e podemos, e deixar a nossa marca enquanto nele nos mantivermos, sem receios!

Meus caros concorrentes d'O Poder do Amor...

 

Cátia - sempre a tentares acalmar o Márcio e evitar que haja discussões entre ele e os outros, infelizmente, muitas vezes sem sucesso. Não tenho nada a apontar. 

Márcio - tens razão em algumas coisas que dizes, mas esqueces o principal - isto é um jogo e, desde que não se quebrem as regras, é cada casal por si e ganha o melhor. E devias saber que um bom jogador estuda as probabilidades, encontra estratégias e pode, inclusive, em alguma parte do jogo e enquanto isso lhe for favorável, fazer alianças ou formar equipas. Todos os casais estão aí com um objectivo: ganhar o prémio final! Ninguém entrou na casa pelo simples prazer de conhecer, conviver e criar amizades com os restantes casais. Embora isso possa acontecer, por acréscimo, e espontaneamente. Podes não agir da mesma forma que os outros, podes não concordar com essa forma de agir estrategicamente, mas tens que ter em mente que isto é um jogo.

 

 

Ana - Como mulher, e mãe, tiveste, na minha opinião, uma saída menos feliz quando soubeste que a Marta ia voltar ao programa. Ah e tal, engravidou, tivesse cuidado. As coisas não são assim, e tu sabes bem disso. Compreendo a tua revolta mas, tal como disse ao Márcio, isto é um jogo, e é a Sic quem dita as regras como bem lhe apetece. Já devias saber. E nada como uma boa polémica para agitar o ambiente e subir as audiências!

Quimbé - Tens razão em estar revoltado com a entrada no novo casal no programa, mas não tens que desistir por isso. Tens é que jogar o melhor que podes e sabes, para que esse mesmo casal não leve a melhor. Como já percebeste, as coisas estão sempre a mudar e ainda muita água pode correr debaixo dessa ponte. Se és um guerreiro, luta! Sempre é tempo mais bem empregue do que andares aí a gozar e a imitar toda a gente, quando não estás ao pé deles. Isso fica-te tão mal. Todos nós o fazemos, mas esqueces-te que aí há câmaras que te filmam a toda a hora. Pelo menos faz isso junto com eles, e goza também com os teus próprios defeitos. É preferível do que andarem a discutir.

 

 

Paulo e Marta - uma semana não deu para vos conhecer o suficiente. Tiveram que desistir mas, infelizmente, deixou de existir o motivo para a saída prematura. Se é justo vocês voltarem nesta fase? Talvez fosse mais justo num segundo programa, desde o início. Ou talvez entrarem algumas semanas atrás. Mas não deixa de ser justo terem uma segunda oportunidade. Pode até ter sido uma decisão vossa, mas não me admirava nada se as regras e contratos assinados vos "obrigassem" a tal. Entram em desvantagem financeira, e sabem que têm (quase) todos contra vocês. Caso venham a ser os vencedores, a vossa consciência ditará se foram justos vencedores, relativamente aos restantes concorrentes, tendo em conta tudo os que eles enfrentaram desde o início, as condições em que se encontravam quando vocês irromperam pela sala cheios de pica, energia e vontade de vencer, e tudo o que daí em diante acontecer.

Volto a dizer - O Poder do Amor é um jogo, e os concorrentes já devia saber, pelo histórico de outros programas, que tudo pode acontecer e que as reviravoltas e surpresas fazem parte do pacote.

 

 

Tina - nunca simpatizei muito contigo, mas tens estado bem. 

Eddy - podes não ser um bom jogador, mas como pessoa pareces-me muito simples, divertido e dos poucos que ainda se afasta das confusões, quando não te vês metido no meio delas mesmo sem querer! Continua a ser verdadeiro.

 

 

Ricardo - Continua a ser o concorrente que tens sido até aqui, e a pessoa que me pareces ser. Na minha opinião, um dos concorrentes mais calmos do programa.

Tânia - Desde o início, tal como aconteceu com a Tina, não simpatizei contigo. Mas tens-te esforçado imenso e estou a gostar mais de te ver.

 

E, por fim, para o último casal expulso:

 

 

Catarina e Artur - Com alguma razão vossa, tendo em conta algumas das provas e respectivos resultados, bem como os poderes ganhos, forma física, cultura e afins, consideravam-se o casal mais forte da casa. Talvez por isso, por toda a confiança adquirida ao longo das últimas semanas, se tenham sobrestimado. Mas deram-se mal. Quero acreditar que não foi suicídio premeditado. Isto é um jogo, como tantas vezes, e bem, afirmaram, e nada é garantido. As surpresas são uma constante e, quem hoje está no topo, amanhã pode vir parar cá baixo. E como bons jogadores que eram, sabiam que se estivessem nomeados, ninguém vos iria salvar. Acredito que para alguns casais, esta eliminação teve um doce sabor de vingança, pelo que aconteceu na semana passada.

Pode ter havido algum tipo de estratégia na segunda prova para vos massacrar. Mas foram vocês os únicos responsáveis pela eliminação, logo na primeira prova de casal.  

 

 

Nek Nomination (ou como transformar um jogo parvo numa iniciativa inteligente)

 

Nek Nomination é um jogo viral nas redes sociais que, no seu conceito original, consiste em que o primeiro participante se filme a beber um litro de uma bebida alcoólica (geralmente cerveja), de uma só vez. O vídeo é depois colocado online, normalmente no YouTube, e o participante desafia duas novas pessoas a fazer o mesmo. Os nomeados (neknominees) têm de completar a tarefa em 24 horas. E assim sucessivamente.
Com o aumento da popularidade do jogo, os desafios são cada vez mais bizarros e perigosos, podendo envolver armas, máquinas, lagos ou rios, bebidas fortes, mistura de bebidas e drogas, etc. E causar a morte.
São várias as mortes associadas a este jogo, entre elas as de Isaac Richardson, Stephen Brooks, Jonny Byrne e Ross Cummins. Stephen Brookes, depois de ter sido filmado a beber um litro de vodka. Isaac Richardson, após ter sido filmado a beber uma mistura de vinho, vodka, whiskey e cerveja.
Há quem diga que este fenómeno teve origem em Cambridge, em 2008, quando um grupo de amigos criou a competição, mas outras versões apontam para que tenha nascido na Austrália.
Mas há quem tenha tido o bom senso de dar a volta ao jogo, transformando uma "nek nomination" numa "smart nomination"! Respostas inteligentes que estão a fazer a diferença!
Um desses exemplos é a distribuição de alimentos e água aos sem abrigo, bem como outras acções de solidariedade, para as quais, à semelhança do jogo original, são posteriomente nomeadas três pessoas, que devem fazer o mesmo em 24 horas.
De facto, se se perdesse menos tempo a inventar ideias parvas, e mais a criar iniciativas destas, o mundo seria muito melhor!