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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Praia da Adraga

(Colares, Sintra)

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Quem disse que as praias são todas iguais?

Sim, todas têm mar, areia, rochas.

E é certo que a nossa costa é rica em falésias, portanto, encontramo-las frequentemente.

Por outro lado, passamos, quase sempre, pela natureza verdejante para aceder às praias.

Gaivotas também não podem faltar.

Mas...

 

 

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Cada praia é diferente da outra. Esta Praia da Adraga, que fica na zona de Colares e Almoçageme, inserida no Parque Natural Sintra-Cascais.

As imagens que se seguem são o registo de um passeio para conhecê-la, sendo que a primeira coisa que vemos, quando chegamos, é a indicação de que o mar tem correntes fortes e há perigo de afogamento.

E, claro, também há perigo de derrocada das falésias.

 

 

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Dádivas da Natureza

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Já perdi a conta às vezes que subi e desci aquele caminho com a minha filha.

Já lá tirei fotos de flores, do pôr do sol, da lua, até de coelhos bravos.

Vinha para casa e a pensar: uma pessoa passa sempre nos mesmos sítios, às tantas já não há nada de novo para fotografar.

E, enquanto pensava nisto, a Natureza encarregou-se de me contrariar!

 

 

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Lapa de Santa Margarida - Portinho da Arrábida

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Não estava fácil escolher um passeio para o fim de semana.

Um prefere ir para norte. O outro, para sul.

Não queríamos algo muito longe, nem muito dispensioso.

Queríamos um sítio com natureza mas, ainda assim, os nossos gostos diferem.

Depois de várias hipóteses, sugeridas ao longo da semana, no sábado acabámos por escolher outra: a Lapa de Santa Margarida, no Portinho da Arrábida.

Dadas as circunstâncias, e o tempo disponível, acaba por ser muito tempo de viagem, para pouco tempo de passeio.

Mas vale a pena!

 

 

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Estacionado o carro na estrada principal, ainda tivemos que fazer a caminhada até à rua que, depois, nos leva ao trilho por onde descemos, até à entrada da gruta.

Um trilho de escadas, fácil de percorrer até porque, para baixo, todos os santos ajudam!

 

 

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Ao longo da descida, vamos começando a apreciar a paisagem que surge à nossa frente.

 

 

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A entrada para a gruta é um pouco assustadora porque parece muito escuro, muito em baixo e, mal se entra, ouve-se o som do mar.

Para quem, como nós, não faz a mínima ideia do que irá encontrar, pode pensar que, a qualquer momento, entrará por ali uma onda.

Mas vimos pessoas a sair "ilesas", por isso...

 

 

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Mal descemos, deparamo-nos com a Capela de Santa Margarida, onde é possível ver evidências de práticas religiosas, imagens, e onde algumas pessoas acendem velas.

 

 

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Devo dizer que, apesar de bonita, a gruta está um pouco "abandonada" à sua sorte, e com sinais de vandalismo.

Do tecto, qual estalactite, pendem teias de aranha que fazem lembrar um cenário de terror. Nas rochas, grafitis que nem a água consegue apagar.

Aliás, diz-se que, quando o mar está agitado, é perigoso visitar a gruta, porque se fica ao nível do mar.

Mas dá-me ideia que não chegará a ocupar toda a gruta.

 

 

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Como podem ver, a gruta dá acesso ao mar, havendo quem por lá vá nadar, mergulhar, ou apreciar a vista naquelas rochas.

O piso é escorregadio, e com altos e baixos, pelo que temos que ter cuidado, mas compensa.

 

 

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Vista a gruta, há que fazer o percurso inverso, a subir.

E esperam-nos bastantes degraus, que nos obrigam a fazer exercício às pernas, até à estrada.