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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Se sair à rua, tape o nariz!

 

Se não o fizer, arrisca-se a deitar cá para fora o pequeno almoço que acabou de tomar e que tão bem lhe soube! Isto, claro, para quem tem a sorte, ou o azar, de andar a pé.

É que os senhores da recolha do lixo, que zelam pela preservação do ambiente e da saúde pública, cada vez que vêm fazer o serviço, deixam pela estrada fora o rasto da sua passagem.

Resíduos que vão salpicando as ruas, líquido que escorre não sei de onde, e um cheiro nauseabundo que nos obriga a deixar de respirar, sob pena de nos sentirmos mal e cair para o lado.

Talvez não seja mal pensado começar a sair com uma mola de casa…just in case!

 

Preciso de um destes para a minha rua!

 

 

É impressionante - mal saio de casa, a primeira coisa que vejo é a rua enfeitada!

Continuo a andar, tentando evitar, com grande dificuldade, estes desagradáveis presentes que os amigos cães nos deixaram. Sim, porque quando não estão à esquerda, estão à direita, e se não estão nem numa nem noutra, estão ao centro!

Os carros, que passam por cima, e a chuva, que sempre lava um pouco, não são suficientes.

Até porque, quando os mais antigos já estão espalmados e secos, constituindo uma ameaça diminuta, logo aparecem novos e fresquinhos, para nos fazer perder a cabeça!

O pior é que, infelizmente, não é só na minha rua que isto acontece. Este fenómeno alastrou-se em grande escala por todos os lados por onde passo. Ou seja, quase se pode dizer que a vila inteira está infestada por esta praga!

E ainda dizem que os cães são animais inteligentes...

É certo que os animaizinhos têm que fazer as suas necessidades em qualquer lado, e que ainda não inventaram casas de banho para cães.

Mas nesse aspecto, decididamente, os gatos ganham com larga vantagem.

Enquanto um cão faz o "serviço" onde calha, muitas vezes até em casa, um gato procura sempre o seu cantinho (que de preferência deve estar limpo, porque se não estiver ele já se sente incomodado), e tenta tapar tudo depois de fazer.

Mesmo na rua, nunca vi porcaria de gato nenhum.

Os sacos, que foram especialmente colocados para que os donos dos animais recolhessem os dejectos, de nada servem, porque muitas vezes a falta de civismo começa exactamente nessas pessoas, que pouco se ralam se isso incomoda os outros.

Além disso, quem se atreverá a pegar num saco, e limpar o que foi deixado pelos inúmeros cães vadios?

Se o cão tiver um dono, podemos sempre responsabilizá-lo. Mas, e aqueles que não têm? 

Outra coisa que me deixa, inevitavelmente, irritada é o facto de agora se ter tornado moda as forças de segurança, neste caso a GNR, andarem a passear e a fazer as rondas montados em cavalos. Cavalos esses que também não se envergonham na hora de deixar a sua marca mesmo no meio da estrada porque, afinal, também eles não têm casa de banho privativa!

E como isto mais parece o país da bicharada, e da "cocózada", ainda encontro, uma vez ou outra, centenas de bolinhas com que as queridas ovelhas nos brindaram, à sua passagem!

Sim, eu sei, é uma conversa porca e mal cheirosa!

Mas acreditem que, para quem assiste a esta crescente falta de limpeza e higiene das ruas da minha terra, há muito tempo que começou a cheirar mal de mais! 

Retalhos do meu dia

Por aqui nada de novo.

Apenas dois textos, um sobre uma certa hipocrisia natalícia, e outro sobre encontros de ocasião (à falta de melhor título)!

O sol escondeu-se, o frio regressou, e a chuva ultima os preparativos para a sua entrada em cena!

É um dia em tons cinza, embora eu ainda tente visualizar as inúmeras cores que marcaram o dia de ontem.

Tal como o almoço no prato, aquele que não fiz (como que à espera de um truque de magia)! Vamos ver o que se arranja à pressa...

 

 

...Aqui vou eu para cima, de regresso ao trabalho.

No chão, uma dança de folhas em alegre rodopio!

Levanto a gola do meu casaco, para me aconchegar, e sigo viagem. As ruas estão desertas.

Sinto o cheiro que vem, trazido pelo vento, a castanhas assadas! Do assador que, desde Setembro, se instalou no centro da vila.

E cá estou eu, de novo enclausurada neste escritório, para mais 5 horas de serviço!