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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Mentiras Perigosas, na Netflix

Mentiras Perigosas | Final Explicado do filme da Netflix (Quem ...

 

Vimo-lo na quinta-feira, data de estreia do filme na Netflix.

 

Um casal, em início de vida conjunta e a enfrentar algumas dificuldades financeiras, acaba por ir trabalhar para a mesma pessoa, um senhor idoso e solitário, sem qualquer família. 

Katie é a primeira a ir cuidar de Leonard, um emprego conseguido através de uma agência, e tudo corre bem, tendo ambos construído, em pouco tempo, uma relação de amizade.

É Katie quem sugere a Leonard contratar o seu marido, Adam, como jardineiro. E é a partir desse momento que começa a boa sorte para o casal. E os problemas, também.

 

Leonard morre de forma inesperada, e é Katie quem herda a casa deste, assim como tudo o que se encontra lá dentro.

É a segunda vez que uma pessoa morre, envolvida, de alguma forma, com Katie e Adam. E muitas mais vão ter o mesmo destino, com o casal como único presente no local.

 

Ainda assim, pelo trailer, e pela forma como o filme se vai desenrolando, tudo é feito para nos levar a crer que Katie é uma mulher branca, trabalhadora, lutadora e honesta (q.b.), enquanto o marido é um homem negro, ambicioso, deslumbrado, que pode não olhar a meios para atingir os fins, se isso significar não voltar a ser pobre.

E é por isso que, à medida que a trama avança, desconfiamos cada vez mais dele.

Terão sido aquelas mortes, acidentais, ou planeadas? Quem é, afinal, Adam?

Terá ele intenção de fugir, e deixar a mulher arcar com as culpas de tudo?

 

Mas, depois, aparecem outras personagens suspeitas, como o agente imobiliário, que desde o início mostra demasiado interesse na casa. Ou a advogada que apresenta um testamento que ninguém conhecia, e se mostra muito prestativa a ajudar o casal e, mais tarde, a colocar Katie contra o marido.

 

Quem desconfia de tanta coincidência, e sorte que calhou a Katie e Adam é a investigadora do caso, que acha que está tudo muito mal explicado, e está disposta a descobrir a verdade.

Verdade que vai ser revelada no final do filme.

 

Tanto eu como a minha filha tínhamos demasiadas expectativas para este filme, mas chegámos ao fim e ficou muito aquém do que esperávamos.

Tudo muito forçado, muitas coisas sem sentido, e um desenvolvimento que desiludiu.

 

 

Il Processo, na Netflix

Critica | IL Processo (2020) - 1ªTemporada - Uma boa investigação ...

 

Existe o instinto, o sexto sentido, a sensação que nos faz seguir numa determinada direcção, considerando que é a certa, ainda que o seja só para nós.

Existem os indícios e as testemunhas, que nem sempre são fiáveis, ou credíveis e, embora nos apontem para um caminho, podem fazê-lo de forma propositada, ou ser mal interpretados.

Existe o envolvimento pessoal, que pode toldar o pensamento, o raciocínio, o discernimento. Ou não…

E existem os factos, e as provas, os que melhor podem contar a história, e apontar na direcção a seguir, na descoberta da verdade.

 

Il processo é uma série italiana que se centra na procuradora Elena Guerra, uma mulher de fortes convicções, que tem em mãos a investigação do assassinato de uma jovem de 17 anos, Angelica.

 

Apesar de, no início, ela não mostrar grande interesse em ficar com o caso, até porque, numa última tentativa de salvar o seu casamento, ela acaba mesmo por pedir uma licença e a sua substituição no processo, Elena logo vai perceber que Angelica não é uma vítima qualquer, e voltará atrás, investigando a fundo e levando a cabo a tarefa de provar a culpabilidade de Linda como autora do crime, tal a certeza que tem, de que foi ela que matou a jovem.

 

Do lado oposto, está Ruggero, advogado de defesa de Linda, que tudo fará para provar a sua inocência, até porque dessa vitória depende o seu futuro como advogado de sucesso, apoiado por uma das famílias mais ricas, ou como fracassado. Além disso, Ruggero acaba por se envolver com a sua cliente, o que lhe dará ainda mais motivação para levar a bom porto a sua missão, nem que para isso tenha que descredibilizar, ou mesmo, afastar, Elena do caso, com a revelação de uma verdade que esta tentou a todo o custo esconder.

Uma verdade que lhe poderá valer o fim da sua carreira como procuradora.

 

Quanto ao crime se, no início, tudo apontava para o marido de Linda, e depois para ela própria, ao longo das várias sessões do julgamento, as dúvidas vão aumentando, até porque irá haver confissões inesperadas, e novas provas que apontam em outros sentidos.

 

Estaria Elena, uma mulher cheia de certezas, assim tão errada?

Estaria ela, realmente, a lutar pela condenação de uma pessoa inocente? 

 

Por outro lado, temos o envolvimento pessoal de Elena, o seu passado que ressurge, o seu presente que parece desmoronar, e um futuro que acaba por ser uma repetição do passado, uma forma de fazer, desta vez, a escolha certa e, de certa forma, se redimir pelas decisões tomadas muitos anos antes.

 

Com apenas 8 episódios, a série dá-nos a conhecer, no último episódio, a verdade, abrindo caminho para uma segunda temporada, que permita às diferentes personagens voltar a repôr tudo nos seus devidos lugares, em nome da justiça.

 

Eu gostei muito, e recomendo!

A Fall From Grace, na Netflix

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Já tinha ouvido falar deste filme e, ontem, decidi vê-lo.

É um filme que recomendo, sem dúvida!

 

Grace está a ser acusada de matar o marido.

Pela opinião pública, já foi condenada.

A própria Grace quer confessar-se culpada, e aceitar o acordo que lhe evita a condenação à morte, tendo apenas, como único pedido, que fique num estabelecimento prisional onde o filho a possa visitar com frequência, perto deste.

 

Jasmine é uma advogada inexperiente, insegura, que está habituada a fazer os seus clientes assinarem acordos, ou seja, a resolver os processos da forma mais fácil.

Quando as coisas se complicam, foge, desiste.

O caso de Grace vai, no entanto, depertar alguma atitude em Jasmine, a quem acaba por convencer a não assinar o acordo, e seguir para o julgamento, com a promessa de tudo fazer para provar a sua inocência.

Só que Jasmine não está habituada aos tribunais e, em vez de ajudar, poderá mesmo deitar tudo a perder, condenando a sua cliente.

 

Mas, afinal, o que realmente aconteceu?

Será Grace, de facto, uma assassina? 

O que esconde esta declaração de culpa de Grace? O que a levou a resignar-se? A não querer lutar?

E que motivos teria ela para matar o marido?

 

Neste filme, nada é o que parece. As pessoas não são quem aparentam ser.

E não se pode confiar em ninguém.

Se todos merecemos uma segunda oportunidade de ser felizes? De dar uma chance ao amor? Sim.

Mas não existem príncipes encantados. 

E, se o nosso instinto nos diz que algo não está bem, podemos vir a pagar caro, ao ignorá-lo.

 

 

 

 

Zbrodnia: Crime na Costa

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Hel, uma península situada num município da Polónia, poderia ser um paraíso para quem lá vive ou visita mas, atrevo-me a dizer que, depois do que por lá irá acontecer, está mais perto de se transformar num inferno.

Um corpo, embrulhado em redes de pesca, dá à costa.

Uma mulher é encontrada morta nas ruas de Hel.

É descoberto um esqueleto num bunker.

Anda por aí um assassino à solta, e pode haver mais alguém a correr perigo de vida, se o comissário Tomek Nowiński, destacado para o caso, não o encontrar rapidamente.

 

O que nem sempre parece possível porque, apesar de bom profissional e com bons instintos, o seu desempenho está a ser afectado pela morte do filho e a separação da sua mulher, o que o coloca em risco de deitar tudo a perder.

Mas talvez Agnieszka, uma antiga colega de turma, o possa ajudar. Afinal, foi ela que encontrou o primeiro corpo, enquanto nadava, e conhece muitos dos habitantes de Hel, incluindo, o principal suspeito.

Só falta mesmo um motivo, para fazer a ligação entre os crimes. Ou, então, simplesmente, suspeitam da pessoa errada e, enquanto isso…

 

Agnieszka é casada e tem dois filhos, mas não está feliz no casamento. O marido é um homem ausente, frio, mais preocupado em conviver com os amigos, e em manter as aparências de uma família perfeita.

Quando Tomek chega a Hel, ambos vão ficar mais próximos e dar origem a reacções inesperadas, que poderão mudar a vida de todos. Ou não…

 

O tempo passa e, quando tudo parece mais calmo, um novo assassinato ocorre, durante uma corrida de beneficência, na praia.

Quem teria motivos para matar um dos homens mais influentes da região? 

A mulher? A amante? O filho? Algum inimigo desconhecido? Ou alguém muito próximo a ele, de quem nunca desconfiaria.

Tomek regressa a Hel para investigar este novo crime e, com ele, ressurgem sentimentos que tinham ficado adormecidos.

Terá, Agnieszka, coragem de pedir o divórcio ao marido, logo agora que ele parece determinado em reconquistá-la?

Terá ela oportunidade para reconstruir a sua vida, agora que está, navamente, na mira do assassino?

 

A série da Netflix conta, para já, com duas temporadas, de três episódios, cada uma.

Pessoalmente, preferi a segunda temporada.

E para os mais curiosos, "zbrodnia" é uma palavra polaca (ou polonesa) que, em português, significa "crime".

"No Te Puedes Esconder", nova série da Netflix

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Um ex polícia, com problemas de alcoolismo e falta de dinheiro, é contratado para matar uma mulher que, na sequência de um atentado terrorista, lhe acaba por salvar a vida.

E agora? Terá ele coragem de seguir adiante, e tirar a vida àquela que lhe devolveu a dele?

 

Mónica vive com a filha, Natália, em Madrid, no âmbito do Programa de Protecção de Testemunhas, após ter denunciado o ex marido e o seu negócio de narcotráfico. Com o ex marido morto, ela constrói uma nova vida longe do México, onde ambas viviam. Mas, ainda assim, o perigo está mais perto dela do que imagina. 

 

Um fotógrafo de guerra, obcecado pela morte, colecciona várias fotos de momentos trágicos, sobretudo mulheres mortas, que pretende utilizar na sua nova exposição.

Mas será que não passa mesmo de um trabalho fotográfico? Ou poderá o seu comportamento, por vezes estranho, esconder algo mais?

Sobretudo, quando se mostra tão interessado na morte da mulher de um líder de um partido em ascenção?

Alex tem um caso com Mónica, mas cedo vamos perceber que as mulheres são outro dos seus vícios.

 

Alberto Torres, mulherengo e prestes a ver o seu partido chegar onde quer, torna-se o principal suspeito do assassinato da sua mulher. Apesar de negar, ele tinha todos os motivos para o fazer. Ameaças não faltaram. 

 

Natalia e Eli são amigas mas, naquele momento, quase nem se falam por causa de Alberto, que andou com as duas. Mas Natalia está estranha, como se algo a incomodasse, como se tivesse medo de alguma coisa, ou de alguém e, naquela mesma noite, acaba mesmo por ser raptada.

 

Percebe-se que Eli esconde alguma coisa, e que Alex também parece ter os seus segredos, mas saberão quem terá levado Natália?

Quem não vai descansar até encontrar a sua filha é Mónica. Mas será que o consegue, estando com a cabeça a prémio?

 

E é, assim, nestas três vertentes - recuperar Natália, que parece ter sido levada com vista ao tráfico humano, descobrir quem pagou para matar Mónica, e quem é o assassino de Beatriz - que se vai desenrolar toda a série. Será que tudo está relacionado?

É assim, que vamos perceber o quanto a polícia, nos seus mais diversos departamentos, pode ser corrupta, ineficaz, inactiva, influenciável. O quão burocrático pode ser um processo, e quantos entraves tem que contornar, muitas vezes sem sucesso, para dar um passo em frente.

E como, muitas vezes, tem que ser quem está fora a mexer-se, a arriscar-se, a lutar por aquilo que mais ama, a utilizar meios menos convencionais, para chegar onde a polícia não é capaz, não quer, ou não tem interesse em chegar.

Porque o dinheiro ainda move muita gente, muitos interesses, e os poderosos conseguem ter todos do seu lado, não dando espaço para serem apanhados.

 

Uma série de 10 episódios, em que a acção e o suspense são uma constante, e que queremos devorar de uma só vez.

Confesso que, desde o início, Alex me pareceu suspeito. Nunca fui com a cara dele. Mas não há dúvidas nde que é um bom pai e, a certa altura, ajudou Mónica.

Desconfiei de quem poderia ter estado por detrás da morte encomendada de Mónica, e do rapto da Natália. Era demasiado óbvio.

 

Mas o assassino entre todos eles, foi uma verdadeira surpresa!

Penso que estão reunidas as condições para uma segunda temporada. Gostava de ver como tudo se irá desenrolar dali em diante.

Nesta temporada, o destaque vai mesmo para a Mónica, uma mulher destemida e guerreira, que nunca desiste da filha, e para Daniel, que consegue voltar a ser o polícia que um dia foi, graças a Mónica, e vai ser o seu companheiro na missão de recuperar Natália.

Recomendo, sem dúvida!