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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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À Conversa com Ciro Cruz

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Ciro Cruz, baixista brasileiro, natural do Recife, mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 80, onde deu início a um percurso de atuações ao vivo com diversos artistas brasileiros (Fagner, Ed Motta, Banda Black Rio, e Gabriel o Pensador, entre outros). Tem um currículo de gravações com mais de 100 álbuns. 

Partiçipou em sessões de estúdio o com o baterista Stewart Copeland (The Police), 

Delmar Brown (Sting / Jaco Pastorius Band) e Howard Levy (Bella Fleck and The Flecktones). 

 

 

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Em 2005, Ciro Cruz mudou-se para Portugal, onde atuou com diversos artistas como Rui Veloso, Jorge Palma, Expensive Soul, Sara Tavares, Incógnito, Omar ou Maria Rita, tendo também integrado e dirigido a banda Rock in Rio em três edições do Festival. No fado acompanhou Mariza, Carminho e Raquel Tavares. Foi igualmente um dos fundadores dos The Black Mamba, cujos álbuns "The Black Mamba" e "Dirty Little Brothed' têm o selo Farol Música. 

 

 

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Ciro Cruz apresenta, hoje, os seus dois álbuns "Groove Inside" e "Mandala" em formato digital. 

É ele o convidado desta sexta-feira, a quem desde já agradeço a disponibilidade!

 

 

 

 

 

Ciro, começo por perguntar o que o levou a mudar-se para Portugal em 2005? 

Eu fazia parte da banda do Gabriel o Pensador desde 1998 e tive a oportunidade de vir dezenas de vezes a Portugal. Nessas idas e vindas conheci o pessoal da banda Donna Maria. A Marisa Liz, que hoje é a cantora dos Amor Electro, e o Miguel Majer, baterista da banda, me fizeram o convite para gravar com eles. No album tambem entrou um tema meu e começamos a amadurecer a ideia de uma vinda definitiva para Portugal para integrar os Donna Maria. E foi o que fiz. 

 

O Ciro trabalhou com diversos artistas, de diferentes países. Que semelhanças e diferenças mais notou, na forma como se vê, se faz e se valoriza a música, nesses países? 

Acho que há uma semelhança muito grande entre todos. O que é diferente é a proporção. No Brasil e USA os investimentos são maiores no setor musical por causa do gigantesco número de pessoas que consomem música. 

 

Entre os artistas com que teve o prazer de trabalhar, houve algum que se destacasse ou que o tivesse marcado mais? 

Sim. Toquei durante 10 anos com o Fagner. Conheci e toquei em Portugal pela primeira vez com ele na década de 80. E tive a oportunidade de conhecer e tocar com grandes músicos como Roberto Menescal, Dominguinhos, Mercedes Soza, etc.. 

 

Há pouco tempo, o público pôde assistir à atuação do Ciro Cruz do Rock in Rio Lisboa, no EDP Rock Street. Para além das atuações, o Ciro dirigiu a banda Rock in Rio, em três edições deste festival de música. Como foi essa experiência? 

Foi uma experiencia gratificante. Foi um trabalho de muita responsabilidade mas, além de tudo  o prazer e a oportunidade de tocar com artistas como os Incognito, Rui Veloso, Maria Rita, Omar, Zeca Baleiro, Expensive Soul, entre outros. 

 

'Groove Inside" e "Mandala" são os dois primeiros álbuns de Ciro Cruz, com edição física, respetivamente, em 2014 e 2015, que chegam agora às plataformas digitais. O que o levou a lançar estes dois trabalhos em formato digital? 

A edição digital vai me proporcionar levar o meu trabalho aos 4 cantos do mundo. 

 

De que forma é que o público português tem encarado a sua música e as suas diversas atuações? É um público ativo, participante e apreciador da música brasileira nordestina? 

A minha música não é só brasileira nordestina. O Rock in Rio me convidou para montar um concerto voltado para a música do nordeste do Brasil. Os meus álbuns são compostos por temas de diversos estilos e o público tem aderido muito bem. 

 

A par com o lançamento digital destes álbuns, o Ciro está neste momento a trabalhar no seu terceiro trabalho. O que nos pode desvendar sobre ele? 

Estou a finalizar o terceiro álbum. O que posso desvendar é que há um tema que compus para homenagear o Paco de Lucía. O tema é uma ilustração de uma época em que convivi muito com ele no Rio de Janeiro, mas não era para tocar e sim, curiosamente, para jogar futebol. O tema chama-se "Futebol com o Paco" e tem como convidado especial na guitarra flamenca o grande guitarrista português Pedro Joia. 

 

Onde pode o público ouvir Ciro Cruz nos próximos meses? 

Julho: Dia 2 - Palmela, Dia 8 - LX Factory, Dia 16 - Ericeira 

Agosto: Dia 26 - Praia da Tocha, Dia 27 - Serra da Estrela 

Outubro: Dia 22 - Évora 

 

Muito obrigada Ciro, e continuação de muito sucesso! 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

 

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