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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com os PRISMA

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Os PRISMA são uma banda oriunda da Ilha de S. Miguel (Açores), cuja sonoridade é influenciada pelas diferentes origens geográficas (e diferentes escolas de música) dos elementos que compõem a banda, fazendo com que as interpretações tenham um "prisma" particular.
A fusão de estilos e a constante preocupação (e procura) de uma musicalidade singular são as principais fontes de inspiração coletiva.

Fiquem a conhecê-los melhor nesta entrevista:

 

 

 

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Para quem não vos conhece, quem são os Prisma?

São músicos, familiares, amigos, simpatizantes, equipa técnica, são todas as pessoas que acreditam em nós e que nos permitem expandir o que mais gostamos de fazer.

Este Prisma de sonhadores, só é possível por existir esta base, que reconhece e dá força ao nosso trabalho.

 

Quando é que a música começou a fazer parte da vossa vida?

A música começou a fazer parte da nossa vida desde a infância, todos nós crescemos com este gosto pela música, todos nós tivemos música presente nos nossos tempos livres, era parte das nossas atividades, desde coros, filarmónicas e outras atividades culturais, para além de influências familiares.

Ao longo do nosso percurso pertencemos a vários projetos musicais, que nos deram bagagem para sermos o que somos hoje.

 

Em que momento é que decidiram formar a banda?

Decidimos formar a banda em 2017, todos nós nos conhecíamos e até alguns de nós já haviam trabalhado juntos, no fundo juntamos músicos que tinham o mesmo propósito, não faria sentido de outra forma, sentimos que queríamos criar algo novo, interpretar os temas que não ouvíamos, fazê-lo com qualidade, e criar algo nosso, trabalhar em originais.

 

De que forma é que cada um dos elementos influencia a música criada pelos Prisma?

Influenciamos por permitirmos que cada um seja ele próprio, há espaço para todos colocarem as suas ideias, obviamente que imperam sempre os nossos gostos pessoais, que limados em conjunto constituindo o prisma que queremos.

Aproveitamos as qualidades de cada um desde a composição , à produção, cada um tem um papel no processo criativo.

 

Quais são as vossas maiores referências, a nível musical?

Quando se falam em influências as nossas opiniões divergem, somos muito diferentes o que torna este projeto aliciante. 

Podemos falar de Queen, The Doors, Stevie Wonder, Expensive Soul, HMB, The Black Mamba.

Adoramos o funk, RnB , rock.

 

Consideram que o facto de os Prisma serem uma banda oriunda dos Açores prejudica, de alguma forma, o vosso percurso na música ou, atualmente, é uma questão que não se coloca?

Nós consideramos que pode condicionar o nosso percurso na medida em que onde vivemos não temos tantas ferramentas de trabalho, é certo que temos muitas pessoas talentosas e qualificadas, mas para muitos a música é um hobby, o que dificulta a caminhada, pois precisamos dos outros para trabalhar.

O mercado não é extensivo, adorávamos chegar a rádios e comunicação nacionais, vivenciar outros palcos, estúdios.

As redes sociais são muito positivas na nossa construção pois permitem-nos chegar a mais pessoas, e desta forma conseguimos expandir o nosso trabalho, quer seja nos Açores ou em qualquer outro lugar o caminho faz-se a caminhar, nós somos o motor desta caminhada, pelo que o nosso percurso também depende dos passos que damos.

 

 

 

 

"Sentimento" é o vosso primeiro single, editado em dezembro de 2019. Sobre o que nos fala este tema?

Este “Sentimento “ é como o descrevemos “tão forte, tão cheio, imenso” , é uma história de vidas que andam lado a lado e que de certa forma tentam evitar-se, mas que o “sentimento” é mais forte “no fundo acreditei na vontade que mostrava, dos teus olhos, espelho d’alma”, é um saber que existe reciprocidade e ao mesmo tempo medo, é um pedido, que seja leve, que seja bom, “dá-me um sentimento, sem sofrimento, deixa-te levar, deixa o coração expressar”.

 

Que feedback têm recebido, por parte do público, relativamente ao single de estreia?

O feedback tem sido muito positivo, nunca tínhamos vivido a experiência de gravar como “Prisma”, foi um desafio para nós, ainda que tivéssemos expectativas, fomos surpreendidos com a boa vontade de tantas pessoas que quiseram colaborar connosco, e que tornaram este "Sentimento" de todos.

Fomos recebidos com casa cheia para o conhecerem. E desde então tem sido muito positivo, recebemos muito carinho por parte de quem nos ouve e isso é sem dúvida gratificante.

 

Através da música pretendem dar o vosso prisma sobre os mais diversos assuntos. O que podemos esperar dos próximos temas? 

Ao escrevermos temos sempre a preocupação de não repetirmos o conteúdo já abordado, até mesmo palavras, por isso escrever é sempre desafiante pois há tendência para seguir a linha do que já temos feito, contudo temos conseguido superar estes “obstáculos”, já escrevemos sobre saudade, liberdade, vencer, mudança.

E só poderão entender estas palavras ao ouvirem cada tema, cada um deles tem uma mensagem que só é entendida quando ouvida.

 

Que objectivos querem ver concretizados ainda este ano?

O nosso objetivo passa por sermos fiéis à nossa identidade, cumprindo apresentar sempre qualidade e diferença em palco.

O lançamento de um EP é o nosso foco para 2020.

 

De que forma é que o público vos pode ir acompanhando?

Podem acompanhar-mos através das nossas redes sociais, estamos presentes no Facebook (@prismamusicproject) e no Instagram (@prisma_musicofficial), aqui podem acompanhar tudo em primeira mão, quer estejam perto ou longe. Estamos sempre ligados.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.

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