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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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À Conversa com Ricardo Mestre - Especial The Voice Portugal

 

O meu convidado de hoje tem 23 anos, e vem da outra margem do Tejo, onde é professor de música.

Para além de ensinar, toca também piano, bateria, guitarra e melódica. E canta! Os incríveis falsetes são aquilo que melhor o distingue quando canta.

 

A música já está presente na sua vida desde os 15 anos, tendo também tido formação musical em algumas escolas tanto no Seixal, como em Lisboa.

Fez parte do disco de estreia de Ricardo Carriço “O Meu Mundo” e já cantou com Mika no Coliseu dos Recreios, mas o seu sonho é ser um músico a solo conhecido internacionalmente.

 

Falo-vos de Ricardo Mestre, que participou na última edição do programa The Voice Portugal, pela equipa de Marisa Liz e que, pessoalmente, gostaria de ter visto chegar à final porque era um forte candidato, e tinha uma forma muito própria e sentida de interpretar as músicas que cantava, para além de uma excelente voz.

Ricardo, muito obrigada por teres aceitado este convite para participar nesta rubrica “À Conversa com…”.

 

 

 

Para quem ainda não te conhece bem, quem é o Ricardo Mestre?

Desde já queria agradecer o convite e as palavras! É muito importante para mim ouvir incentivos após a minha participação no programa The Voice Portugal.

Sobre o Ricardo Mestre… Posso dizer que é uma pessoa muito tímida que necessita estar à vontade para se conseguir exprimir a 100%. É uma pessoa muito calma, muito consciente de tudo o que a rodeia, acredita na vida tal e qual como ela é, vive muito intensamente tudo o que ela lhe oferece e está muito ligado à natureza. Não segue nenhuma religião a não ser a religião da vida, aquela que te dá e que te tira tudo o que existe de bom e de mau e que te ensina sem dares por isso. O Ricardo adora comer e falar, adora aprender e ensinar, adora respirar e ouvir todo o tipo de música que o planeta tem para oferecer. Por outro lado não gosta muito quando as pessoas não são práticas, ou seja quando as pessoas não vão diretas ao assunto e começam a enrolar. Não gosta de “odiar” ou sentir-se “mal” ao pé de alguém, gosta de estar em paz com toda a gente e em paz consigo próprio, pois sabe muito bem que tudo o que dá também se recebe (tanto para o bom ou para o mau). Por fim posso dizer que é uma pessoa que perdoa facilmente, que é preguiçosa, por vezes seca, por vezes fofinha, por vezes bruta, por vezes solidária e que acredita plenamente na verdade por mais dura que ela seja (para nós e para os outros).

 

O que é que te levou a participar nesta edição do The Voice Portugal? Já tinhas participado noutros concursos do género?

Curiosamente não tinha ideia de participar até que um amigo meu insistiu bastante e lá acabei por ir. Sempre que posso tento e faço os possíveis para ir a todos os concursos que temos por cá (incluindo o the voice em emissões anteriores)

 

Qual é a sensação de, na prova cega, ver os mentores virarem a cadeira ao te ouvirem cantar?

Eu acho que quase chorei, que é algo que raramente acontece. Eu acredito que pela primeira vez vi o meu esforço reconhecido porque senti que os mentores me estavam mesmo a ouvir, e isso sem dúvida para mim é o mais importante.

 

A escolha da Marisa como mentora foi uma decisão do momento, ou ficar na sua equipa era um dos teus objectivos?

Eu já vinha com a ideia de escolher a Marisa, no entanto depois de ouvir as palavras do Mickael Carreira fiquei na dúvida. Naturalmente identifico-me mais com a Marisa e com a Aurea a nível musical, mas fiquei perplexo sem saber o que fazer quando o Mickael começou a falar de mim (e garanto-vos vocês não ouviram tudo porque ficamos a falar durante uns bons 15/20 minutos possivelmente). Ele foi sem úvida uma surpresa e um despertar de emoções, senti que ele gostava mesmo de mim. No final acabei por seguir a cabeça em vez do coração, porque estava com a ideia da Marisa e sabia que era a pessoa que me ia dar mais trabalho e mais de si. Sempre olhei para a Marisa como uma pessoa com um olhar Materno sobre os seus concorrentes e isso foi suficiente para querer ser um “Mariso”.

 

Consideras que este método de selecção dos concorrentes “Prova Cega” é mais “justo” e imparcial, que um casting tradicional, uma vez que só se é feita somente com base na voz?

Sem dúvida! Acredito que muitas pessoas passem ao lado pela sua imagem, quando a voz é o que realmente importa.

 

O que é que de melhor guardas desta tua participação?

Vou guardar sempre a minha primeira “aparição” no The Voice. Lembro-me se ver-me nos créditos finais do primeiro programa, e lembro-me de ver e rever aqueles 4 segundos onde aparecia. O engraçado é que passado tanto tempo ainda consigo sentir a mesma emoção ao ver esses segundos. Guardo sem dúvida todas as pessoas que conheci dentro do programa, incluindo produção. Guardo toda a força que as pessoas, após e durante o programa, fizeram questão de transmitir pessoalmente ou pelas redes sociais. Sem dúvida guardo muitas coisas.

 

És professor de música de crianças a partir dos 4 meses. Como é ensinar crianças tão pequenas?

É diferente. Eu sou um professor pouco ortodoxo, não me sigo pelos meios normais para atingir resultados, sigo-me pelo que acho mais correto e pelo que sei que as crianças mais precisam. Dar aulas a crianças tão pequenas é sem dúvida uma responsabilidade e uma aprendizagem constante. Um professor deve ter noção que cada aluno é um caso diferente, não existem pessoas iguais para métodos generalistas.   

 

Quais são os teus planos para 2016 a nível musical?

Espero ter oportunidade para me lançar musicalmente que é algo que já tem andando na minha mente à algum tempo. Espero conseguir chegar ao coração das pessoas com as minhas músicas e espero, sem dúvida, ser feliz enquanto o faço.

 

E agora, só um aparte, que é mera curiosidade: aqueles desenhos que tens no facebook (caricaturados), são feitos por ti?! É que estão muito fixes!

Não são feitos por mim. São feitos por uma Grande Amiga minha que me fez o favor de me ajudar nesta questão de “marketing the voiciano”. A ela um muito obrigado do fundo do meu coração, porque ela é uma das pessoas, juntamente com a minha família, que se interessa mais no meu percurso musical.

 

Obrigada!

Obrigado eu, Marta. 

 

Imagens media.rtp.ptwww.movenoticias.com e Ricardo Mestre

 

Podem saber mais sobre o Ricardo em https://www.facebook.com/RicardoMestreTheVoice/

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